Ciúmes – Como Não se Transformar no Shakespeariano Otelo

Eu assumo que já fui um cara muito ciumento. Já tive crises em que este sentimento vil teve contornos doentios. Hoje eu controlo-o da forma mais eficiente que minha capacidade permite. Talvez a Cláudia ache que eu não demonstre mais hoje, mas confesso que, quando ela me conta de caronas para colegas de trabalho, lá no fundo eu não gosto.

Nesta semana, eu li Otelo de Shakespeare, um grande clássico sobre o ciúmes. Óbvio que o ciúmes extremado que Otelo sentia em relação a Desdêmona é um paradigma do limite máximo atingível por este sentimento.

Otelo e Desdêmona de Adolphe Weisz

O que poderia explicar o ciúmes é a sensação de posse. Não somos donos de nossos companheiros. Se o amor for revestido de confiança, respeito, liberdade e transparência, não haveria necessidade de nos sentirmos proprietários de nossas “caras metades”. Assim não seríamos inseguros, não imaginaríamos que alguém melhor do que nós nos substituiria ou não teríamos o medo da perda.

O ciúmes e a posse

Como eu sempre digo, se formos autênticos e sinceros e agirmos da mesma forma com os outros como desejamos ser tratados, não existiria motivos para insegurança e ciúmes.

No caso de Otelo, Iago percebeu a insegurança de seu chefe e minou a confiança que ele tinha pela esposa. Talvez Otelo não sentia-se suficientemente confiante, porque era mouro, negro e bem mais velho do que Desdêmona, enquanto ela era filha de um respeitável senador veneziano, linda, culta, inteligente e articulada.

Resumindo, o importante é amar e ser amado, respeitar e ser respeitado, acreditar e ser acreditado. Assim venenos plantados por outros ou por nossas próprias mentes sempre serão neutralizados por antídotos poderosos. A melhor descrição sobre o amor aparece na primeira carta de São Paulo aos Coríntios. Para encerrar, transcrevo um pequeno trecho.

São Paulo pintado por Valentin de Boulogne ou Nicolas Tournier

O Amor é paciente, é benigno; o Amor não é invejoso, não trata com leviandade, não se ensoberbece, não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal, não folga com a injustiça, mas folga com a verdade. Tudo tolera, tudo crê, tudo espera e tudo suporta. O Amor nunca falha.

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Ser ou Não Ser, Viver ou Morrer, Agir ou Parar – Hamlet Tinha Razão

A L&PM relançou uma coleção de livros no formato pocket. Olhando as opções disponíveis na livraria, resolvi comprar Hamlet de William Shakespeare, traduzido para o português por Millôr Fernandes. A tragédia mostra a tentativa Príncipe Hamlet de vingar a morte de seu pai, o Rei Hamlet da Dinamarca. Elementos como depressão, raiva, traição, incesto, vingança, corrupção fazem parte desta história.

“Hamlet e Horácio no Cemitério” de Delacroix

Os diálogos e monólogos do Hamlet são deliciosos. Ao reencontrar dois amigos, Rosencrantz e Guildenstern, o príncipe conversa e num determinado ponto afirma:

– Não há nada de bom ou mau sem o pensamento que o faz assim.

Quem não lembra do famoso “ser ou não ser”. Achava que Hamlet dizia esta frase segurando uma caveira, mas a cena em que ele segura e conversa com a caveira de Yorick , o bobo da corte, acontece bem depois, no Ato V.

Um dos filmes clássicos sobre Hamlet foi protagonizado por Laurence Olivier em 1948. Achei a cena do filme de 1996 dirigido e estrelado por Kenneth Branagh mais fiel ao livro. Clique e assista ao famoso monólogo.

Abaixo está a versão de Millôr Fernandes.

Ser ou não ser – eis a questão
Será mais nobre sofrer na alma
Pedradas e flechadas do destino feroz
Ou pegar em armas contra um mar de angústias –
E, combatendo-o, dar-lhe fim? Morrer; dormir;
Só isso. E com o sono – dizem – extinguir
Dores do coração e mil mazelas naturais
A que a carne é sujeita; eis uma consumação
Ardentemente desejável. Morrer – dormir –
Dormir! Talvez sonhar. Aí está o obstáculo!
Os sonhos que hão de vir no sonho da morte
Quando tivermos escapado ao tumulto vital
Não obrigam a hesitar: e é essa reflexão
Que dá à desventura uma vida tão longa.
Pois quem suportaria o açoite e os insultos do mundo,
A afronta do opressor, o desdém do orgulhoso,
As pontadas do amor humilhado, as delongas da lei,
A prepotência do mundo, e o achincalhe
Que o mérito paciente recebe dos inúteis.
Podendo ele próprio, encontrar seu repouso
Com um simples punhal? Quem aguentaria fardos,
Gemendo e suando numa vida servil,
Senão porque o terror de alguma coisa após a morte –
O pais não descoberto, de cujos confins
Jamais voltou nenhum viajante – nos confunde a vontade,
Nos faz preferir e suportar os males que já temos,
A fugirmos pra outro que desconhecemos?
E assim a reflexão faz todos nós covardes.
E assim o matiz natural da decisão
Se transforma no doentio pálido do pensamento,
E empreitadas de vigor e coragem,
Refletidas demais, saem de seu caminho,
Perdem o nome de ação.

Parece evidente que o “ser” se refere à vida e à ação, enquanto o “não ser” está relacionado à morte e à inação. Será melhor suportar uma situação desfavorável do que lutar para melhorá-la? Será melhor manter a situação atual conhecida do que arriscar algo novo mais de acordo com nossas aspirações? O medo de decidir por algo novo pode nos paralisar? O dormir para buscar o alívio para os problemas diários é uma simples fuga e deve ser conseguido de qualquer forma, até com o uso de remédios?

O melhor mesmo é enfrentar de frente os problemas, mesmo com todos os riscos inerentes desta ação. Ficar parado, não perseguir seus sonhos, se preocupar excessivamente com a opinião dos outros, ter medo de perdas só pode nos conduzir à paralisia e transformar a vida em uma morte cotidiana antecipada.

Nós devemos buscar sempre o que acreditamos ser o melhor. Como disse o personagem Polônio ao aconselhar o filho Laertes:

– E, sobretudo, isto: seja fiel a ti mesmo. Jamais serás falso pra ninguém.

Qual será meu próximo Shakespeare, Rei Lear ou Otelo? Eis a questão…

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Gasto com Publicidade Oficial – Como o Dinheiro Público Escorre pelo Ralo

Todos criticam a malversação de recursos públicos no Brasil. As recentes denúncias sobre as ONGs do Programa Segundo Tempo do Ministério dos Esportes são mais um exemplo recente. Deveria haver fiscalização, além dos tribunais de contas, dos próprios cidadãos. Quando navegamos pelos portais da transparência das três esferas da administração pública, podemos buscar dados interessantes de como o dinheiro público é gasto pelos governos.

No meu último post, sobre liberdade de expressão, comentei sobre a relação dos governos com a imprensa. As verbas dedicadas à publicidade oficial crescem anualmente. Segundo o Portal Transparência do governo federal, os gastos com publicidade institucional foram de R$ 177 milhões em 2010. O gasto total com publicidade da administração direta do governo federal foi de R$ 644 milhões neste período. Se for incluída a administração indireta, segundo a Folha de São Paulo, o gasto deve chegar a R$ 1 bilhão.

Na cidade de Novo Hamburgo, a Prefeitura resolveu investir pesado em publicidade oficial a partir de 2010. A Tabela abaixo apresenta o orçamento com publicidade oficial dos últimos nove anos.

Neste momento, ainda não discutirei os gastos com publicidade legal e de utilidade pública, mesmo suspeitando que muitos destes dispêndios não tenham estas motivações. O gráfico abaixo mostra o aumento impressionante dos gastos com a publicidade institucional da Prefeitura de Novo Hamburgo. Em 2011, serão gastos aproximadamente R$ 2 milhões, quase o mesmo valor orçado no período 2005-2009.

Sob a desculpa de prestar contas à população e divulgar iniciativas de interesse público, a Prefeitura faz propaganda eleitoral para a eleição municipal do próximo ano. De acordo com o Portal Transparência do município, de janeiro a agosto de 2011, foram gastos aproximadamente R$ 2 milhões com o pagamento de três agências de publicidade. Apenas uma agência de Porto Alegre recebeu R$ 1.175.000,00. Outras duas de Novo Hamburgo receberam, no mesmo período, R$ 426 mil e R$ 381 mil cada.

Gostaria que a publicidade oficial fosse proibida no país. Este dinheiro poderia ser investido em áreas realmente importantes para a população como saúde, educação e infraestrutura. Sugiro que não se espere a sanção de uma lei federal, porque existe um projeto tramitando no Congresso Nacional há seis anos e ninguém sabe quando entrará na pauta de votação.

Lembro da proibição de animais em circos. Uma lei foi aprovada em Novo Hamburgo em 2007 devido ao desejo da população organizada pela ONG de proteção animal ONDAA. No ano seguinte, foi aprovada outra lei na Assembleia Legislativa do estado do Rio Grande do Sul. Deste o final de 2009, um projeto de lei (PL 7291/2006) foi aprovado na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania e encontra-se atualmente no Plenário da Câmara dos Deputados, onde aguarda para entrar na pauta de votação.

A população deve exigir que os vereadores de Novo Hamburgo evitem a queima dos recursos públicos no orçamento de 2012. Na sequência, deve pedir que seus representantes criem e aprovem a lei municipal que proíba a publicidade oficial. Só assim poderemos realmente aproveitar bem o dinheiro dos impostos que pagamos. Chega de propaganda enganosa!

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Liberdade de Expressão

Há um ou dois meses, participei de um pequeno debate no Facebook sobre o gasto de verbas para publicidade da Prefeitura de Novo Hamburgo. Por exemplo, a campanha “Eu Cuido, Nós Cuidamos” atinge várias mídias simultaneamente, como outdoors espalhados pela cidade, inserções nas programações de emissoras de rádio locais e da capital, além de anúncios em jornais.

Um dos anúncios da campanha "Eu cuido, Nós cuidamos" da Prefeitura de Novo Hamburgo

Sou contra este tipo de propaganda com jeito de campanha eleitoral em todas as esferas da administração pública. Qual é o benefício para a população desta despesa da Prefeitura de Novo Hamburgo? Esta verba não seria melhor empregada na saúde, educação ou simplesmente na manutenção das esburacadas ruas da cidade? Quando isto é feito de modo continuado, pode deixar grupos de comunicação dependentes do dinheiro do Estado. Assim esta empresa passaria a ter conflitos de interesses. Como poderia dar notícias negativas sobre um cliente importante? Ficaria sempre aquela dúvida de que se esta notícia fosse publicada, o jornal ou a rádio poderiam perder o dinheiro com a publicidade oficial. Mesmo que isto não ocorra, sempre os leitores, ouvintes e telespectadores poderiam ter esta dúvida.

A pior consequência desta prática é, sem dúvida alguma, a autocensura. Um dos participantes do debate, que mencionei no início de post, fez uma ótima colocação sobre este relacionamento:

Não importa o partido que habita aquele prédio. Tanto faz. Desde a antiga Arena, passando por PMDB, PDT e agora o PT. O cliente é o patrão. Os interesses não mudam, são os mesmos. Reclamam quando querem censurar a imprensa. Mas quando a imprensa faz sua própria censura???

Quando isto ocorre, estes grupos de comunicação fazem propaganda positiva diária. Fatos negativos são minimizados ou omitidos. Solenidades para “inauguração” de alicerces de prédios públicos ou abertura de buracos para troca de adutoras de água potável são noticiadas com pompa. Uma atmosfera rósea em torno do poder público é criada.

Já defendi no meu blog o financiamento público das campanhas eleitorais, no post sobre o filme Tropa de Elite 2. Agora defendo que os governos só possam gastar verbas com publicidade em campanhas realmente de utilidade pública. Chegou a hora de acabar com esta mistura promíscua do público com o privado. Não podemos mais aceitar esta troca de favores, onde o dinheiro público escoa pelo ralo. Infelizmente o lobby dos grandes grupos da área de comunicação não permitirá que esta ideia prospere facilmente. Mais uma vez só com forte apoio popular será possível avançar nesta área.

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Stay Hungry, Stay Foolish

Steve Jobs morreu nesta semana que passou. Muito já se falou sobre este gênio que mudou o mundo com as criações da Apple, empresa que fundou. Não pretendo contar a vida deste gênio ou falar sobre suas virtudes e defeitos. Gostaria de resumir e comentar uma famosa palestra feita por ele para formandos na Universidade de Stanford em 2005. Para quem quiser assistir os 14 minutos na íntegra, basta clicar abaixo.

A palestra de Jobs tem três partes.

1. Una os pontos da vida

Você não pode conectar os pontos olhando adiante, você só pode conectá-los olhando para trás. Então você tem que confiar que os pontos de algum jeito vão se conectar em seu futuro. Acreditar nisto é fundamental, porque vai lhe dar confiança para seguir seu coração, mesmo que lhe leve para um caminho diferente do previsto e isso fará toda a diferença.

2. Faça o que o coração manda

Jobs estava convencido que a única coisa que lhe permitiu seguir adiante, após sua demissão da Apple, foi o amor pelo que fazia. Você tem que descobrir o que ama. Isto é verdadeiro tanto para seu trabalho, quanto para com as pessoas que ama. Seu trabalho vai preencher uma grande parte da sua vida e a única maneira de ficar realmente satisfeito é fazer o que você acredita ser um excelente trabalho. E a única maneira de fazer um excelente trabalho é amar o que se faz. Se você ainda não encontrou o que é, continue procurando. Não sossegue! Assim como todos os assuntos do coração, você saberá quando encontrar. E, como em qualquer grande relacionamento, só fica melhor à medida que os anos passam. Então continue procurando até encontrar. Não sossegue!

3. Não desperdice seu tempo

Seu tempo é limitado, então não gaste vivendo a vida de outra pessoa. Não caia na armadilha do dogma que é viver com os resultados do pensamento de outra pessoa. Não deixe o ruído da opinião alheia sufocar sua voz interior. E mais importante, tenha coragem de seguir seu coração e sua intuição. Eles, de alguma forma, já sabem o que você realmente quer se tornar. Tudo o mais é secundário!

Steve Jobs em dois momentos da vida

O conselho final para os formandos foi “stay hungry, stay foolish” que, se traduzido literalmente para o português significa “continue faminto, continue tolo”. Afinal o que Steve Jobs quis dizer? Ele aconselhou a sempre termos fome por novos conhecimentos. Não importa a posição, os títulos ou se somos autoridade ou referência em determinada área. Devemos prosseguir esta busca incessante por toda nossas vidas.

A humildade é um aspecto essencial desta busca. Muitas pessoas têm medo de exporem-se e admitirem que não dominam determinado assunto. Não existe forma melhor para adquirir novos conhecimentos do que a troca de informações e experiências em uma conversa desarmada.

Este conselho vai ao encontro daquela passagem em que Sócrates reagiu ao pronunciamento do oráculo de Delfos que o apontara como o mais sábio de todos os homens dizendo “só sei que nada sei”.

Filósofo Sócrates

Quando achamos que sabemos tudo e não temos mais nada para aprender, ficamos estagnados e fracassamos.

Estes conselhos de Steve Jobs, apesar de simples, encerram as bases para uma vida de sucesso, mas não é fácil colocá-los em prática. Persista! Não sossegue!

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Claude Monet e as Ninfeias

Nas nossas férias na França em agosto, visitamos belos museus, palácios e jardins. Se alguém me perguntar qual foi o lugar mais inspirador que eu e a Cláudia visitamos, eu responderei que não foram os Palácios de Versalhes, residência dos reis Luís XV e Luís XVI ou Fontainebleau, morada de Napoleão Bonaparte. O jardim da casa de Claude Monet em Giverny foi um destes lugares inspiradores que jamais esquecerei.

Viajamos de trem de Paris a Vernon e, como não conseguimos lugar no ônibus, pegamos uma van até a Fundação Monet. Ficamos a manhã na casa e nos jardins, almoçamos uns crepes deliciosos em um restaurante próximo. Voltamos a Paris e completamos nosso dia impressionista no Museu L’Orangerie situado na frente da praça Concorde, no interior do Jardin des Tuileries.

Casa de Monet em Giverny

O jardim da casa em Giverny, incluindo o lago das ninfeias (plantas aquáticas), a ponte japonesa sobre este lago e tudo que orna suas margens como árvores, flores e plantas, foi criado pelo próprio Monet e inspirou a maioria das obras impressionistas nos últimos trinta anos da sua vida.

As fotos foram tiradas pela Cláudia, com exceção de duas telas: ponte japonesa e ninfeias. Vocês podem ver a beleza do lugar onde Monet pintava, literalmente dentro do cenário, do amanhecer ao por do sol nas quatro estações do ano. Começo mostrando a famosa ponte japonesa.

Ponte Japonesa

  

Lagoa de Ninfeias com a Ponte Japonesa ao fundo

A seguir podemos ver as ninfeias na pintura de Monet e “ao vivo” em foto.

Ninfeias de Monet

  

Lagoa da Ninfeias

As duas próximas fotos nos fazem entender porque Monet se tornou o mestre dos reflexos.

Reflexos na Lagoa das Ninfeias

  

Mais reflexos na Lagoa das Ninfeias

Após o final da Primeira Grande Guerra Mundial em 1918, Monet decidiu doar para a França os enormes paineis que retratam as ninfeias de seu jardim. O governo francês reformou a L’Orangerie para recebê-los, criando duas grandes salas elípticas com um banco no centro de cada uma.

Um dos paineis das Ninfeias no Museu L'Orangerie

Este é um dos lugares que eu gostaria de passar um bom tempo sozinho, em silêncio, apenas admirando estas obra única na história da arte. Achei este pequeno vídeo no YouTube que dá uma boa ideia sobre o museu e os maravilhosos paineis pintados por Monet.

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O Meu Pequeno Acidente ou o Meu Quase-Grave-Acidente

Depois de assistir a um seminário na cidade mineira de Sete Lagoas, estava dirigindo um automóvel alugado em direção do Aeroporto de Confins. Já havia passado por trechos que cruzam áreas urbanas de pequenas cidades. A pista da MG-424 é estreita, não tem acostamento, tem inúmeras lombadas nas áreas urbanas. Felizmente existem melhorias em curso no asfalto e na sinalização.

Trecho da Rodovia MG-424

Dirigi em longas filas até passar pela cidade de Pedro Leopoldo, onde a pista, apesar de ondulada e mal sinalizada, é duplicada. O GPS mandou eu dobrar para a esquerda, mas, além de não ser possível naquele ponto, eu me lembrava que deveria acessar a alça de um viaduto no lado direito. Segui mais um pouco em frente, o GPS recalculava a rota e eu procurava alguma placa que indicasse a estrada para Confins. A pista estava vazia e eu me aproximava de um viaduto, procurei alguma placa que indicasse o destino daquele acesso. Finalmente vi que ainda não era o desejado, quando olhei novamente para frente, vi que iria bater no meio-fio de um canteiro, que por sinal já estava bem avariado, não tinha mais tempo para evitar o choque. A roda dianteira direita bateu forte e o automóvel ficou apoiado apenas nas rodas do lado esquerdo. Felizmente voltou a ficar com as quatro rodas na pista, corrigi o traçado e segui em frente.

Meu automóvel ficou em duas rodas como este da foto

Primeiro pensei que se estivesse em velocidade mais alta provavelmente a capotagem seria inevitável. A partir desse momento as consequências seriam imprevisíveis. O pneu também não estourou… Parecia que meu anjo da guarda tinha ajudado!

Quando parei para abastecer alguns quilômetros à frente, desci do carro e vi os estragos. A roda dianteira direita estava profundamente marcada, o pneu estava com um rasgo na lateral; e a calota, completamente destruída.

O acidente, apesar das consequências quase desprezíveis, tinha potencial para ser muito grave, Se houvesse outro automóvel ou caminhão o choque seria provável com risco elevado de ter alguém ferido, incluindo este blogger.

Acidente ocorrido na MG-424 em maio de 2011

Como sempre acontece nestas ocasiões, tirei algumas lições do quase-grave-acidente:

  • Primeira – nunca devemos reduzir a atenção enquanto dirigimos, especialmente em um estrada ou rua em que não estamos familiarizados.
  • Segunda – a vida é imprevisível, assim por melhor que nós planejemos ou tentemos controlá-la, sempre poderão ocorrer fatos que trazem rumos jamais imaginados.
  • Terceira – a vida é frágil e pode terminar a qualquer momento, assim devemos vivê-la com intensidade. Não estou falando em pular de paraquedas ou nadar com tubarões. Se pudermos fazer algo importante hoje, não devemos deixar para o incerto amanhã.

Termino este post da mesma forma que encerrei outro, Em Busca da Felicidade, lembrando as palavras de sábio Hilel, líder religioso judeu. “Se eu não faço por mim, quem fará? E quando eu faço por mim, o que eu sou? Se não for agora, quando será?”

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Ontem os Negros, Hoje os Animais, Amanhã os Robôs!

Estamos no ano de 2067, a Assembleia Geral da ONU debate um tema polêmico, a alteração da ordem da segunda e da terceira Lei da Robótica. Estas leis famosas foram formuladas quase um século antes por Issac Asimov.

Isaac Asimov

O secretário-geral solenemente abre a sessão plenária:

– Prezados representantes de todas as nações da Terra, estamos aqui reunidos para mais uma sessão histórica. Desde a criação de unidades autônomas artificiais providas de inteligência e livre arbítrio, os robôs, assistimos a uma enorme evolução no relacionamento com os seres humanos. Respeito, lealdade, afinidade, amizade e até amor são palavras que definem inúmeras relações entre humanos e robôs. Hoje discutiremos se as três leis da robótica estão adequadas à realidade de nosso tempo. Os seguintes princípios guiam atualmente a programação dos robôs:

    • 1ª Lei – Um robô não pode ferir um ser humano ou, por omissão, permitir que um ser humano sofra algum mal.
    • 2ª Lei – Um robô deve obedecer as ordens que lhe sejam dadas por seres humanos, exceto nos casos em que tais ordens contrariem a Primeira Lei.
    • 3ª Lei – Um robô deve proteger sua própria existência desde que tal proteção não entre em conflito com a Primeira ou a Segunda Lei.

Na prática, se um humano ordenasse que dois robôs lutem até a destruição de um deles, não existiria problema legal. Isto poderia ter razões fúteis, como apostas, ou por puro sadismo.

No século XIX, se discutia se os negros tinham alma e se poderiam ser livres. Parece uma conversa absurda nos dias atuais; e em 2067, nem se fala…

Escravo sendo castigado (Debret)

Hoje temos o mesmo debate em relação aos direitos dos animais. Cada vez mais pessoas defendem o bem estar animal. Afinal respeito, lealdade, afinidade, amizade e até amor são palavras que definem inúmeras relações entre humanos e animais. Maus tratos contra animais atualmente são crimes e práticas como touradas ou rodeios são cada vez mais limitadas. Talvez nas próximas décadas assistamos o declínio no consumo de carne por conta desta consciência em relação aos direitos dos animais. Se nós humanos temos alma, porque os animais não as possuem?

Teste dermatológico em coelhos

Hoje parece ridículo discutir os direitos dos robôs. Há um século, discutir os direitos dos animais deveria ser uma excentricidade. No século XVI, defender o fim da escravidão dos negros era uma afronta contra os interesses das metrópoles europeias.

Apesar de muitos discordarem, a humanidade evolui e a nossa consciência continua crescendo. O que hoje é um ato aceitável, amanhã será um crime grave.

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Nenhuma Conquista Importante vem sem Persistência – o Exemplo de Rodin

Nesta semana, eu e a Cláudia voltamos de duas semanas de férias em Paris. Poderia escrever sobre várias observações que fizemos ao longo da viagem, mas escolhi, para começar, o exemplo de persistência do grande escultor francês Auguste Rodin. Visitamos o excelente Museu Rodin em Paris na semana passada e todas as fotos apresentadas neste post foram tiradas pela Cláudia.

Musée Rodin – Hotel Biron – Paris

Todos conhecem pelo menos duas obras deste artista: “O Pensador” e “O Beijo”, mas sua produção artística foi muito maior e as dificuldades enfrentadas na sua vida são um exemplo. Quem observa as duas obras apresentadas abaixo, pode pensar que Rodin teve uma vida maravilhosa rodeado de sucesso e glamour, entretanto ele só atingiu o sucesso após os 40 anos e, mesmo assim, nunca ficou imune às críticas.

O Pensador

O Beijo

Rodin nasceu em uma família pobre. Tentou entrar três vezes na principal Escola de Belas Artes da França e foi recusado. Após a morte da irmã, resolveu entrar para a vida religiosa. Felizmente o padre Eymard, reconhecendo seu talento, orientou-o a seguir a carreira artística. Por sinal Eymard foi canonizado pelo para João XXIII, como São Pedro Julião Eymard.

Padre Eymard

Para obter o sustento da família, trabalhou até os 35 anos em ateliês de arte decorativa na França e na Bélgica. Mais tarde considerou fundamental o conhecimento técnico adquirido nestes empregos. Conseguiu juntar algum dinheiro e investiu em uma viagem à Itália, onde interessou pelas esculturas de Donatello e Michelângelo. Esta viagem influenciou decisivamente seu estilo e toda sua obra.

No ano seguinte, expôs sua primeira escultura de destaque, o nu “A Idade do Bronze” apresentada abaixo. Apesar de todos admirarem seu trabalho, foi acusado de fraude, porque teria feito o molde diretamente sobre o corpo do modelo.

A Idade do Bronze

Levou anos para provar o contrário e quase desistiu por causa das críticas injustas e das dificuldades financeiras. Foi em frente e recebeu convite para fazer a obra “Porta do Inferno” baseada na Divina Comédia de Dante. Nunca concluiu a obra (foto abaixo), mas vários elementos, como “O Pensador” e “O Beijo”, ganharam vida própria.

Porta do Inferno

No mesmo período fez a obra “Os Burgueses de Calais”, apresentada na sequência, em que cada um dos seis personagens ganharam vida separadamente em outras esculturas.

Os Burgueses de Calais

Mesmo com todo o sucesso, foi duramente criticado pela escultura em homenagem ao escritor Honoré de Balzac. Pediu desculpas e recolheu a estátua para seu acervo próprio. O belíssimo bronze fotografado abaixo só foi fundido décadas após sua morte.

Honoré de Balzac

O resumo deste post poderia ser o seguinte: mesmo para um gênio como Rodin, o sucesso não chega, se não houver muito estudo e determinação. Ele aproveitou os dez anos de trabalho para aprender as mais diversas técnicas artísticas. Não hesitou em investir o dinheiro duramente amelhado naqueles anos em uma viagem à Itália que lhe traria conhecimento e inspiração. Resistiu a toda a espécie de críticas e prosseguiu com firmeza, realizando uma produção artística inovadora de alta qualidade. Quando percebeu que o público e a crítica não estavam preparados para certas obras, apenas as afastou dos olhos da maioria e as conservou para as futuras gerações.

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Audiência Pública de Esclarecimentos Sobre a Rede de Alta Tensão em Novo Hamburgo

A comunidade, com o apoio do vereador Raul Cassel, receberá um técnico da AES Sul que dará explicações sobre a instalação de redes de alta tensão em áreas populosas de Novo Hamburgo, trechos das avenidas Sete de Setembro, Pedro Adams Filho e Guia Lopes.

Compareça e participe! A comunidade precisa ser informada. Sua saúde e seu patrimônio estão em risco.

Local: Câmara de Vereadores de Novo Hamburgo
Endereço: Rua Almirante Barroso, 261
Fone: 3594-0500
Data: 4 de agosto de 2011
Horário: 15 horas

Questionamentos para AES Sul sobre Redes de Alta Tensão

Foi considerado no projeto o relatório “Estabelecendo Um Diálogo Sobre Riscos De Campos Eletromagnéticos” da Organização Mundial da Saúde – OMS?

Linhas de transmissão de energia elétrica geram campos eletro-magnéticos de baixas frequências. Campos elétricos de baixas frequências influenciam a distribuição de cargas elétricas na superfície dos tecidos condutores e causam um fluxo de corrente elétrica no corpo. Campos magnéticos de baixas freqüências induzem correntes circulantes dentro do corpo humano. [páginas 3 e 4 do relatório]

Em 2001, um grupo de trabalho integrado por peritos, constituído pela IARC (International Agency for Research on Cancer) da OMS reviu estudos relacionados com a carcinogenicidade de campos elétricos e magnéticos estáticos e de frequências extremamente baixas (ELF). Usando a classificação padrão da IARC que pondera as evidências humanas, animais e de laboratório, campos magnéticos ELF foram classificados como possivelmente carcinogênicos para humanos com base em estudos epidemiológicos de leucemia infantil. [página 5 do relatório]

Importante lembrar que a rede passará na frente do Colégio Sinodal da Paz, localizado na Avenida Pedro Adams Filho, nº 1974.

Estes fatos foram levados em consideração no projeto desta linha de transmissão? Existe alguma evidência ou fato que rejeite as afirmações acima?

Foi realizada análise de risco no projeto e instalação desta rede?

Por que nenhum programa de comunicação foi adotado? Por que não foi realizada uma audiência pública para discutir o projeto?

Os moradores, comerciantes e o colégio foram comunicados sobre a instalação desta nova linha de transmissão?

Foram consideradas outras opções técnicas (trajeto diferente ou linhas enterradas)?

Foram consideradas medidas mitigatórias (blindagem da linha)?

Foram consideradas medidas compensatórias para moradores e comércio?

Como serão compensados os proprietários de casas, apartamentos, terrenos e pontos comerciais pela imprevista queda no valor de suas propriedades? Existe jurisprudência para indenização de proprietários devido à desvalorização econômica do terreno causada pela passagem rede de transmissão de energia elétrica.

A Avenida Sete de Setembro será alargada? Os comerciantes foram avisados sobre a redução das calçadas que atualmente são utilizadas como estacionamento de seus negócios?

Qual será o impacto paisagístico? Na revitalização da Avenida Comendador Franco em Curitiba, por exemplo, está incluída a retirada das torres de alta tensão.

Existe garantias de resistência dos postes contra o impacto de caminhões? Serão instaladas defensas metálicas para proteção em caso de choques de veículos?

Qual o motivo que levou a transferência da linha do Bairro Santo Afonso para a deste projeto? A rede atual apresenta risco elevado? Qual a vantagem deste projeto sobre a situação atual?

Outras perguntas podem ser entregues por escrito no plenário para um vereador de Novo Hamburgo que questionará o representante da AES Sul.

Para mais informações clique aqui: https://vicentemanera.wordpress.com/2011/06/23/redes-de-alta-tensao-sobre-nossas-cabecas

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Cambará do Sul – Poucos Visitantes para Tanta Beleza Natural

 

Com a chegada do inverno, turistas de vários pontos do Brasil procuram algo pouco comum em suas regiões – o frio. Cambará do Sul, no Rio Grande do Sul, é um dos lugares mais frios do Brasil e conta com belíssimas paisagens.

Entre o Natal e a virada de 2011, passei cinco dias em Cambará do Sul. Viajei com meu filho e ele poderia escolher qualquer lugar atingível através de automóvel. Até Montevidéu estava entre as alternativas, mas a sua escolha foi Cambará.

Reservei de 25 a 30 de dezembro um quarto na Pousada Pindorama. As acomodações são simples, mas tem o necessário. O destaque ficou para o café da manhã bem servido e para a simpatia e cortesia do pessoal da Pousada.

No primeiro dia, fomos ao Parque Nacional dos Aparados da Serra, onde está localizado o cânion do Itaimbezinho. Aproximadamente 50 mil turistas visitam anualmente a principal atração da região. Na minha opinião, este número é baixo para as paisagens que surgem ao percorrermos suas trilhas.

Cânion Itaimbezinho - final de uma das trilhas do Parque Nacional dos Aparados da Serra

No segundo dia, exploramos o interior deste cânion, fizemos uma trilha no Rio do Boi com paisagens incríveis. O nível de dificuldade nesta trilha é relativamente alto, o que exige algum preparo físico. O acompanhamento de um guia credenciado é obrigatório, o que ajuda a evitar perdas de rumo e acidentes com escorregões e cobras.

Cachoeira no Cânion Itaimbezinho

Uma das cachoeiras no interior do Cânion Itaimbezinho

 

Canion Itaimbezinho - Rio do Boi

Leito do Rio do Boi no interior do Cânion Itaimbezinho

No terceiro dia, foi a vez de visitarmos o Parque Nacional da Serra Geral, onde está localizado o cânion Fortaleza. As paisagens são incríveis, mas neste dia a neblina não colaborou e escondeu-a na maior parte do tempo. Quem viu a mini-série da Globo, “A Casa das Sete Mulheres”, lembra das cenas filmadas na beira do cânion Fortaleza. As imagens eram lindas, mas, na verdade, nenhuma batalha da Revolução Farroupilha foi travada naquela região. De toda forma, as sequências foram muito bem feitas e ajudou a divulgar a região.

Cânion Fortaleza em dia de "viração"

Para finalizar, no quarto dia, pegamos uma trilha de 24 quilômetros, passando pelos cânions Leão, Corujão, Churriado e Malacara. Neste dia, o clima parecia de outono ou inverno com temperatura baixa, apesar estarmos em dezembro, e períodos com chuva e neblina forte.

Cânion Malacara em dia de chuva e neblina

Recomendo a todos que visitem esta região do Rio Grande do Sul. Aqueles que visitam a Gramado e Canela, estão a pouco mais de 100 quilômetros de Cambará do Sul. As paisagens são únicas e estão muito bem preservadas. A única crítica que faço neste post é para a estrutura dos parques. O Parque Nacional dos Aparados da Serra tem banheiros apenas na sede e não tem restaurante ou lancheria. Deste modo, para almoçar, você é obrigado a voltar para Cambará. O caso é pior no Parque Nacional da Serra Geral, totalmente selvagem, no qual não existe estrutura de apoio para o visitante.

 

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Redes de Alta Tensão sobre Nossas Cabeças

Você gostaria que uma rede de alta tensão aérea passasse na frente de sua casa ou estabelecimento comercial? Se isto acontecesse, você acha que sua rua ficaria mais bonita e valorizada? Você tem certeza que linhas de alta tensão não causam problemas de saúde, como o câncer? Tenho uma última pergunta, você aceitaria passivamente que esta rede passasse na porta de sua casa?

Se sua reposta para todas essas perguntas for um sonoro NÃO, saiba que em Novo Hamburgo no Rio Grande do Sul, a concessionária de distribuição de energia elétrica, AES Sul, está instalando uma rede aérea de alta tensão em um dos principais acessos da cidade, a Avenida Sete de Setembro.

Colocação de postes na Av. Sete de Setembro (Foto: Diego da Rosa / GES)

A população local praticamente não foi informada. A única referência é esta reportagem do Jornal NH no dia 19 de maio, quando a instalação dos postes já havia começado.

Reportagem Jornal NH

Em resumo, a Prefeitura fez um acordo com a AES Sul, onde permitiu que a linha de alta tensão passe pela Avenida Sete de Setembro em troca de asfaltamento e outras benfeitorias. É ótimo que a linha atual seja removida de uma área onde vivem 900 famílias na Bairro Santo Afonso, mas como ficam as famílias que vivem num raio de 100 metros da nova linha?

A OMS, Organização Mundial da Saúde, órgão ligado a Nações Unidas, fez uma série de advertências e recomendações referentes a instalação de redes de alta tensão. Apresenta que possivelmente existe conexão entre linhas de alta tensão e leucemia infantil. Ou seja, as pessoas que habitam no entorno desta rede poderão ter problemas de saúde no futuro. Nos países desenvolvidos, existe a preferência por redes subterrâneas para reduzir estes riscos.

Decisões como esta não poderiam ser tomadas sem uma discussão na Câmara dos Vereadores e sem uma Audiência Pública. Parece que como não haverá gastos para a Prefeitura e a AES Sul dará uma contrapartida, o Executivo de Novo Hamburgo não precisa dar satisfação deste ato. Isto é um absurdo!

Após a Av. Sete de Setembro, qual será o trajeto deste rede? Seguirá pela Av. Cel. Travassos? Pela Pedro Adams Filho? Cruzará o Parque Floresta Imperial e a área da Comusa? Será que conseguiremos salvar, pelo menos, os atingidos na continuação desta obra?

Chegou a hora da população de Novo Hamburgo se mobilizar e cobrar explicações e medidas mitigadoras da Prefeitura e da AES Sul, porque se nada for feito agora, dificilmente haverá a retirada desta rede nas próximas décadas!

Não podemos assistir a tudo isto em silêncio!

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Em Busca da Felicidade

 

Este post é o primeiro que escrevo sobre a busca da felicidade. Provavelmente escreverei outros no futuro na medida que minha visão sobre o assunto fique mais clara. Tenho passado algum tempo pensando sobre o que nos ajuda a sermos pessoas felizes. Entre momentos de alegria e outros de depressão, cheguei à conclusão que precisamos de um propósito nas nossas vidas. Algo que realmente seja importante e nos motive para levantarmos da cama e enfrentarmos algumas coisas desagradáveis do dia a dia como clima desfavorável, trânsito caótico, chefes mal-humorados, condições ruins de trabalho e faturas de cartões de crédito. Assim preenchemos aquela sensação de vazio que por vezes se apossa dos nossos corpos e traz um incômodo desânimo.

Se a meta é ser feliz, ela é tão inatingível quanto ser rico ou bem sucedido. Felicidade, riqueza e sucesso são consequências de uma série de atitudes em nossas vidas.

Na noite de ontem, no Youtube, “esbarrei” no Dr. Viktor Frankl, médico e psicólogo austríaco falecido há pouco mais de dez anos.

Viktor Emil Frankl

 

Por ser judeu, foi enviado aos campos de concentração nazistas Auschwitz e Dachau durante a Segunda Guerra Mundial. Foi libertado no final da guerra, mas perdeu a esposa, seus pais e seu irmão. Frankl percebeu que os prisioneiros que tinham algum sentido para as suas vidas tinham chance maior de sobreviver nas terríveis condições dos campos de concentração. Com base nesta experiência identificou três caminhos para encontrar o sentido para a vida:

  • realização ou conclusão de um trabalho;
  • o amor ou a responsabilidade por alguém;
  • mesmo diante de um sofrimento inevitável, o desenvolvimento da consciência de que a vida ainda espera importantes contribuições pessoais para os demais.

 

Se você quiser conhecer um pouco sobre Viktor Frankl, pode assistir à esta entrevista concedida na África do Sul em 1985.

Primeira parte:

Segunda Parte:

Terceira Parte:

Como engenheiro, gostei da equação apresentada abaixo.

Desespero  =  Sofrimento  –  Sentido

Ou seja, em uma vida sem propósito, qualquer sofrimento pode levar ao desespero. Por outro lado, se dermos sentido a nossas vidas, suportaremos melhor os sofrimentos que a vida inevitavelmente nos impõe.

A palavra entrega pode ser uma boa síntese para este post. Se nos entregarmos verdadeiramente a um amor, a uma causa ou a um trabalho, poderemos encontrar logo adiante a tão almejada felicidade. Por outro lado, se ficarmos simplesmente a procura da felicidade, ela ficará cada vez mais distante.

E não esqueçam das palavras de sábio Hilel, famoso líder religioso judeu. “Se eu não faço por mim, quem fará? E quando eu faço por mim, o que eu sou? Se não for agora, quando será?”

Hilel, o Ancião

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Sejamos Oportunistas!

Acho incrível como certas palavras ganham contornos negativos com o passar do tempo, enquanto outras passam a ter significados muito melhores do que os originais. Por exemplo, o grande poeta Augusto dos Anjos escreveu no seu impactante soneto “Versos Íntimos”:
 

Vês?! Ninguém assistiu ao formidável
Enterro de tua última quimera.
Somente a Ingratidão — esta pantera —
Foi tua companheira inseparável!

Formidável, em seu sentido original, significa terrível, pavoroso. Afinal o que pode ser mais terrível do que o enterro do último sonho ou ilusão de uma pessoa?  Hoje todos usamos a palavra formidável, no Brasil, para adjetivarmos algo excelente.

Augusto dos Anjos publicou apenas um livro de poesias: "Eu"

Por outro lado, os dicionários definem o oportunista como aquele que sabe tirar proveito das circunstâncias de dado momento, em benefício de seus interesses. Será que isto é realmente mau, se os aspectos éticos forem levados em consideração? O significado de oportunismo, na esfera da política ou dos negócios, deixa implícito que esta prática é empregada independentemente do sacrifício de princípios éticos. No futebol, curiosamente, é um grande elogio dizer que o atacante do time é oportunista. No Internacional, lembro de nomes como Dadá Maravilha, Geraldão e Nilson. Abaixo você pode assistir ao gol de Dario na final do campeonato brasileiro de 1976 contra o Corinthians.

Sejamos o atacante oportunista da nossa vida pessoal e profissional para aproveitarmos as circunstâncias favoráveis e atingir mais rápidos nossos objetivos. Vamos manter as antenas sempre ligadas. Só tenho um último lembrete, não esqueçam da ética, porque como escreveu Augusto dos Anjos no final do soneto “O Morcego”:

A Consciência Humana é este morcego!
Por mais que a gente faça, à noite ele entra
Imperceptivelmente em nosso quarto!

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O Cisne Negro entre a Loucura e a Genialidade

 

Na semana passada, assisti ao filme Cisne Negro no voo entre São Paulo e Munique. Este é daqueles filmes que mexem com a gente, é impossível ficar indiferente ao que se passa com a protagonista da trama, a bailarina Nina, interpretada de forma brilhante por Natalie Portman.

 

A arte não é simplesmente técnica. Se assim fosse, um supercomputador poderia criar obras de Michelângelo ou Van Gogh. O artista excepcional consegue transmitir emoção e, que eu saiba, não há ciência exata que ensine isto. Certa vez, no Metropolitan Museum, eu e a Cláudia sentamos na frente de uma enorme tela de Jackson Pollock. Alguns poderiam dizer que aquilo se resumia a borrões de tinta, mas eu juro que aquela tela era uma verdadeira explosão de emoções e insanidade.

Autumn Rhythm nr. 30 de Jackson Pollock

 

Sempre penso que alguém brilhante tecnicamente que consiga transmitir toda esta carga de sentimento em seus trabalhos possa ser um “borderline”. É alguém no limite entre a razão e a loucura. Como se existisse uma fronteira definida…

No filme, parece claro que a bailarina Nina ultrapassou com folga esta fronteira na sua busca de representar com perfeição a maldade do cisne negro e o sofrimento do cisne branco. Como ela mesmo afirma na sua derradeira fala… Para superar ou ter outro momento de igual brilho, somente ultrapassando novamente ou, quem sabe, tangenciando esta fronteira.

Quantas pessoas buscam a perfeição a qualquer custo? Parece que a perfeição de sua obra é mais importante do que a própria vida! Será possível atenuar o sofrimento causado por esta busca sem fim? Será possível manter-se psicologicamente sadio?

No filme. Nina, apesar de brilhante tecnicamente, somente se tornou genial quando rompeu a fronteira e passou a misturar a realidade com a loucura. Assista a este excelente filme e pense a respeito disto tudo…

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Vale Tudo para Conseguir o Emprego dos Sonhos? Veja o Filme “O Corte”!

O cineasta grego Costa-Gavras é famoso pelos filmes políticos. Por exemplo, ele dirigiu filmes como “Z” que trata da ditadura militar grega nos anos 60 e “Desaparecidos, Um Grande Mistério” (Missing) que aborda a ditadura de Pinochet no Chile. Seu último filme, rodado em 2005 na França, é “O Corte”.

Cineasta Costa-Gavras

Um processo aparentemente irreversível é a globalização da economia. As terceirizações, fusões e incorporações são consequências deste processo. Quando duas empresas se transformam em apenas uma, ajustes nos quadros dos níveis administrativos e na diretoria são inevitáveis. Ou seja, demissões ocorrem e, normalmente, apenas as funções operacionais não são afetadas em um primeiro momento.

“O Corte” conta a história de Bruno Davert de 41 anos, interpretado pelo ator francês José Garcia, quinze dos quais prestando bons serviços a uma fábrica francesa de papel. Dois anos depois de perder seu emprego, ele toma uma decisão totalmente heterodoxa, resolve identificar, perseguir e eliminar os candidatos ao cargo que cobiça. Bruno parte para um jogo sem regras onde a concorrência é eliminada e o objetivo final justifica os meios adotados. Como podemos perceber, Costa-Gavras, através de sua ideologia de esquerda, criou uma paródia do capitalismo selvagem, onde livre competição pode significar a eliminação implacável da concorrência. O resultado final do filme é muito interessante e o humor negro vem na dose correta. Além de divertir, nos leva a boas reflexões sobre limites éticos e morais. Será que vale tudo para atingir os objetivos?

Como já escrevi em outro post, concorrência forte é fundamental para evitar acomodação e estimular o crescimento. Por outro lado, agir de modo ético é essencial para a construção de uma vida pessoal e profissional de sucesso. Nada melhor do que viver sem medo de ser descoberto e sem paranoias ou manias de perseguição, porque esperamos dos outros as mesmas atitudes que praticamos.

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Os números de 2010 by WordPress

Os duendes das estatísticas do WordPress.com analisaram o desempenho deste blog em 2010 e apresentam-lhe aqui um resumo de alto nível da saúde do seu blog:

Healthy blog!

O Blog-Health-o-Meter™ indica: Este blog está em brasa!.

Números apetitosos

Imagem de destaque

Um Boeing 747-400 transporta 416 passageiros. Este blog foi visitado cerca de 10,000 vezes em 2010. Ou seja, cerca de 24 747’s cheios.

Em 2010, escreveu 17 novos artigos, aumentando o arquivo total do seu blog para 61 artigos. Fez upload de 43 imagens, ocupando um total de 5mb. Isso equivale a cerca de 4 imagens por mês.

The busiest day of the year foi 23 de novembro com 128 views. O post mais popular daquele dia foi Salada Caprese.

De onde vieram?

Os sites que mais tráfego lhe enviaram em 2010 foram linkedin.com, google.com.br, twitter.com, mail.live.com e pt-br.wordpress.com

Alguns visitantes vieram dos motores de busca, sobretudo por biodigestor, salada caprese, pink floyd, mousse de maracuja e perfume de mulher

Atrações em 2010

Estes são os artigos e páginas mais visitados em 2010.

1

Salada Caprese novembro, 2009

2

O Angustiante Retrato Pintado pelo Pink Floyd não Pode Representar Nossas Vidas outubro, 2009
2 comentários

3

Aquecimento Global é um Dogma e Dogmas não Podem ser Discutidos novembro, 2009
6 comentários

4

Mousse de Maracujá novembro, 2009
2 comentários

5

Risoto de Funghi Secchi e Cogumelos Frescos setembro, 2009
2 comentários

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A Decepção Colorada

Esperei uns dias para escrever sobre a surpreendente derrota do Inter para o Mazembe do Congo na semifinal do Mundial de Clubes em Abu Dhabi. Óbvio que o resultado me deixou muito chateado, afinal a expectativa pela conquista do Bi era muito grande.

Kidiaba do Mazembe foi destaque no jogo (Foto do site do Internacional)

Muitos dizem que esta é a maior derrota do Colorado em todos os tempos, mas eu particularmente não concordo. O pior momento da história centenária do Inter foi a derrota para o Olímpia na semifinal da Libertadores de 1989. Naquela ocasião, o Inter buscava um título que o igualaria ao seu maior rival, o Grêmio. Tivemos muitos momentos difíceis na década seguinte, quando conquistamos apenas uma Copa do Brasil.

No basquete ou no vôlei, se um time é muito melhor do que o outro, certamente ganhará. Quando um time joga melhor, tem mais volume de jogo, será o vencedor. Já no futebol, um time pode ser dominado durante os noventa minutos, sofrer uma pressão incrível e, em apenas um lance, pode ganhar a partida. Este é um dos atrativos deste esporte, onde Davi pode derrotar Golias.

Dois jogos coincidentemente com o mesmo placar, 3 x 2, e com circunstâncias semelhantes me mostraram isto. Inter e Olímpia do Paraguai, já citado acima, e a derrota da seleção brasileira para a italiana na Copa de 82 na Espanha foram muito injustas. Ensinaram-me que não existem deuses no futebol, premiando o time que joga melhor e busca a vitória todo o tempo, mesmo quando um simples empate já é suficiente para garantir a classificação. Estes jogos foram responsáveis pela redução da minha sensibilidade em relação às derrotas futebolísticas. Assim consigo encarar derrotas com mais serenidade.

Desde 2006, o Inter ganhou todos os títulos internacionais disponíveis e estas conquistas não serão diminuídas por este fracasso. A direção do clube deve extrair os ensinamentos, levantar a cabeça e pensar no futuro.

O primeiro ponto é não se poupar para um grande momento, quando existem outros momentos importantes para viver até este dia. Talvez, se houvesse mais empenho para vencer o Campeonato Brasileiro, estivéssemos festejando uma conquista que a torcida espera há mais de trinta anos. O Mundial seria a cereja do bolo de uma temporada maravilhosa! Mas, após o gol do Mazembe, os jogadores sentiram o peso de mostrar que os quatro meses de preparação foram justificados, incluindo o abandono da maior competição nacional. Em 2011, o Inter tem que entrar para ganhar a Libertadores, o Brasileirão e, se tivermos chance, o Mundial sem reduzir a atenção dada à competição nacional.

O Inter deve trocar peças para qualificar o elenco em termos técnicos e motivacionais. Devem ser criadas oportunidades para as jovens promessas. Jogadores, que apresentam desempenho abaixo do esperado ou que estejam desmotivados, devem ser negociados ou dispensados. Acredito que o atual treinador, Celso Roth, não terá condições de motivar e liderar o elenco na Libertadores que já se iniciará em fevereiro. A direção deve buscar alguém que saiba e goste de trabalhar com jovens para renovar o elenco. Se não conseguirmos ganhar a Libertadores, pelo menos chegaremos ao Brasileirão com o time montado.

O Inter cresceu muito nos últimos cinco anos e este fracasso não deve ser motivo para deter este processo. Ou já esqueceram que o Inter foi eliminado na primeira fase da Libertadores de 2007 após vencer a edição anterior? Continuo acreditando que o Inter vive, como já escrevi um post, um ciclo virtuoso.

Para finalizar este post, gostaria de fazer um paralelo com o Mundial que o Grêmio perdeu para o Ajax em 1995, Claro que sequei o Grêmio e me senti aliviado com a sua derrota. Naquela época o Inter estava enterrado em um lamaçal. Não ganhava títulos importantes e assistia ao Grêmio, levantando taças ou, pelo menos, disputando campeonatos importantes com chances reais de conquistá-los. Ou seja, nós colorados não queríamos que a distância para o Grêmio crescesse ainda mais.

Ajax x Grêmio - Mundial Interclubes de 1995

Parece que o sentimento que move os tricolores, depois de quinze anos da conquista da sua última Libertadores é este… O que é aceitável e compreensível por parte dos torcedores. Lamentável foi a postura da nova direção gremista. Dirigentes devem ter um comportamento diferente da torcida. As manifestações públicas devem ser centradas nos interesses diretos do clube. Estas cornetas do presidente Paulo Odone e do vice-presidente do clube Eduardo Antonini servem apenas para criar ressentimentos e ações violentas de torcedores. Não ajudam nem o próprio Grêmio.

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O Diabo Sempre Cobra a Conta

Outro dia recebi uma mensagem com a propaganda de um curso. No final tinha a seguinte frase:

– “O que sua empresa quer é sua inteligência, criatividade, capacidade inovadora, motivação, comprometimento e não o seu sangue”.

Comecei a pensar sobre a frase e cheguei a conclusão que isto necessariamente não era uma coisa boa. Afinal as empresas estavam querendo as nossas ALMAS!!!

Lembrei de um filme dos anos 80, Crossroads. Filme muito bom, especialmente para quem gosta de blues e rock. Ralph Macchio, o Karate Kid original, é o ator principal. Durante o filme ele é dublado pelo grande guitarrista Ry Cooder. O filme trata da lenda dos pactos com o diabo de grandes músicos do blues para atingir o sucesso. Para salvar a alma do seu companheiro de jornada, Ralph Macchio aceita enfrentar o guitarrista do diabo interpretado pelo “monstro” Steve Vai. O duelo é vencido quando Ralph, dublado desta vez pelo próprio Steve Vai, toca Bach na guitarra. Afinal se Johann Sebastian Bach toca a música que vem do Céu, como o guitarrista do diabo poderia vencer o duelo? Assista à cena do duelo.

Se as empresas querem nossa “alma”, não devemos “vendê-la” a uma empresa antiética , apenas em troca do sucesso. Como aconteceu no filme, um dia o “diabo” virá cobrar a conta…

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Existe Espaço para os Pequenos, desde que Tenham Qualidade

Na véspera do segundo turno das eleições, saí com a Cláudia, minha irmã Flávia e meu cunhado Adriano. Fomos ao Bier Markt em Porto Alegre, um bar especializado em cervejas especiais. Tudo estava ótimo, as cervejas, a casa, o atendimento cortês, os petiscos e a companhia. Uma noite memorável!

Degustamos uns quatro tipos de cerveja. Eu e a Cláudia gostamos muito de uma que vinha em uma garrafa de um litro cheia de estilo, a Abadessa Helles. Ela tem um aroma floral e de mel e o sabor é levemente adocicado, mas não é enjoativo. E onde esta cerveja é produzida? Não é em Munique, a terra natal deste tipo de cerveja, mas na pequena cidade de Pareci Novo no Rio Grande do Sul.

Cerveja Abadessa Helles

Fiquei surpreso com a procedência da cerveja, mas o Adriano citou outras microcervejarias como a Barley, localizada em Capela de Santana, e a Coruja de Teutônia,. De fora do Rio Grande do Sul, comentou sobre a Baden Baden de Campos do Jordão e a famosa Eisenbahn de Blumenau, recentemente adquiridas pelo Grupo Schincariol.

Na saída do bar, minha irmã e meu cunhado foram presenteados com duas garrafas de cerveja. Eles gentilmente nos repassaram o presente. Uma delas era a Eisenbahn São Sebá que venceu o concurso Mestre Cervejeiro de 2010. A outra era uma cerveja feita por um dos funcionários do bar com nome típico dos gaúchos da fronteira, La Missionera.

Rótulo da Cerveja La Missionera

Dias depois, aqui em Novo Hamburgo, degustamos algumas cervejas da Colorado de Ribeirão Preto. Meus conceitos sobre cerveja mudaram. Óbvio que não vou rejeitar uma Skol bem gelada, mas ficou claro que no Brasil também eram produzidas cervejas artesanais de ótima qualidade. Todas as microcervejarias que citei neste post tem menos de dez anos de idade. Ou seja, a concentração do mercado de cervejas nas mãos de poucos trouxe uma padronização da maioria das marcas. Surgiu, desta forma, um espaço para pequenos fabricantes de produtos premium. A Schincariol percebeu isto e adquiriu a Baden Baden, a Devassa e a Eisenbahn.

Cervejas Colorado

O mesmo está acontecendo em vários setores da economia. Se você não for um gigante que trabalha com grandes volumes e custos baixos, deve buscar nichos de mercado, onde exista demanda para produtos diferenciados de alta qualidade.

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