Arquivo do mês: janeiro 2012

Mudança – O Final de um Ciclo

Este é o último post que escrevo no meu apartamento da Rua Guia Lopes em Novo Hamburgo. Meus queridos fãs, leitores e seguidores não se desesperem, não estou encerrando as atividades do meu blog, apenas estou mudando de endereço.

Estou trocando a cidade de Novo Hamburgo, com seus quase 250 mil habitantes, onde vivo há dezoito anos, por nada mais nada menos do que São Paulo com uma população de mais de 11 milhões. Claro que não foi uma decisão fácil, porque, como em praticamente todas mudanças radicais que fazemos na vida, existem aspectos positivos e negativos. Ficam no Rio Grande do Sul, uma parte muito importante da minha família: meu filho, minha mãe, minha tia e meus irmãos. Vários amigos também continuarão morando por aqui. Meu Internacional também deixará de ter meu apoio frequente no Beira-Rio. Em compensação reencontrarei amigos que já mudaram antes para terras paulistanas e ficarei muito próximo das pessoas com quem mais interajo profissionalmente. Tenho certeza de que este fator será muito importante e agilizará o desenvolvimento dos projetos nos quais atuo. O apoio e carinho da minha amada Claudia e minha molequinha Júlia serão essenciais na adaptação à nova vida.

De certo modo, me sinto um pouco como o conquistador espanhol Cortez que mandou queimar os navios da frota espanhola. Assim ele deixou claro que a vida dos soldados não era mais na Espanha e sim no México. Evidentemente não ateei fogo no meu apartamento em Novo Hamburgo, vendi e tenho que entregá-lo na próxima segunda-feira. Não há possibilidade de retroceder.

Me lembro quando saí do emprego em que estava há vinte anos, senti que um vínculo importante havia se rompido. Me sentia livre para tentar experiências totalmente inéditas. As coisas não saíram como o esperado, mas cresci muito na adversidade. Hoje tenho certeza que a decisão de sair, mesmo abrindo mão da segurança que eu usufruía naquela empresa, foi correta.

Tive a mesma sensação de ruptura ao ver meu apartamento vazio. Fui muito feliz ali e também serei nesta nova fase da vida. Lembro de uma fala de Júlio César na peça homônima de Shakespeare:

Muito antes de morrer, morre o covarde; só uma vez o homem forte prova a morte.

Meu espírito hoje não tem medo de perseguir meus sonhos. Só quero morrer quando for a hora, como concluiu na sequência o próprio César:

Das coisas raras que tenho ciência, sempre me pareceu a mais estranha terem os homens medo, embora saibam que a morte, um fim a todos necessário, vem quando vem.

Julio Cesar Imperador romano

Júlio César - imperador romano

Para finalizar tenho que confessar que este foi um parto complicadíssimo, talvez pior do que Schwarzenegger no filme Junior.  A proprietária do apartamento, que nós alugamos em São Paulo, exigiu novas garantias de última hora, mas tudo vai dar certo e nós cresceremos muito mais em nosso novo lar.

Junior Arnold Schwarzenegger

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Arquivado em Geral, História, Literatura, Psicologia

Bruna Surfistinha – Um Filme Desinspirador

Ontem eu e a Cláudia assistimos no Telecine ao filme baseado na vida da ex-prostituta brasileira Raquel Pacheco, a Bruna Surfistinha, estrelado pela bela Deborah Secco.

No início do filme, ela é uma adolescente que vive com os pais e estuda em um bom colégio, mas comete delitos em casa como roubo de dinheiro e das joias da mãe. Foge de casa e resolve ganhar a vida na prostituição. Começa a gostar dessa vida e, aparentemente, não se importa em se relacionar sexualmente com homens jovens ou velhos, gordos ou magros. Começa a se envolver com drogas e é expulsa do local onde trabalha. Aluga um apartamento de alto nível, monta um blog, que a torna famosa, vê o número de clientes e os lucros aumentarem. Ao mesmo tempo, aumenta o envolvimento com drogas, o que a leva à decadência. Chega ao fundo do poço quando passa a trabalhar na rua e depois num prostíbulo que cobra R$ 20,00 por programa. Quase morre de overdose e é ajudada por um cliente apaixonado por ela. Ele propõe uma nova vida melhor, mas ela rejeita. Volta ao apartamento e cria uma meta de fazer 800 programas e, depois disto, iniciar uma nova vida.

Não serei moralista e condenar a temática do filme, mas achei o filme em si chato e fraco. O número de cenas onde a Deborah Secco aparece em programas com clientes é excessiva. Se o objetivo foi mostrar que ela não recusava ninguém, então foi atingido, mas quase não sobrou tempo para discutir outros aspectos da vida como garota de programa, como violência e exploração.

Fiquei impressionado com a mensagem final que o filme passa. Se você é jovem e bonita, estiver precisando de dinheiro, ganhar a vida como garota de programa é uma opção. Como a personagem fala num certo momento, ela ganhava mais do muitas médicas e advogadas. Em outro momento, ela diz uma frase boba sobre acreditar e perseguir os sonhos. No caso, quais seriam estes sonhos? No filme nada é mencionado. E, no final, ela larga as drogas e decide fazer mais 800 programas antes de mudar de vida. Ou seja, você pode se prostituir, mas não se envolva com drogas.

Não li, nem tenho planos para ler, o livro autobiográfico da Raquel Pacheco, “O Doce Veneno do Escorpião”, talvez estas questões sejam apresentadas no livro, mas no filme nada foi visto. Apenas uma vida sem propósitos é mostrada até com certo glamour…

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Os números de 2011 by WordPress

Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2011 deste blog.

Aqui está um resumo:

A sala de concertos da Ópera de Sydney tem uma capacidade de 2.700 pessoas. Este blog foi visitado mais de 19.000 vezes em 2011. Se fosse a sala de concertos, seriam precisos 7 concertos esgotados para sentar essas pessoas todas.

Clique aqui para ver o relatório completo

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