Arquivo do dia: 09/10/2009

Pera e Queijo Gorgonzola – Casamento Perfeito?!?

Hoje é sexta-feira, véspera de feriadão! Apresentarei um prato que tem uma combinação aparentemente exótica: pera e queijo gorgonzola.

A receita do dia é risoto de pera com queijo gorgonzola.

risoto pera

Rendimento: 4 porções

Ingredientes:

2 peras grandes (textura firme, não devem estar muito maduras)
½ limão
150 gramas de queijo gorgonzola
½ tablete de manteiga
1 colheres de sopa de azeite de oliva
1 xícara de vinho branco seco
1 cebola grande picada
2 xícaras de arroz arborio
1,5 litros de caldo de legumes
sal e pimenta-do-reino a gosto
queijo parmesão ralado a gosto

Modo de preparo:

Descasque as peras e corte em cubos de 1 centímetro.

Coloque os cubos numa tigela com água e suco de meio limão (isto evita que as peras oxidem e fiquem pretas). Reserve.

Numa panela, leve o azeite e metade da manteiga ao fogo baixo. Quando estiver quente, acrescente a cebola picada e misture bem, com uma colher de pau, por 4 minutos, ou até que fique transparente.

Acrescente o arroz. Refogue por 1 minuto, mexendo sempre.

Adicione o vinho e misture bem, até evaporar.

Quando o vinho secar, acrescente uma concha do caldo e mexa sem parar.

Quando secar, junte outra concha e repita a operação por 15 minutos, sempre em fogo alto.

Quando estiver quase pronto, acrescente o queijo gorgonzola e as peras escorridas na panela do risoto e misture bem, até o queijo derreter.

Verifique o ponto: o risoto deve ser cremoso, mas os grãos de arroz devem estar “al dente”. Porém, se ainda estiver muito cru, continue cozinhando por mais um minuto. Se for necessário, junte um pouco mais de caldo e mexa bem. Na última adição de caldo, não deixe secar completamente.

Adicione o restante da manteiga e o queijo parmesão, mexa e desligue o fogo.

Tampe a panela e deixe “descansar” por 5 minutos.

Prove o tempero e corrija se precisar, polvilhe com o parmesão ralado e sirva quente.

Para acompanhar este prato, a sugestão é um bom espumante brasileiro brut ou moscatel.

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Já Temos a Tese e a Antítese – Chegou a Hora da Síntese

O filósofo alemão Georg Wilhem Friedrich Hegel propôs há quase duzentos anos que tudo se desenvolve pela oposição dos contrários. Filosofia, arte, ciência e religião são vivas devido a esta dialética.

Georg Hegel (Quadro de Schlesinger)

Georg Hegel (Quadro de Schlesinger)

A dialética hegeliana foi desenvolvida a partir da estrutura tese, antítese e síntese. A tese é uma afirmação ou situação inicialmente dada. A antítese é uma oposição à tese. Do conflito entre tese e antítese surge a síntese, situação nova que carrega dentro de si elementos resultantes desse choque. A síntese, então, torna-se uma nova tese que contrasta com uma nova antítese, gerando uma nova síntese, em um processo sem fim.

Na figura abaixo, vemos um exemplo. O marido e a esposa brigavam sobre a forma de colocar o papel higiênico. A solução (síntese) pode ser não usar mais o papel higiênico e sim um chuveirinho com água morna.

tese-antitese-sintese 

Mas por que eu estou falando nisso? Na verdade, ainda não me conformei (nem quero me conformar) com a discussão sobre a Olimpíada de 2016 no Rio de Janeiro. Nela ficou explícito de que existe uma tese sobre o Brasil: 

  • a nossa classe política é corrupta ou, ao menos, omissa em relação à corrupção. Não haverá renovação nos quadros políticos que altere esta realidade. Os herdeiros continuarão as atividades dos seus padrinhos;
  • a educação nas escolas públicas é de péssima qualidade e continuará assim;
  • a saúde pública também é de péssima qualidade e permanecerá assim;
  • as verbas destinadas para as obras relativas à Olimpíada serão desviadas para fins escusos;
  • o país nunca será um país desenvolvido.

A antítese neste caso diz que: 

  • é possível renovar os políticos através do voto;
  • a educação e a saúde pública podem ser melhoradas através de um trabalho sério dos governos com a participação da sociedade;
  • os desvios do dinheiro para as obras podem ser evitados através da fiscalização pela sociedade;
  • o Brasil poderá se tornar um país desenvolvido e a situação atual mostra que isto é possível.

Este é o momento de criarmos a síntese destas duas linhas de pensamento para que a sociedade possa influenciar decisivamente na construção do Brasil desenvolvido econômica e socialmente.

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