Arquivo do mês: outubro 2009

Flan de Espinafre

Este prato pode ser servido como entrada ou como acompanhamento do prato principal. Esta é mais uma das receitas ensinadas pelo mestre Cláudio Warken.

Flan_Espinafre

Rendimento: 6 a 8 porções.

Ingredientes:

2 maços de espinafre
1 queijo tipo Minas
1 copo de leite
4 ovos
queijo tipo parmesão
sal e pimenta

Modo de Preparo:

Separe as folhas de espinafre.

Cozinhe as folhas por 2 minutos em água salgada, escorra e pique.

Numa tigela bata os ovos, junte o queijo Minas (ralado grosseiramente), o leite e o espinafre picado.

Junte pimenta e verifique o sal.

Despeje a mistura em forma refratária untada (ou em ramequins).

Polvilhe o queijo tipo parmesão e leve ao forno pré-aquecido (180ºC) até dourar (aprox. 30 minutos).

Sirva em fatias grossas.

Sem dúvida, é um modo infalível para fazer as crianças comerem espinafre.

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O Angustiante Retrato Pintado pelo Pink Floyd não Pode Representar Nossas Vidas

Em 1973, a banda inglesa Pink Floyd lançou seu disco de maior sucesso, “The Dark Side of the Moon”. Ao longo de suas faixas, as angústias do ser humano devido às pressões do dia-a-dia foram escancaradas.

pink-floyd-dark-side-of-the-moon

Capa do disco “the Dark Side of the Moon” do Pink Floyd

O ápice, em minha opinião, é a música “Time”. A letra é melancólica e nos faz refletir sobre o sentido de nossas vidas. Assista ao vídeo gravado em 1994.

Ticking away the moments that make up a dull day
You fritter and waste the hours in an offhand way.
Kicking around on a piece of ground in your home town
Waiting for soemone or something to show you the way.

Tired of lying in the sunshine staying home to watch the rain.
You are young and life is long and there is time to kill today.
And then one day you find ten years have got behind you.
No one told you when to run, you missed the starting gun.

So you run and you run to catch up with the sun but it’s sinking
Racing around to come up behind you again.
The sun is the same in a relative way but you’re older,
Shorter of breath and one day closer to death.

Every year is getting shorter never seem to find the time.
Plans that either come to nought or half a page of scribbledlines
Hanging on in quiet desparation is the English way
The time is gone, the song is over,
Thought I’d something more to say.

Quem não deseja, de vez em quando, que o tempo passe mais rápido? Quem não tem vontade de passar um dia ou uma semana sem fazer nada? Quem nunca teve a sensação de que perdeu um dia, um mês ou um ano da sua vida? Quem não passa por momentos em que se sente um mero passageiro na sua própria vida? Quem nunca se achou velho demais para fazer alguma coisa que sempre gostou ou sempre sonhou em fazer?

Se você, neste momento, sentir vontade de acabar com a sua vida. Por favor, não faça isto! Não consegui te convencer? Então, em primeiro lugar, saia deste blog. Apague o histórico da Internet e desligue o computador. Não quero ver o William Bonner no Jornal Nacional, dizendo que eu causei um suicídio.

Deixando de lado as brincadeiras, o que eu gostaria de dizer, mais uma vez, é que nós devemos pilotar nossas vidas. Sei que existem milhões de fatores externos que não controlamos, mas, por outro lado, existem centenas que estão em nossas mãos. Vamos manter nossa angústia sob controle em relação ao que não temos como influenciar. Planejaremos o que está dentro de nosso círculo de influência e vamos viver nossas vidas da melhor forma possível.

A definição dos seus valores e das coisas importantes na sua vida é um bom ponto de partida.

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Todos Conhecem as Sete Perdas, mas Quem se Importa com a Oitava?

Muda é definida no Sistema Toyota de Produção como qualquer atividade que não agrega valor ao processo. As sete categorias de perdas são bem conhecidas por todos.

 muda_toyota

Defeitos geram sucatas e retrabalhos. O resultado final pode afetar diretamente o cliente devido ao atraso no recebimento do produto.

Superprodução é simplesmente produzir mais do que o cliente comprou. O resultado é o aumento desnecessário dos estoques.

Transporte de produto sempre é um desperdício de tempo. Além disto, aumenta o risco de perdas.

Espera custa dinheiro. Isto vale tanto para produtos quanto para pessoas.

Estoques de produtos, matérias primas e materiais de consumo oneram os custos financeiros da empresa.

Movimentação de pessoas e equipamentos para a realização de uma etapa do processo ou tarefa não agrega valor ao produto.

Excesso de processamento gera trabalho adicional que o cliente não pediu e não pagou.

Além destas sete categorias listadas acima, existe uma mais perversa. Esta oitava categoria pode ser a causa principal das anteriores: a subutilização das pessoas.

bonecos_de_corda

Encontramos funcionários não engajados por vários motivos como, por exemplo, desmotivação, falta de treinamento, limitação de autoridade ou responsabilidade, controle excessivo da gerência e falta de disponibilidade de ferramentas gerenciais adequadas.

Neste estado, as pessoas passam a aceitar as perdas dos processos como sendo normais, não buscando melhores níveis de desempenho.

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Procrastinação: a Arte de Desperdiçar o Próprio Tempo

Muitas pessoas se acostumam a fazer apenas o que é urgente independente da importância da atividade. Stephen Covey apresenta, no seu conhecido livro “Os Sete Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes”, uma matriz de gerenciamento do tempo.

Matriz de Gerenciamento do Tempo

Matriz de Gerenciamento do Tempo

No primeiro quadrante, estão os “incêndios” que devem ser atacados imediatamente sob pena de causar grandes estragos.

O tempo livre é preenchido prioritariamente no terceiro quadrante com a participação em reuniões genéricas, telefonemas, conferência frequente dos e-mails e a reposta imediata dos novos.  Se sobrar algum tempo, ele é desperdiçado com as atividades do quarto quadrante.

Assim, de forma inconsciente, ocorre a procrastinação das importantes atividades do segundo quadrante. Como elas não são realizadas, um dia se tornarão urgentes. Virarão novos incêndios e finalmente serão atacados.

Como quebrar esta maldição?

Em primeiro lugar, devem ser definidas metas pessoais e profissionais claras. Deste modo, será possível avaliar a importância das atividades.

O próximo passo é mais difícil, deve-se aprender a dizer não para atividades que não são importantes. Por exemplo, não precisamos participar de todas as reuniões que somos convidados.

Para concluir, a autodisciplina é fundamental! Sem isto poderemos regredir para a situação anterior.

Se este modo de agir for adotado, pode-se passar a ter uma postura pró-ativa ao invés de reativa, passando a controlar o tempo com maior eficácia.

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Por que os animais de Fernando de Noronha não sentem medo dos humanos?

Há três anos eu e minha esposa Cláudia visitamos um lugar paradisíaco, Fernando de Noronha. Quando tiver oportunidade, gostaria de passar mais uns dez dias por lá. Abaixo podemos admirar alguns dos cartões postais, o Morro Dois Irmãos e a Baía dos Porcos.

Morro Dois Irmãos

Morro Dois Irmãos

Baía dos Porcos

Baía dos Porcos

Não vou falar neste post sobre como chegar, o que fazer, onde se hospedar ou comer. Escreverei sobre o que mais me chamou a atenção neste santuário da natureza: a convivência harmônica entre os animais e os seres humanos.

Diferente do que se vê em outros Parques Nacionais, é muito raro encontrar lixo nas trilhas. As placas que proíbem o acesso são respeitadas por todos os turistas. Os peixes, tartarugas, golfinhos e demais animais marinhos não são molestados pelos mergulhadores. As fotos abaixo mostram um peixe azul e uma arraia nadando em água rasas indiferentes à minha presença.

Peixe Azul

Peixe Azul

Arraia

Arraia

Deixei o mais incrível para o final. Assistam ao vídeo abaixo. Ele foi feito pela Cláudia durante um mergulho. A tartaruga demonstra curiosidade ou, sabendo que não havia risco, resolveu apenas se exibir para a câmera.

Saímos de lá com a certeza de que se pode conviver em total harmonia com a natureza sem depredá-la, respeitando todos os animais. Infelizmente parece que quando voltamos para a “civilização” gradativamente esquecemos estes valores.

Se você não conhece Fernando de Noronha, programe suas próximas férias. É um uso excelente daquelas milhas do Programa Smiles.

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Criatividade em Tempos Difíceis: Música “Construção” de Chico Buarque

Os momentos de dificuldade podem ser verdadeiros motores para que um profissional talentoso use todo seu potencial. Grandes desafios tecnológicos ou restrições de cronograma e orçamento podem ser o ponto de partida para a busca de novas formas para realizar projetos.

Nestes momentos, deve-se evitar a aceitação de ideias dominantes, obstáculos, experiências passadas obtidas em outras circunstâncias, decisões prematuras e pensamentos convencionais.

A livre associação de ideias deve ser estimulada. As barreiras devem ser questionadas e superadas. Novas conexões entre conceitos e tecnologias devem ser criadas.

MacGyver - O Rei da Criatividade sob Pressão

MacGyver - O Rei da Criatividade sob Pressão

Durante o período da ditadura militar no Brasil, as manifestações culturais e artísticas foram censuradas com rigor. Apesar destas limitações, Chico Buarque criou verdadeiras obras primas da música popular brasileira. Posso citar “Apesar de Você”, “Cálice”, “Meu Caro Amigo”, “Roda Viva” e “Construção”. As letras tinham duplo sentido e passavam mensagens contra o regime militar. Todo o talento do Chico foi desafiado pela barreira da censura, mas ele conseguiu superá-la.

Abaixo você pode assistir à apresentação da música “Construção” de Chico Buarque. Esta música acabou de ser considerada pela revista Rolling Stones Brasil como a melhor música brasileira de todos os tempos.

Atenção para a maravilhosa poesia. Bela, densa, crua, triste, sufocante, libertadora…

Amou daquela vez como se fosse a última
Beijou sua mulher como se fosse a última
E cada filho seu como se fosse o único
E atravessou a rua com seu passo tímido
Subiu a construção como se fosse máquina
Ergueu no patamar quatro paredes sólidas
Tijolo com tijolo num desenho mágico
Seus olhos embotados de cimento e lágrima
Sentou pra descansar como se fosse sábado
Comeu feijão com arroz como se fosse um príncipe
Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago
Dançou e gargalhou como se ouvisse música
E tropeçou no céu como se fosse um bêbado
E flutuou no ar como se fosse um pássaro
E se acabou no chão feito um pacote flácido
Agonizou no meio do passeio público
Morreu na contramão atrapalhando o tráfego

Amou daquela vez como se fosse o último
Beijou sua mulher como se fosse a única
E cada filho seu como se fosse o pródigo
E atravessou a rua com seu passo bêbado
Subiu a construção como se fosse sólido
Ergueu no patamar quatro paredes mágicas
Tijolo com tijolo num desenho lógico
Seus olhos embotados de cimento e tráfego
Sentou pra descansar como se fosse um príncipe
Comeu feijão com arroz como se fosse o máximo
Bebeu e soluçou como se fosse máquina
Dançou e gargalhou como se fosse o próximo
E tropeçou no céu como se ouvisse música
E flutuou no ar como se fosse sábado
E se acabou no chão feito um pacote tímido
Agonizou no meio do passeio náufrago
Morreu na contramão atrapalhando o público

Amou daquela vez como se fosse máquina
Beijou sua mulher como se fosse lógico
Ergueu no patamar quatro paredes flácidas
Sentou pra descansar como se fosse um pássaro
E flutuou no ar como se fosse um príncipe
E se acabou no chão feito um pacote bêbado
Morreu na contramão atrapalhando o sábado

Por esse pão pra comer, por esse chão prá dormir
A certidão pra nascer e a concessão pra sorrir
Por me deixar respirar, por me deixar existir,
Deus lhe pague
Pela cachaça de graça que a gente tem que engolir
Pela fumaça e a desgraça, que a gente tem que tossir
Pelos andaimes pingentes que a gente tem que cair,
Deus lhe pague
Pela mulher carpideira pra nos louvar e cuspir
E pelas moscas bicheiras a nos beijar e cobrir
E pela paz derradeira que enfim vai nos redimir,
Deus lhe pague

Chico é simplesmente genial…

Ele desafiou o status quo da época. Cabe a nós desafiarmos o status quo de nossas empresas. Vamos usar nossa criatividade!

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É Mais Fácil Dizer do que Ser Inovador

Hoje muitas empresas adotam slogans empregando a palavra inovação e seus derivados:

· Inovação para a sua empresa em…
· Produtos inovadores para…
· Soluções inovadoras para…

Mas será que a maioria destas empresas são genuinamente inovadoras?

Inovação é definida nos dicionários como sendo uma descoberta, uma criação, uma invenção ou a introdução de alguma novidade. Em termos empresariais, inovação é toda e qualquer nova solução que gere mais valor para o cliente, necessariamente traduzida em ganho econômico.

As inovações ou invenções podem ser divididas em três classes:

1. Invenção de ruptura, onde são criados produtos totalmente novos que ainda não apresentam demanda do mercado. Embora esta classe de invenções seja extremamente desejável, a estratégia dos negócios de uma empresa não pode basear-se apenas nesta forma de desenvolvimento por depender de muitos fatores imprevisíveis. A Sony, por exemplo, desenvolveu nos anos 70 uma invenção de ruptura, o videocassete Betamax, enquanto a JVC criou a tecnologia VHS. Apesar de muitos experts acharem o sistema da Sony melhor, o mercado adotou o formato VHS.

Anúncio de Lançamento do Sony Betamax

Anúncio de Lançamento do Sony Betamax

2. Invenção de aperfeiçoamento do conceito, onde são feitas melhorias e extensões de linhas de produtos existentes, tornando mais adequada sua introdução no mercado. Normalmente é o passo seguinte à invenção de ruptura. Neste caso, o mercado já existe, havendo um nível de previsibilidade muito maior do que na classe de invenção anterior.

3. Invenção de necessidade, onde se busca preencher uma necessidade não satisfeita. Neste caso, a invenção será responsável pela satisfação de uma demanda percebida dos clientes. Assim sendo, a habilidade da empresa de entender as reais necessidades dos clientes aumentará a sua probabilidade de sucesso.

Em muitas empresas, inovação é sinônimo apenas de invenção de ruptura. E aí começam os problemas, porque como vimos acima existem muitos fatores que a empresa não tem controle neste tipo de desenvolvimento.

Para apoiar esta estratégia, a base de tudo é a cultura empresarial, onde é criado um ambiente propício para inovação. A tolerância ao erro e a disposição de correr riscos são fatores indispensáveis. Mas a cultura não é tudo, também é fundamental a capacitação da equipe, em termos de formação acadêmica e treinamento em conhecimentos específicos. O terceiro ponto é o treinamento em técnicas e ferramentas para o gerenciamento de projetos.

Base para a Inovação

Base para a Inovação

Infelizmente muitas das empresas que se dizem, ou melhor, alardeiam para o mercado que são inovadoras não apresentam nenhum destes três itens da base comentados acima. Acreditam em soluções mágicas, não toleram erros, não investem em treinamento, cortam gastos de P&D e esperam resultados fabulosos em curto prazo. Neste caso, sugiro a contratação do funcionário apresentado abaixo.

Professor Pardal

Professor Pardal

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Creme de Papaia com Licor de Cassis

Hoje é sexta-feira e desta vez a receita é de uma sobremesa.

Esta sobremesa tem três características é gostosa, muito fácil de fazer e, diferentemente de outros doces, auxilia na digestão.

O mamão possui uma enzima chamada papaína que “quebra” as proteínas. Deste modo, é a sobremesa ideal para finalizar refeições ricas em carnes, como o tradicional churrasco ou os escalopes com molho cremoso (receita deste blog do dia 2-10-09).

Vamos à receita… 

Creme_Papaia 

Rendimento: 6 porções

Ingredientes:

2 mamões papaias
2 xícaras (chá) de sorvete de creme
6 colheres (sopa) de licor de cassis

Modo de Preparo:

Bata no liquidificador a polpa do mamão até formar um creme homogêneo.

Adicione o sorvete e bata no liquidificador por 2 minutos ou até obter um creme homogêneo.

Coloque o creme em 6 taças e regue com o licor de cassis.

Sirva imediatamente.

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A Chance de Resolver Todas as Mazelas Chama-se: Projeto Novo!

Como dizem os economistas, as necessidades humanas são ilimitadas, enquanto que os recursos são finitos. Esta regra tão fácil de ser entendida muitas vezes é desafiada durante a execução de projetos. Em muitas empresas, a aprovação de capital para investimento é vista como a oportunidade para resolver problemas que não estão ligados diretamente a esta autorização.

Um dos maiores expoentes desta filosofia é o Engenheiro francês “Jaquê”. “Já que” trocaremos o tanque, vamos aproveitar e arrumar todo o piso e recuperar as paredes.

Podemos dizer que o projeto que envolva aumento de produção nasce de uma necessidade definida através do Business Case. Partindo deste documento, a equipe do projeto define quais são os requisitos e restrições a serem seguidos. O escopo é progressivamente detalhado.

Tudo isto parece muito simples, mas, na vida real, existem muitas armadilhas a serem evitadas. Neste post, destacarei dois pontos que o gerente do projeto deve ter especial atenção.

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Sempre devemos buscar opções para minimizar os investimentos sem agregação de valor. Deste modo, a efetividade dos investimentos será aumentada. O gerente deve verificar as oportunidades para redução dos investimentos. Podemos pensar, por exemplo, em alugar um armazém ou contratar uma empresa de logística ao invés de construir um novo depósito. Estoques geralmente oneram os custos das empresas, reduzindo a lucratividade dos negócios.

Outro ponto é a execução dos projetos sem mudanças. Engenheiro são seres que têm novas ideias frequentemente. Afinal sempre existe um jeito de fazer melhor! Na medida em que o projeto avança, os equipamentos são adquiridos e montados, as mudanças causam aumentos indesejáveis de custos e atrasos nos cronogramas de implantação. A figura abaixo nos mostra que a hora da criatividade é na etapa inicial do projeto. Os custos para corrigir erros na etapa final do projeto normalmente são altos.

Custo_Mudancas

Influência das Partes Interessadas e o Custo das Mudanças ao Longo do Tempo do Projeto (Fig. 2-2, PMBOK 2008)

Sempre digo que existem três motivos que podem levar a alterações de projeto:

  1. Existe um risco grave de segurança de processo que pode causar acidentes (com lesões nos funcionários ou perdas patrimoniais) ou contaminações (problemas de saúde ocupacional ou ambientais).
  2. O projeto não vai atender as premissas estipuladas pelo Business Case.
  3. Foi descoberta uma nova solução genial que vai melhorar significativamente o retorno do investimento.

Apenas o primeiro é mandatório! O segundo e o terceiro motivos devem ser analisados através do sistema de controle integrado de mudanças. Talvez o mais importante seja o prazo para iniciar a produção. Neste caso, estas alterações ficarão registradas para serem aproveitadas no futuro.

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O Alienista – Boa Porta de Entrada para o Mundo de Machado de Assis

Sempre tive certa discordância em relação aos livros que eram empurrados goela abaixo dos estudantes no segundo grau. Obrigar adolescentes a ler “O Ateneu” de Raul Pompéia ou “Inocência” do Visconde de Taunay poderia ser considerado um estupro intelectual ou, pelo menos, atentado violento ao pudor mental. Podemos perceber nestes livros o processamento paralelo nos cérebros dos jovens leitores. A página é lida, mas nada é capturado. Se perguntarmos sobre o conteúdo que acabou de ser lido, a resposta será um desconcertante “não lembro”. A leitura foi um processo mecânico desprovido de atenção e prazer.

Acredito que a leitura, como tudo na vida, deve ser treinada e estimulada. Comecei lendo crônicas de Fernando Sabino, Rubem Braga, Carlos Drummond de Andrade e Paulo Mendes Campos em uma coleção chamada “Para Gostar de Ler”. Nome justo por sinal… Li toda a coleção do Monteiro Lobato.  Parti para Jorge Amado (Capitães de Areia), Érico Veríssimo (Incidente em Antares), Moacyr Scliar (Exército de Um Homem Só), Josué Guimarães (Tambores Silenciosos), José Lins do Rego (Fogo Morto)…

Obviamente existem livros clássicos da nossa literatura que devem ser lidos por todos. Dentre estes livros, destaco a célebre tríade de Machado de Assis: Memórias Póstumas de Brás Cubas, Quincas Borba e Dom Casmurro. De novo, obrigar alguém que não tenha o hábito da leitura a lê-los seria transformar o prazer em tortura. Infelizmente muitos estudantes são submetidos a este processo e passam a odiar nosso maior escritor. 

Machado de Assis

Machado de Assis

Quem começou lendo livros do tão criticado Paulo Coelho, enveredou depois por nomes reconhecidos da literatura contemporânea brasileira e internacional, pode agora enfrentar os clássicos. Se quiser ler Machado de Assis, comece pelo conto O Alienista. São mais ou menos oitenta páginas trepidantes.

O_Alienista_Capa 

A história do eminente médico Dr. Simão Bacamarte na pacata cidade de Itaguaí transformada em um grande hospício é mais um dos grandes momentos da literatura nacional. Machado de Assis critica a aceitação da ciência como verdade inquestionável, usando como arma a sua fina ironia. Destaque para o bajulador Crispim Soares e para o ardiloso barbeiro Porfírio.

O final é ótimo. Afinal como dizem “olhando de perto, ninguém é normal”.

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Pera e Queijo Gorgonzola – Casamento Perfeito?!?

Hoje é sexta-feira, véspera de feriadão! Apresentarei um prato que tem uma combinação aparentemente exótica: pera e queijo gorgonzola.

A receita do dia é risoto de pera com queijo gorgonzola.

risoto pera

Rendimento: 4 porções

Ingredientes:

2 peras grandes (textura firme, não devem estar muito maduras)
½ limão
150 gramas de queijo gorgonzola
½ tablete de manteiga
1 colheres de sopa de azeite de oliva
1 xícara de vinho branco seco
1 cebola grande picada
2 xícaras de arroz arborio
1,5 litros de caldo de legumes
sal e pimenta-do-reino a gosto
queijo parmesão ralado a gosto

Modo de preparo:

Descasque as peras e corte em cubos de 1 centímetro.

Coloque os cubos numa tigela com água e suco de meio limão (isto evita que as peras oxidem e fiquem pretas). Reserve.

Numa panela, leve o azeite e metade da manteiga ao fogo baixo. Quando estiver quente, acrescente a cebola picada e misture bem, com uma colher de pau, por 4 minutos, ou até que fique transparente.

Acrescente o arroz. Refogue por 1 minuto, mexendo sempre.

Adicione o vinho e misture bem, até evaporar.

Quando o vinho secar, acrescente uma concha do caldo e mexa sem parar.

Quando secar, junte outra concha e repita a operação por 15 minutos, sempre em fogo alto.

Quando estiver quase pronto, acrescente o queijo gorgonzola e as peras escorridas na panela do risoto e misture bem, até o queijo derreter.

Verifique o ponto: o risoto deve ser cremoso, mas os grãos de arroz devem estar “al dente”. Porém, se ainda estiver muito cru, continue cozinhando por mais um minuto. Se for necessário, junte um pouco mais de caldo e mexa bem. Na última adição de caldo, não deixe secar completamente.

Adicione o restante da manteiga e o queijo parmesão, mexa e desligue o fogo.

Tampe a panela e deixe “descansar” por 5 minutos.

Prove o tempero e corrija se precisar, polvilhe com o parmesão ralado e sirva quente.

Para acompanhar este prato, a sugestão é um bom espumante brasileiro brut ou moscatel.

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Já Temos a Tese e a Antítese – Chegou a Hora da Síntese

O filósofo alemão Georg Wilhem Friedrich Hegel propôs há quase duzentos anos que tudo se desenvolve pela oposição dos contrários. Filosofia, arte, ciência e religião são vivas devido a esta dialética.

Georg Hegel (Quadro de Schlesinger)

Georg Hegel (Quadro de Schlesinger)

A dialética hegeliana foi desenvolvida a partir da estrutura tese, antítese e síntese. A tese é uma afirmação ou situação inicialmente dada. A antítese é uma oposição à tese. Do conflito entre tese e antítese surge a síntese, situação nova que carrega dentro de si elementos resultantes desse choque. A síntese, então, torna-se uma nova tese que contrasta com uma nova antítese, gerando uma nova síntese, em um processo sem fim.

Na figura abaixo, vemos um exemplo. O marido e a esposa brigavam sobre a forma de colocar o papel higiênico. A solução (síntese) pode ser não usar mais o papel higiênico e sim um chuveirinho com água morna.

tese-antitese-sintese 

Mas por que eu estou falando nisso? Na verdade, ainda não me conformei (nem quero me conformar) com a discussão sobre a Olimpíada de 2016 no Rio de Janeiro. Nela ficou explícito de que existe uma tese sobre o Brasil: 

  • a nossa classe política é corrupta ou, ao menos, omissa em relação à corrupção. Não haverá renovação nos quadros políticos que altere esta realidade. Os herdeiros continuarão as atividades dos seus padrinhos;
  • a educação nas escolas públicas é de péssima qualidade e continuará assim;
  • a saúde pública também é de péssima qualidade e permanecerá assim;
  • as verbas destinadas para as obras relativas à Olimpíada serão desviadas para fins escusos;
  • o país nunca será um país desenvolvido.

A antítese neste caso diz que: 

  • é possível renovar os políticos através do voto;
  • a educação e a saúde pública podem ser melhoradas através de um trabalho sério dos governos com a participação da sociedade;
  • os desvios do dinheiro para as obras podem ser evitados através da fiscalização pela sociedade;
  • o Brasil poderá se tornar um país desenvolvido e a situação atual mostra que isto é possível.

Este é o momento de criarmos a síntese destas duas linhas de pensamento para que a sociedade possa influenciar decisivamente na construção do Brasil desenvolvido econômica e socialmente.

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E se alguém te mandar para o “Quinto dos Infernos”?

Outro dia no LinkedIn, encontrei uma explicação de Laécio Barreiros sobre a expressão “Quinto dos Infernos”. Você pode lê-la abaixo.

Durante o século 18, o Brasil Colônia pagava um alto tributo para seu colonizador, Portugal. Esse tributo incidia sobre tudo o que fosse produzido em nosso país e correspondia a 20% (ou seja, 1/5) da produção. Essa taxação altíssima e absurda era chamada de “O Quinto”. Esse imposto recaía principalmente sobre a nossa produção de ouro. “O Quinto” era tão odiado pelos brasileiros, que foi apelidado de “O Quinto dos Infernos”.

A explicação é ótima, mas se alguém mandar você para “O Quinto dos Infernos”? Onde ficaria este lugar?

A obra clássica que descreve o Inferno é a Divina Comédia escrita por Dante Alighieri no começo do século XIV. Nela são descritos o paraíso, o purgatório e os nove círculos que formam o Inferno.

Dante Alighieri (Quadro de Sandro Botticelli)

Dante Alighieri (Quadro de Sandro Botticelli)

No quinto círculo existe um lago, onde estão amontoados os acusados de ira. Eles estão juntos com seus semelhantes que se batem e se torturam. No fundo deste lago estão os rancorosos que nunca demonstraram sua ira, eles não podem subir à superfície e ficam na lama do fundo do rio.

Delacroix_barque_of_dante

Barco de Dante (Quadro de Delacroix)

Se você está querendo brigar com todo mundo, ser mandado para o “Quinto Círculo do Inferno” parece certo.

Andando mais um pouco, chegamos ao oitavo círculo que é formado por dez fossos. No quinto fosso, os corruptos estão submergidos em um caldo fervente, os que tentam ficar com a cabeça fora do caldo são atingidos por setas lançadas por demônios. Em vida os corruptos tiraram proveito da confiança que a sociedade depositava neles. No Inferno estão submersos em caldos, escondidos, porque suas negociações eram feitas às escondidas.

Inferno - Canto 21 (Quadro de Gustave Dore)

Inferno – Canto 21 (Quadro de Gustave Dore)

Este “Quinto Fosso do Oitavo Círculo dos Infernos” parece um lugar perfeito para enviar parte de nossa classe política…

Qual destes dois seria o famoso “Quinto dos Infernos”?

Quem sabe Dante tenha feito uma obra de não-ficção?

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Parem de Olhar para as Árvores e Comecem a Olhar para a Floresta

Fiquei surpreso com o pessimismo dos comentários postados no grupo “BRASIL: VAGAS EXECUTIVAS” do site LinkedIn para o meu artigo “Rio 2016 – a Olimpíada e a Autoestima”. Não consegui entender como muitas pessoas acreditam que é inevitável que a corrupção coma boa parte do dinheiro para o Olimpíada, a educação e a saúde permaneçam com qualidade abaixo da crítica e o dinheiro para investimentos do país seja drenado apenas para obras supérfluas. Parece aquela conclusão: o que está ruim vai permanecer ruim para toda a eternidade.

Hoje ouvi uma entrevista com o economista Fábio Giambiagi para a Rádio Gaúcha de Porto Alegre sobre as perspectivas do Brasil para a década 2010-2020. Ele e Octávio de Barros acabam de organizar e lançar o livro “Brasil Pós-Crise”. Gambiagi acredita que esta será a melhor década desde os anos 80.

Octavio de Barros (esquerda) e Fábio Giambiagi (direita)

Octavio de Barros (esquerda) e Fábio Giambiagi (direita)

Além dos dois organizadores, economistas como Delfim Netto, José Roberto Afonso, Francisco Dornelles, Gustavo Loyola, José Márcio Camargo, Armando Castelar Pinheiro e Alexandre Marinis discutem as reformas que o governo terá que liderar para garantir um crescimento sustentável de 6% ao ano. Se estas reformas não forem efetivadas o crescimento estimado será de 4,7% ao ano.

Voltando à entrevista, Giambiasi disse que, em 99% dos dias, o retorno para casa dos brasileiros é frustrado por todos os problemas que a gente vê no dia-a-dia. Mas quando a gente olha para o conjunto da obra, vemos como o país avançou nos último vinte anos. A imagem que aparece claramente é de um país que aos poucos vai se firmando como uma economia que vai se consolidar. Ou seja, quando a gente olha para a árvore todos os problemas aparecem, mas quando se olha para a floresta, para o conjunto do período, notam-se os avanços. Certamente com o pré-sal, há condições de ter nos próximos anos um fator de catalisação de investimentos e progresso. O desafio é aproveitar isto da melhor forma possível.

Se o Brasil crescer 6% ao ano na próxima década, quase dobraremos nossa atual renda per capita. A educação e saúde devem ser os grandes investimentos do governo para garantir este crescimento sustentável.

Parece que muitos brasileiros estão olhando para algumas árvores (problemas) e se desiludindo com o país. O melhor é olharmos inicialmente para a floresta (conjunto da obra) para constatarmos que o país está se desenvolvendo. Depois devemos trabalhar para que fatores como educação de má qualidade, sistema de saúde deficiente, má versação de verbas e corrupção não prejudiquem o crescimento da floresta. Cabe a nós escolhermos bons representantes nos poderes executivos e legislativos e, depois, fiscalizarmos ativamente suas atuações.

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Todos os Acidentes Podem Ser Evitados: pelo menos é o que prega a DuPont

Num belo dia, o acionista majoritário da empresa mudou. O novo chefe veio com uma meta de acidentes inacreditável, zero. Nenhum funcionário acreditou que tal objetivo fosse possível. Ao analisar os resultados de outras empresas do grupo, todos comentavam que devia existir alguma maracutaia, porque não era possível ter aqueles números de forma sustentável. Éramos reativos.

Os resultados melhoraram, mas permaneciam longe dos objetivos. Foi iniciado um trabalho forte nos níveis gerenciais e de supervisão. Vários treinamentos foram realizados, novas técnicas foram exercitadas e uma grande quantidade de informação foi transmitida. Os operadores melhoraram suas atitudes, os atos inseguros reduziram, porque a supervisores estavam cobrando, além dos aspectos de qualidade e produtividade, comportamento seguro. Éramos dependentes do estímulo e da orientação das chefias.

O tempo foi passando e os funcionários incorporaram o comportamento seguro na sua rotina. Atingimos resultados que não acreditávamos ser possíveis no início da jornada. O estímulo da chefia continuava importante, mas não era mais essencial. Todos já sabiam o que devia ser feito. Éramos independentes e trabalhávamos de modo seguro autonomamente.

Finalmente começamos a observar os nossos colegas e auxiliá-los a trabalhar de forma mais segura. Existiam líderes em todas as áreas e em todos os níveis hierárquicos. Quando alguém praticava, mesmo que inadvertidamente, um ato inseguro era logo alertado para risco que corria. De imediato o funcionário corrigia sua ação sem apresentar descontentamento. Éramos interdependentes e um cuidava do outro colega da equipe.

Neste último estágio, a segurança se torna responsabilidade de todos e nos conscientizamos que somos responsáveis pela atitude dos demais. Visitei esta empresa hoje. Eles estão a mais de 800 dias sem acidentes. A meta de zero está sendo atingida de forma sustentável.

A Dupont baseia esta explicação na “Curva de Bradley” que pode ser vista abaixo.

BradleyCurvePodemos ver que a taxa de acidentes é reduzida à medida que a nova cultura é assimilada e praticada.

Apresentarei um exemplo simples, o uso do cinto de segurança em automóveis.

Há uns trinta anos, poucas pessoas usavam o cinto de segurança. Quando as pessoas eram questionadas sobre motivos pelos quais o cinto não era usado, diziam que era desconfortável e contavam histórias de motoristas que sobreviveram porque não usavam o cinto no momento de um acidente. Eram reativos.

Depois foi iniciada uma campanha mais forte com a aplicação de multas. Os motoristas começaram a utilizar o cinto para não sofrerem punições. Eram dependentes de uma fiscalização.

Depois a maioria dos motoristas passou a afivelar os cintos de segurança imediatamente após entrar no automóvel. O valor desta atitude já estava internalizado na cabeça de cada condutor de automóvel. Eram independentes.

Finalmente os motoristas passam a exigir que todos os passageiros também usem o cinto por motivos de segurança. O automóvel só inicia o deslocamento quando todos estão protegidos. Tornaram-se interdependentes. Os motoristas cuidam dos passageiros.

Este gráfico pode ser empregado para explicar os resultados advindos de qualquer outra mudança cultural na empresa, além da segurança. Substitua segurança por qualidade, por redução de desperdícios, por redução de horas paradas da planta, por acidentes ambientais e a análise será a mesma.

Não esqueça que a gerência deve estar comprometida e acreditar de forma autêntica nesta transformação. O nível de supervisão (chefia intermediária) deve liderar o processo de mudança cultural dos seus subordinados. Este não é um processo fácil e indolor, mas é o que podemos chamar de bom combate.

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Rio 2016 – A Olimpíada e a Autoestima

Parei tudo o que estava fazendo pouco depois do meio-dia. Fiquei na frente da televisão, assistindo a decisão da cidade-sede dos Jogos Olímpicos de 2016. Fiquei surpreso com a minha tensão. Quando o nome do Rio de Janeiro saiu do envelope e foi apresentado para o mundo inteiro, não contive as lágrimas. Assista ao anúncio do resultado.

Fiquei sentado por alguns minutos, vendo a festa de Lula, Pelé, Guga, Paulo Coelho e Carlos Nuzman com os demais políticos, dirigentes esportivos e atletas da comitiva brasileira. Pensei nos motivos da minha emoção. Comecei a me lembrar da minha adolescência e no jargão “Brasil, o país do futuro” e de como eu criticava os nossos governos por toda a ineficiência e imobilismo. O Brasil estava estacionado, sendo ultrapassado no cenário internacional por outros países sem as nossas potencialidades.

O tempo passou, voltamos a votar para presidente. No governo Itamar, enfim funcionou um plano criado para trazer estabilidade ao país. No governo FHC, esta estabilidade foi consolidada, mas faltava o crescimento econômico. Qualquer crise, por mais distante geograficamente do Brasil fosse, nos atingia: México, Rússia ou Tigres Asiáticos. No governo Lula, a estabilidade foi mantida e o crescimento veio. Mesmo a pior crise capitalista desde 1929 não teve os efeitos devastadores do passado. O Programa Fome Zero, tão criticado, melhorou a vida de milhões de brasileiros. Ainda temos que avançar muito em educação, tecnologia e em infraestrutura, mas nossa autoestima melhorou incrivelmente.

Assista ao lindo vídeo feito para a apresentação da candidatura brasileira pelo genial cineasta Fernando Meirelles.

Caí na realidade e percebi que esta Olimpíada era mais um aviso. O futuro estava chegando… O Brasil dos meus filhos poderá ser o “país do presente”. O país que eu sempre sonhei em viver!  Hoje já não nos depreciamos tanto. O complexo de inferioridade está minguando. Acreditar em si é o primeiro passo para vencer. Nossas próximas gerações serão de vencedores!

Temos muito trabalho pela frente, mas isto eu tratarei em outro post na próxima semana. Hoje é dia para apenas deixar a emoção fluir…

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Interpretação Definitiva de Johnny Cash para ONE do U2

Jogo futebol todas as segundas-feiras e não gosto de perder um minuto sequer do jogo. Um dia eu estava chegando no ginásio em cima da hora, quando o rádio começou a tocar a música One do U2, mas não era Bono Vox que estava cantando. Eu estacionei o carro em frente ao ginásio e fiquei extasiado com a interpretação de Johnny Cash. Ouvi a música até o final. Naquele dia fiquei na reserva do time e esperei minha vez para entrar na partida, mas estava feliz. Valeu à pena! Ouça a música e veja a letra.

Parece que a letra, na voz de Johnny Cash, ganhou outra dimensão. Quem não teve vontade de cantar alguma vez na vida coisas como:

You say one love, one life
It’s one need in the night
One love, we get to share it
Leaves you baby, if you don’t care for it.

Ou

Well, it’s too late, tonight,
To drag the past out into the light
We’re one, but we’re not the same
We get to carry each other, carry each other
One

Ou

Did I ask too much, more than a lot?
You gave me nothing, now it’s all I got
We’re one, but we’re not the same.
Well, we hurt each other, then we do it again.

Mas hoje eu prefiro cantar dois versos:

Love is a temple, love is a higher law.

We get to carry each other, carry each other.
One love! One!

Sempre tem uma boa música para cada momento de nossas vidas. Parece que Johnny Cash combina com aqueles momentos em que nos sentimos sós no mundo…

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