Arquivo do mês: janeiro 2010

Viva o México – Guacamole para o Happy Hour

Ontem no final da tarde, conversei com a Cláudia sobre a janta. Decidimos que seria um jantar mexicano: guacamole de entrada e, na sequência, quesadilla de cogumelos frescos e queijo mussarela. Fiz metade da receita de guacamole apresentada abaixo e as quesadillas ficaram para outro dia…

Rendimento: 6 porções

Ingredientes:

2 abacates maduros
2 tomates sem pele e sem semente
1 cebola média
½ pimentão amarelo
suco de 1 limão
pimenta dedo de moça sem semente (opcional)
1 colher de sopa de coentro ou salsa ou cebolinha (opcional)
sal a gosto

Modo de preparo:

Picar finamente a cebola.
Retirar a pele e as sementes e picar os tomates.
Retirar as sementes e picar o pimentão.
Retirar as sementes e picar finamente a pimenta.
Retirar a polpa do abacate e esmagar com um garfo.
Acrescentar o suco de limão e o sal no abacate.
Misturar todos os ingredientes.
Colocar o guacamole sobre tortillas ou nas levíssimas “Magic Toasts” da Marilan (foto).
Adicionar opcionalmente duas ou três gotas de molho de pimenta verde (jalapeño). A Tabasco vende um molho de pimenta verde bem mais suave do que o molho original de pimenta vermelha.

O acompanhamento perfeito deste prato é a cerveja. Ontem bebi duas long necks da Bohemia. Um grande casamento é feito com duas cervejas mexicanas: a Corona ou a Sol (por favor, não confunda com a Sol brasileira). Experimente bebê-las com limão, fica muito refrescante.

Esta é uma grande alternativa para seu happy hour no verão.

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O Projeto não Deve Começar pela Solução do Problema

Quantas vezes não passamos por situações como esta que descreverei a seguir. O gerente de produção entra na sala do gerente de engenharia e diz:

– Precisamos comprar uma máquina nova. As três que trabalham em paralelo hoje não darão conta da produção prevista pela área comercial.

O gerente de engenharia pode simplesmente abrir uma base de dados e digitar o título do novo projeto:

– Aquisição e instalação da máquina 4 da linha de produção X.

Na sequência o gerente de produção deveria digitar a justificativa, benefícios, prazo, etc.

Comprar e instalar um novo equipamento em uma fábrica existente e que não pode parar, geralmente, não é uma tarefa simples ou barata. Talvez nem seja esta a melhor alternativa, pois, na verdade, o título do projeto deveria ser:

– Aumento da produção da Linha X em 30%.

Neste caso, as possibilidades de análise seriam mais amplas. Poder-se-ia começar pelo cálculo da Eficiência Geral do Equipamento (OEE em inglês).

Assim estaríamos levando em consideração três aspectos da operação dos equipamentos atuais:

– Disponibilidade – setups, quebras, manutenções não-previstas, falta de matéria prima;
– Desempenho – pequenas paradas, redução de velocidade;
– Qualidade – retrabalhos, rejeitos, sucatas.

A figura abaixo apresenta um exemplo.

Cálculo da Eficiência Geral do Equipamento

Neste exemplo, a disponibilidade do equipamento é de 80% devido às manutenções imprevistas, a produção média horária é de 70% da capacidade nominal provada do equipamento e o índice de produto dentro da especificação é de 90%. A expressão matemática que calcula a OEE está apresentada abaixo:

OEE % = [Disponibilidade %] x [Desempenho %] x [Qualidade %]

No nosso exemplo, a OEE seria de aproximadamente 50%. Ou seja, para aumentar em 30% a produção não deve ser necessário investir em um novo equipamento, pode-se atingir ao objetivo trabalhando na melhoria destas três dimensões apresentadas acima: disponibilidade, desempenho e qualidade.

Mas, muitas vezes, não é fácil mudar a cabeça do solicitante de um novo projeto, pois ele está convicto que esta é a forma de solucionar um determinado problema. O que podemos fazer nesta hora. Existem diferentes técnicas para quebrar as barreiras. Uma das mais simples e poderosas é a dos “5 porques”.

Nossos filhos praticam a técnica dos “20 porques” por vezes com o objetivo de atrasar o início de uma tarefa doméstica.

 

Nosso objetivo, ao aplicar esta técnica, é chegar à causa raiz, mas cuidado com as respostas circulares…

Abaixo tem a aplicação da técnica relativa ao exemplo desenvolvido neste post.

P1.  Por que devemos comprar mais uma máquina?
R1. Porque nossa produção atual está abaixo das necessidades da área comercial.

P2.  Por que a produção está abaixo do necessário?
R2. Porque não conseguimos trabalhar na capacidade nominal dos equipamentos.

P3.  Por que não se consegue trabalhar na capacidade nominal?
R3. Porque aumentam as quebras e o percentual das peças fora de especificação.

Nem chegamos à quinta pergunta e já temos boas informações para iniciar a investigação. O próximo passo é estratificar as causas e determinar a importância de cada uma delas. Um Diagrama de Pareto é uma ferramenta simples e prática para priorizar as principais causas.

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As Quatro Fases da Formação da Equipe de Projeto

Para executar um projeto com sucesso é fundamental a criação de uma equipe que trabalhe de forma harmoniosa sem lacunas técnicas ou gerenciais. Todos concordam com esta afirmação, entretanto normalmente o time formado não é o ideal. Quantas vezes já fomos chamados na sala do chefe para receber a notícia que um funcionário da empresa vai ser deslocado para o projeto que lideramos? E existem casos que este colega apresenta dificuldades de relacionamento e gerentes de vários setores da empresa não querem colocar o “indivíduo” nas suas equipes. Como ninguém o quer ou tem coragem de demiti-lo, a “solução” é encostá-lo em um projeto.

E este é apenas o início. Depois de formar a equipe a diversão só aumenta. Existem conflitos e disputas de “beleza”. O gráfico apresentado abaixo é muito interessante.

 

Como podemos ver, ao invés de um grupo de trabalho, passamos a ter um pseudo-time com desempenho inferior à soma dos desempenhos individuais anteriores. Muito tempo é perdido com especulações de como o projeto vai ser gerenciado e quais serão as responsabilidades de cada membro da equipe.

Nesta etapa de formação temos as seguintes características:

– ambiente agitado e confuso;
– objetivos, responsabilidades e canais de comunicação nebulosos;
– relacionamentos superficiais e fraco comprometimento.

Temos, na sequência, potencialmente um time, mas os conflitos devem ser atacados de frente pelo gerente sob pena de gerar problemas de solução muito complexa. Em muitos casos, as vaidades superam as metas do projeto. Dependendo da situação, a saída pode passar pela substituição de alguns membros da equipe.

Nesta etapa de turbulência, encontramos:

– ambiente conturbado por conflitos e ataques;
– confronto com o líder, com resistências e desistências;
– “panelinhas” e dificuldades de entendimento.

Se os conflitos forem solucionados, as responsabilidades e metas claramente definidas, chegaremos a um time de verdade.

Para um grupo trabalhar realmente como uma equipe, devemos passar pela normatização:

– ambiente de coesão com padrões de comportamento e processo de entendimento;
– identificação dos problemas importantes;
– resolução de conflitos.

O sonho, ou utopia para alguns, é o time de alto desempenho. Os membros da equipe criam relações de interdependência genuínas, onde cada membro apoia o colega.

Se chegarmos à etapa de alto desempenho, teremos:

– ambiente cooperativo;
– articulação entre os componentes;
– criatividade e flexibilidade.

O gerente de projeto deve estar consciente que o sucesso do empreendimento passa pelas pessoas. A evolução da equipe depende da sua atuação. Se ele agir como um avestruz, enterrar a cabeça no chão para não ver os problemas, eles poderão assumir uma proporção muito grande para serem resolvidos apenas com bate-papos. A substituição de membros da equipe, incluindo o próprio gerente, pode ser imperiosa.

Gerente Avestruz

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2010 – Feliz Ano Realmente Novo

Mais um ano se inicia… Quando eu era criança, o ano 2000 parecia tão distante! Aquelas profecias sobre o final dos tempos e o Anti-Cristo me despertavam muita curiosidade. Chegou a tão esperada virada do milênio e nada aconteceu. Nada é muito forte… Quando eu digo nada, estou me referindo ao fim do mundo que ocorreria após o eclipse de agosto de 1999. Agora falam de um livro perdido de Nostradamus que mostraria que o mundo acabará justamente no final do calendário maia (21 de dezembro de 2012). Bem e se o mundo não acabar daqui três anos?

Nostradamus

Agora entramos no último ano da primeira década do segundo milênio da era cristã. Parece que as mudanças ocorrem cada vez com maior rapidez. O tempo para simplesmente contemplar o mundo não existe mais. O importante parece ser correr, suar, levantar poeira. Muitos dirão que este sentimento é um fenômeno atual. O grande poeta português do século XVI, Luís de Camões, escreveu a seguinte estrofe no seu Soneto 45:

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança;
Todo o Mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.

Parece tão atual apesar de ter sido escrito há mais de quatro séculos…

Luís de Camões

Estas viradas de ano são ótimas oportunidades para os chamados balanços. Da mesma forma que as empresas fazem seus inventários e balancetes, nós devemos fazer o mesmo. Simplesmente parar e ver se o “contrato de metas do ano”, que foi consensado consigo na virada do ano anterior, foi cumprido. Muitas vezes só nos lembramos destas metas na virada do ano seguinte. E aí é tarde. Não dedicamos mais tempos para nós mesmos, para a família ou para os amigos. Não emagrecemos. Não fizemos aquele curso de filosofia. Não fizemos aquela viagem para conhecer Cuzco e Macchu Picchu. Acomodamos-nos no nosso emprego desestimulante. E assim por diante…

Para mudar esta realidade não basta comer lentilha, pular sete ondas, estourar fogos de artifício ou fazer simpatias com sementes de romã. O importante é definir metas pessoais desafiadoras, mas possíveis. Planejar a implementação destas metas. Trabalhar com afinco para atingi-las. Afinal não é fácil baixar o peso ou achar tempo para fazer programas semanais com a família. E finalmente, devemos controlar periodicamente (por exemplo, uma vez por mês) os progressos obtidos. Assim podemos corrigir os desvios e fazer os ajustes necessários.

Contrato de metas pessoais

Desejo a todos um 2010 nota 10!

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