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Coronel Nascimento e o Nascimento da Consciência

No sábado passado, eu e a Cláudia fomos ao cinema para assistir ao filme Tropa de Elite 2. Nossa expectativa era alta e não ficamos decepcionados.

A mensagem que existe uma violência institucionalizada ligada à parte da classe política é perturbadora. Campanhas políticas aparecem financiadas por criminosos através de “caixa dois” e toda a promiscuidade, oriunda desta união espúria, se revela em um toma lá dá cá inaceitável. Os cidadãos, por outro lado, são manipulados por uma mídia com interesses obscuros.

Como romper este círculo vicioso? Isto nunca mudará? Minha resposta é a situação está melhorando, mas depende da participação de todos nós. A maior prova foi a aprovação do projeto Ficha Limpa e a sua aplicação na eleição deste ano devido a uma iniciativa popular. Este instrumento está previsto em nossa Constituição e permite que um projeto de lei seja apresentado ao Congresso Nacional desde que, entre outras condições, seja acompanhado pelas assinaturas de 1% de todos os eleitores do Brasil.

Foram obtidas 1,9 milhões de assinaturas através de uma grande mobilização que contou com a Internet através do Twitter, do Facebook e do capítulo brasileiro da Avaaz.org. No Senado, a aprovação do projeto de lei foi unânime! Este resultado seria possível sem a participação organizada da sociedade? Provavelmente não…

Há um bom tempo o senador Pedro Simon defende o financiamento público de campanhas eleitorais. Quando ouvi pela primeira vez, achei um verdadeiro absurdo. Como a esmagadora maioria dos brasileiros, pensei em novos desvios de dinheiro para as mãos de políticos inescrupulosos.

Hoje começo a pensar diferente. A proibição de doações de pessoas físicas e jurídicas parece ser uma boa medida. Desta forma, poder-se-iam reduzir as trocas do tipo dar a contribuição para a campanha e, após a eleição, receber vantagens em projetos e contratos com o setor público. Como não existiriam mais campanhas milionárias, também seria fácil reconhecer a existência de “caixa dois”.

No Congresso Nacional, está em tramitação um projeto de reforma política que trata de três pontos principais:

  • fidelidade partidária;
  • financiamento público de campanhas eleitorais;
  • votação em lista fechada.

Além do financiamento público de campanhas, a fidelidade partidária é outra medida importante para o fortalecimento dos partidos e controle da corrupção.

Destes pontos, apenas o terceiro me traz dúvidas. Será que a votação em lista fechada não vai causar a perpetuação dos caciques partidários? Afinal os partidos decidirão internamente a ordem dos candidatos na lista. Desta forma, se o partido obtiver votos suficientes para eleger quatro deputados, os eleitos serão os quatro primeiros da lista. Parece muito mais democrático deixar na mão do eleitor a decisão dos candidatos eleitos do que dar todo o poder para um pequeno grupo sujeito às mais variadas influências.

Cabe à sociedade novamente organizar-se e buscar o aperfeiçoamento da democracia brasileira e das instituições públicas. Afinal a democracia deve ser tratada como um processo que sempre poderá ser aprimorado e NÓS somos os agentes destas mudanças.

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Quando as Lágrimas do Filho do Mineiro Chileno se Misturaram às Minhas

Não foi em nenhuma novela da Globo ou da Record, nem em filmes lançados no cinema, que veio a cena mais comovente de 2010. O choro incontido do menino de sete anos, ao ver seu pai ser retirado do interior da mina no deserto de Atacama, me levou às lágrimas.

Quantas vezes, durante aqueles dezessete dias de total isolamento dos mineiros soterrados, falaram para o garoto que ele não veria mais o pai. Ou disseram para ele se conformar ou que deveria rezar, porque o seu papai estava no Ceu? Naquele momento inesquecível, seu pai “morto” foi devolvido para ele vivo e com saúde. Já pensaram na sensação deste momento?

E o pai, junto com os demais trinta e dois companheiros, estava preso e condenado à morte, sem perspectivas naqueles dezessete dias iniciais. Como reagiu a esta dramática situação? Será que, como na Caverna de Platão, se conformou com seu novo mundo ou deixou de acreditar em Deus? Ou fez um balanço da sua vida? Imagina se ele pensou que deveria ter abraçado mais as pessoas que amava e dito isto para elas…

Eu tenho acesso a quase todas as pessoas que amo. Será que eu digo o suficiente que as amo? Eu não creio! Escrevo este texto “preso” dentro de um avião e em quinze minutos estarei “livre” em Porto Alegre. Poderia dizer com maior frequência:

– Júlia e Léo amo vocês meus filhos!

– Cláudia, minha esposa, te amo!

– Mãe, eu te amo!

– Dinda e Dindo, amo vocês!

– Flávia e Fábio, meus manos, eu também amo vocês!

Pai, não tenho mais oportunidade de dizer o mesmo para ti. Acho que disse menos vezes do que deveria…

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O Segundo Turno e a Religião

Eu estava sentado com um colega americano de empresa no bar de um hotel na Bélgica em 2004. Tivemos um dia pesado com reuniões sobre aumento de produtividade, melhorias de processos e redução de custos. Chegou a hora de relaxar. Enquanto eu degustava uma excelente cerveja belga, ele sorvia aos poucos um cálice de vinho. Aproveitei para fazer algumas perguntas sobre a política americana, afinal sempre quis entender melhor este aspecto da nação mais poderosa do planeta. Ele comentou que uma questão central no debate da eleição presidencial daquele ano entre George W. Bush. e John Kerry era o aborto. Fiquei surpreso, achava que o terrorismo, o desemprego, a saúde e outras questões referentes à economia eram mais importantes. Ele me disse que nos debates estes pontos seriam muito explorados, mas o americano médio, na hora de votar, se preocuparia muito mais com a liberação ou não do aborto. Sabe-se que o conservadorismo religioso é muito forte no meio-oeste americano e os Republicanos se alinham melhor a esta forma de pensar.

Republicanos e Democratas Americanos

Republicanos e Democratas Americanos

Como eu percebi que meu colega sentia-se muito a vontade ao falar destes temas, fiz a pergunta definitiva:

– Quer dizer que para o americano médio foi mais grave o Bill Clinton mentir sobre o caso com a Monica Lewinsky do que o Bush mentir sobre a presença de armas químicas e biológicas no Iraque?

E ele respondeu de modo categórico:

– Claro! Não há a menor dúvida!

Aquilo me soou uma coisa tão absurda e distante que era até difícil de entender. Como uma mentira que causou a morte de milhares de pessoas podia ser muito menos importante do que uma mentira sobre uma “pulada de cerca” do presidente.

Os anos passaram e estamos no segundo turno da eleição presidencial. Nunca na história deste país (como diria uma ilustre figura pública brasileira), tivemos duas opções tão parecidas para escolhermos. Não temos mais dicotomias como Collor e Lula ou FHC e Lula. Nas duas alternativas, temos candidatos a presidência de centro-esquerda com vices oriundos de partidos fisiológicos ávidos por cargos públicos.

Dilma Serra

Dilma Serra

José Rousseff

José Rousseff

Parece quase impossível deter o desenvolvimento do Brasil nos próximos anos. Por outro lado, temos grandes desafios nas áreas da educação, saúde, segurança pública e infraestrutura, mas os dois candidatos estão conscientes destes pontos e, sem dúvida, devem dedicar-se a estas questões. Por incrível que pareça, vejo um maniqueísmo religioso no centro do debate eleitoral. Não estamos discutindo as propostas para solução destas quatro áreas que citei anteriormente, mas a satanização de questões como aborto e direitos das minorias.

Recebi E-mail com links para vídeos dos pastores Paschoal Piragine Jr. e Silas Malafaia. Para assistir, basta clicar sobre o nome do respectivo pastor.

Eu acho que a crítica em relação ao aborto é mais consistente, porque estamos discutindo se uma nova vida pode ser interrompida ou não. As imagens apresentadas no vídeo do pastor Paschoal devem chocar até os defensores desta prática. Os dois pastores também são contra o PNDH-3 (Programa Nacional de Direitos Humanos 3) e o projeto de lei da Câmara Federal PLC 122 / 2006. O cerne das críticas é referente aos direitos dos homossexuais. O mais curioso é que Artigo 2o do projeto de lei apresenta o seguinte:

Define os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião, procedência nacional, gênero, sexo, orientação sexual e identidade de gênero.

Sim, a lei protege os batistas e evangélicos, seguidores das religiões destes dois pastores, de sofrerem alguma discriminação no trabalho, por exemplo.

O vídeo do pastor Paschoal Piragine Jr. perde parte da credibilidade ao misturar com o aborto e homossexualidade, a pedofilia, a violência familiar e o infanticídio. A mensagem transmitida é que, ao votar no PT, estaremos colaborando para aprovar leis que permitem estas práticas.

Como já falei neste post, acho a Dilma e o Serra muito parecidos. A novidade desta eleição indiscutivelmente foi a Marina com sua mensagem de sustentabilidade. Agora devemos encontrar as diferenças entre os dois candidatos para definirmos o voto. A busca de informações de qualidade, sem radicalismo, sem preconceitos será nosso maior desafio.

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Lições do Futebol para Gerentes

Estamos acompanhando mais uma Copa do Mundo. O futebol ocupa um espaço impressionante na mídia. Jogos, reportagens, entrevistas e programas de debates preenchem a grade de programação das emissoras de televisão abertas e nos canais esportivos da TV a cabo. Para aqueles que não gostam do esporte bretão, este período é uma verdadeira tortura.

Sempre achei que o futebol traz inúmeros ensinamentos que podem ser utilizados na vida pessoal e profissional. As derrotas e vitórias deveriam ser avaliadas e as lições aprendidas usadas na busca de novas vitórias. Todos se lembram daquela velha frase:

– Devemos aprender com os nossos erros.

Sem dúvida, isto é fundamental. Se não entendermos os motivos da derrota, elas podem se repetir até a correção dos problemas. Um ato inteligente é aprender com os erros dos outros, mas esta análise não é tão simples de ser realizada, porque a transposição da situação do concorrente para a nossa realidade pode ser complexa. Entender as razões que levaram a vitória também é fundamental para que os resultados sejam sustentáveis.

Times participantes de um campeonato ou empresas ou profissionais deveriam fazer a análise SWOT antes de iniciar seus planejamentos.

 

Assim as forças (Strengths) e oportunidades (Opportunities) deverão ser aproveitadas ao máximo, gerando vantagens competitivas. Por outro lado, estratégias devem ser criadas para minimizar as fraquezas (Weaknesses) e superar as ameaças (Threats).

Uma figura central nos times de futebol é o treinador da equipe. Ele exerce a função de um importante gerente ou diretor da empresa. Deste modo, baseado na análise do seu time (empresa) e dos adversários (concorrência), o treinador (gerente ou diretor) define a escalação e a tática a ser empregada. O bom treinador aproveita as melhores virtudes do seu elenco de jogadores (forças), protege seus pontos falhos (fraquezas), procura se precaver dos pontos fortes dos adversários (ameaças) e aproveita as suas falhas (oportunidades).

O futebol mostra que um time médio motivado tem resultados melhores do que uma equipe de craques acomodados. A seleção brasileira de 2006 é a prova disto.

 

Um líder, no futebol ou nas empresas, deve conhecer as habilidades, limitações, personalidade e aspirações dos membros do seu time. Assim será mais fácil obter resultados excepcionais e superar grandes obstáculos.

Luiz Felipe Scolari já fez grandes trabalhos no Brasil e Portugal. Suas habilidades como motivador são indiscutíveis. Todavia, seus resultados na Inglaterra ficaram aquém do esperado. Provavelmente as barreiras culturais e da língua impediram a reprodução dos resultados do passado. O mesmo ocorre quando executivos são transferidos para outros países. A fórmula de sucesso adotada no Brasil para gerir pessoas pode ser um fracasso em outro país.

 

Ou seja, tanto no futebol quanto nas empresas ou nas nossas vidas, muitas vezes o sucesso pode depender mais de como o treinador (gerente) se relaciona e motiva seus subordinados do que táticas ou estratégias sofisticadas.

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BR-116 – Sem Plano de Contingência na Grande Porto Alegre

Durante os últimos anos, os moradores da Grande Porto Alegre percebem o agravamento da situação do trânsito na BR-116 no trecho da capital gaúcha até Novo Hamburgo. Os congestionamentos são frequentes mesmo fora dos horários do rush. A rodovia encontra-se completamente saturada.

Congestionamento diário na BR-116

Veículos acidentados, ou apenas com panes mecânicas, são retirados da rodovia após longo período de espera, agravando ainda mais a situação. O Jornal NH descreve um acidente que exemplifica estas ocorrências rotineiras.

No dia 8 de abril, a demora para remoção de uma carreta que capotou na BR-116, em Canoas, provocou oito quilômetros de congestionamento. O veículo tombou na primeira hora da madrugada, mas a retirada só ocorreu às 9 horas, e a liberação total, às 11 horas.

Em agosto de 2009, uma carreta carregada com adesivo PVA (cola branca para papel ou madeira) tombou na rodovia e a demora para removê-la causou um engarrafamento de doze quilômetros no sentido interior-capital. A foto deste acidente pode ser vista abaixo.

 

Finalmente anuncia-se que procedimentos mais ágeis serão adotados para a remoção de veículos acidentados e um moderno sistema de monitoramento entrará em operação nos próximos meses. Por outro lado, gostaria de ouvir das autoridades responsáveis que existem planos de contingência para desvio do trânsito devido a bloqueios em pontos críticos da rodovia.

Parece que os motoristas estão expostos à própria sorte. A única ajuda vem de emissoras de rádio que mantém serviço de monitoramento das condições desta rodovia.

Os planos de contingência ou “planos B” descrevem as medidas a serem adotadas por uma empresa para fazer com que seus processos vitais voltem a funcionar plenamente, ou num estado minimamente aceitável, o mais rápido possível, evitando assim uma paralisação prolongada que possa gerar maiores prejuízos. A elaboração do plano nas empresas normalmente contém as seguintes etapas:

– identificação dos processos da empresa;

– avaliação dos impactos dos processos no negócio;

– identificação de todos os processos críticos para a sobrevivência da organização;

– identificação dos riscos e definir cenários possíveis de falha para cada um dos processos críticos;

– listagem das medidas a serem postas em prática em caso da ocorrência de falhas;

– definição das ações necessárias para operacionalização das medidas;

– estimativa dos custos de cada medida;

– definição da forma de monitoramento após a ocorrência da falha;

– definição dos critérios de ativação do plano;

– identificação do responsável pela ativação do plano;

– identificação dos responsáveis pela execução do plano de contingência;

– definição da forma de reposição do negócio à situação habitual.

A BR-116 deveria ser gerenciada de modo que acidentes e grandes congestionamentos não sejam encarados como ocorrências normais. Na verdade, são desvios da normalidade que devem ser prontamente atacados. As responsabilidades devem ser definidas claramente, senão corremos o risco de ficar à mercê da responsabilidade difusa entre o DNIT e a Polícia Rodoviária Federal.

Os investimentos em viadutos e novas vias alternativas são importantíssimos, mas nenhuma empresa resolve seus problemas apenas adquirindo novos ativos, gerenciá-los de forma competente é fundamental para a sustentabilidade do negócio.

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A Forma e o Conteúdo: Às Vezes é Vital Separá-los…

Muitas vezes nos confrontamos com gerentes que apresentam dificuldades quase insolúveis de comunicação. O comportamento, por vezes, causa deterioração do ambiente de trabalho. Em alguns casos extremos, o grupo se une para sobreviver e, se possível, derrubar o chefe. Em posts anteriores, comentei dois casos clássicos:

–  o microgerente;
–  o caçador de culpados.

Um caso muito interessante é do profissional que “bate” rotineiramente nos subordinados. Posso citar alguns exemplos clássicos deste tipo de comportamento:

–  demonstra agressividade quando é contrariado;
–  dá espetáculos, humilhando seus subordinados;
–  erros grandes ou pequenos são tratados da mesma forma;
–  raramente elogia e quando faz, soa falso;
–  dá feedbacks negativos em público;
–  pratica o bullying;
–  aponta os problemas, mas não colabora para resolvê-los;
–  não estimula e até inibe o diálogo.

Bullying é uma das maiores violências contra o subordinado.

Mas o pior acontece quando o chefe truculento geralmente tem razão no que está falando ou pedindo ao subordinado. Existem casos em que o gerente tem bom conhecimento e a capacidade de análise suficiente para detectar e entender o problema. Chega a hora de passar a tarefa para alguém. Neste instante, ele lembra os bons tempos de Guga Kuerten jogando tênis.

Guga Kuerten

Olhe as semelhanças! A tarefa é a bolinha de tênis arremessada com violência para o outro lado da quadra e não falta nem o grito ao desferir o golpe. O subordinado deve tentar separar a tarefa (o conteúdo) da forma errada que o chefe a repassou. Senão fica a impressão que nada faz sentido. Nestas ocasiões, as consequências são nefastas para o funcionário, porque a missão é realizada de qualquer jeito e, como prêmio, ele recebe nova cacetada do chefe. Pode pensar que este é a rotina diária. Com o passar do tempo, ficará insensível às agressões do chefe e trabalhará no piloto automático. Sua contribuição para a empresa será pobre e a demissão será questão de tempo.

Uma alternativa é não esperar que isto aconteça e procurar outro emprego. Algumas pessoas aproveitam o momento da saída para “chutar o balde”. Isto deve ser feito com cuidado para não prejudicar os que prosseguiram na empresa.

Como fugir desta arapuca, se desejar permanecer neste emprego? Em primeiro lugar, o funcionário deve analisar apenas o conteúdo das ordens do chefe. Já sabemos que a forma apresenta problemas talvez insolucionáveis. Em segundo lugar, a forma que o chefe comunica-se não deve afetar o subordinado, senão ele poderá somatizar suas angústias e ansiedades, prejudicando sua própria saúde. Em terceiro lugar, o funcionário, ao executar a tarefa, deve buscar a sua autorrealização e seu crescimento profissional, porque o reconhecimento dificilmente virá através da chefia direta.

Se você é o chefe e tem dúvida de como influencia o moral dos seus subordinados, informe-se como é o clima no setor, quando você está ausente. Se ficar sensivelmente melhor, é sinal que você está oprimindo os funcionários do seu setor.

Não queremos chefes “bonzinhos” ou chefes indiferentes ao erro e ao acerto, queremos profissionais justos com perfil motivador.

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Por que não gostamos do Óbvio? Adams gostava…

Outro dia, estava lendo alguns artigos em um grupo de discussão do LinkedIn. Havia um artigo com alguns comentários negativos sobre como fazer avaliação de desempenho. Basicamente colocavam que o autor disse apenas o óbvio e que jamais contratariam a sua consultoria. O responsável pela postagem do vídeo ficou indignado com os comentários e teve uma reação forte. Fiquei curioso e cliquei no link. Era um pequeno vídeo de cinco minutos no qual um consultor de RH falava sobre a importância, os cuidados e a preparação para uma avaliação de desempenho.

Na verdade, não havia nenhuma novidade na fala do consultor, mas se todos se preocupassem com aquelas obviedades comentadas por ele no vídeo, certamente o ambiente nas empresas seria muito melhor. Por que não gostamos do óbvio e vamos atrás do complexo e do sofisticado? Soluções complexas mostram nossa inteligência e a dependência da empresa em relação ao nosso conhecimento. Afinal todos entendem as soluções simples e acham que também poderiam tê-las encontrado.

Um pequeno livro que trata deste assunto é Adams Óbvio de Robert R. Updegraff. O autor escreveu o conto sobre um publicitário em 1916. Você pode pensar que um livro de quase cem anos deve estar completamente ultrapassado, mas a sua mensagem permanece atual.

Não devemos confundir o óbvio com o simplório. O óbvio praticado por Adams era resultado de observação atenta e análise detalhada, não era um simples chute ou o exercício de “achologia”. 

O autor, vários anos após a publicação, reconheceu que existiam barreiras para a implantação de soluções óbvias, porque “o óbvio tende a ser tão simples e comum, que não tem apelo à imaginação”. Ele desenvolveu cinco maneiras para testar ideias e verificar se são realmente óbvias: 

  1. A solução, quando encontrada, será óbvia!
  2. Esta solução é compatível com a natureza humana?
  3. É fácil colocar a ideia no papel?
  4. Ela “explode” na cabeça das pessoas?
  5. Devemos reconhecer o momento certo de implementar a ideia!

Quem não teve estas experiências de “explosões” mentais ao termos uma ideia deste tipo? Realmente é uma sensação ótima! Pensamos “como não tivemos esta ideia antes”? Por outro lado, devemos cuidar para não cairmos na armadilha de nos apaixonarmos pela solução do problema antes de analisá-la com a profundidade necessária.

O livro pode ser encontrado em inglês na Amazon, entretanto existe uma versão traduzida para o português e para baixá-la basta clicar neste link.

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O Projeto não Deve Começar pela Solução do Problema

Quantas vezes não passamos por situações como esta que descreverei a seguir? O gerente de produção entra na sala do gerente de engenharia e diz:

– Precisamos comprar uma máquina nova. As três que trabalham em paralelo hoje não darão conta da produção prevista pela área comercial.

O gerente de engenharia pode simplesmente abrir uma base de dados e digitar o título do novo projeto:

– Aquisição e instalação da máquina 4 da linha de produção X.

Na sequência o gerente de produção deveria digitar a justificativa, benefícios, prazo, etc.

Comprar e instalar um novo equipamento em uma fábrica existente que não pode parar, geralmente, não é uma tarefa simples ou barata. Talvez nem seja esta a melhor alternativa, pois, na verdade, o título do projeto deveria ser:

– Aumento da produção da Linha X em 30%.

Neste caso, as possibilidades de análise seriam mais amplas. Poder-se-ia começar pelo cálculo da Eficiência Geral do Equipamento (OEE em inglês).

Assim estaríamos levando em consideração três aspectos da operação dos equipamentos atuais:

– Disponibilidade – setups, quebras, manutenções não-previstas, falta de matéria prima;
– Desempenho – pequenas paradas, redução de velocidade;
– Qualidade – retrabalhos, rejeitos, sucatas.

A figura abaixo apresenta um exemplo.

Cálculo da Eficiência Geral do Equipamento

Neste exemplo, a disponibilidade do equipamento é de 80% devido às manutenções imprevistas, a produção média horária é de 70% da capacidade nominal provada do equipamento e o índice de produto dentro da especificação é de 90%. A expressão matemática que calcula a OEE está apresentada abaixo:

OEE % = [Disponibilidade %] x [Desempenho %] x [Qualidade %]

No nosso exemplo, a OEE seria de aproximadamente 50%. Ou seja, para aumentar em 30% a produção não deve ser necessário investir em um novo equipamento, pode-se atingir ao objetivo trabalhando na melhoria destas três dimensões apresentadas acima: disponibilidade, desempenho e qualidade.

Mas, muitas vezes, não é fácil mudar a cabeça do solicitante de um novo projeto, pois ele está convicto que esta é a forma de solucionar um determinado problema. O que podemos fazer nesta hora. Existem diferentes técnicas para quebrar as barreiras. Uma das mais simples e poderosas é a dos “5 porques”.

Nossos filhos praticam a técnica dos “20 porques” por vezes com o objetivo de atrasar o início de uma tarefa doméstica.

Nosso objetivo, ao aplicar esta técnica, é chegar à causa raiz, mas cuidado com as respostas circulares…

Abaixo tem a aplicação da técnica relativa ao exemplo desenvolvido neste post.

P1.  Por que devemos comprar mais uma máquina?
R1. Porque nossa produção atual está abaixo das necessidades da área comercial.

P2.  Por que a produção está abaixo do necessário?
R2. Porque não conseguimos trabalhar na capacidade nominal dos equipamentos.

P3.  Por que não se consegue trabalhar na capacidade nominal?
R3. Porque aumentam as quebras e o percentual das peças fora de especificação.

Nem chegamos à quinta pergunta e já temos boas informações para iniciar a investigação. O próximo passo é estratificar as causas e determinar a importância de cada uma delas. Um Diagrama de Pareto é uma ferramenta simples e prática para priorizar as principais causas.

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As Quatro Fases da Formação da Equipe de Projeto

Para executar um projeto com sucesso é fundamental a criação de uma equipe que trabalhe de forma harmoniosa sem lacunas técnicas ou gerenciais. Todos concordam com esta afirmação, entretanto normalmente o time formado não é o ideal. Quantas vezes já fomos chamados na sala do chefe para receber a notícia que um funcionário da empresa vai ser deslocado para o projeto que lideramos? E existem casos que este colega apresenta dificuldades de relacionamento e gerentes de vários setores da empresa não querem colocar o “indivíduo” nas suas equipes. Como ninguém o quer ou tem coragem de demiti-lo, a “solução” é encostá-lo em um projeto.

E este é apenas o início. Depois de formar a equipe a diversão só aumenta. Existem conflitos e disputas de “beleza”. O gráfico apresentado abaixo é muito interessante.

 

Como podemos ver, ao invés de um grupo de trabalho, passamos a ter um pseudo-time com desempenho inferior à soma dos desempenhos individuais anteriores. Muito tempo é perdido com especulações de como o projeto vai ser gerenciado e quais serão as responsabilidades de cada membro da equipe.

Nesta etapa de formação temos as seguintes características:

– ambiente agitado e confuso;
– objetivos, responsabilidades e canais de comunicação nebulosos;
– relacionamentos superficiais e fraco comprometimento.

Temos, na sequência, potencialmente um time, mas os conflitos devem ser atacados de frente pelo gerente sob pena de gerar problemas de solução muito complexa. Em muitos casos, as vaidades superam as metas do projeto. Dependendo da situação, a saída pode passar pela substituição de alguns membros da equipe.

Nesta etapa de turbulência, encontramos:

– ambiente conturbado por conflitos e ataques;
– confronto com o líder, com resistências e desistências;
– “panelinhas” e dificuldades de entendimento.

Se os conflitos forem solucionados, as responsabilidades e metas claramente definidas, chegaremos a um time de verdade.

Para um grupo trabalhar realmente como uma equipe, devemos passar pela normatização:

– ambiente de coesão com padrões de comportamento e processo de entendimento;
– identificação dos problemas importantes;
– resolução de conflitos.

O sonho, ou utopia para alguns, é o time de alto desempenho. Os membros da equipe criam relações de interdependência genuínas, onde cada membro apoia o colega.

Se chegarmos à etapa de alto desempenho, teremos:

– ambiente cooperativo;
– articulação entre os componentes;
– criatividade e flexibilidade.

O gerente de projeto deve estar consciente que o sucesso do empreendimento passa pelas pessoas. A evolução da equipe depende da sua atuação. Se ele agir como um avestruz, enterrar a cabeça no chão para não ver os problemas, eles poderão assumir uma proporção muito grande para serem resolvidos apenas com bate-papos. A substituição de membros da equipe, incluindo o próprio gerente, pode ser imperiosa.

Gerente Avestruz

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2010 – Feliz Ano Realmente Novo

Mais um ano se inicia… Quando eu era criança, o ano 2000 parecia tão distante! Aquelas profecias sobre o final dos tempos e o Anti-Cristo me despertavam muita curiosidade. Chegou a tão esperada virada do milênio e nada aconteceu. Nada é muito forte… Quando eu digo nada, estou me referindo ao fim do mundo que ocorreria após o eclipse de agosto de 1999. Agora falam de um livro perdido de Nostradamus que mostraria que o mundo acabará justamente no final do calendário maia (21 de dezembro de 2012). Bem e se o mundo não acabar daqui três anos?

Nostradamus

Agora entramos no último ano da primeira década do segundo milênio da era cristã. Parece que as mudanças ocorrem cada vez com maior rapidez. O tempo para simplesmente contemplar o mundo não existe mais. O importante parece ser correr, suar, levantar poeira. Muitos dirão que este sentimento é um fenômeno atual. O grande poeta português do século XVI, Luís de Camões, escreveu a seguinte estrofe no seu Soneto 45:

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança;
Todo o Mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.

Parece tão atual apesar de ter sido escrito há mais de quatro séculos…

Luís de Camões

Estas viradas de ano são ótimas oportunidades para os chamados balanços. Da mesma forma que as empresas fazem seus inventários e balancetes, nós devemos fazer o mesmo. Simplesmente parar e ver se o “contrato de metas do ano”, que foi consensado consigo na virada do ano anterior, foi cumprido. Muitas vezes só nos lembramos destas metas na virada do ano seguinte. E aí é tarde. Não dedicamos mais tempos para nós mesmos, para a família ou para os amigos. Não emagrecemos. Não fizemos aquele curso de filosofia. Não fizemos aquela viagem para conhecer Cuzco e Macchu Picchu. Acomodamos-nos no nosso emprego desestimulante. E assim por diante…

Para mudar esta realidade não basta comer lentilha, pular sete ondas, estourar fogos de artifício ou fazer simpatias com sementes de romã. O importante é definir metas pessoais desafiadoras, mas possíveis. Planejar a implementação destas metas. Trabalhar com afinco para atingi-las. Afinal não é fácil baixar o peso ou achar tempo para fazer programas semanais com a família. E finalmente, devemos controlar periodicamente (por exemplo, uma vez por mês) os progressos obtidos. Assim podemos corrigir os desvios e fazer os ajustes necessários.

Contrato de metas pessoais

Desejo a todos um 2010 nota 10!

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A Caça aos Culpados

Um processo praticado em muitas empresas é a chamada caça aos culpados, quando alguma coisa sai diferente do planejado. Nestes casos, temos uma nova máxima:

– Errar é humano. Perdoar não é a política da companhia.

Nestas empresas, ser escalado para fazer parte do time de um projeto normalmente é visto como um fardo pesado, porque os resultados sempre ficam muito aquém do prometido. E como sempre a diretoria pede um nome para imolar, lá vai nosso bode expiatório…

Abaixo está apresentada a clássica figura das seis etapas de um projeto.

Fases-Projetos

Segundo o Estudo de Benchmarking em Gerenciamento de Projetos no Brasil em 2008 do PMI, 62% dos projetos não cumprem os prazos estabelecidos. As principais causas para os atrasos encontradas neste estudo estão listadas abaixo:

– indefinições ou mudanças no escopo;
– problemas de comunicação;
– má avaliação dos riscos;
– recursos humanos insuficientes;
– concorrência entre o dia-a-dia e o projeto.

Normalmente o problema não está materializado em uma única pessoa, mas sim no processo de execução dos projetos da empresa. Algumas das principais características destas empresas estão apresentadas abaixo:

– mudanças frequentes de prioridades;
– descrédito no planejamento;
– informalidade excessiva;
– indefinição das responsabilidades;
– falta de comprometimento e postura reativa dos funcionários;
– visão de curto prazo, centrada apenas no resultado do mês;
– falta de abertura para discussão;
– elevado turnover (rotatividade de funcionários).

foi_ele

O importante é achar um culpado…

Para quebrar este círculo vicioso, a mudança deve começar pela alta administração. Ela deve se dar conta do que está ocorrendo e investir em treinamento e na melhoria do clima organizacional. Este não é um processo rápido, exige muita disciplina. Pode demorar algum tempo para a colheita dos primeiros frutos, mas uma base sólida para a obtenção de resultados sustentáveis será construída a partir deste ponto.

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Os Projetos são Apenas Meios para Atingir os Objetivos Estratégicos

No sábado passado, estive em Caxias do Sul no IV Ciclo de Palestras em Gestão de Projetos da Serra Gaúcha promovido pelo PMI-RS. Na ocasião, apresentei a palestra “Atingindo Objetivos Estratégicos com a Gestão de Projetos”.

O interesse na área de gestão de projetos tem crescido exponencialmente nos últimos tempos. Todas as empresas querem atingir melhores resultados nos seus projetos. O não-cumprimento nos prazos e orçamentos torna-se um pecado cada vez mais mortal no mundo dos negócios.

Preferi enfatizar, na minha apresentação, que o momento da escolha dos projetos é fundamental para a sustentabilidade da empresa. Tudo deveria se originar no Planejamento Estratégico. A definição básica se refere aos valores, à missão e à visão da empresa.

 

Os valores são as balizas éticas e morais da empresa. São seus princípios e todos os funcionários devem segui-los.

A missão é o propósito da empresa. Apresenta claramente os produtos ou serviços entregues ao mercado, clientes-alvos, diferenciais competitivos e cobertura geográfica. A missão nos dá o foco.

A visão nos diz onde a empresa deseja chegar no futuro. A visão é a “bússola”.

Com base na missão e na visão, a empresa deve definir qual é o seu posicionamento no mercado. Deve entender o ambiente em que está inserida, considerando aspectos como mercado alvo, concorrência, estratégias de marketing e canais de vendas.

Com base nestas definições são elaborados os objetivos estratégicos da empresa para os próximos anos. Quatro áreas devem ser cobertas com metas mensuráveis:

– financeira;
– clientes;
– processos internos;
– aprendizado e crescimento.

Na sequência, os objetivos são desdobrados em estratégias. Se o objetivo financeiro for aumentar em 15% o faturamento líquido da empresa, poderemos ter as seguintes estratégias:

– aumentar o faturamento dos clientes atuais em 5%;
– se tornar o líder no mercado do interior de São Paulo;
– aumentar em 20% o número de novos clientes.

As estratégias ainda não nos dizem “como fazer”, e sim “o que fazer”. O plano de ações está relacionado às estratégias e estas, sim, explicam “como fazer”. No exemplo acima, para se tornar líder no mercado do interior de São Paulo, poderia haver o seguinte plano de ações:

– aumentar em 30% a capacidade da planta de Campinas;
– participar das feiras regionais;
– implantar sistema de telemarketing ativo;
– colocar representante novo para atender o oeste paulista.

Este é o momento em que os projetos estratégicos da empresa deveriam nascer…

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Email: Aliado ou Inimigo?

Email é uma excelente forma de comunicação para trocar informações durante um projeto. Por outro lado, esta ferramenta pode causar grandes problemas, se for mal utilizada.

As mensagens eletrônicas deveriam ser usadas com muito cuidado. Quando conversamos por telefone com alguém, podemos ouvir sua voz, perceber seu estado de espírito e esclarecer imediatamente quaisquer dúvidas. Melhor ainda se estivermos dialogando pessoalmente, pois, além de ouvir a voz, veremos o rosto e os gestos. Ficará ainda mais fácil compreender as intenções do interlocutor.

Email não tem rosto ou voz. Fica muito difícil sentir a emoção que o seu emissor estava submetido. Isto pode causar erros de interpretação. Imagine esta frase:

– Você pode detalhar mais este orçamento?

Quais das carinhas da figura abaixo você imagina que expressaria melhor a emoção do emissor do Email ao redigi-lo?

O recebedor da mensagem pode achar que o emissor foi agressivo e estava desconfiado da precisão do orçamento preparado por ele.  Na verdade, o emissor apenas desejava que os itens fossem mais bem detalhados, porque ele precisava desta informação para elaborar o cronograma financeiro do projeto.

Recomendo que o emissor da mensagem releia cuidadosamente o texto para verificar se não pode haver outra interpretação além da desejada. Por outro lado, o destinatário não deve levar para o lado pessoal. Se houver alguma dúvida, deve ser imediatamente esclarecida.

Além desta limitação, o Email deve ser mandado apenas para os diretamente envolvidos. Aquelas discussões intermináveis com réplicas e tréplicas normalmente não colaboram para encontrar a melhor solução para um problema. O resultado é a explosão da caixa de entrada com mensagens que não interessam a vários destinatários.

 

Temos ainda aquelas cópias “bcc” ou “cco”. Discuto, muitas vezes, a ética de usar este recurso de copiar alguém sem o conhecimento do destinatário da mensagem.

Sempre gosto de lembrar que o Email pode se tornar público. Controlamos quem são os destinatários da mensagem, mas não temos controle sobre os encaminhamentos futuros. Deste modo, a mensagem pode chegar a pessoas que nem imaginamos. Assim devemos ter cuidado com o conteúdo das mensagens. Brincadeiras, ofensas e comentários irônicos devem ser evitados, porque o Email é um documento.

Finalmente lembrem-se que há coisas que são mais bem resolvidas pessoalmente ou por telefone do que usando o Email.

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O Microgerenciamento só Pode Trazer Microrresultados

Todos convivem, em algum momento de suas carreiras, com um chefe que pratica o microgerenciamento. Cito uma série de atitudes típicas deste tipo de profissional:

– controla o tempo gasto pelos funcionários no banheiro, na Internet ou no cafezinho;
– preocupa-se  principalmente com custos fixos visíveis como café, açúcar, papel toalha, cópias e cartuchos de impressora;
– tem aversão ao risco, faz tudo sempre do mesmo jeito;
– detesta subordinados questionadores e adora os bajuladores;
– despreza oportunidades, porque pode significar um desvio do foco inicial da missão recebida;
– repete orientações óbvias ou já conhecidas pela sua equipe;
– tem baixa tolerância aos erros;
– dá feedbacks vagos aos membros do seu time, por exemplo, “esperava mais de ti”, mas não diz concretamente qual seria o desempenho esperado;
– gosta de dar shows, quando alguma coisa sai errado.

Claro que não esgotei a lista. Cada um pode adicionar mais uma série de exemplos para enriquecer este artigo. Abaixo temos o exemplo do relacionamento do Dilbert com seu “microchefe”.

Não queremos chefes “bonzinhos” ou chefes indiferentes ao erro e ao acerto. Almejamos um líder que tenha atitudes como as apresentadas abaixo:

– estimula os membros do time;
– premia a ousadia e a criatividade;
– cria sinergia;
– olha a situação do alto e avalie o impacto das ações do setor no resultado da empresa;
– cria um ambiente onde existe abertura para diferentes posicionamentos;
– gosta de passar conhecimento para a equipe, especialmente os mais jovens;
– pratica o coaching e dá feedbacks consistentes.

Uma técnica simples de feedback é o modelo conhecido como Start / Stop / Continue.

O Start refere-se às atitudes que o colaborador deve começar a fazer.

O Stop é relativo aos comportamentos não desejados.

O Continue contém as fortalezas do funcionário que devem ser estimuladas.

Claro que exemplos concretos devem ser dados em cada item, fugindo da subjetividade típica de muitas reuniões de feedback que levam a uma postura reativa do subordinado.

Mas o grande problema ocorre quando o “microgerente” tem certeza que está fazendo tudo certo. Neste caso, ele acredita que deve agir daquele jeito para atingir as metas do setor. Ele se olha no espelho e vê um super-homem, mas na verdade a sua imagem frente aos subordinados é muito diferente…

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Sete Métodos de Tomada de Decisão – Democracia às Vezes Atrapalha…

Tomar decisões é uma das atribuições mais importantes dos gerentes de projeto. Muitos acreditam que a democracia sempre é o melhor sistema, mas, em muitos momentos, não há tempo ou condições de, pelo menos, ouvir a maioria antes de decidir. A seguir eu comento os sete principais métodos de tomada de decisão:

1.  Líder sem a participação dos membros da equipe

Este tipo é recomendado para a rotina ou quando não se tem tempo suficiente para envolver outras pessoas. Deste modo, o gerente decide baseado apenas na sua cabeça sem conhecer a opinião de outros membros da equipe. Não pode ser usado indistintamente, sob pena de transformar o gerente em ditador.

Cadeira do Gerente-Ditador

2.  Especialista da equipe

Neste método, o especialista recebe a autoridade para decidir sobre um assunto no qual ele é o maior conhecedor da equipe. O problema pode acontecer se este expert não foi bem escolhido.

Dr. Smith – Cuidado ao escolher o especialista!

3.  Opinião média dos membros da equipe

Neste caso, o líder consulta os demais membros da equipe isoladamente e escolhe a opinião mais popular. Mais uma vez perde-se a vantagem da interação entre diversas ideias que poderia criar uma nova alternativa melhor para solucionar um problema. Justifica-se quando não se tem  prazo hábil para reunir o time.

4.  Líder após consulta aos membros da equipe

O líder decide sozinho após ouvir as opiniões dos demais membros da equipe. Apesar de semelhante ao primeiro método, neste caso, o líder escuta a opinião de alguns conselheiros antes de decidir, reduzindo as chances de erro.

5.  Voto da maioria

A opinião da maioria prevalece. Pode ser adotada, quando não se tem tempo suficiente para chegar ao consenso. A minoria derrotada pode se sentir alijada, prejudicando o andamento do projeto. Assim só recomenda-se a votação em assuntos de menor importância.

6.  Pequeno grupo da equipe do projeto

Quando existe pressão muito forte de tempo, pode ser escolhida uma força-tarefa para tomar decisão sobre determinado assunto. Seria interessante envolver as pessoas que tenham conhecimento para contribuir efetivamente na decisão. Caso contrário, pode haver falta de comprometimento com a decisão adotada.

Força-Tarefa

7.  Consenso

Apesar de parecer o ideal, pode demandar muito tempo e energia do grupo. Não pode ser escolhida se houver premência de prazos. O consenso geralmente gera uma solução criativa de melhor qualidade. Deste modo, indica-se este método principalmente nas fases iniciais do projeto.

Qual é o melhor método? Não existe uma resposta absoluta. Um método é melhor do que outro em determinadas circunstâncias como prazo, competência e maturidade da equipe.

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Aquecimento Global é um Dogma e Dogmas não Podem ser Discutidos

Dogma é definido como um ponto fundamental e indiscutível de uma crença religiosa ou filosófica. Nos últimos anos, a teoria de que a atividade humana na Terra é responsável pelo aquecimento global se fortaleceu a tal ponto que raramente vemos versão contrária na grande imprensa. Desta forma, devemos reduzir a emissão de gases geradores do efeito estufa, como o gás carbônico, para evitar a aumento da temperatura média do planeta, o derretimento das calotas polares e a elevação do nível dos oceanos. Consequências catastróficas são mostradas em programas de televisão periodicamente. Isto sempre me incomodou, porque nestes milhões de anos de história do planeta quantos períodos de aquecimento e resfriamento aconteceram? O próprio ser humano já passou por períodos glaciais e de forte aquecimento nos últimos milênios. Certamente a atividade humana não foi responsável por estes ciclos.

A primeira vez que eu ouvi um profissional criticando este alarmismo generalizado foi o Eugenio Hackbart, fundador e atual diretor-geral da MetSul Meteorologia no Rio Grande do Sul. Ele comentou que havia muitas notícias sobre o degelo no Ártico, mas pouco se falava sobre o aumento recorde da camada de gelo na Antártida.

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Professor Eugenio

O urso polar, devido às alterações no Polo Norte, foi escolhido como o símbolo desta causa. Frequentemente vemos fotos comoventes como a apresentada abaixo.  

urso-polar

Urso Polar no Ártico

 

The Great Global Warming Swindle (A Grande Farsa do Aquecimento Global, em português) é um documentário produzido em 2007 pelo britânico Martin Durkin. Ideias opostas àquelas sobre as quais se baseiam os estudos sobre o aquecimento global antropogênico são expostas e defendidas por cientistas, economistas, políticos e escritores. Assista ao vídeo abaixo da primeira parte do documentário com legendas em português. Na sequência, você pode ver a continuação no YouTube.

Alguns cientistas dizem que o Sol influencia o número de raios cósmicos que chegam à atmosfera e, assim, o número de nuvens. Quando o Sol está com grande atividade, aumenta o vento solar de partículas carregadas que ele sopra. Isso amplia o casulo de campos magnéticos em volta do sistema solar, desviando alguns raios cósmicos. Quando as manchas e os ventos solares se acalmam, o casulo magnético se contrai, mais raios cósmicos atingem a Terra, mais nuvens se formam, menos luz solar chega à superfície, e a temperatura cai.

mancha_solar

Manchas Solares

Não tenho condições de afirmar se os dados apresentados neste documentário estão totalmente corretos. Existem críticas em relação a algumas informações, mas parece ser lógico que um dos maiores responsáveis pela temperatura no planeta seja o Sol. Outros cientistas estudam a grande influência dos oceanos e seus ciclos no aquecimento e resfriamento do planeta.

O meu maior receio nesta história toda é o prejuízo que os países pobres podem sofrer com as metas de redução de emissões. Como um país africano poderá se desenvolver com estas restrições?

Por outro lado, o governo brasileiro discute se vamos reduzir 20% ou 40% nossas emissões de gases geradores do efeito estufa. O ministro Carlos Minc obviamente defende com entusiasmo a meta de 40%.

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Ministro Carlos Minc e as metas para redução de emissão de gás carbônico

Este é um assunto muito importante para o futuro do Brasil. Gostaria que a discussão envolvesse toda a sociedade. Assim seria possível entender como este objetivo, aparentemente ousado, poderia ser alcançado sem prejudicar o desenvolvimento do nosso país. As queimadas nas florestas poderiam ser muito reduzidas, contribuindo para atingir este objetivo.

Os resíduos oriundos das atividades agropecuárias geram grandes quantidades de metano durante sua degradação. Biodigestores podem processar estes dejetos, produzindo biogás, rico em metano, que pode substituir combustíveis fósseis para geração de calor ou eletricidade. Sabe-se que este gás é vinte e uma vezes mais potente do que o gás carbônico na geração do efeito estufa.

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Biodigestor rural

A economia deve crescer. As condições de vida das populações carentes devem ser melhoradas. O meio ambiente deve ser preservado. São grandes desafios, mas, para serem atingidos, não pode haver radicalização de todos os envolvidos. As discussões devem ser equilibradas e as “teorias da conspiração” não podem entrar nas salas de reuniões.

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Como Fugir da Maldição do Gráfico de Dente de Serra e Manter as Melhorias no Processo

Temos um problema de processo. Um grupo se reúne e encontra a solução. Na semana seguinte, o desempenho é medido e, para a alegria deste grupo, tem-se um resultado excelente. Mensagens com congratulações circulam pelo e-mail da empresa e a vida prossegue.  Passa um tempo e alguém se lembra de dar uma olhadinha para ver como está funcionando aquele processo e tem uma surpresa! O desempenho voltou para o nível anterior àquela intervenção. Neste momento, pode-se perguntar para um operador o que está acontecendo e a resposta será desconcertante:

– Sempre foi assim! Isto nunca funcionou muito bem mesmo…

Neste caso, pode-se simplesmente repetir o que foi feito anteriormente e voltar a colocar o processo nos trilhos.

O gráfico de dente de serra apresentado abaixo será uma rotina nesta empresa e os resultados não serão sustentáveis. 

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Gráfico de Dente de Serra

Mas como os resultados podem ser sustentados?

O primeiro ponto é o comprometimento genuíno da gerência da área. O gerente deve acreditar e adotar a solução como sendo sua. Ele deve liderar pelo exemplo. Todo o processo de mudança encontra obstáculos. A maior barreira é a reatividade das pessoas. Para conquistá-las, melhor seria a participação na solução do problema, mas, se isto não for possível, devem ser treinadas e conscientizadas sobre a importância da mudança.

A base para o treinamento é a criação e atualização de padrões e procedimentos. Taiicchi Ohno disse que onde não existem padrões não pode haver melhoria contínua. Claro que a maioria das pessoas não gosta de redigir procedimentos e para se justificar costumam dizer:

– Pessoas não são robôs! Elas têm que ter espaço para usar a criatividade.

Na verdade, um procedimento descreve a melhor forma conhecida e comprovada de fazer certa atividade. Se cada um usar seu livre arbítrio e executar uma tarefa de acordo com sua fórmula pessoal, o resultado final terá uma variabilidade desastrosa. A disciplina operacional é chave para que todos trabalhem de modo padronizado. Sempre existirá o momento para usar a criatividade, mas as melhorias serão efetuadas a partir dos standards estabelecidos.

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Taiicchi Ohno

Também é fundamental a definição de parâmetros mensuráveis para avaliar o desempenho do processo. Como todos costumam dizer “você não pode controlar o que não mede”. A divulgação dos indicadores do processo em quadros de gestão à vista ajuda a sustentá-los.

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Quadro de Gestão à Vista

O melhor mesmo é estimular a participação dos funcionários. O envolvimento do pessoal do chão de fábrica, incluindo operação e manutenção, durante a resolução de um problema, cria comprometimento para a manutenção dos resultados. A gerência deve criar as condições necessárias para maximizar esta participação.

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Holanda – Exemplo de Tolerância para o Mundo

A Holanda é um país da Europa que eu tenho muita simpatia. Os holandeses respeitam as diferenças entre as pessoas e toleram hábitos e opiniões diferentes.

Em maio de 2002, eu estava na Holanda, visitando algumas empresas quando estourou uma verdadeira bomba no país. Pim Fortuyn, político e líder populista de direita, foi assassinado por um ativista ecológico de esquerda logo após dar uma entrevista em uma rádio. Esta morte gerou uma verdadeira comoção no país. Este era o primeiro crime político em mais de três séculos. Bastava ligar a televisão e já apareciam notícias sobre o crime ou a biografia do político.

PimFortuyn

Pim Fortuyn

Fortuyn foi foco de controvérsia devido às críticas contra os mulçumanos e suas posições anti-imigração. Ele opunha-se aos imigrantes islamitas, porque se recusavam, segundo sua opinião, a integrar-se na sociedade holandesa, constituindo uma ameaça à cultura tradicionalmente tolerante do país. Qualificava o Islã como uma cultura atrasada. Nas eleições nacionais, ele se opôs a toda imigração vinda de fora da Europa.

Por sinal, até mesmo a extrema direita é diferente na Holanda, Fortuyn era homossexual assumido e o vice-presidente do seu partido era um negro oriundo do Suriname.

Outro ponto interessante sobre a pátria de Rembrandt e Van Gogh é a sua constituição. Em 2005, mais de 60% dos holandeses rejeitaram a constituição da Comunidade Européia, pois temiam que o país não pudesse mais adotar a legalização das drogas, da prostituição, do aborto e da eutanásia.

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O primeiro artigo da carta magna do país, por exemplo, proíbe qualquer forma de discriminação. Este direito é absoluto e não pode ser limitado por lei. Todos concordam que isto é excelente, mas contarei um caso que aconteceu comigo que nos faz pensar sobre esta norma. Para se ter uma idéia da extensão deste preceito constitucional, em outra viagem à Holanda, eu estava em um restaurante com dois holandeses. Fizemos nosso pedido e iniciamos uma conversa, quando o pessoal da mesa do lado começou a fumar. Perguntei se não havia área para fumantes naquele restaurante. A resposta foi surpreendente. Se houvesse uma área para fumantes, seria uma forma de discriminação, o que é terminantemente vedado pelo primeiro artigo da constituição.  Desta vez achei um exagero…

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Nem fumantes podem ser discriminados...

Este comportamento tolerante permitiu a construção de um país com boa parte do seu território abaixo do nível do mar. Aconteceram muito menos conflitos religiosos do que em outros países europeus. E, finalmente, são pessoas que procuram escutar e aceitar que os outros podem pensar e agir de forma diferente. Um genuíno exemplo para nós brasileiros…

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O Microvestido na Uniban: Quando o Grupo Ajuda a Expor as Fraquezas dos Indivíduos

O filósofo grego Aristóteles, há mais de 2300 anos, foi autor da tese que “o homem é um animal social”. Esta tese fundamenta-se na união natural entre os homens, porque o ser humano é naturalmente carente, necessitando de coisas e de outras pessoas para alcançar a sua plenitude.

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Aristóteles (384 a.C. – 322 a.C.)

Evidentemente estas necessidades não se restringem a aspectos materiais. Buscamos, por exemplo, apoios, estímulos e reconhecimentos pelos grupos. Deste modo, procuramos outras pessoas que têm opiniões semelhantes ou apresentam visão de mundo semelhante à nossa. Muitas vezes, dentro de um grupo, atitudes socialmente inaceitáveis são praticadas.

Em umas férias, eu viajei para New York. Havia uma grande excursão de japoneses no hotel em que eu estava hospedado. Aquele hotel oferecia o café da manhã incluído na diária e, num certo dia, parecia que todos acordaram na mesma hora e desceram para o breakfast. Para minha surpresa e indignação, muitos japoneses furaram a fila escandalosamente. Fariam isto se não estivessem fortalecidos pelo grupo? Provavelmente não! Lembro-me de uma francesa que incentivava a todos a reagirem. Por pouco não foi criado um conflito entre os japoneses e o “resto do mundo”. Aquela francesa sozinha não começaria uma guerra, mas participaria ativamente se o grupo lhe desse respaldo.

No caso da Uniban, não entrarei na discussão sobre a roupa da estudante. Eu acho que aquele vestido era inadequado para assistir a uma aula, mas nada justifica o que aconteceu. Hoje gostaria de discutir a atitude agressiva dos estudantes.

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Aluna da Uniban escoltada por seguranças

A esmagadora maioria das pessoas que agiram de modo ofensivo e preconceituoso só o fizeram porque estavam em grupo. Portanto podem ter exposto seus sentimentos, aproveitando a participação da turba injustificadamente enfurecida. Neste momento, preconceitos e repressões de origem sexual ou social devem ter aflorado. Além disto, existiam pessoas que queriam ser reconhecidas pelo grupo e aproveitaram a oportunidade para fazerem as mesmas grosserias que alguns ”líderes” perpetravam.

Devemos ter uma ética que não mude quando estamos sós ou dentro de um grupo. Se dentro de um grupo, abolirmos todos os nossos preceitos éticos, concluiremos que, para o bem do grupo, vale mentir, roubar ou matar. Aquele simples check list  que apresentei em outro post  pode ajudar em caso de dúvida.

Não cheguei ao ponto que um “cara” declarou há dois mil anos: “amai-vos uns aos outros como eu vos amei” (evangelho de João 15,12), mas seria maravilhoso se agíssemos desta forma. Jesus também protegeu Maria Madalena de ser apedrejada e disse para as pessoas: “quem nunca pecou, jogue a primeira pedra”.

Se aqueles estudantes da Uniban seguissem, pelo menos, aquele ensinamento que escutamos desde pequeno: “não faça algo que não gostaria que os outros fizessem a você”, este fato lamentável teria sido evitado. Isto também vale para todos os tipos de discriminações (sociais, raciais ou sexuais) e assédios (sexual ou moral).

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O Angustiante Retrato Pintado pelo Pink Floyd não Pode Representar Nossas Vidas

Em 1973, a banda inglesa Pink Floyd lançou seu disco de maior sucesso, “The Dark Side of the Moon”. Ao longo de suas faixas, as angústias do ser humano devido às pressões do dia-a-dia foram escancaradas.

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Capa do disco “the Dark Side of the Moon” do Pink Floyd

O ápice, em minha opinião, é a música “Time”. A letra é melancólica e nos faz refletir sobre o sentido de nossas vidas. Assista ao vídeo gravado em 1994.

Ticking away the moments that make up a dull day
You fritter and waste the hours in an offhand way.
Kicking around on a piece of ground in your home town
Waiting for soemone or something to show you the way.

Tired of lying in the sunshine staying home to watch the rain.
You are young and life is long and there is time to kill today.
And then one day you find ten years have got behind you.
No one told you when to run, you missed the starting gun.

So you run and you run to catch up with the sun but it’s sinking
Racing around to come up behind you again.
The sun is the same in a relative way but you’re older,
Shorter of breath and one day closer to death.

Every year is getting shorter never seem to find the time.
Plans that either come to nought or half a page of scribbledlines
Hanging on in quiet desparation is the English way
The time is gone, the song is over,
Thought I’d something more to say.

Quem não deseja, de vez em quando, que o tempo passe mais rápido? Quem não tem vontade de passar um dia ou uma semana sem fazer nada? Quem nunca teve a sensação de que perdeu um dia, um mês ou um ano da sua vida? Quem não passa por momentos em que se sente um mero passageiro na sua própria vida? Quem nunca se achou velho demais para fazer alguma coisa que sempre gostou ou sempre sonhou em fazer?

Se você, neste momento, sentir vontade de acabar com a sua vida. Por favor, não faça isto! Não consegui te convencer? Então, em primeiro lugar, saia deste blog. Apague o histórico da Internet e desligue o computador. Não quero ver o William Bonner no Jornal Nacional, dizendo que eu causei um suicídio.

Deixando de lado as brincadeiras, o que eu gostaria de dizer, mais uma vez, é que nós devemos pilotar nossas vidas. Sei que existem milhões de fatores externos que não controlamos, mas, por outro lado, existem centenas que estão em nossas mãos. Vamos manter nossa angústia sob controle em relação ao que não temos como influenciar. Planejaremos o que está dentro de nosso círculo de influência e vamos viver nossas vidas da melhor forma possível.

A definição dos seus valores e das coisas importantes na sua vida é um bom ponto de partida.

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