Arquivo do mês: dezembro 2012

A Maior Emoção da Minha Vida

A Claudia estava no quinto ou sexto mês da gravidez, quando tomou uma decisão para mim surpreendente. Ela havia optado por ter a Luiza através de um parto normal humanizado. Sempre achei que cesárea era melhor para a mãe e para o bebê. Afinal escolhe-se a data, horário, hospital, médico, anestesista e pediatra. Na hora marcada, o casal chega no hospital e pronto… Para quebrar minha resistência, ela me “recomendou” a leitura do livro editado pela UNESP “Parto Normal ou Cesárea?” Após ler o livro, aceitei a escolha da Claudia.

Parto Normal ou Cesárea - UNESP

Depois fizemos um curso em um final de semana sobre parto natural, onde eram apresentados vários aspectos como as fases do parto, as posições, necessidade e tipos de anestesia, as situações nas quais as cesárias são indicadas. No final da tarde, assistimos ao curta-metragem “Sagrado” do Dr. Paulo Batistuta, onde os partos humanizados de duas mulheres em um hospital são apresentados de forma crua. Muita gente ficou chocada!

A próxima etapa foi montar a equipe: médica obstetra, pediatra e obstetriz (facilitadora do parto, também conhecida como parteira), visitar o Hospital São Luiz que tem duas salas para este tipo de parto e acertar a parte burocrática com o plano de saúde. Tudo certo!

No início da manhã da quinta-feira passada, eu estava no banheiro quando a Claudia entrou e disse que a bolsa tinha rompido. Duas horas depois começaram as contrações. O grande momento enfim estava chegando…

Minha família (meu filho, minha mãe, tia e irmão) havia chegado do Rio Grande do Sul na semana anterior para passar o Natal conosco e conhecer o seu mais novo membro. Por ironia do destino, o voo estava marcado para a tarde deste dia. Ou seja, não puderam ver pessoalmente a Luiza.

Até o meio-dia não houve muita evolução. No início da tarde, as contrações aumentaram em frequência, duração e intensidade. A obstetriz passou no nosso apartamento para avaliar a situação. Após o exame, concluiu que o colo do útero já estava mais macio, mas quase não havia dilatação e poderia demorar até dois dias para o parto. Ela foi embora para atender a outros compromissos, mas a partir desta hora o jogo mudou: o tampão caiu, havia uma contração a cada dois ou três minutos com duração de 40 a 50 segundos. A Claudia começou a sofrer e não tinha tempo suficiente para descansar entre as contrações, nem conseguia se alimentar. Tentou uma ducha de água morna, mas nada mudou. Resolveu então enviar uma mensagem para a obstetriz e eu liguei depois para o celular dela, pedindo para ela reavaliar a Claudia no final da tarde.

Ela chegou, fez o exame e ficou surpresa com a evolução do processo durante pouco mais de três horas, já estava com 5 ou 6 centímetros de dilatação. Chegou a hora de ir para a maternidade. Pegamos as malas, documentos e a mochila com o notebook, máquina fotográfica e filmadora. A Claudia já saiu de casa com vontade de fazer força para expulsar o nenê. Decidimos ir para a maternidade no automóvel da obstetriz que dirigiu loucamente pelas ruas de São Paulo. Enquanto dirigia, telefonou para a médica e para a pediatra, com a última não conseguiu contato. E a Claudia segurando a Luiza e sofrendo…

Entramos no saguão, avisei que ela estava em trabalho de parto com 41 semanas e o pessoal do hospital já a levou para a triagem, enquanto eu providenciava a internação. Depois de apresentar documento de identidade, carteira do convênio, senha para o procedimento, dar várias informações para o cadastro e antes do processo estar concluído, apareceu a obstetriz, fazendo sinal que eu devia deixar a burocracia para depois, porque a Claudia já seria encaminhada para a suíte do parto natural. Ela já estava com 9 a 10 centímetros de dilatação. Larguei tudo e saí correndo. Encontrei a Claudia, a obstetriz e a fotógrafa no elevador. Fui ao vestiário e troquei de roupa e desci para acompanhar o parto. Na escada, encontrei com a médica obstetra e falei:

– Oi, tudo bem? Vamos até a Claudia?

Como eu só havia encontrado a médica na primeira consulta com a Claudia, não fui reconhecido e ela pensou que eu fosse um anestesista oferecido e disse:

– Acho que você está me confundindo com outra pessoa!

Eu retruquei sorrindo:

– Acho que não…

Quando entramos na sala, ela se deu conta que eu sou o esposo da cliente e ficou totalmente sem jeito, pediu desculpas, queria dar explicações, mas o importante era a Claudia que já estava em uma enorme banheira com água quentinha. Sentei no banquinho próximo. Avisaram-me que não conseguiram contato com a pediatra “titular” (problema com o celular), mas a substituta estava a caminho.

A obstetriz orientava a Claudia que fazia força para dar a luz a nossa filha. A médica explicou que estava chegando a hora do “círculo de fogo”, quando a cabeça do nenê passaria pelo períneo. Depois de mais algumas contrações, a cabecinha da Luiza apareceu rapidamente e voltou. A médica descreveu o que havia acontecido e a Claudia decidiu que da próxima vez ela conseguiria. Na contração seguinte, a cabeça saiu. Emocionei-me, meus olhos se encheram de lágrimas, mas continuava apreensivo, porque a “batalha” ainda não havia terminado. A médica retirou duas voltas do cordão umbilical em torno do pescoço da Luiza e, depois de algum tempo, juntamente com a obstetriz, ajudaram a retirar o nenê.

Momento em que Luiza fica com a Claudia na banheira.

Momento em que Luiza fica com a Claudia na banheira.

A Luiza foi colocada sobre o peito da mãe, mas aquele momento de ternura foi interrompido bruscamente, porque havia algo errado com nossa garotinha. Colocaram um clipe, cortaram o cordão e levaram a Luiza para aspirar as vias aéreas, porque ela não estava respirando bem. Como a nossa pediatra ainda não havia chegado na suíte de parto, as profissionais da emergência do hospital realizaram os procedimentos. Neste momento, fiquei como uma “barata tonta”, tentava consolar a Claudia, que ainda estava na banheira, e acompanhar o procedimento na Luiza. Foi uma grande alegria quando ela chorou e começou a respirar normalmente.

Levaram a Claudia para a cama, para onde Luiza também foi levada após ser identificada e pesada. Finalmente o período de ternura reiniciou com a garotinha no colo, procurando e sugando o seio da mãe. Infelizmente tive que descer para fazer toda a burocracia da internação. Uma hora depois voltei para a suíte, onde nós três ficamos nos curtindo por um tempo. Depois eu e a Claudia fomos para o quarto e a Luiza teve uma longa passagem pelo berçário até a enfermeira levá-la ao nosso encontro.

Luiza no colo da Claudia.

Luiza no colo da Claudia.

A Claudia resumiu assim no Facebook:

Minha nova princesa nasceu hoje, na banheira, sem anestesia, sem cortes e ávida por mamar…
Estou super bem, diferente de quando fiz a cesárea da Júlia.
Ela tinha 41 semanas e pesou 3705g. Uma bolinha…

Meu resumo é diferente. A Claudia já queria que o parto da Júlia fosse normal e foi induzida pelo obstetra a fazer cesárea. Desta vez, ela não aceitou o procedimento padrão dos obstetras da rede privada. Negou-se a aceitar o “terrorismo” que induz as grávidas a evitarem o parto normal. No caso dela, o obstetra disse que havia probabilidade de rompimento do útero, porque seu primeiro parto foi uma cesárea, mas ela foi obstinadamente atrás de informações. Depois fez tudo que pudesse facilitar o parto: Yoga, massagens, Epi-No. Óbvio que não foi um passeio no parque, mas foi um parto sem lacerações, cortes ou pontos, onde a mãe pode ter um contato mais íntimo com a filha… Uma experiência inesquecível onde ela foi a principal agente! Só posso agradecê-la por ter participado.

Eu poderia fazer um plágio da música “Amor e Sexo” da Rita Lee e dizer:

Parto normal é imaginação
Fantasia
Cesária é prosa
Parto normal é poesia…

Aconselho todos os casais grávidos a procurarem informações científicas de qualidade, porque todos têm o direito de escolherem o que for melhor para si. A cesárea é uma operação delicada e como tal só deve ser realizada se houver real necessidade, sem contar as complicações e dores do pós-operatório. A Cláudia indicou alguns sites sobre o assunto.

http://www.maternidadeativa.com.br
http://casamoara.com.br
http://www.partodoprincipio.com.br/index.php
http://www.amigasdoparto.com.br/evidencias.html

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Moqueca à Baiana Vegana

Em 2004, eu a Cláudia estávamos de férias no Ceará e visitamos várias praias como Canoa Quebrada, Jericoacoara, Cumbuco, Morro Branco e Lagoinha, entre outras. Sinceramente nos arrependemos de ter ficado apenas um dia em Lagoinha e até hoje falamos em ficar uns dias a mais por lá.

Praia de Lagoinha - Ceará

Praia de Lagoinha – Ceará

Depois de caminhar pela bela praia de manhã, tomamos banho e nos preparamos para seguir viagem após o almoço. O funcionário da recepção nos informou que, nas segundas-feiras, o restaurante do hotel não funcionava e eles serviam somente lanches. Felizmente ele nos indicou o Restaurante Fullxico perto da praça da igreja.

Fachada do Restaurante Fullxico em 2004

Fachada do Restaurante Fullxico em 2004

Fomos os primeiros a chegar ao local. O dono do estabelecimento, o Xico, nos recebeu e indicou dois pratos, um com camarão e outro com lagosta e comentou que cada prato era suficiente para duas pessoas. Como sou alérgico a crustáceos, perguntei se ele não faria um prato individual de lagosta para a Claudia e outro de peixe para mim. Ele nos disse que normalmente não fazia isto, mas, como chegamos cedo, estava tudo bem e sugeriu uma Lagosta ao Termidor para a Claudia e uma moqueca de peixe para mim. Ainda fez um desafio: com ou sem azeite de dendê na moqueca? Minha resposta foi categórica:

– Quero com tudo que eu tenho direito!

Ele ficou surpreso e disse aquela frase tradicional:

– Oh gaúcho corajoso!

Tenho grandes recordações deste restaurante… O lugar era muito simples, o cardápio era um caderninho manuscrito (algo realmente cult), a comida era maravilhosa, o Xico era um sujeito muito legal e a conta foi barata. Foi a melhor moqueca baiana que comi em toda minha vida! Tornou-se uma referência, um paradigma ou o benchmark (o que vocês preferirem) de uma moqueca de alta qualidade…

Eu e a Cláudia criamos uma moqueca vegana inspirada na do Fullxico. No almoço natalino, fiz para nossa família e foi aprovada pelos onívoros presentes.

Moqueca pronta para ir à mesa

Moqueca pronta para ir à mesa

Ingredientes:

3 cebolas roxas grandes
4 tomates italianos
1 pimentão amarelo
1 pimentão ou pimenta vermelha
500 gramas de tofu firme
pimenta dedo de moça sem semente (opcional)
azeite de dendê
2 vidros de leite de coco
sal e pimenta branca a gosto

Modo de preparo:

Cortar o tofu em fatias, deixar de molho em água com sal por duas horas e colocar no forno para selar a superfície.

Usar preferencialmente uma panela de barro ou cerâmica e cobrir o fundo e as laterais com uma fina camada de azeite de dendê. Para facilitar, coloque o vidro do azeite em uma panela com água quente a fim de torná-lo homogêneo e menos viscoso.

Cortar as cebolas, tomates e pimentões em rodelas.

Colocar na panela sucessivas camadas de rodelas de cebolas, tomates, pimentões, pimentas e tofu, pingando algumas gotas do azeite de dendê sobre cada fatia de tofu. Veja a foto abaixo.

Moqueca montagem

Temperar com sal e pimenta branca.

Colocar o leite de coco.

Levar ao fogo alto até começar a ferver.

Baixar o fogo e tampar a panela. Mexer delicadamente para evitar que grude no fundo da panela.

O acompanhamento perfeito é arroz branco. A melhor combinação fica com o arroz de jasmim para culinária tailandesa. Para beber pode ser cerveja ou uma caipirinha com uma cachaça das boas. Eu gosto de duas cachaças gaúchas, Bucco e Weber Haus.

Moqueca prato

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Torta de Sorvete sem Lactose, sem Glúten e com Muito Sabor

Esta é mais uma receita desenvolvida pela Cláudia dentro dos princípios básicos: vegetariana, sem lactose e sem glúten. Como vocês notarão, ela dividiu a receita em três partes:

– sorvete de baunilha;
– torta de sorvete;
– calda de chocolate.

A bola agora está com a Cláudia que vai apresentar a receita que arrasou na sobremesa do almoço natalino.

Esta é a receita básica para um pote de sorvete e pode ser usada para fazer outros sabores ou um creme de papaia com cassis  (já apresentado no blog) que fica uma delícia…

Torta de sorvete, após o "desaparecimento" de metade...

Torta de sorvete, após o “desaparecimento” de metade…

Ingredientes:

2 latas de leite condensado de soja;
3 caixas de creme de leite de soja;
umas gotas de essência de baunilha.

Modo de preparo do sorvete base:

Bater todos ingredientes no liquidificador.

Colocar em uma forma e por no freezer (se for preparar a torta, não faça esta etapa).

Modo de preparo da torta de sorvete:

A torta tem duas camadas: chocolate e passas com Amarula ou rum.

Na primeira camada da torta, utilizei metade da receita acima com cacau em pó (a gosto) e não precisa a baunilha. Deixei mais ou menos 2h no freezer antes de colocar o segundo sabor, senão mistura.

Para o segundo sabor, coloquei passas previamente de molho na Amarula (pode ser usado rum). O que as passas não absorveram da Amarula, eu coloquei na massa, foram umas duas colheres. Também não usei a baunilha neste caso.

Coloquei frutas cristalizadas em cima da camada de chocolate, para criar uma divisão, mas não é necessário. Então coloquei o sorvete com Amarula e deixei no freezer por 1h, antes de colocar as passas, como fica muito líquido, as passas iriam todas para o fundo. Assim ficou mais fácil misturar as passas na camada superior da torta.

Usei uma forma que ficou fácil desenformar, mas pode ser qualquer pote e servir com colher mesmo. Na torta pronta, o sabor de passas à Amarula ficou por baixo e o de chocolate por cima, como pode ser observado na foto.

Impossível resistir a esta delícia com a calda de chocolate...

Impossível resistir a esta delícia com a calda de chocolate…

Para acompanhar, pode ser feito uma calda quente de chocolate que fica uma delícia! Você pode fazer esta mesma calda para comer com frutas picadas, não tem quem não goste…

Ingredientes:

1/2 xícara de cacau em pó;
1 xícara de açúcar;
1 colher de chá cheia de pimenta da jamaica em pó (não é obrigatório, mas dá um gostinho muito especial. E para quem não conhece, não é “apimentado”, fica muito bem em bolos também);
1 colher de sopa de margarina Becel (sem leite);
1 caixa de creme de leite de soja.

Modo de preparo da calda de chocolate quente:

Misturar tudo (menos o creme de leite), pode aquecer uns 10 segundos no micro-ondas para facilitar a mistura da margarina.

Acrescentar uma caixa de creme de leite de soja, misturar bem e aquecer. Pode servir frio, mas experimente o sorvete com calda quente…

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Como Assassinamos Nossos Insights

Vou prosseguir na minha excursão pela mente humana. Nos posts anteriores, comentei um pouco sobre a percepção da realidade e sobre as lembranças. Hoje comentarei sobre uma palavra que em português não tem uma boa equivalência: insight.

O insight é aquela ideia que surge em nossas mentes, aparentemente do nada, e temos a sensação de que alguém a soprou em nossos ouvidos. Parece uma centelha divina. Ou seja, alguns diriam que são enviados por um Ente Supremo, outros diriam que são as vozes de uma consciência universal… Os mais céticos ou egocêntricos afirmariam que sempre estiveram dentro de nossas cabeças, esperando a hora certa para aflorar. Tem outros ainda que acreditam que só acontecem graças aos estímulos externos: ambiente, leituras inspiradoras, companhias, música ou silêncio…

insight

Embora muitos não acreditem, temos estes insights toda a hora, mas nem sempre percebemos, porque nossas cabeças estão ocupadas com outros pensamentos. E o que causa este “congestionamento” mental? Parece que procuramos motivos para sofrer, ressuscitamos fatos do passado, maximizamos problemas do presente e antecipamos tragédias futuras.

Como no artigo anterior, já escrevi sobre as lembranças do passado, desta vez falarei mais sobre o presente e o futuro.

Todo mundo me pergunta como está minha vida neste primeiro ano em São Paulo depois de viver 45 anos no Rio Grande do Sul. Percebo que minha resposta surpreende as pessoas. Respondo com sinceridade que estou gostando de morar na capital paulista e o único aspecto negativo é o trânsito, mas não me estresso com isto. Aproveito aquela hora (às vezes mais do que uma) na solidão do carro na lentidão da Marginal Pinheiros para relaxar, ouvir música ou alguma entrevista interessante no rádio e pensar…  Muitas vezes surgem os mais variados tipos de insights, alguns muito engraçados que me levam às gargalhadas. Se eu ficasse todos os dias tenso e irritado com estes congestionamentos, será que eu ouviria meus insights que me conduzem a boas reflexões e garantem humor, no mínimo, razoável na chegada ao meu lar?

Engarrafamento na Marginal Pinheiros em São Paulo

Engarrafamento na Marginal Pinheiros em São Paulo

Evidentemente podemos interpretar as situações em que estamos inseridos das mais diversas formas. Percebemos a realidade, a criamos e a recriamos do nosso jeito dentro de nossas cabeças. Nesta semana, ouvi uma história sobre um colega de um prestador de serviço que vai ao encontro da minha. Ele gostava do trânsito intenso entre São Paulo e Santos no início dos feriadões, porque tinha a oportunidade de conviver por algumas horas com sua família. Para muita gente isto seria absurdo!

Outra armadilha é viver em um futuro que não existe e, se não nos dedicarmos no presente, jamais existirá. Acho importante construir castelos nas nuvens, porque nos mostram como pode ser nosso futuro, mas não podemos viver neles.

CastleInTheClouds03

Um comportamento comum, quando o tempo passa e nada acontece, é a criação de conspirações ilusórias onde todos estão contra e os outros são beneficiados por razões escusas. Neste momento, a pessoa se passa por vítima e acredita que tudo sempre vai dar errado com ela, apesar de fazer tudo certo (na perspectiva dela, é claro!). Ela deve vencer a batalha no interior da sua cabeça, onde os verdadeiros combates são travados. Só após esta vitória, será possível conquistar o mundo e construir seu castelo.

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