Salário Motiva os Funcionários?

No início da minha carreira profissional, houve um momento em que meu salário não dava para quase nada, o clima na empresa não era bom, meu chefe não me valorizava e, quando surgiu uma oportunidade de transferência para outra unidade da empresa, ele não permitiu minha saída. Estava insatisfeito com esta situação! Por outro lado, durante um ano, trabalhei com entusiasmo e saia feliz de casa todos os dias, porque consegui fazer muitas atividades que trouxeram bons resultados para minha área, além de aprender muito.

Por muito tempo, não entendi aquele meu estado de espírito, porque eu estava satisfeito e insatisfeito simultaneamente com meu trabalho. Além disto, via outros colegas que focavam apenas no dinheiro ou título do cargo, independente das atividades desempenhadas. Há um mês, finalmente consegui a explicação através da “Teoria dos Dois Fatores” de Frederick Herzberg.

Fredrick Herzberg

Fredrick Herzberg

O primeiro grupo é formado pelos “fatores motivadores”, são aqueles que nos levam à satisfação. Esta satisfação no cargo é função das atividades desafiadoras e estimulantes e nos trazem novos conhecimentos, desenvolvimento, crescimento profissional, aumento de responsabilidades e, finalmente, autorrealização.

O segundo grupo são os “fatores higiênicos”, são aqueles que nos levam à insatisfação. Esta insatisfação no cargo é função do ambiente, da segurança, do salário, da supervisão e do relacionamento com colegas. Você pode ver o esquema na figura abaixo.

teoria-herzberg

Ou seja, eu estava satisfeito com meu trabalho, porque estava me desenvolvendo ao mesmo tempo em que fazia atividades desafiadoras e atingia bons resultados. Por outro lado, estava insatisfeito, porque meu salário era baixo, havia muita politicagem interna e meu chefe gerenciava o setor de uma forma que eu não concordava.

O ideal é procurar um trabalho alinhado com a vocação de cada um e que supra os fatores higiênicos. Ou seja, o salário e os benefícios do cargo devem ser a consequência, jamais o objetivo principal do profissional. Deste modo, se os fatores higiênicos estão supridos e você está motivado com seu desenvolvimento profissional, não mude de emprego somente para ganhar um salário melhor.

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5 Comentários

Arquivado em Gestão de Pessoas, linkedin, Psicologia

5 Respostas para “Salário Motiva os Funcionários?

  1. Pingback: Post 200 – Retrospectiva | World Observer by Claudia & Vicente

  2. Thiago Silva

    Acho que a Pirâmide das Necessidades de Maslow e a Teoria dos Dois Fatores de Herzberg são duas falácias propagadas no mundo corporativo pelos endomarketings dos RH’s, a fim de alienar as pessoas de que o salário não importa, ou importa menos.

    Um abraço.

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    • Thiago,

      Agradeço a oportunidade para explicar melhor as teorias. Não sou profissional de RH, nem vi ninguém de RH até hoje usando a Pirâmide das Necessidades de Maslow ou a Teoria dos Dois Fatores de Herzberg para pagar salários baixos para os funcionários. O motivo é simples, nenhuma das duas diz que salário “não importa, ou importa menos”. Seria um tiro no pé e o motivo é simples!

      De acordo com Maslow, o funcionário tem que receber um salário suficiente para atendar suas necessidades básicas e de segurança, o que varia de pessoa para pessoa. Para os níveis seguintes da pirâmide (reconhecimento social e status), infelizmente para a maioria das pessoas o dinheiro (salário) é fundamental para satisfazer estes níveis.

      Na Teoria dos Dois Fatores, se o salário não atender às expectativas do funcionário, ele ficará insatisfeito com a empresa, mesmo que seu trabalho seja motivante.

      Agora salário não é o fator mais importante do mundo. Nenhum de nós faria um trabalho desafiador por um salário que não pagasse nossas contas ou aceitaríamos um trabalho degradante pelo triplo que ganhamos hoje. Ou você faria?

      Abraço.

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      • Samuel Onassis S. Pereira

        Conheci hoje seu Blog e parabéns é muito bom, com assuntos modernos e de uma forma descontraída. A respeito do assunto acima, com certeza salário não é o fator fundamental, sou químico e fiz carreira em petroquímica, troquei de empresa por projetos mais desafiadores, por salário de igual grandeza.

        abs.

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        • Samuel,

          Grato pelo elogio. Espero que continues a visitar meu blog regularmente. Toda terça-feira tem um novo artigo.

          Com relação à questão salário, troquei de emprego duas vezes sem aumento de salário. Na primeira vez, estava há vinte anos na empresa. Achei que aprenderia pouco e seria difícil me automotivar. Bem, a opção que eu escolhi não deu certo, mas, pelo menos, tentei. Depois desta experiência, resolvi realizar um sonho e ter minha própria empresa de consultoria em engenharia. Depois de dois anos conclui que me contratavam para fazer o que comprovadamente eu já sabia. Recebi, nesta época, um convite para trabalhar no meu atual emprego, gerenciando projetos com tecnologias inovadoras. Nos dois casos, da mesma forma que você fez, mantive a mesma renda e busquei novos desafios e crescimento profissional e pessoal.

          Abraço.

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