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Sobre Vicente Manera

Eng. Quimico, colorado, casado com a Cláudia, pai do Léo, da Júlia e da Luiza.

O Profeta Xuxu

Mantemos o mesmo ritual das partidas anteriores da Libertadores de 2010. Chegamos ao estádio ainda com sol. Coloquei meu carro num bom local dentro do estacionamento. Depois conversamos sobre o jogo, meu irmão Fábio e eu bebemos algumas cervejas, só para relaxar… Acho que foi meu filho Leonardo que viu o Xuxu, saindo da sala do Departamento de Relações Consulares. Fomos cumprimentá-lo e ele nos mostrou uma relação de materiais relativos ao Mundial Interclubes de 2006 que foram doados ao Colorado. Ouvimos algumas boas histórias do Xuxu e, na hora de nos despedirmos, perguntei para ele.

– E aí, Xuxu, qual vai ser o resultado do jogo de hoje?

Ele respondeu de primeira:

– Hoje vai ser 1×0 para o Inter.

Tentei argumentar:

– Pô, Xuxu, podia ser pelo menos 2×0…

Mas ele confirmou que seria 1×0 “magrinho”. Então perguntei sobre o resultado do jogo de volta e a resposta foi surpreendente:

– Vai ser 2×1 para o São Paulo.

Tentei convencê-lo a mudar o palpite, mas não teve jeito:

– Vai ser 2×1 “sofridinho”. Contra o Estudiantes, eu também disse que seria 2×1. No final do jogo, eu estava tranqüilo, enquanto que o pessoal em volta de mim estava desesperado. Eu sabia que o Inter faria um gol.

Despedimos-nos e ficamos discutindo os palpites do Xuxu. Se ele estivesse certo, seria muito sofrimento. O Inter estava num momento muito melhor do que o São Paulo, a classificação deveria ser mais fácil.

O São Paulo armou um verdadeiro “retrancão” e ganhamos o primeiro jogo por um “magrinho” 1×0. Xuxu acertou a primeira parte da previsão.

Giuliano marcou o gol da vitória no jogo de ida (Fonte: Site do Inter)

Chegou o dia da grande decisão com um ingrediente extra, porque, além da classificação para a final da Libertadores, o jogo já valia uma vaga para o Mundial Interclubes em Abu Dhabi. Desta vez, eu estava sozinho dentro de um quarto de hotel em São José do Rio Preto. O nervosismo foi diminuindo à medida que o jogo passava. Sandro e Tinga jogavam bem e o Inter foi controlando o meio-campo. De repente o Renan falhou e o São Paulo fez o gol. Temi pela classificação, mas o Inter não mudou a forma de jogar e o primeiro tempo acabou.

No intervalo, fiz e recebi telefonemas de outros colorados preocupados. Lembrei os prognósticos do Xuxu e, se alguém me propusesse aqueles 2×1 para o São Paulo, assinaria o contrato na hora.

Começou o segundo tempo e o Inter logo empatou o jogo. Parecia que tudo ficaria muito mais tranqüilo, entretanto, o São Paulo voltou a marcar e a coisa complicou. Quando faltavam dez minutos para o final, o Tinga foi expulso.  Nos minutos seguintes, para me acalmar, procurava pensar na conversa com o Xuxu e repetia:

– O Xuxu tem que estar certo!

E o juiz apitou o final do jogo. O Inter estava classificado para mais uma final de Libertadores e para o Mundial.

Alecsandro fez o gol do Inter em São Paulo (Fonte: Site do Inter)

Vibrei muito, mas o grande personagem que não saia da minha mente não era o Alecsandro, autor do gol, ou o Sandro, melhor jogador do Inter em campo, ou o Roth, que armou magistralmente o time, era o profeta Xuxu. Ele fez um sashimi de polvo Paul. Ele não se limitou a acertar o vencedor e cravou o resultado exato dos dois jogos. Só espero que desta vez seja mais fácil…

Xuxu e eu na tarde de autógrafos do livro Histórias Coloradas II (Arquivo Pessoal)

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Lições do Futebol para Gerentes

Estamos acompanhando mais uma Copa do Mundo. O futebol ocupa um espaço impressionante na mídia. Jogos, reportagens, entrevistas e programas de debates preenchem a grade de programação das emissoras de televisão abertas e nos canais esportivos da TV a cabo. Para aqueles que não gostam do esporte bretão, este período é uma verdadeira tortura.

Sempre achei que o futebol traz inúmeros ensinamentos que podem ser utilizados na vida pessoal e profissional. As derrotas e vitórias deveriam ser avaliadas e as lições aprendidas usadas na busca de novas vitórias. Todos se lembram daquela velha frase:

– Devemos aprender com os nossos erros.

Sem dúvida, isto é fundamental. Se não entendermos os motivos da derrota, elas podem se repetir até a correção dos problemas. Um ato inteligente é aprender com os erros dos outros, mas esta análise não é tão simples de ser realizada, porque a transposição da situação do concorrente para a nossa realidade pode ser complexa. Entender as razões que levaram a vitória também é fundamental para que os resultados sejam sustentáveis.

Times participantes de um campeonato ou empresas ou profissionais deveriam fazer a análise SWOT antes de iniciar seus planejamentos.

 

Assim as forças (Strengths) e oportunidades (Opportunities) deverão ser aproveitadas ao máximo, gerando vantagens competitivas. Por outro lado, estratégias devem ser criadas para minimizar as fraquezas (Weaknesses) e superar as ameaças (Threats).

Uma figura central nos times de futebol é o treinador da equipe. Ele exerce a função de um importante gerente ou diretor da empresa. Deste modo, baseado na análise do seu time (empresa) e dos adversários (concorrência), o treinador (gerente ou diretor) define a escalação e a tática a ser empregada. O bom treinador aproveita as melhores virtudes do seu elenco de jogadores (forças), protege seus pontos falhos (fraquezas), procura se precaver dos pontos fortes dos adversários (ameaças) e aproveita as suas falhas (oportunidades).

O futebol mostra que um time médio motivado tem resultados melhores do que uma equipe de craques acomodados. A seleção brasileira de 2006 é a prova disto.

 

Um líder, no futebol ou nas empresas, deve conhecer as habilidades, limitações, personalidade e aspirações dos membros do seu time. Assim será mais fácil obter resultados excepcionais e superar grandes obstáculos.

Luiz Felipe Scolari já fez grandes trabalhos no Brasil e Portugal. Suas habilidades como motivador são indiscutíveis. Todavia, seus resultados na Inglaterra ficaram aquém do esperado. Provavelmente as barreiras culturais e da língua impediram a reprodução dos resultados do passado. O mesmo ocorre quando executivos são transferidos para outros países. A fórmula de sucesso adotada no Brasil para gerir pessoas pode ser um fracasso em outro país.

 

Ou seja, tanto no futebol quanto nas empresas ou nas nossas vidas, muitas vezes o sucesso pode depender mais de como o treinador (gerente) se relaciona e motiva seus subordinados do que táticas ou estratégias sofisticadas.

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BR-116 – Sem Plano de Contingência na Grande Porto Alegre

Durante os últimos anos, os moradores da Grande Porto Alegre percebem o agravamento da situação do trânsito na BR-116 no trecho da capital gaúcha até Novo Hamburgo. Os congestionamentos são frequentes mesmo fora dos horários do rush. A rodovia encontra-se completamente saturada.

Congestionamento diário na BR-116

Veículos acidentados, ou apenas com panes mecânicas, são retirados da rodovia após longo período de espera, agravando ainda mais a situação. O Jornal NH descreve um acidente que exemplifica estas ocorrências rotineiras.

No dia 8 de abril, a demora para remoção de uma carreta que capotou na BR-116, em Canoas, provocou oito quilômetros de congestionamento. O veículo tombou na primeira hora da madrugada, mas a retirada só ocorreu às 9 horas, e a liberação total, às 11 horas.

Em agosto de 2009, uma carreta carregada com adesivo PVA (cola branca para papel ou madeira) tombou na rodovia e a demora para removê-la causou um engarrafamento de doze quilômetros no sentido interior-capital. A foto deste acidente pode ser vista abaixo.

 

Finalmente anuncia-se que procedimentos mais ágeis serão adotados para a remoção de veículos acidentados e um moderno sistema de monitoramento entrará em operação nos próximos meses. Por outro lado, gostaria de ouvir das autoridades responsáveis que existem planos de contingência para desvio do trânsito devido a bloqueios em pontos críticos da rodovia.

Parece que os motoristas estão expostos à própria sorte. A única ajuda vem de emissoras de rádio que mantém serviço de monitoramento das condições desta rodovia.

Os planos de contingência ou “planos B” descrevem as medidas a serem adotadas por uma empresa para fazer com que seus processos vitais voltem a funcionar plenamente, ou num estado minimamente aceitável, o mais rápido possível, evitando assim uma paralisação prolongada que possa gerar maiores prejuízos. A elaboração do plano nas empresas normalmente contém as seguintes etapas:

– identificação dos processos da empresa;

– avaliação dos impactos dos processos no negócio;

– identificação de todos os processos críticos para a sobrevivência da organização;

– identificação dos riscos e definir cenários possíveis de falha para cada um dos processos críticos;

– listagem das medidas a serem postas em prática em caso da ocorrência de falhas;

– definição das ações necessárias para operacionalização das medidas;

– estimativa dos custos de cada medida;

– definição da forma de monitoramento após a ocorrência da falha;

– definição dos critérios de ativação do plano;

– identificação do responsável pela ativação do plano;

– identificação dos responsáveis pela execução do plano de contingência;

– definição da forma de reposição do negócio à situação habitual.

A BR-116 deveria ser gerenciada de modo que acidentes e grandes congestionamentos não sejam encarados como ocorrências normais. Na verdade, são desvios da normalidade que devem ser prontamente atacados. As responsabilidades devem ser definidas claramente, senão corremos o risco de ficar à mercê da responsabilidade difusa entre o DNIT e a Polícia Rodoviária Federal.

Os investimentos em viadutos e novas vias alternativas são importantíssimos, mas nenhuma empresa resolve seus problemas apenas adquirindo novos ativos, gerenciá-los de forma competente é fundamental para a sustentabilidade do negócio.

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Creme de Abóbora com Gengibre

No feriado de Tiradentes, a temperatura caiu aqui no Rio Grande do Sul. Resolvi fazer no jantar, pela primeira vez do ano, uma receita para o clima frio. Eu coloquei bastante gengibre, mas muito cuidado! O sabor do gengibre é muito picante. Se você não quiser arriscar, bote apenas um pouco…

Apesar da aparência, o gengibre que compramos na feira ou no supermercado não é uma raiz. Trata-se do caule da planta que é conhecido como rizoma. O gengibre também tem várias propriedades terapêuticas.

Rizoma do Gengibre

Após este “momento cultural”, vamos à receita…

Rendimento: 4 porções

Ingredientes:

1 cebola picada
500 g de abóbora cortada em cubos
750 mL de caldo de legumes
200 mL de leite de coco (uma garrafinha)
gengibre fresco a gosto
azeite de oliva
sal e pimenta branca

Modo de preparo:

Refogue a cebola no azeite de oliva.
Junte a abóbora e refogue um pouco.
Acrescente o caldo, o leite de coco e o gengibre ralado.
Acrescente uma pimenta dedo de moça picada sem sementes (opcional).
Deixe cozinhar até amolecer a abóbora.
Bata tudo no liquidificador.
Retorne tudo à panela, ajuste os temperos.
Sirva em prato fundo.

Na foto, o creme foi acompanhado por croutons e ciboulettes.

A receita original substituía  o azeite de oliva por manteiga e o leite de coco por leite de vaca.  No feriado, fizemos uma versão vegan, substituindo a manteiga por azeite de oliva e o leite de vaca por leite de soja, mas com leite de coco fica melhor. O acompanhamento foi pão francês aquecido no forno e vinho tinto.

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A Forma e o Conteúdo: Às Vezes é Vital Separá-los…

Muitas vezes nos confrontamos com gerentes que apresentam dificuldades quase insolúveis de comunicação. O comportamento, por vezes, causa deterioração do ambiente de trabalho. Em alguns casos extremos, o grupo se une para sobreviver e, se possível, derrubar o chefe. Em posts anteriores, comentei dois casos clássicos:

–  o microgerente;
–  o caçador de culpados.

Um caso muito interessante é do profissional que “bate” rotineiramente nos subordinados. Posso citar alguns exemplos clássicos deste tipo de comportamento:

–  demonstra agressividade quando é contrariado;
–  dá espetáculos, humilhando seus subordinados;
–  erros grandes ou pequenos são tratados da mesma forma;
–  raramente elogia e quando faz, soa falso;
–  dá feedbacks negativos em público;
–  pratica o bullying;
–  aponta os problemas, mas não colabora para resolvê-los;
–  não estimula e até inibe o diálogo.

Bullying é uma das maiores violências contra o subordinado.

Mas o pior acontece quando o chefe truculento geralmente tem razão no que está falando ou pedindo ao subordinado. Existem casos em que o gerente tem bom conhecimento e a capacidade de análise suficiente para detectar e entender o problema. Chega a hora de passar a tarefa para alguém. Neste instante, ele lembra os bons tempos de Guga Kuerten jogando tênis.

Guga Kuerten

Olhe as semelhanças! A tarefa é a bolinha de tênis arremessada com violência para o outro lado da quadra e não falta nem o grito ao desferir o golpe. O subordinado deve tentar separar a tarefa (o conteúdo) da forma errada que o chefe a repassou. Senão fica a impressão que nada faz sentido. Nestas ocasiões, as consequências são nefastas para o funcionário, porque a missão é realizada de qualquer jeito e, como prêmio, ele recebe nova cacetada do chefe. Pode pensar que este é a rotina diária. Com o passar do tempo, ficará insensível às agressões do chefe e trabalhará no piloto automático. Sua contribuição para a empresa será pobre e a demissão será questão de tempo.

Uma alternativa é não esperar que isto aconteça e procurar outro emprego. Algumas pessoas aproveitam o momento da saída para “chutar o balde”. Isto deve ser feito com cuidado para não prejudicar os que prosseguiram na empresa.

Como fugir desta arapuca, se desejar permanecer neste emprego? Em primeiro lugar, o funcionário deve analisar apenas o conteúdo das ordens do chefe. Já sabemos que a forma apresenta problemas talvez insolucionáveis. Em segundo lugar, a forma que o chefe comunica-se não deve afetar o subordinado, senão ele poderá somatizar suas angústias e ansiedades, prejudicando sua própria saúde. Em terceiro lugar, o funcionário, ao executar a tarefa, deve buscar a sua autorrealização e seu crescimento profissional, porque o reconhecimento dificilmente virá através da chefia direta.

Se você é o chefe e tem dúvida de como influencia o moral dos seus subordinados, informe-se como é o clima no setor, quando você está ausente. Se ficar sensivelmente melhor, é sinal que você está oprimindo os funcionários do seu setor.

Não queremos chefes “bonzinhos” ou chefes indiferentes ao erro e ao acerto, queremos profissionais justos com perfil motivador.

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Por que não gostamos do Óbvio? Adams gostava…

Outro dia, estava lendo alguns artigos em um grupo de discussão do LinkedIn. Havia um artigo com alguns comentários negativos sobre como fazer avaliação de desempenho. Basicamente colocavam que o autor disse apenas o óbvio e que jamais contratariam a sua consultoria. O responsável pela postagem do vídeo ficou indignado com os comentários e teve uma reação forte. Fiquei curioso e cliquei no link. Era um pequeno vídeo de cinco minutos no qual um consultor de RH falava sobre a importância, os cuidados e a preparação para uma avaliação de desempenho.

Na verdade, não havia nenhuma novidade na fala do consultor, mas se todos se preocupassem com aquelas obviedades comentadas por ele no vídeo, certamente o ambiente nas empresas seria muito melhor. Por que não gostamos do óbvio e vamos atrás do complexo e do sofisticado? Soluções complexas mostram nossa inteligência e a dependência da empresa em relação ao nosso conhecimento. Afinal todos entendem as soluções simples e acham que também poderiam tê-las encontrado.

Um pequeno livro que trata deste assunto é Adams Óbvio de Robert R. Updegraff. O autor escreveu o conto sobre um publicitário em 1916. Você pode pensar que um livro de quase cem anos deve estar completamente ultrapassado, mas a sua mensagem permanece atual.

Não devemos confundir o óbvio com o simplório. O óbvio praticado por Adams era resultado de observação atenta e análise detalhada, não era um simples chute ou o exercício de “achologia”. 

O autor, vários anos após a publicação, reconheceu que existiam barreiras para a implantação de soluções óbvias, porque “o óbvio tende a ser tão simples e comum, que não tem apelo à imaginação”. Ele desenvolveu cinco maneiras para testar ideias e verificar se são realmente óbvias: 

  1. A solução, quando encontrada, será óbvia!
  2. Esta solução é compatível com a natureza humana?
  3. É fácil colocar a ideia no papel?
  4. Ela “explode” na cabeça das pessoas?
  5. Devemos reconhecer o momento certo de implementar a ideia!

Quem não teve estas experiências de “explosões” mentais ao termos uma ideia deste tipo? Realmente é uma sensação ótima! Pensamos “como não tivemos esta ideia antes”? Por outro lado, devemos cuidar para não cairmos na armadilha de nos apaixonarmos pela solução do problema antes de analisá-la com a profundidade necessária.

O livro pode ser encontrado em inglês na Amazon, entretanto existe uma versão traduzida para o português e para baixá-la basta clicar neste link.

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Viva o México – Guacamole para o Happy Hour

Ontem no final da tarde, conversei com a Cláudia sobre a janta. Decidimos que seria um jantar mexicano: guacamole de entrada e, na sequência, quesadilla de cogumelos frescos e queijo mussarela. Fiz metade da receita de guacamole apresentada abaixo e as quesadillas ficaram para outro dia…

Rendimento: 6 porções

Ingredientes:

2 abacates maduros
2 tomates sem pele e sem semente
1 cebola média
½ pimentão amarelo
suco de 1 limão
pimenta dedo de moça sem semente (opcional)
1 colher de sopa de coentro ou salsa ou cebolinha (opcional)
sal a gosto

Modo de preparo:

Picar finamente a cebola.
Retirar a pele e as sementes e picar os tomates.
Retirar as sementes e picar o pimentão.
Retirar as sementes e picar finamente a pimenta.
Retirar a polpa do abacate e esmagar com um garfo.
Acrescentar o suco de limão e o sal no abacate.
Misturar todos os ingredientes.
Colocar o guacamole sobre tortillas ou nas levíssimas “Magic Toasts” da Marilan (foto).
Adicionar opcionalmente duas ou três gotas de molho de pimenta verde (jalapeño). A Tabasco vende um molho de pimenta verde bem mais suave do que o molho original de pimenta vermelha.

O acompanhamento perfeito deste prato é a cerveja. Ontem bebi duas long necks da Bohemia. Um grande casamento é feito com duas cervejas mexicanas: a Corona ou a Sol (por favor, não confunda com a Sol brasileira). Experimente bebê-las com limão, fica muito refrescante.

Esta é uma grande alternativa para seu happy hour no verão.

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O Projeto não Deve Começar pela Solução do Problema

Quantas vezes não passamos por situações como esta que descreverei a seguir? O gerente de produção entra na sala do gerente de engenharia e diz:

– Precisamos comprar uma máquina nova. As três que trabalham em paralelo hoje não darão conta da produção prevista pela área comercial.

O gerente de engenharia pode simplesmente abrir uma base de dados e digitar o título do novo projeto:

– Aquisição e instalação da máquina 4 da linha de produção X.

Na sequência o gerente de produção deveria digitar a justificativa, benefícios, prazo, etc.

Comprar e instalar um novo equipamento em uma fábrica existente que não pode parar, geralmente, não é uma tarefa simples ou barata. Talvez nem seja esta a melhor alternativa, pois, na verdade, o título do projeto deveria ser:

– Aumento da produção da Linha X em 30%.

Neste caso, as possibilidades de análise seriam mais amplas. Poder-se-ia começar pelo cálculo da Eficiência Geral do Equipamento (OEE em inglês).

Assim estaríamos levando em consideração três aspectos da operação dos equipamentos atuais:

– Disponibilidade – setups, quebras, manutenções não-previstas, falta de matéria prima;
– Desempenho – pequenas paradas, redução de velocidade;
– Qualidade – retrabalhos, rejeitos, sucatas.

A figura abaixo apresenta um exemplo.

Cálculo da Eficiência Geral do Equipamento

Neste exemplo, a disponibilidade do equipamento é de 80% devido às manutenções imprevistas, a produção média horária é de 70% da capacidade nominal provada do equipamento e o índice de produto dentro da especificação é de 90%. A expressão matemática que calcula a OEE está apresentada abaixo:

OEE % = [Disponibilidade %] x [Desempenho %] x [Qualidade %]

No nosso exemplo, a OEE seria de aproximadamente 50%. Ou seja, para aumentar em 30% a produção não deve ser necessário investir em um novo equipamento, pode-se atingir ao objetivo trabalhando na melhoria destas três dimensões apresentadas acima: disponibilidade, desempenho e qualidade.

Mas, muitas vezes, não é fácil mudar a cabeça do solicitante de um novo projeto, pois ele está convicto que esta é a forma de solucionar um determinado problema. O que podemos fazer nesta hora. Existem diferentes técnicas para quebrar as barreiras. Uma das mais simples e poderosas é a dos “5 porques”.

Nossos filhos praticam a técnica dos “20 porques” por vezes com o objetivo de atrasar o início de uma tarefa doméstica.

Nosso objetivo, ao aplicar esta técnica, é chegar à causa raiz, mas cuidado com as respostas circulares…

Abaixo tem a aplicação da técnica relativa ao exemplo desenvolvido neste post.

P1.  Por que devemos comprar mais uma máquina?
R1. Porque nossa produção atual está abaixo das necessidades da área comercial.

P2.  Por que a produção está abaixo do necessário?
R2. Porque não conseguimos trabalhar na capacidade nominal dos equipamentos.

P3.  Por que não se consegue trabalhar na capacidade nominal?
R3. Porque aumentam as quebras e o percentual das peças fora de especificação.

Nem chegamos à quinta pergunta e já temos boas informações para iniciar a investigação. O próximo passo é estratificar as causas e determinar a importância de cada uma delas. Um Diagrama de Pareto é uma ferramenta simples e prática para priorizar as principais causas.

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As Quatro Fases da Formação da Equipe de Projeto

Para executar um projeto com sucesso é fundamental a criação de uma equipe que trabalhe de forma harmoniosa sem lacunas técnicas ou gerenciais. Todos concordam com esta afirmação, entretanto normalmente o time formado não é o ideal. Quantas vezes já fomos chamados na sala do chefe para receber a notícia que um funcionário da empresa vai ser deslocado para o projeto que lideramos? E existem casos que este colega apresenta dificuldades de relacionamento e gerentes de vários setores da empresa não querem colocar o “indivíduo” nas suas equipes. Como ninguém o quer ou tem coragem de demiti-lo, a “solução” é encostá-lo em um projeto.

E este é apenas o início. Depois de formar a equipe a diversão só aumenta. Existem conflitos e disputas de “beleza”. O gráfico apresentado abaixo é muito interessante.

 

Como podemos ver, ao invés de um grupo de trabalho, passamos a ter um pseudo-time com desempenho inferior à soma dos desempenhos individuais anteriores. Muito tempo é perdido com especulações de como o projeto vai ser gerenciado e quais serão as responsabilidades de cada membro da equipe.

Nesta etapa de formação temos as seguintes características:

– ambiente agitado e confuso;
– objetivos, responsabilidades e canais de comunicação nebulosos;
– relacionamentos superficiais e fraco comprometimento.

Temos, na sequência, potencialmente um time, mas os conflitos devem ser atacados de frente pelo gerente sob pena de gerar problemas de solução muito complexa. Em muitos casos, as vaidades superam as metas do projeto. Dependendo da situação, a saída pode passar pela substituição de alguns membros da equipe.

Nesta etapa de turbulência, encontramos:

– ambiente conturbado por conflitos e ataques;
– confronto com o líder, com resistências e desistências;
– “panelinhas” e dificuldades de entendimento.

Se os conflitos forem solucionados, as responsabilidades e metas claramente definidas, chegaremos a um time de verdade.

Para um grupo trabalhar realmente como uma equipe, devemos passar pela normatização:

– ambiente de coesão com padrões de comportamento e processo de entendimento;
– identificação dos problemas importantes;
– resolução de conflitos.

O sonho, ou utopia para alguns, é o time de alto desempenho. Os membros da equipe criam relações de interdependência genuínas, onde cada membro apoia o colega.

Se chegarmos à etapa de alto desempenho, teremos:

– ambiente cooperativo;
– articulação entre os componentes;
– criatividade e flexibilidade.

O gerente de projeto deve estar consciente que o sucesso do empreendimento passa pelas pessoas. A evolução da equipe depende da sua atuação. Se ele agir como um avestruz, enterrar a cabeça no chão para não ver os problemas, eles poderão assumir uma proporção muito grande para serem resolvidos apenas com bate-papos. A substituição de membros da equipe, incluindo o próprio gerente, pode ser imperiosa.

Gerente Avestruz

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2010 – Feliz Ano Realmente Novo

Mais um ano se inicia… Quando eu era criança, o ano 2000 parecia tão distante! Aquelas profecias sobre o final dos tempos e o Anti-Cristo me despertavam muita curiosidade. Chegou a tão esperada virada do milênio e nada aconteceu. Nada é muito forte… Quando eu digo nada, estou me referindo ao fim do mundo que ocorreria após o eclipse de agosto de 1999. Agora falam de um livro perdido de Nostradamus que mostraria que o mundo acabará justamente no final do calendário maia (21 de dezembro de 2012). Bem e se o mundo não acabar daqui três anos?

Nostradamus

Agora entramos no último ano da primeira década do segundo milênio da era cristã. Parece que as mudanças ocorrem cada vez com maior rapidez. O tempo para simplesmente contemplar o mundo não existe mais. O importante parece ser correr, suar, levantar poeira. Muitos dirão que este sentimento é um fenômeno atual. O grande poeta português do século XVI, Luís de Camões, escreveu a seguinte estrofe no seu Soneto 45:

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança;
Todo o Mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.

Parece tão atual apesar de ter sido escrito há mais de quatro séculos…

Luís de Camões

Estas viradas de ano são ótimas oportunidades para os chamados balanços. Da mesma forma que as empresas fazem seus inventários e balancetes, nós devemos fazer o mesmo. Simplesmente parar e ver se o “contrato de metas do ano”, que foi consensado consigo na virada do ano anterior, foi cumprido. Muitas vezes só nos lembramos destas metas na virada do ano seguinte. E aí é tarde. Não dedicamos mais tempos para nós mesmos, para a família ou para os amigos. Não emagrecemos. Não fizemos aquele curso de filosofia. Não fizemos aquela viagem para conhecer Cuzco e Macchu Picchu. Acomodamos-nos no nosso emprego desestimulante. E assim por diante…

Para mudar esta realidade não basta comer lentilha, pular sete ondas, estourar fogos de artifício ou fazer simpatias com sementes de romã. O importante é definir metas pessoais desafiadoras, mas possíveis. Planejar a implementação destas metas. Trabalhar com afinco para atingi-las. Afinal não é fácil baixar o peso ou achar tempo para fazer programas semanais com a família. E finalmente, devemos controlar periodicamente (por exemplo, uma vez por mês) os progressos obtidos. Assim podemos corrigir os desvios e fazer os ajustes necessários.

Contrato de metas pessoais

Desejo a todos um 2010 nota 10!

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A Caça aos Culpados

Um processo praticado em muitas empresas é a chamada caça aos culpados, quando alguma coisa sai diferente do planejado. Nestes casos, temos uma nova máxima:

– Errar é humano. Perdoar não é a política da companhia.

Nestas empresas, ser escalado para fazer parte do time de um projeto normalmente é visto como um fardo pesado, porque os resultados sempre ficam muito aquém do prometido. E como sempre a diretoria pede um nome para imolar, lá vai nosso bode expiatório…

Abaixo está apresentada a clássica figura das seis etapas de um projeto.

Fases-Projetos

Segundo o Estudo de Benchmarking em Gerenciamento de Projetos no Brasil em 2008 do PMI, 62% dos projetos não cumprem os prazos estabelecidos. As principais causas para os atrasos encontradas neste estudo estão listadas abaixo:

– indefinições ou mudanças no escopo;
– problemas de comunicação;
– má avaliação dos riscos;
– recursos humanos insuficientes;
– concorrência entre o dia-a-dia e o projeto.

Normalmente o problema não está materializado em uma única pessoa, mas sim no processo de execução dos projetos da empresa. Algumas das principais características destas empresas estão apresentadas abaixo:

– mudanças frequentes de prioridades;
– descrédito no planejamento;
– informalidade excessiva;
– indefinição das responsabilidades;
– falta de comprometimento e postura reativa dos funcionários;
– visão de curto prazo, centrada apenas no resultado do mês;
– falta de abertura para discussão;
– elevado turnover (rotatividade de funcionários).

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O importante é achar um culpado…

Para quebrar este círculo vicioso, a mudança deve começar pela alta administração. Ela deve se dar conta do que está ocorrendo e investir em treinamento e na melhoria do clima organizacional. Este não é um processo rápido, exige muita disciplina. Pode demorar algum tempo para a colheita dos primeiros frutos, mas uma base sólida para a obtenção de resultados sustentáveis será construída a partir deste ponto.

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Perfume de Mulher – Atuação Inesquecível de Al Pacino

Na quinta-feira passada, estava cansado e decidi dormir mais cedo. Então dei a última repassada nos canais da televisão antes de desligá-la, quando encontrei o filme “Perfume de Mulher”. Já havia assistido ao filme algumas vezes, mas não resisti, porque faltava pouco para a célebre cena do tango.

Para os que não viram o filme, farei um rápido resumo. Frank Slade (Al Pacino) é um ex-tenente-coronel do exército americano cego que leva o jovem estudante Charlie Simms (Chris O Donnell) para um final de semana em New York.

Frank planeja um final de semana em que visitará sua família no dia de Ação de Graças e, na sequência, desfrutará dos prazeres da vida. Por fim planejou cometer suicídio. Charlie, por outro lado, está vivendo um dilema. Ele viu alguns colegas jogarem tinta no carro e no próprio diretor do conservador colégio Baird. Agora ele participará de um tribunal interno, onde ou entrega os colegas e ganha uma bolsa de estudos para Harvard ou corre o risco de ser expulso da escola.

O filme acompanha os dois durante o fim de semana, quando passam por uma série de situações emocionantes. Dentre estas situações, existe uma cena antológica, quando Frank Slade dança o tango “Por una Cabeza”, com uma mulher que ele encontra em um restaurante fino. Assista à cena.

Destaque para a magistral atuação de Al Pacino que lhe deu o Oscar de Melhor Ator em 1992.

Este é um daqueles DVD’s que devemos ter na nossa estante para vermos uma vez, duas vezes, três vezes…

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Os Projetos são Apenas Meios para Atingir os Objetivos Estratégicos

No sábado passado, estive em Caxias do Sul no IV Ciclo de Palestras em Gestão de Projetos da Serra Gaúcha promovido pelo PMI-RS. Na ocasião, apresentei a palestra “Atingindo Objetivos Estratégicos com a Gestão de Projetos”.

O interesse na área de gestão de projetos tem crescido exponencialmente nos últimos tempos. Todas as empresas querem atingir melhores resultados nos seus projetos. O não-cumprimento nos prazos e orçamentos torna-se um pecado cada vez mais mortal no mundo dos negócios.

Preferi enfatizar, na minha apresentação, que o momento da escolha dos projetos é fundamental para a sustentabilidade da empresa. Tudo deveria se originar no Planejamento Estratégico. A definição básica se refere aos valores, à missão e à visão da empresa.

 

Os valores são as balizas éticas e morais da empresa. São seus princípios e todos os funcionários devem segui-los.

A missão é o propósito da empresa. Apresenta claramente os produtos ou serviços entregues ao mercado, clientes-alvos, diferenciais competitivos e cobertura geográfica. A missão nos dá o foco.

A visão nos diz onde a empresa deseja chegar no futuro. A visão é a “bússola”.

Com base na missão e na visão, a empresa deve definir qual é o seu posicionamento no mercado. Deve entender o ambiente em que está inserida, considerando aspectos como mercado alvo, concorrência, estratégias de marketing e canais de vendas.

Com base nestas definições são elaborados os objetivos estratégicos da empresa para os próximos anos. Quatro áreas devem ser cobertas com metas mensuráveis:

– financeira;
– clientes;
– processos internos;
– aprendizado e crescimento.

Na sequência, os objetivos são desdobrados em estratégias. Se o objetivo financeiro for aumentar em 15% o faturamento líquido da empresa, poderemos ter as seguintes estratégias:

– aumentar o faturamento dos clientes atuais em 5%;
– se tornar o líder no mercado do interior de São Paulo;
– aumentar em 20% o número de novos clientes.

As estratégias ainda não nos dizem “como fazer”, e sim “o que fazer”. O plano de ações está relacionado às estratégias e estas, sim, explicam “como fazer”. No exemplo acima, para se tornar líder no mercado do interior de São Paulo, poderia haver o seguinte plano de ações:

– aumentar em 30% a capacidade da planta de Campinas;
– participar das feiras regionais;
– implantar sistema de telemarketing ativo;
– colocar representante novo para atender o oeste paulista.

Este é o momento em que os projetos estratégicos da empresa deveriam nascer…

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Grêmio: Entrega ou Não Entrega?

Há alguns anos deixei de, imediatamente, tomar partido de um lado ou de outro nas discussões sobre política e passei a tentar entender as motivações dos dois lados. Estendi este procedimento para outras áreas e, sinceramente, isto me ajudou a entender mais as pessoas e, principalmente, os gaúchos.

Eu estaria exagerando se dissesse que a população do Rio Grande do Sul é uma das mais radicais do mundo, porque hoje não chegamos ao ponto de desejar a morte do outro lado como acontece no Oriente Médio. Por outro lado, ao assumir uma posição, é quase impossível a mudança. A pessoa é malvista e rotulada como vira-casaca. Nós gaúchos formamos sempre dois polos. Na política já tivemos várias fases:

– imperiais x farrapos;
– pica-paus (aliados do Júlio de Castilhos) x maragatos;
– chimangos (aliados de Borges de Medeiros) x maragatos;
– brizolistas x antibrizolistas;
– ARENA x MDB;
– PDS x PMDB;
– petistas x antipetistas.

Cavalaria Farroupilha

A situação chega ao ponto de se desejar o mal para o estado para prejudicar o lado adversário. A irracionalidade é muito forte. CPIs com justificativas semelhantes são elogiadas na esfera estadual e criticadas no âmbito federal, mostrando uma completa falta de coerência. É como diz o provérbio popular “a paixão cega a razão”.

No futebol, não poderia ser diferente. O estado se divide em colorados e gremistas. Existem claras diferenças ideológicas entre os dois lados. Para os colorados, é fundamental ter um time que jogue bem, com qualidade técnica e bom toque de bola. A vitória deve ser o resultado da prática do futebol mais bem jogado. Para os tricolores, o mais importante é a raça. A vitória é consequência da superação dos limites da equipe, algo heroico.

Da mesma forma, como acontece em outras áreas, boa parte dos tricolores são anticolorados e boa parte dos torcedores do Inter são antigremistas.

Rivalidade Gre-Nal

Esperei quase uma semana para escrever sobre a rodada final do Brasileirão deste ano. O Inter, para ser campeão brasileiro, deve vencer seu jogo e esperar a ajuda do seu maior rival no jogo contra o Flamengo no Rio de Janeiro.

Ouvi coisas incríveis durante esta semana. Por exemplo, a culpa desta situação é da fórmula do campeonato por pontos corridos. Outra pérola é a colocação no mesmo nível do ato de “secar” o rival e a facilitação do jogo para o Flamengo. Outra sensacional é a colocação de que a direção tricolor não vai pedir para os jogadores “entregarem” o jogo, mas vai descaracterizar a equipe com a retirada de vários titulares. Assim o time formado por jogadores mais fracos perderia a partida sem fazer “corpo-mole”. Isto me lembra a página mais lamentável da história do Rio Grande do Sul, o episódio do massacre dos negros em Porongos. No final da Revolução Farroupilha, os termos da rendição não admitiam a manutenção dos negros livres que lutaram ao lado dos farrapos. A solução foi desarmá-los e combinar um ataque noturno dos imperiais ao acampamento dos lanceiros negros. Como os soldados negros desarmados poderiam resistir ao ataque do exército imperial? Como o Grêmio pode resistir ao ataque do Flamengo com um time “desarmado” cheio de reservas?

 Voltamos à velha questão do dilema ético, já abordada com mais detalhe no post sobre Nelsinho Piquet. As consequências para o Grêmio, dependendo do que ocorrer no domingo, podem ser imprevisíveis. A história centenária do tricolor gaúcho pode ficar manchada e o Grêmio perderá a maior oportunidade de demonstrar toda a sua grandeza.

Sou colorado e alguns leitores podem dizer que estou legislando em causa própria. O ex-deputado Marcos Rolim, defensor dos direitos humanos e gremista de nascença, pensa parecido. Vocês podem conferir o seu artigo.

http://rolim.com.br/2006/index.php?option=com_content&task=view&id=739&Itemid=3

No domingo à noite, saberemos o que aconteceu…

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Email: Aliado ou Inimigo?

Email é uma excelente forma de comunicação para trocar informações durante um projeto. Por outro lado, esta ferramenta pode causar grandes problemas, se for mal utilizada.

As mensagens eletrônicas deveriam ser usadas com muito cuidado. Quando conversamos por telefone com alguém, podemos ouvir sua voz, perceber seu estado de espírito e esclarecer imediatamente quaisquer dúvidas. Melhor ainda se estivermos dialogando pessoalmente, pois, além de ouvir a voz, veremos o rosto e os gestos. Ficará ainda mais fácil compreender as intenções do interlocutor.

Email não tem rosto ou voz. Fica muito difícil sentir a emoção que o seu emissor estava submetido. Isto pode causar erros de interpretação. Imagine esta frase:

– Você pode detalhar mais este orçamento?

Quais das carinhas da figura abaixo você imagina que expressaria melhor a emoção do emissor do Email ao redigi-lo?

O recebedor da mensagem pode achar que o emissor foi agressivo e estava desconfiado da precisão do orçamento preparado por ele.  Na verdade, o emissor apenas desejava que os itens fossem mais bem detalhados, porque ele precisava desta informação para elaborar o cronograma financeiro do projeto.

Recomendo que o emissor da mensagem releia cuidadosamente o texto para verificar se não pode haver outra interpretação além da desejada. Por outro lado, o destinatário não deve levar para o lado pessoal. Se houver alguma dúvida, deve ser imediatamente esclarecida.

Além desta limitação, o Email deve ser mandado apenas para os diretamente envolvidos. Aquelas discussões intermináveis com réplicas e tréplicas normalmente não colaboram para encontrar a melhor solução para um problema. O resultado é a explosão da caixa de entrada com mensagens que não interessam a vários destinatários.

 

Temos ainda aquelas cópias “bcc” ou “cco”. Discuto, muitas vezes, a ética de usar este recurso de copiar alguém sem o conhecimento do destinatário da mensagem.

Sempre gosto de lembrar que o Email pode se tornar público. Controlamos quem são os destinatários da mensagem, mas não temos controle sobre os encaminhamentos futuros. Deste modo, a mensagem pode chegar a pessoas que nem imaginamos. Assim devemos ter cuidado com o conteúdo das mensagens. Brincadeiras, ofensas e comentários irônicos devem ser evitados, porque o Email é um documento.

Finalmente lembrem-se que há coisas que são mais bem resolvidas pessoalmente ou por telefone do que usando o Email.

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Mousse de Maracujá

De todas as sobremesas que eu conheço, esta deve ser a de preparo mais fácil. Além disso, é muito popular, porque quase todo mundo gosta desta combinação do doce com o azedo.

 

Rendimento: 6 porções

Ingredientes:

1 lata de leite condensado
1 lata de creme de leite
1 lata de suco de maracujá

Modo de preparo:

Coloque todos os ingredientes no liquidificador e misture bem.

Derrame em forminhas individuais ou em uma forma grande.

Leve para o refrigerador por, pelo menos, duas horas.

Se você usar suco natural, pode aproveitar as sementes para decorar o doce.

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O Microgerenciamento só Pode Trazer Microrresultados

Todos convivem, em algum momento de suas carreiras, com um chefe que pratica o microgerenciamento. Cito uma série de atitudes típicas deste tipo de profissional:

– controla o tempo gasto pelos funcionários no banheiro, na Internet ou no cafezinho;
– preocupa-se  principalmente com custos fixos visíveis como café, açúcar, papel toalha, cópias e cartuchos de impressora;
– tem aversão ao risco, faz tudo sempre do mesmo jeito;
– detesta subordinados questionadores e adora os bajuladores;
– despreza oportunidades, porque pode significar um desvio do foco inicial da missão recebida;
– repete orientações óbvias ou já conhecidas pela sua equipe;
– tem baixa tolerância aos erros;
– dá feedbacks vagos aos membros do seu time, por exemplo, “esperava mais de ti”, mas não diz concretamente qual seria o desempenho esperado;
– gosta de dar shows, quando alguma coisa sai errado.

Claro que não esgotei a lista. Cada um pode adicionar mais uma série de exemplos para enriquecer este artigo. Abaixo temos o exemplo do relacionamento do Dilbert com seu “microchefe”.

Não queremos chefes “bonzinhos” ou chefes indiferentes ao erro e ao acerto. Almejamos um líder que tenha atitudes como as apresentadas abaixo:

– estimula os membros do time;
– premia a ousadia e a criatividade;
– cria sinergia;
– olha a situação do alto e avalie o impacto das ações do setor no resultado da empresa;
– cria um ambiente onde existe abertura para diferentes posicionamentos;
– gosta de passar conhecimento para a equipe, especialmente os mais jovens;
– pratica o coaching e dá feedbacks consistentes.

Uma técnica simples de feedback é o modelo conhecido como Start / Stop / Continue.

O Start refere-se às atitudes que o colaborador deve começar a fazer.

O Stop é relativo aos comportamentos não desejados.

O Continue contém as fortalezas do funcionário que devem ser estimuladas.

Claro que exemplos concretos devem ser dados em cada item, fugindo da subjetividade típica de muitas reuniões de feedback que levam a uma postura reativa do subordinado.

Mas o grande problema ocorre quando o “microgerente” tem certeza que está fazendo tudo certo. Neste caso, ele acredita que deve agir daquele jeito para atingir as metas do setor. Ele se olha no espelho e vê um super-homem, mas na verdade a sua imagem frente aos subordinados é muito diferente…

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Sete Métodos de Tomada de Decisão – Democracia às Vezes Atrapalha…

Tomar decisões é uma das atribuições mais importantes dos gerentes de projeto. Muitos acreditam que a democracia sempre é o melhor sistema, mas, em muitos momentos, não há tempo ou condições de, pelo menos, ouvir a maioria antes de decidir. A seguir eu comento os sete principais métodos de tomada de decisão:

1.  Líder sem a participação dos membros da equipe

Este tipo é recomendado para a rotina ou quando não se tem tempo suficiente para envolver outras pessoas. Deste modo, o gerente decide baseado apenas na sua cabeça sem conhecer a opinião de outros membros da equipe. Não pode ser usado indistintamente, sob pena de transformar o gerente em ditador.

Cadeira do Gerente-Ditador

2.  Especialista da equipe

Neste método, o especialista recebe a autoridade para decidir sobre um assunto no qual ele é o maior conhecedor da equipe. O problema pode acontecer se este expert não foi bem escolhido.

Dr. Smith – Cuidado ao escolher o especialista!

3.  Opinião média dos membros da equipe

Neste caso, o líder consulta os demais membros da equipe isoladamente e escolhe a opinião mais popular. Mais uma vez perde-se a vantagem da interação entre diversas ideias que poderia criar uma nova alternativa melhor para solucionar um problema. Justifica-se quando não se tem  prazo hábil para reunir o time.

4.  Líder após consulta aos membros da equipe

O líder decide sozinho após ouvir as opiniões dos demais membros da equipe. Apesar de semelhante ao primeiro método, neste caso, o líder escuta a opinião de alguns conselheiros antes de decidir, reduzindo as chances de erro.

5.  Voto da maioria

A opinião da maioria prevalece. Pode ser adotada, quando não se tem tempo suficiente para chegar ao consenso. A minoria derrotada pode se sentir alijada, prejudicando o andamento do projeto. Assim só recomenda-se a votação em assuntos de menor importância.

6.  Pequeno grupo da equipe do projeto

Quando existe pressão muito forte de tempo, pode ser escolhida uma força-tarefa para tomar decisão sobre determinado assunto. Seria interessante envolver as pessoas que tenham conhecimento para contribuir efetivamente na decisão. Caso contrário, pode haver falta de comprometimento com a decisão adotada.

Força-Tarefa

7.  Consenso

Apesar de parecer o ideal, pode demandar muito tempo e energia do grupo. Não pode ser escolhida se houver premência de prazos. O consenso geralmente gera uma solução criativa de melhor qualidade. Deste modo, indica-se este método principalmente nas fases iniciais do projeto.

Qual é o melhor método? Não existe uma resposta absoluta. Um método é melhor do que outro em determinadas circunstâncias como prazo, competência e maturidade da equipe.

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Salada Caprese

Os italianos criaram uma maravilhosa combinação: tomate, manjericão e mussarela. A forma mais simples e fresca é a Salada Caprese.

Rendimento: 4 porções

Ingredientes:

2 tomates grandes
Mussarela de búfala
Sal e azeite de oliva a gosto
Folhas de manjericão fresco

Modo de preparo:

Lave o tomate, corte-o em rodelas e o distribua em um prato.

Corte a mussarela em rodelas e coloque-as sobre as rodelas de tomate.

Tempere com o azeite de oliva, sal e por último as folhas de manjericão.

Pode ser servido como entrada ou como último prato. Sem dúvida é uma comida leve, saudável e saborosa.

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Mousse de Coco com Calda de Goiaba

Esta sobremesa é uma homenagem aos amigos Israel e Rosele que comentaram que gostam deste doce no domingo passado.

mousse-coco

Rendimento: 8 porções

Ingredientes:

1 lata de leite condensado
1 lata de creme de leite
1 lata de leite
1 envelope de gelatina incolor
200 mL de leite de coco
50 g de coco ralado

Modo de preparo:

Dissolva a gelatina no leite morno.
Coloque todos os ingredientes no liquidificador e misture bem.
Derrame em forminhas individuais ou em uma forma grande.
Leve para o refrigerador por, pelo menos, duas horas,

A calda de goiaba pode ser preparada de uma forma muito fácil:

Misture um pedaço (100 a 150 gramas) de goiabada com meio copo de água morna em um liquidificador.
Coloque em um pote e leve para o refrigerador.
Ponha a calda sobre o mousse na hora de servir.

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