Em Busca da Felicidade

 

Este post é o primeiro que escrevo sobre a busca da felicidade. Provavelmente escreverei outros no futuro na medida que minha visão sobre o assunto fique mais clara. Tenho passado algum tempo pensando sobre o que nos ajuda a sermos pessoas felizes. Entre momentos de alegria e outros de depressão, cheguei à conclusão que precisamos de um propósito nas nossas vidas. Algo que realmente seja importante e nos motive para levantarmos da cama e enfrentarmos algumas coisas desagradáveis do dia a dia como clima desfavorável, trânsito caótico, chefes mal-humorados, condições ruins de trabalho e faturas de cartões de crédito. Assim preenchemos aquela sensação de vazio que por vezes se apossa dos nossos corpos e traz um incômodo desânimo.

Se a meta é ser feliz, ela é tão inatingível quanto ser rico ou bem sucedido. Felicidade, riqueza e sucesso são consequências de uma série de atitudes em nossas vidas.

Na noite de ontem, no Youtube, “esbarrei” no Dr. Viktor Frankl, médico e psicólogo austríaco falecido há pouco mais de dez anos.

Viktor Emil Frankl

 

Por ser judeu, foi enviado aos campos de concentração nazistas Auschwitz e Dachau durante a Segunda Guerra Mundial. Foi libertado no final da guerra, mas perdeu a esposa, seus pais e seu irmão. Frankl percebeu que os prisioneiros que tinham algum sentido para as suas vidas tinham chance maior de sobreviver nas terríveis condições dos campos de concentração. Com base nesta experiência identificou três caminhos para encontrar o sentido para a vida:

  • realização ou conclusão de um trabalho;
  • o amor ou a responsabilidade por alguém;
  • mesmo diante de um sofrimento inevitável, o desenvolvimento da consciência de que a vida ainda espera importantes contribuições pessoais para os demais.

 

Se você quiser conhecer um pouco sobre Viktor Frankl, pode assistir à esta entrevista concedida na África do Sul em 1985.

Primeira parte:

Segunda Parte:

Terceira Parte:

Como engenheiro, gostei da equação apresentada abaixo.

Desespero  =  Sofrimento  –  Sentido

Ou seja, em uma vida sem propósito, qualquer sofrimento pode levar ao desespero. Por outro lado, se dermos sentido a nossas vidas, suportaremos melhor os sofrimentos que a vida inevitavelmente nos impõe.

A palavra entrega pode ser uma boa síntese para este post. Se nos entregarmos verdadeiramente a um amor, a uma causa ou a um trabalho, poderemos encontrar logo adiante a tão almejada felicidade. Por outro lado, se ficarmos simplesmente a procura da felicidade, ela ficará cada vez mais distante.

E não esqueçam das palavras de sábio Hilel, famoso líder religioso judeu. “Se eu não faço por mim, quem fará? E quando eu faço por mim, o que eu sou? Se não for agora, quando será?”

Hilel, o Ancião

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3 Comentários

Arquivado em Geral, Gestão de Pessoas, linkedin, Psicologia

3 Respostas para “Em Busca da Felicidade

  1. Pingback: O Meu Pequeno Acidente ou o Meu Quase-Grave-Acidente | World Observer by Vicente

  2. Simone

    Meu querido colega, filósofo Vicente,
    Gosto muito desse tema da felicidade. Posiamos ficar horas falando….
    Aristóteles afirmava que todo ser humano procura a felicidade mas que ela não é igual para todos, considerando que existem diferentes tipos de homens e diferentes tipos de Bens, como ele chamava. Alguns buscarão a felicidade ou Bem em seu corpo e se sentirão felizes, por poder dormir, comer e descansar satisfatoriamente. Outros buscarão a felicidade nas emoções e serão muito felizes na possibilidade de amar e ser amado.
    Mas afirmava que a verdadeira felicidade do homem não pode ficar limitada a situações tão transitórias. Afirmava ainda que ela não era um dom nem um presente, mas a prática da virtude. Qual virtude? A que é própria do homem, aquele que se relaciona com sua alma, aquela que se encontra no seu interior.

    grande abraço
    Simone

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    • Minha querida e verdadeira filósofa Simone,

      Neste post, nem tentei filosofar… Talvez você pudesse me chamar de “psicólogo charlatão Vicente”… rsrsrs

      Com certeza o caminho para atingir a felicidade é diferente para cada pessoa. Afinal cada um dará um sentido diferente para a sua vida. Certamente este sentido não advirá das coisas pequenas e transitórias da vida como, por exemplo, o sono, a comida, a bebida, os bens materiais e o sexo. Para descobrirmos o sentido de nossas vidas, devemos megulhar no nosso interior, como afirmou Aristóteles.

      Eu vejo uma incrível convergência entre a prática da virtude de Aristóteles e a busca pela concretização do sentido da vida de Frankl.

      Grande abraço,

      Vicente

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