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Impossible Foods e o Hambúrguer Vegetal para os Amantes da Carne

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Em março deste ano, li um artigo do “The Economist” sobre as empresas start-ups do Vale do Silício, na Califórnia que estão desenvolvendo, a partir de vegetais, versões sustentáveis de alimentos à base de carne e leite. A Impossible Foods era uma das empresas citadas no artigo. No final de abril, visitei esta empresa em Redwood City, próxima a San Francisco na Califórnia. A seguir faço um resumo da minha conversa com Patrick Brown, fundador e CEO da empresa, realizada na sala “Avocado”.

Patrick Brown no laboratório da Impossible Foods  [Fonte: Wall Street Journal]

Patrick Brown no laboratório da Impossible Foods [Fonte: Wall Street Journal]

A área de atuação prévia do Dr. Brown era a biomedicina: mecanismos de regulação biológica, diagnóstico de detecção precoce de doenças humanas, ecologia microbiana do corpo humano e novas tecnologias e métodos experimentais e analíticos aplicados à pesquisa biomédica. Segundo suas próprias palavras, ele tinha o melhor trabalho do mundo, mas queria fazer alguma coisa que tivesse um impacto positivo muito maior para a humanidade. Decidiu então fazer produtos de origem 100% vegetal para substituir produtos de origem animal, como carne e queijo. Segundo “The Economist”, Pat Brown disse:

“A pecuária é uma atividade tremendamente destrutiva e totalmente insustentável. Mesmo assim, a demanda por carne e leite está em alta”.

Ele repetiu para mim aquela informação da ONU que a pecuária ocupa 30% da superfície degelada do planeta e é responsável por 14,5% de todas as emissões de gases do efeito estufa. Deste modo, para evitar um impacto maior no planeta por conta do aumento do consumo de carne e leite, seria necessário desenvolver alternativas vegetais que não devessem nada aos produtos de origem animal.

Nos primeiros anos de atividades da Impossible Foods, nenhum produto foi formulado, inúmeras moléculas foram extraídas de vegetais e analisadas. A partir daí se estudou a formulação de produtos e como obter as moléculas que seriam os ingredientes dos produtos. Todos os ingredientes escolhidos devem ser economicamente viáveis e possíveis de serem obtidos em grande escala.

Pat disse que a Impossible Foods já desenvolveu queijos, exclusivamente a base de vegetais, que foram aprovados por especialistas, mas seu primeiro empreendimento será o hambúrguer. Este primeiro produto a ser lançado terá a mordida, a suculência, o aroma e o sabor de um autêntico hambúrguer de carne. O preço também deverá ser competitivo com o produto convencional. A escolha é óbvia, além dos problemas já citados de desmatamento e aquecimento global, a conversão da ração em carne é muito ineficiente nos bovinos, 10 kg de ração são necessários para gerar apenas 1 kg de carne. Além disto, os norte-americanos são grandes consumidores de hambúrguer. Eu vi numa apresentação que, em média, cada americano consome três hambúrgueres por semana.

Hambúrguer – Foto do site da Impossible Foods

Hambúrguer 100% vegetal – Foto do site da Impossible Foods

Comentei com o Pat que a grande maioria dos vegetarianos não precisaria de um produto assim. Ele concordou e afirmou que o consumidor-alvo deste produto é o amante da carne que deseja reduzir o consumo, sem perder o prazer. Se existir uma alternativa tão boa quanto a carne, por um preço igual ou menor, por que alguém continuaria a consumir carne com todas as questões de maus tratos aos animais e prejuízos ambientais? Neste momento, haveria a migração para os produtos de origem vegetal e a pecuária entraria em declínio.

Neste ponto, eu contra-argumentei que a indústria leiteira está fortemente ligada à indústria da carne. A vaca leiteira fica prenha anualmente. Se a nova cria for um macho, será morto e se transformará em cortes de carne antes da puberdade. Se for uma fêmea, se transformará após dois ou três anos em uma nova vaca leiteira. Se tudo correr bem nos seis anos seguintes, a vaca não morrerá durante uma das gestações ou partos, nem será sacrificada devido à mastite ou outra doença. Como prêmio por ter gerado cinco ou seis crias sãs e ter produzido entre 20 e 25 toneladas de leite, a vaca será enviada para um matadouro onde será abatida e transformada em hambúrgueres e carne industrial. Se não houver bons produtos substitutos para os laticínios, como o queijo, o preço dos produtos lácteos tradicionais poderá aumentar e subsidiar o preço da carne. Se isto acontecer, a lucratividade do negócio da “carne vegetal” será corroída. Ou seja, o ataque contra a indústria da pecuária deve ser realizado pelos dois lados – carne e leite. O que é justo e deveria ser considerado nas leis num futuro próximo são as taxas sobre as externalidades causadas pela indústria da pecuária devido ao gigantesco impacto ambiental que causa. Aí sim a competição desequilibraria em favor das alternativas vegetais.

Perguntei ao Pat como ele enxergava alternativas como a carne in vitro. Provavelmente por causa dos longos anos de trabalho na área biomédica, ele foi enfático. Não acredita nesta alternativa! Explicou que os problemas com contaminações microbiológicas inviabilizam o aumento de escala do laboratório para a indústria. Um boi tem seu sistema de defesa que evita que micróbios destruam tecidos inteiros do seu organismo. No caso de carne in vitro, um simples vírus pode infectar uma célula, se multiplicar com uma velocidade extraordinária e destruir todas as células, acabando com a produção da fábrica.

Atualmente setenta pesquisadores trabalham no desenvolvimento dos produtos da Impossible Foods. Em 2016, a primeira planta deve iniciar a produção numa escala pequena. Se tudo correr bem, o próximo passo será uma planta muito maior para atingir a produção comercial plena pouco tempo depois. Depois virão os queijos…

Se você quiser ler o artigo original do “The Economist”, onde outras empresas são apresentadas, basta clicar no link abaixo.

The Economist

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Carta Aberta para a Revista dos Vegetarianos

Há três meses, a Revista dos Vegetarianos publicou uma matéria sobre a soja. Como eu e Claudia não concordamos com vários pontos, resolvemos enviar uma mensagem com nossos comentários. Mandamos o e-mail no dia 22-02-2015 e não recebemos qualquer retorno. Deste modo, decidimos publicar a íntegra de nossa mensagem para que os leitores da Revista dos Vegetarianos tenham um contraponto para as informações apresentadas naquela matéria.

Capa da Revista dos Vegetarianos, nº100

Capa da Revista dos Vegetarianos, nº100

Prezados senhores(as),

Minha esposa e eu somos ovo-lacto-vegetarianos e, por iniciativa dela, assinamos a Revista dos Vegetarianos. Costumo ler e confiar na veracidade e precisão dos conteúdos de seus artigos. Na última edição, esta credibilidade ficou abalada após ler a reportagem de capa apresentada como um “dossiê definitivo” sobre a soja. Em primeiro lugar, quase nada é “definitivo” com os avanços científicos atuais. Em segundo lugar, a reportagem apresenta erros e inconsistências que seriam evitados com a consulta de pesquisadores e técnicos da área.

Trabalhei vinte anos em uma empresa que fabricava produtos derivados de soja. Neste período, atuei em diferentes áreas como pesquisa, engenharia de processo, projetos, tecnologia e produção de óleo, lecitina, farinhas, proteína isolada, proteína concentrada e proteína texturizada de soja (PTS). Por este motivo, fiquei perplexo com a demonização que o PTS sofreu nesta reportagem.

Em relação ao ácido fítico, responsável pela indisponibilidade de ferro e zinco, a forma da preparação do PTS pode praticamente eliminar o problema. Pode-se hidratar a proteína com água acidulada com suco de limão ou vinagre de arroz. O pH ácido aumenta a solubilidade do ácido fítico e reduz a solubilidade das proteínas. Na sequência, a massa pode ser enxaguada e prensada entre as mãos. Com esta operação, o ácido fítico e os oligossacarídeos são eliminados. Isto normalmente é feito pelos vegetarianos.

https://vicentemanera.com/2014/09/23/segredinho-no-preparo-da-proteina-texturizada-de-soja/

A revista poderia fazer uma reportagem, mostrando o preparo correto do PTS.

Segundo o Dr. Luciano Giacaglia, “a soja é rica em fibras alimentares que dificultam a absorção de colesterol”. O PTS possui toda a fibra dietética da soja. Em outros produtos, como o leite de soja e o tofu, toda a fibra é removida, gerando um novo produto chamado okara. Ou seja, em relação ao consumo de fibras, o PTS é mais completo do que outros derivados de soja.

O PTS é apresentado como um “subproduto altamente manipulado industrialmente”. O PTS é um dos derivados de soja menos processados. Normalmente é produzido apenas usando farinha desengordurada de soja como matéria prima. Após misturar água e farinha, a massa passa por um extrusor, onde através de alta pressão e temperatura, a maior parte dos fatores antinutricionais, como o inibidor de tripsina, é inativada. Diferentemente do afirmado pelo Chef Flávio Passos na matéria, a maioria destes inibidores enzimáticos não resistem às condições de temperatura dos processos industriais e perdem suas atividades.

O principal motivo das fermentações no tubo digestivo não é a digestão incompleta das proteínas, como o Chef Flávio Passos afirmou, mas a incapacidade de nosso organismo de hidrolisar os oligossacarídeos presentes na soja como a estaquiose e a rafinose. Geralmente só quebramos polímeros de glicose, como o amido, ou dissacarídeos como a maltose, a sacarose (açúcar da cana) e, com mais dificuldade, a lactose (açúcar do leite). Os oligossacarídeos são fermentados pelas bactérias que vivem em nosso intestino, produzindo gases como o metano e o gás carbônico.

Resumindo, dizer, como está na legenda da foto da página 19, “carne de soja – apesar de versátil na culinária, ela não deveria ser consumida porque não é saudável” não tem apoio científico. Além disto, se for bem preparada, a grande maioria dos problemas listados na reportagem são eliminados.

Gostaria de comentar outros problemas que encontrei na reportagem. A farinha de soja normalmente não é obtida através do processo aquoso descrito na página 20. Os dois principais produtos são obtidos através da moagem de soja descascada (farinha full fat) ou de farelo de soja desengordurado após e extração do óleo. Por sinal, a farinha desengordurada é a matéria prima do PTS.

Muitas fórmulas nutricionais para bebês são formuladas com proteína isolada de soja ao invés de extrato de soja (leite de soja). Desta forma, o ácido fítico e os oligossacarídeos são removidos do produto.

Na página 21, está escrito que o óleo de soja “pode ser hidrogenado para ser transformado em gordura vegetal hidrogenada, ou seja, margarina”. Existe um processo chamado interesterificação que não gera gordura trans. Estas gorduras atualmente são ingredientes para a produção de margarinas, solucionando este problema.

O Chef Flávio Passos também afirma que o edamame (soja verde) tem ômega-3, “algo que não se encontra no feijão maduro”. Na verdade, soja é uma das principais fontes vegetais de ômega-3. O óleo de soja (produzido a partir de soja madura) tem em torno de 7% de ácido linolênico (também conhecido como ALA, um dos principais ômegas-3 ao lado do EPA e DHA).

Normalmente, aqui em nossa casa, seguimos o conselho final da reportagem, procuramos variar o cardápio. Usamos diferentes tipos de feijões, lentilhas e grão de bico. Sabemos que a combinação de leguminosas (feijão, lentilha ou soja) com arroz supre nossa necessidade de aminoácidos essenciais. O que nos causou surpresa foi o radicalismo da reportagem contra o PTS que, como todo alimento, não deve ser consumido todos os dias.

Atenciosamente,

Vicente Manera Neto
Engenheiro Químico
Especialista em Tratamento de Resíduos Industriais
Mestre em Engenharia de Produção

Claudia Von Frihauf – assinante da Revista dos Vegetarianos
Engenheira Química
Mestranda em Engenharia Química – USP

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Post 200 – Retrospectiva

Este é o ducentésimo (por que não é “duzentésimo”?) post publicado neste blog.

200-posts

Normalmente o centésimo é mais festejado, talvez pela introdução do terceiro dígito na contagem do número de posts, mas não posso perder a chance de fazer uma retrospectiva dos últimos cem posts publicados.

Vários posts foram inspirados por filmes. “Diários de Motocicleta” ajudou a contar a história da formação da consciência social de Che Guevara. “As Aventuras de Pi” tratou de temas como religiosidade e espiritualidade. “Amour” tratou dos sacrifícios extremos assumidos em nome do amor. “Meia-Noite em Paris” inspirou uma discussão sobre “O Passado e o Futuro”. “Ela” (título original Her) trouxe à tona as maravilhas e os perigos da inteligência artificial meio ano antes do físico Stephen Hawking externar seus temores sobre o assunto (fiquei bem acompanhado desta vez…).

Outros posts resgataram fatos históricos, como as descobertas e invenções de Heron de Alexandria ou o ato heroico de Sérgio Macaco que evitou centenas de mortes durante os anos de chumbo no Brasil. O próprio golpe militar foi protagonista de um post, onde reafirmei minha certeza que a democracia é o único caminho. As semelhanças dos casos de Napoleão Bonaparte e Eike Batista também renderam um post. E a guerra, o ato mais estúpido do ser humano, foi meu alvo após uma visita a Les Invalides em Paris,”Pra Não Dizer que Não Falei das Flores“.

O nascimento de nossa caçula, Luiza, recebeu um post superespecial – “A Maior Emoção da Minha Vida”. A Claudia deve futuramente fazer um post mais aprofundado sobre o parto humanizado.

Alguns posts trataram das minhas visões pessoais sobre família, amor pelos filhos (“Quando nos sentimos pais”) e educação dos filhos (“O que Dar e o que Esperar do Futuro de Nossos Filhos”). Afinal minha riqueza não deve ser medida pelos meus bens materiais, mas pela qualidade dos meus relacionamentos e “Eu Sou um Homem Rico”.

As questões do exibicionismo e da privacidade foram discutidas em dois posts, o primeiro sobre o BBB e o segundo que também trata do monitoramento da vida privada das pessoas pelos Estados – “Privacidade, Intromissão e Exibicionismo”. A propósito este post foi publicado quatro meses antes das denúncias de Edward Snowden.

As religiões e a manipulação dos fiéis por líderes inescrupulosos são fontes inesgotáveis de inspiração. Não escaparam deste blog o Islamismo, a igreja católica, representada pelos papas Bento XVI e Francisco, e nem mesmo “Deus, Sempre Ele”.

Dediquei dois posts para uma das piores figuras públicas da atualidade, o russo Vladimir Putin, sobre seu ecomarketing e sobre a Crimeia. Muito, mas muito menos importante, o ex-prefeito de Novo Hamburgo, Tarcísio Zimmermann, também foi “agraciado” com dois posts, enquanto tentava se reeleger antes de ser cassado devido à Lei da Ficha Limpa.

Em outros três posts, procurei comentar como nossos pensamentos podem ser nossos maiores aliados ou inimigos – “Como a Matrix de Neo e a Caverna de Platão nos Mostram a Realidade”, “Memórias e os Fantasmas do Passado” e “Como Assassinamos Nossos Insights”. Na mesma linha, escrevi mais dois posts – “O Medo” e “A Autossabotagem”.

A culinária vegana manteve seu lugar de destaque – moqueca de tofu, ratatouille, torta de sorvete, estrogonofe ou como preparar proteína texturizada de soja.

Aventurei-me em novos territórios – primeiro escrevi uma história infantil sobre bullying (“A Bruxinha Totute”); depois um poema no meio da “Turbulência” de um voo entre a França e o Brasil; mais um conto de ficção científica dividido em cinco partes sobre a expansão da humanidade em outros sistemas planetários e sua incontrolável ambição (“A Fonte da Juventude de Perennial”). Para finalizar escrevi, na semana passada, uma história que mescla ciência e religião (“Projeto Gaia – Experiência Final”).

Vários posts tiveram como inspiração as manifestações de junho do ano passado. Iniciei com “Os Protestos e a Verdadeira Democracia”, na sequência sugeri como próximo alvo a finada PEC 37/2011. Imaginem como ficaria a investigação da “Operação Lava Jato”, se o poder de investigação do Ministério Público Federal fosse tolhido? A melhoria nos serviços públicos de saúde foi um dos principais alvos dos manifestantes e o governo federal reagiu com a criação do “Programa Mais Médicos” que inspirou um artigo. Em breve, voltarei a escrever sobre a política brasileira.

Tentei desvendar os mistérios da satisfação pessoal em ”Não Esqueçam seus Objetivos Pessoais no Avião” e “Salário Motiva os Funcionários?”.

Questões éticas com animais foram tratadas em “Golfinhos de Guerra” e “Sofrer e Amar não são Exclusividades dos Humanos”.

A sustentabilidade ambiental também teve destaque com artigos sobre reciclagem de metais raros de telefones celulares, reciclagem de fósforo e da influência do consumo de carne na degradação do meio ambiente.

Este blog não é mais somente meu. A Claudia estreou em grande estilo com o post que conta como virou vegetariana, “Eu, a carne e a berinjela…”. Sinto que o respeito aos vegetarianos cresce a cada dia como retratei no post “Vitória Vegetariana”. E aqui entre nós, “Por Que Comer Carne?”.

A Copa do Mundo de Futebol realizada no Brasil em 2014 rendeu dois posts, “A Copa do Mundo Envergonhada” e “Como o Futebol Brasileiro foi Massacrado pelo Alemão”. Dentro da esfera futebolística, publiquei mais dois post “De Volta para o Meu Lugar”, sobre a reabertura do Beira-Rio, e “Fernandão, Vida, Morte e Piscadas”, sobre o morte do ídolo colorado Fernandão.

A seca em São Paulo que ameaça o fornecimento de água à população do estado também inspirou dois posts – “o que fazer quando a água acabar?” e “as medidas que evitariam a crise de abastecimento de água”. Apesar das excelentes chuvas dos últimos dias, o risco continua…

Falei sobre os mais variados assuntos, das “Gambiarras” ao “Portuglish ou Portunglês”, do show de Yusuf Islam em São Paulo aos “Múltiplos Papéis da Mulher no Mundo Atual”, dos conflitos entre judeus e palestinos em “O Escudo Humano” aos problemas da economia americana em “Obama e o Dilema Capitalista”, do racismo contra o goleiro Aranha a “Os Psicopatas, os Hiperativos, os Estranhos e os Normais”. Afinal “As Pessoas são Diferentes – Que Bom!!!”.

Agradeço a todos que acompanham nosso blog, espero críticas e sugestões para os assuntos dos próximos cem posts e lembro, mais uma vez que tento não falhar e fazer “Jornalismo Profundo como um Pires“ e “Eu Não me Chamo “Martho Medeiros”.

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Estrogonofe Vegano

Quando uma amiga que NÃO é vegetariana insiste para você dar a receita do estrogonofe vegano e ainda sai fazendo propaganda, é para glorificar de pé!!, a gente publica logo, claro… rsrsrs

Toma Viviane Barchinski, faz pra mim agora!

Primeiro preciso confessar, nunca fui fã de estrogonofe quando comia carne. Aí depois de 8 anos vegetariana, resolvi testar uma receita só para fazer algo diferente. A receita original é da super Ellen,  mas adaptamos ao nosso gosto (ficou maravilhoso!!).

Obs.: Você que já comeu proteína de soja num restaurante e odiou, dê uma segunda chance… tem gente que não sabe preparar mesmo, fica um amarguinho detestável. Ela tem um segredinho no “pré-preparo”. Veja aqui.

Ingredientes:

– 1 cebola (média ou grande) picadinha;
– 1 vidro de molho de tomate orgânico de sua preferência;
– 2 tomates picados grosseiramente e sem sementes;
– 1 pacote de 30 – 40g de cogumelo seco Porcini (the best of!) ou outro qualquer;
– 1 xicara de proteína texturizada de soja (a graúda, que tem uns 2 cm de largura);
– shoyo, alho desidratado, azeite de oliva, pimentas e sal;
– opcional: palmito in natura (não usamos conservas, altera muito o sabor).

Preparo:

Primeiro deixe de molho a proteína com shoyo e alho desidratado. Deixe os cogumelos hidratando numa xícara com água quente. Quando estiverem hidratados, pique-os bem pequeninho e guarde a água para usar depois.

Para substituir o creme de leite – por um muito mais light (e o de soja de caixinha não fica bem em pratos salgados) veja outra dica da Ellen. Você vai precisar:
– 1 tofu soft de 250 gramas;
– 50 ml de água;
– 50 ml de óleo.
Bata tudo no liquidificador e reserve.

A partir daqui é rapidíssimo:
Refogue a cebola, no azeite com um pouquinho de sal (bem pouco). Acrescente os cogumelos picados, refogue um pouco e coloque o molho vermelho e os tomates e um pouco de pimenta do reino (moída na hora é melhor). Se for usar palmitos, coloque neste momento também. Deixe ferver e acrescente a água dos cogumelos. Quando levantar fervura novamente, acrescente a proteína (só ela, se tiver muito shoyo, não coloque junto). Quando ferver, coloque o creme de leite. Acerte o sal (pode usar o shoyo), a pimenta (neste momento pode colocar pimenta branca) e desligue.
Sirva com batata palha e arroz.

estrogonofe vegano

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Segredinho no preparo da Proteína Texturizada de Soja

A proteína texturizada de soja tem oligossacarídeos que dão aquele sabor caraterístico de soja (amarguinho) que ninguém gosta e que gera gases. Para tirar esta parte que não nos interessa, deixe de molho meia hora ou mais, na água morna com de vinagre de arroz ou limão.

Por exemplo:
– 1 xícara de proteína miúda + 2 colheres de vinagre e cubra com água morna.

Depois é só enxaguar e torcer bem. Agora você pode usar no lugar da carne animal.

Gosto de temperar com alho desidratado, cebola e shoyo para fazer, por exemplo, pasteizinhos, macarronada…

proteina

 

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Por Que Comer Carne?

Na semana passada, eu e a Cláudia completamos dez anos juntos. Mais uma vez está provado que o tempo passa rápido quando se está feliz. Sem pedir muito, poderia ter mais alguns períodos de dez anos tão bons quanto este que fechou agora…

Tentei marcar a data com alguns pequenos eventos para a data não passar em branco. Um deles foi um jantar no Restaurante Mani da premiada chef Helena Rizzo. Acertei com eles um menu degustação com pratos ovolactovegetarianos sem glúten. No final da maravilhosa sequência de pratos, destaco a abobrinha recheada com cogumelos, o talharim de pupunha e, principalmente, os falsos tortéis de pupunha e abóbora. Tanto no caso dos tortéis, quanto do talharim, a massa com farinha de trigo foi substituída por finíssimas fatias de palmito pupunha. As fotos dos dois pratos estão abaixo.

Falsos Tortéis de Pupunha e Abóbora

Falsos Tortéis de Pupunha e Abóbora  [Fonte: Portal do Terra]

Talharim de Pupunha [Fonte: Portal do Terra]

Comida deliciosa, sem carne!!!

No almoço de hoje, havia abobrinha e berinjela grelhadas. Estava muito bom, parece que o paladar começa a apreciar sabores mais delicados, quando deixamos de comer carne.

O jantar de hoje foi uma competição em que os colegas da empresa foram divididos em dois times. Cada time fez três pratos principais – um com filé de carne bovina, outro com galinha e o terceiro era um pene com legumes. Claro que minha missão foi fazer a opção vegetariana, com tomate, cebola, alho, cogumelos, pimentões vermelhos, rúcula, sálvia, manjericão, tomilho e pimenta branca. Para minha surpresa, a maioria do meu time gostou mais da massa apesar de não ter carne do que dos outros pratos.

Como já disse, não precisamos de carne para comer bem… Então por que criar um animal, matá-lo ainda na sua infância para comer a sua carne? Estranhos prazeres ancestrais…

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Vitória Vegetariana

Na semana passada, critiquei duramente o jornalismo atual, muitas vezes monocromático e óbvio. Na noite da sexta-feira passada, a Rede Globo com seu programa jornalístico, Globo Repórter, mostrou como é possível tratar uma questão polêmica de modo leve e ao mesmo tempo objetivo. O programa discutiu qual seria a melhor forma de alimentação – a vegetariana ou a onívora (onde também se consome carne). Você pode assistir alguns trechos deste programa no site oficial da emissora.

http://g1.globo.com/globo-reporter/videos/

O link abaixo apresenta a íntegra do programa.

http://www.dailymotion.com/video/x16zscz_globo-reporter-08-11-2013-caque se alimentam com rnivoros-x-vegetarianos_auto?search_algo=2#

O programa, conduzido pela repórter Mônica Teixeira, ficou centrado nos aspectos nutricionais e concluiu que os vegetarianos podem ter uma saúde melhor do que a média da população, através de uma dieta balanceada. Apenas as pessoas que se alimentam com pequenas porções diárias de carnes magras (120 gramas de peixe, ave ou carne vermelha sem gordura) apresentaram resultados semelhantes aos vegetarianos. Ou seja, carne não é essencial para a saúde e o excesso, como quase tudo na vida, prejudica!

A única ressalva ficou por conta da vitamina B12. O médico nutrólogo Eric Slywitch orientou os veganos (aqueles que não consomem nada de origem animal como leite, queijo ou ovos) a monitorarem periodicamente sua B12 e, se for o caso, tomar suplemento.

Outro ponto interessante do programa foi a apresentação de “pessoas normais” vegetarianas. No passado, havia a ideia que os vegetarianos eram lentos e amarelados. O vídeo abaixo é a propaganda de uma churrascaria nos anos 90.

Como não existe qualquer restrição nutricional em ser vegetariano, pelo contrário os vegetarianos tendem a ser na média mais saudáveis, não há mais razão para os colegas onívoros fazerem bullying nos restaurantes e cantinas durante o almoço. A mesma churrascaria fez outra campanha publicitária, seguindo a mesma linha – a “cura” vegetariana.

Propaganda de uma churrascaria

Propaganda de uma churrascaria – “Daltonismo não tem cura. Vegetarianismo sim.”

Noto que muitas pessoas já estão abstraindo conscientemente que a picanha vem de um boi, a linguiça vem de um porco e assim por diante. Desta forma, não se sentem responsáveis pela morte do animal. No Globo Repórter, algumas pessoas se mostravam envergonhadas em ter o hábito de consumir carne em excesso.

A decisão para se tornar vegetariano é motivada por vários fatores – saúde, sustentabilidade, defesa dos animais, ética. Cada vez temos mais informações de como o consumo de carne não é sustentável devido à enorme quantidade de recursos empregados na sua produção e à poluição gerada por esta atividade. Também existe a discussão cada vez mais presente sobre os maus tratos com os animais e a ética de criá-los confinados para abate. Desta forma, se existem bons motivos para se tornar vegetariano e não existem mais restrições, o número de pessoas a aderirem ao vegetarianismo crescerá cada vez mais rápido, especialmente nas novas gerações. O Globo Repórter da sexta-feira passada foi mais uma etapa vitoriosa deste processo de transformação da sociedade.

Para finalizar, assista ao humor com inteligência do canal “Porta dos Fundos” do YouTube, o garçom vegetariano.

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Ratatouille

Uma das cenas mais tocantes, que eu já assisti no cinema, é aquela em que o crítico de culinária Anton Ego, no filme de animação Ratatouille, prova o prato de mesmo nome no Restaurante Gusteau’s. Sem dúvida, a magia da viagem para a sua infância remota, quando come o mesmo prato preparado por sua mãe, e a redescoberta da alegria de desfrutar as coisas simples da vida são de uma singeleza cativante. Abaixo você pode ver ou rever esta bela cena.

Lembro este momento mágico do cinema, porque a Claudia incluiu no menu vegetariano da família um maravilhoso ratatouille. Voltarei no final deste post para comentar o final do filme, quando Anton Ego faz um depoimento sobre os críticos e suas críticas. Agora passo o bastão para a Claudia.

Ratatouille

Ratatouille – foto do prato antes de ser assado no forno

Ingredientes:

1 cebola média roxa
1 dente de alho
5 tomates italianos maduros
1 abobrinha
1 berinjela
1 pimentão amarelo pequeno
1 bandeja de cogumelos shitake
1 vidro de molho vermelho pronto (sugestão: molho de manjericão De Cecco)
sal, pimenta e azeite de oliva.

Se você não quiser usar o molho pronto, é só usar mais tomates vermelhos sem a pele e sem as sementes e temperos a gosto.

Modo de preparo:

1. Molho

Picar a cebola, o pimentão e o alho em pedaços pequenos.
Picar um tomate grosseiramente (sem pele e sem sementes).
Picar os cogumelos em fatias largas (1 cm).
Refogar a cebola e o alho.
Assim que a cebola murchar, acrescentar os cogumelos e o pimentão.
Refogar pouco, os cogumelos não precisam ficar no ponto, pois o prato ainda irá para o forno.
Acrescentar o molho de tomate e acertar o tempero a gosto.

Este molho vai no fundo da forma pequena (aproximadamente 20 x 30 cm).

2. Montagem e Finalização do Prato

Fatiar a berinjela, a abobrinha e os outros tomates em rodelas com espessura de em torno de 0,5 cm. Escolha legumes com diâmetros parecidos, o prato fica mais bonito após a montagem.
Sobre o molho disponha as rodelas de berinjela, abobrinha e tomate, como na foto. Depois de preencher toda a forma, polvilhar sal e pimenta e regar com bastante azeite de oliva.
Assar até a berinjela ficar “marronzinha” e murcha. Costumo assar a 200°C por uns 30 a 40 min.

Se quiserem assistir uma receita parecida, recomendo o vídeo abaixo.

Para acompanhar o prato, no domingo passado, degustamos o ótimo vinho gaúcho Boscato Reserva Merlot, safra 2007.

Para concluir, assista ao final do Ratatouille, vencedor do Oscar de Melhor Filme de Animação de 2008.

“A mais simples porcaria talvez seja mais significativa do que nossa crítica.” Esta é uma grande frase, a presunção de superioridade, muitas vezes nos impede de perceber o valor nas coisas e ações mais simples. Como dizia o chef Auguste Gusteau, “todos podem cozinhar”. Todos podem cozinhar, desenhar, escrever, fazer o que tiverem vontade… Isto não significa que todos serão gênios, mas podem fazer o suficiente para propiciar felicidade para si e para as pessoas que o cercam. Neste momento, o excesso de rigor na crítica, ao invés de ajudar, pode levar a pessoa simplesmente a desistir de uma atividade prazerosa.

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Moqueca à Baiana Vegana

Em 2004, eu a Cláudia estávamos de férias no Ceará e visitamos várias praias como Canoa Quebrada, Jericoacoara, Cumbuco, Morro Branco e Lagoinha, entre outras. Sinceramente nos arrependemos de ter ficado apenas um dia em Lagoinha e até hoje falamos em ficar uns dias a mais por lá.

Praia de Lagoinha - Ceará

Praia de Lagoinha – Ceará

Depois de caminhar pela bela praia de manhã, tomamos banho e nos preparamos para seguir viagem após o almoço. O funcionário da recepção nos informou que, nas segundas-feiras, o restaurante do hotel não funcionava e eles serviam somente lanches. Felizmente ele nos indicou o Restaurante Fullxico perto da praça da igreja.

Fachada do Restaurante Fullxico em 2004

Fachada do Restaurante Fullxico em 2004

Fomos os primeiros a chegar ao local. O dono do estabelecimento, o Xico, nos recebeu e indicou dois pratos, um com camarão e outro com lagosta e comentou que cada prato era suficiente para duas pessoas. Como sou alérgico a crustáceos, perguntei se ele não faria um prato individual de lagosta para a Claudia e outro de peixe para mim. Ele nos disse que normalmente não fazia isto, mas, como chegamos cedo, estava tudo bem e sugeriu uma Lagosta ao Termidor para a Claudia e uma moqueca de peixe para mim. Ainda fez um desafio: com ou sem azeite de dendê na moqueca? Minha resposta foi categórica:

– Quero com tudo que eu tenho direito!

Ele ficou surpreso e disse aquela frase tradicional:

– Oh gaúcho corajoso!

Tenho grandes recordações deste restaurante… O lugar era muito simples, o cardápio era um caderninho manuscrito (algo realmente cult), a comida era maravilhosa, o Xico era um sujeito muito legal e a conta foi barata. Foi a melhor moqueca baiana que comi em toda minha vida! Tornou-se uma referência, um paradigma ou o benchmark (o que vocês preferirem) de uma moqueca de alta qualidade…

Eu e a Cláudia criamos uma moqueca vegana inspirada na do Fullxico. No almoço natalino, fiz para nossa família e foi aprovada pelos onívoros presentes.

Moqueca pronta para ir à mesa

Moqueca pronta para ir à mesa

Ingredientes:

3 cebolas roxas grandes
4 tomates italianos
1 pimentão amarelo
1 pimentão ou pimenta vermelha
500 gramas de tofu firme
pimenta dedo de moça sem semente (opcional)
azeite de dendê
2 vidros de leite de coco
sal e pimenta branca a gosto

Modo de preparo:

Cortar o tofu em fatias, deixar de molho em água com sal por duas horas e colocar no forno para selar a superfície.

Usar preferencialmente uma panela de barro ou cerâmica e cobrir o fundo e as laterais com uma fina camada de azeite de dendê. Para facilitar, coloque o vidro do azeite em uma panela com água quente a fim de torná-lo homogêneo e menos viscoso.

Cortar as cebolas, tomates e pimentões em rodelas.

Colocar na panela sucessivas camadas de rodelas de cebolas, tomates, pimentões, pimentas e tofu, pingando algumas gotas do azeite de dendê sobre cada fatia de tofu. Veja a foto abaixo.

Moqueca montagem

Temperar com sal e pimenta branca.

Colocar o leite de coco.

Levar ao fogo alto até começar a ferver.

Baixar o fogo e tampar a panela. Mexer delicadamente para evitar que grude no fundo da panela.

O acompanhamento perfeito é arroz branco. A melhor combinação fica com o arroz de jasmim para culinária tailandesa. Para beber pode ser cerveja ou uma caipirinha com uma cachaça das boas. Eu gosto de duas cachaças gaúchas, Bucco e Weber Haus.

Moqueca prato

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Torta de Sorvete sem Lactose, sem Glúten e com Muito Sabor

Esta é mais uma receita desenvolvida pela Cláudia dentro dos princípios básicos: vegetariana, sem lactose e sem glúten. Como vocês notarão, ela dividiu a receita em três partes:

– sorvete de baunilha;
– torta de sorvete;
– calda de chocolate.

A bola agora está com a Cláudia que vai apresentar a receita que arrasou na sobremesa do almoço natalino.

Esta é a receita básica para um pote de sorvete e pode ser usada para fazer outros sabores ou um creme de papaia com cassis  (já apresentado no blog) que fica uma delícia…

Torta de sorvete, após o "desaparecimento" de metade...

Torta de sorvete, após o “desaparecimento” de metade…

Ingredientes:

2 latas de leite condensado de soja;
3 caixas de creme de leite de soja;
umas gotas de essência de baunilha.

Modo de preparo do sorvete base:

Bater todos ingredientes no liquidificador.

Colocar em uma forma e por no freezer (se for preparar a torta, não faça esta etapa).

Modo de preparo da torta de sorvete:

A torta tem duas camadas: chocolate e passas com Amarula ou rum.

Na primeira camada da torta, utilizei metade da receita acima com cacau em pó (a gosto) e não precisa a baunilha. Deixei mais ou menos 2h no freezer antes de colocar o segundo sabor, senão mistura.

Para o segundo sabor, coloquei passas previamente de molho na Amarula (pode ser usado rum). O que as passas não absorveram da Amarula, eu coloquei na massa, foram umas duas colheres. Também não usei a baunilha neste caso.

Coloquei frutas cristalizadas em cima da camada de chocolate, para criar uma divisão, mas não é necessário. Então coloquei o sorvete com Amarula e deixei no freezer por 1h, antes de colocar as passas, como fica muito líquido, as passas iriam todas para o fundo. Assim ficou mais fácil misturar as passas na camada superior da torta.

Usei uma forma que ficou fácil desenformar, mas pode ser qualquer pote e servir com colher mesmo. Na torta pronta, o sabor de passas à Amarula ficou por baixo e o de chocolate por cima, como pode ser observado na foto.

Impossível resistir a esta delícia com a calda de chocolate...

Impossível resistir a esta delícia com a calda de chocolate…

Para acompanhar, pode ser feito uma calda quente de chocolate que fica uma delícia! Você pode fazer esta mesma calda para comer com frutas picadas, não tem quem não goste…

Ingredientes:

1/2 xícara de cacau em pó;
1 xícara de açúcar;
1 colher de chá cheia de pimenta da jamaica em pó (não é obrigatório, mas dá um gostinho muito especial. E para quem não conhece, não é “apimentado”, fica muito bem em bolos também);
1 colher de sopa de margarina Becel (sem leite);
1 caixa de creme de leite de soja.

Modo de preparo da calda de chocolate quente:

Misturar tudo (menos o creme de leite), pode aquecer uns 10 segundos no micro-ondas para facilitar a mistura da margarina.

Acrescentar uma caixa de creme de leite de soja, misturar bem e aquecer. Pode servir frio, mas experimente o sorvete com calda quente…

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Bolo de Milho sem Glúten e sem Lactose

Há alguns meses a Cláudia descobriu que tinha intolerância a lactose, o açúcar do leite, e a glúten, um tipo de proteína presente em cereais como trigo, aveia e cevada. Seu problema com glúten não chega a ser tão grave quanto o dos celíacos, mas, mesmo assim, lhe causa uma série de transtornos.

Um dos celíacos mais famosos é Novak Djokovic. O sérvio sempre foi considerado um dos tenistas mais talentosos do circuito profissional, mas falhava nas horas decisivas dos jogos mais longos. Por ser jovem e magro, todos creditavam suas derrotas a alguma fraqueza psicológica. Mas ele descobriu que era celíaco, alterou sua dieta e chegou, no ano seguinte, ao topo do ranking da Associação dos Tenistas Profissionais.

Norman Djokovic

Casos como os da Cláudia e do Djokovic são mais comuns do que imaginamos.  Assim a busca por alternativas que substituam a farinha de trigo, rica em glúten, por outros ingredientes nos alimentos tornar-se cada vez mais frequente.

Antes de repassar a receita deste bolo, eu tenho um último aviso. A Cláudia já contribuiu como fotógrafa em outros posts gastronômicos e nos artigos sobre Rodin e Monet inspirados nas nossas férias na França. Desta vez, além da foto do bolo, ela também assina a receita. Hoje a minha parte é apenas o “enrolation”… Então vamos ao que realmente interessa, tudo com a Cláudia…

Vida de quem tem intolerância a glúten não é fácil… e bolo sem farinha de trigo é difícil achar um bom. Sempre os acho meio “secos”… mas esta receita salvou minha vida!! Adorei… seria perfeita se não precisasse de ovos… o que ainda irei testar. Mas por enquanto, para ajudar os que também têm intolerância, vai aí a receita. É superfácil:

Ingredientes:

8 colheres de sopa de Milharina (Quaker)
1 xícara de açúcar
3 ovos
1 vidro de leite de coco
1 lata de milho verde (colocar tudo, com a água)
1 colher média cheia de fermento em pó (Royal)

Modo de preparo:

Bater tudo no liquidificador.

Pode provar a massa e colocar mais açúcar à gosto.

Colocar numa forma pequena, de 20x30cm.

Assar até dourar (de 30 a 40min). Não cresce muito e fica úmido.

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Risoto de Abóbora com Funghi Secchi

Hoje é segunda-feira de carnaval. O que fazer para o almoço? Há um tempo vi uma receita de risoto de abóbora com carne seca. Conversei com a Cláudia sobre o substituto para a carne seca. Talvez seria funghi secchi… Lembrei da nossa conversa e vi que tínhamos todos os ingredientes em casa para fazer uma versão vegana da receita.

Risoto de Abóbora com Funghi Secchi

Rendimento: 4 porções

Ingredientes:

40 g funghi (cogumelos) secos
500 g de abóbora cortada em cubinhos
2 cebolas grandes picadas
2 xícaras de arroz do tipo arbório
1 xícara de vinho branco
1,5 litros de caldo de legumes
2 colheres de margarina Becel
azeite de oliva
sal e pimenta-do-reino a gosto

Modo de preparo:

Em uma xícara, deixe os funghi de molho na água morna por uma hora. Pique os cogumelos hidratados em pedaços pequenos e reserve a água para utilizar posteriormente.

Numa panela, leve o azeite em fogo alto. Quando estiver quente, acrescente a cebola picada e misture bem, com uma colher de pau, por 4 minutos, ou até que fique transparente.

Adicione os funghi e a abóbora refogue por um minuto.

Acrescente o arroz. Refogue por um minuto, mexendo sempre.

Adicione o vinho e misture bem, até evaporar.

Quando o vinho secar, acrescente a água de hidratação do funghi e mexa sem parar.

Quando secar, junte uma concha do caldo de legumes na sequência e repita a operação por 15 minutos.

Verifique o ponto: o risoto deve ser cremoso, mas os grãos de arroz devem estar “al dente”. Porém, se ainda estiver muito cru, continue cozinhando por mais um minuto. Se for necessário, junte um pouco mais de caldo e mexa bem. Na última adição de caldo, não deixe secar completamente.

Adicione a margarina, mexa e desligue o fogo.

Tampe a panela e deixe “descansar” por 5 minutos.

Prove o tempero e corrija se precisar, sirva quente.

Quem disse que a comida para ser saborosa deve ter carne?

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Salada de Endívias com Pesto de Manjericão

Em um dos restaurantes em que costumo almoçar, experimentei uma salada deliciosa. Assim nasceu a vontade de mostrar esta novidade para a Cláudia.

Salada de endívias com pesto de manjericão

Rendimento: 4 porções

Ingredientes:

2 endívias
30 g de folhas frescas de manjericão
6 nozes pecan ou castanhas do Pará
1 dente de alho
azeite de oliva extravirgem
sal a gosto

Modo de preparo:

Separe, lave as folhas das endívias e distribua em um prato.
Com a ajuda de um multi-processador, moa as folhas de manjericão.
Adicione o azeite até atingir a consistência desejada.
Acrescente e moa o dente de alho e as nozes.
Acerte o sal.

Coloque um filete do pesto sobre cada folha de endívia como apresentado acima.

Você pode encontrar os ingrediente nos bons supermercados e as endívias têm a aparência apresentada na foto abaixo.

Mas quem gostou mesmo foi a sogra. Todos sabem como é importante deixar a sua sogra feliz…

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Existe Espaço para os Pequenos, desde que Tenham Qualidade

Na véspera do segundo turno das eleições, saí com a Cláudia, minha irmã Flávia e meu cunhado Adriano. Fomos ao Bier Markt em Porto Alegre, um bar especializado em cervejas especiais. Tudo estava ótimo, as cervejas, a casa, o atendimento cortês, os petiscos e a companhia. Uma noite memorável!

Degustamos uns quatro tipos de cerveja. Eu e a Cláudia gostamos muito de uma que vinha em uma garrafa de um litro cheia de estilo, a Abadessa Helles. Ela tem um aroma floral e de mel e o sabor é levemente adocicado, mas não é enjoativo. E onde esta cerveja é produzida? Não é em Munique, a terra natal deste tipo de cerveja, mas na pequena cidade de Pareci Novo no Rio Grande do Sul.

Cerveja Abadessa Helles

Fiquei surpreso com a procedência da cerveja, mas o Adriano citou outras microcervejarias como a Barley, localizada em Capela de Santana, e a Coruja de Teutônia,. De fora do Rio Grande do Sul, comentou sobre a Baden Baden de Campos do Jordão e a famosa Eisenbahn de Blumenau, recentemente adquiridas pelo Grupo Schincariol.

Na saída do bar, minha irmã e meu cunhado foram presenteados com duas garrafas de cerveja. Eles gentilmente nos repassaram o presente. Uma delas era a Eisenbahn São Sebá que venceu o concurso Mestre Cervejeiro de 2010. A outra era uma cerveja feita por um dos funcionários do bar com nome típico dos gaúchos da fronteira, La Missionera.

Rótulo da Cerveja La Missionera

Dias depois, aqui em Novo Hamburgo, degustamos algumas cervejas da Colorado de Ribeirão Preto. Meus conceitos sobre cerveja mudaram. Óbvio que não vou rejeitar uma Skol bem gelada, mas ficou claro que no Brasil também eram produzidas cervejas artesanais de ótima qualidade. Todas as microcervejarias que citei neste post tem menos de dez anos de idade. Ou seja, a concentração do mercado de cervejas nas mãos de poucos trouxe uma padronização da maioria das marcas. Surgiu, desta forma, um espaço para pequenos fabricantes de produtos premium. A Schincariol percebeu isto e adquiriu a Baden Baden, a Devassa e a Eisenbahn.

Cervejas Colorado

O mesmo está acontecendo em vários setores da economia. Se você não for um gigante que trabalha com grandes volumes e custos baixos, deve buscar nichos de mercado, onde exista demanda para produtos diferenciados de alta qualidade.

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Creme de Abóbora com Gengibre

No feriado de Tiradentes, a temperatura caiu aqui no Rio Grande do Sul. Resolvi fazer no jantar, pela primeira vez do ano, uma receita para o clima frio. Eu coloquei bastante gengibre, mas muito cuidado! O sabor do gengibre é muito picante. Se você não quiser arriscar, bote apenas um pouco…

Apesar da aparência, o gengibre que compramos na feira ou no supermercado não é uma raiz. Trata-se do caule da planta que é conhecido como rizoma. O gengibre também tem várias propriedades terapêuticas.

Rizoma do Gengibre

Após este “momento cultural”, vamos à receita…

Rendimento: 4 porções

Ingredientes:

1 cebola picada
500 g de abóbora cortada em cubos
750 mL de caldo de legumes
200 mL de leite de coco (uma garrafinha)
gengibre fresco a gosto
azeite de oliva
sal e pimenta branca

Modo de preparo:

Refogue a cebola no azeite de oliva.
Junte a abóbora e refogue um pouco.
Acrescente o caldo, o leite de coco e o gengibre ralado.
Acrescente uma pimenta dedo de moça picada sem sementes (opcional).
Deixe cozinhar até amolecer a abóbora.
Bata tudo no liquidificador.
Retorne tudo à panela, ajuste os temperos.
Sirva em prato fundo.

Na foto, o creme foi acompanhado por croutons e ciboulettes.

A receita original substituía  o azeite de oliva por manteiga e o leite de coco por leite de vaca.  No feriado, fizemos uma versão vegan, substituindo a manteiga por azeite de oliva e o leite de vaca por leite de soja, mas com leite de coco fica melhor. O acompanhamento foi pão francês aquecido no forno e vinho tinto.

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Viva o México – Guacamole para o Happy Hour

Ontem no final da tarde, conversei com a Cláudia sobre a janta. Decidimos que seria um jantar mexicano: guacamole de entrada e, na sequência, quesadilla de cogumelos frescos e queijo mussarela. Fiz metade da receita de guacamole apresentada abaixo e as quesadillas ficaram para outro dia…

Rendimento: 6 porções

Ingredientes:

2 abacates maduros
2 tomates sem pele e sem semente
1 cebola média
½ pimentão amarelo
suco de 1 limão
pimenta dedo de moça sem semente (opcional)
1 colher de sopa de coentro ou salsa ou cebolinha (opcional)
sal a gosto

Modo de preparo:

Picar finamente a cebola.
Retirar a pele e as sementes e picar os tomates.
Retirar as sementes e picar o pimentão.
Retirar as sementes e picar finamente a pimenta.
Retirar a polpa do abacate e esmagar com um garfo.
Acrescentar o suco de limão e o sal no abacate.
Misturar todos os ingredientes.
Colocar o guacamole sobre tortillas ou nas levíssimas “Magic Toasts” da Marilan (foto).
Adicionar opcionalmente duas ou três gotas de molho de pimenta verde (jalapeño). A Tabasco vende um molho de pimenta verde bem mais suave do que o molho original de pimenta vermelha.

O acompanhamento perfeito deste prato é a cerveja. Ontem bebi duas long necks da Bohemia. Um grande casamento é feito com duas cervejas mexicanas: a Corona ou a Sol (por favor, não confunda com a Sol brasileira). Experimente bebê-las com limão, fica muito refrescante.

Esta é uma grande alternativa para seu happy hour no verão.

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Mousse de Maracujá

De todas as sobremesas que eu conheço, esta deve ser a de preparo mais fácil. Além disso, é muito popular, porque quase todo mundo gosta desta combinação do doce com o azedo.

 

Rendimento: 6 porções

Ingredientes:

1 lata de leite condensado
1 lata de creme de leite
1 lata de suco de maracujá

Modo de preparo:

Coloque todos os ingredientes no liquidificador e misture bem.

Derrame em forminhas individuais ou em uma forma grande.

Leve para o refrigerador por, pelo menos, duas horas.

Se você usar suco natural, pode aproveitar as sementes para decorar o doce.

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Salada Caprese

Os italianos criaram uma maravilhosa combinação: tomate, manjericão e mussarela. A forma mais simples e fresca é a Salada Caprese.

Rendimento: 4 porções

Ingredientes:

2 tomates grandes
Mussarela de búfala
Sal e azeite de oliva a gosto
Folhas de manjericão fresco

Modo de preparo:

Lave o tomate, corte-o em rodelas e o distribua em um prato.

Corte a mussarela em rodelas e coloque-as sobre as rodelas de tomate.

Tempere com o azeite de oliva, sal e por último as folhas de manjericão.

Pode ser servido como entrada ou como último prato. Sem dúvida é uma comida leve, saudável e saborosa.

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Mousse de Coco com Calda de Goiaba

Esta sobremesa é uma homenagem aos amigos Israel e Rosele que comentaram que gostam deste doce no domingo passado.

mousse-coco

Rendimento: 8 porções

Ingredientes:

1 lata de leite condensado
1 lata de creme de leite
1 lata de leite
1 envelope de gelatina incolor
200 mL de leite de coco
50 g de coco ralado

Modo de preparo:

Dissolva a gelatina no leite morno.
Coloque todos os ingredientes no liquidificador e misture bem.
Derrame em forminhas individuais ou em uma forma grande.
Leve para o refrigerador por, pelo menos, duas horas,

A calda de goiaba pode ser preparada de uma forma muito fácil:

Misture um pedaço (100 a 150 gramas) de goiabada com meio copo de água morna em um liquidificador.
Coloque em um pote e leve para o refrigerador.
Ponha a calda sobre o mousse na hora de servir.

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Risoto Again!!! – Tomate Seco com Rúcula

Adoro risoto! Os leitores do meu blog  já viram as receitas do clássico risoto de funghi secchi e cogumelos frescos  e do exótico risoto de pera com queijo gorgonzola. Agora chegou a vez do charmoso risoto de tomate seco com rúcula.

risoto-de-rucula-com-tomate-seco

Rendimento: 4 porções

Ingredientes:

1 vidro de tomates secos (120 gramas drenado)
1 molho de rúculas (de preferência hidropônica)
1 xícara de vinho branco seco
1 cebola grande picada
2 xícaras de arroz arbóreo
1,5 litros de caldo de legumes
sal e pimenta-do-reino a gosto
queijo parmesão ralado a gosto

Modo de preparo:

Drene e pique grosseiramente os tomates secos. Reserve o óleo temperado.

Separe e lave as folhas de rúcula.

Numa panela, leve o óleo dos tomates secos e uma colher da manteiga ao fogo baixo. Quando estiver quente, acrescente a cebola picada e misture bem com uma colher de pau por 4 minutos ou até que fique transparente.

Acrescente o arroz e o tomate seco. Refogue por 1 minuto, mexendo sempre.

Adicione o vinho e misture bem, até evaporar.

Quando o vinho secar, acrescente uma concha do caldo e mexa sem parar.

Quando secar, junte outra concha e repita a operação por 15 minutos, sempre em fogo alto.

Verifique o ponto: o risoto deve ser cremoso, mas os grãos de arroz devem estar “al dente”. Porém, se ainda estiver muito cru, continue cozinhando por mais um minuto. Se for necessário, junte um pouco mais de caldo e mexa bem. Na última adição de caldo, não deixe secar completamente.

Adicione uma colher de sopa de manteiga e o queijo parmesão, mexa e desligue o fogo.

Coloque a rúcula sobre o risoto, tampe a panela e deixe “descansar” por 5 minutos.

Prove o tempero e corrija se precisar e sirva quente.

Para acompanhar este prato, a sugestão é um bom espumante brasileiro brut ou moscatel. Para os que preferirem um vinho tinto, sugiro o Pinot Noir da Vinícola Dal Pizzol.

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