O Microgerenciamento só Pode Trazer Microrresultados

Todos convivem, em algum momento de suas carreiras, com um chefe que pratica o microgerenciamento. Cito uma série de atitudes típicas deste tipo de profissional:

– controla o tempo gasto pelos funcionários no banheiro, na Internet ou no cafezinho;
– preocupa-se  principalmente com custos fixos visíveis como café, açúcar, papel toalha, cópias e cartuchos de impressora;
– tem aversão ao risco, faz tudo sempre do mesmo jeito;
– detesta subordinados questionadores e adora os bajuladores;
– despreza oportunidades, porque pode significar um desvio do foco inicial da missão recebida;
– repete orientações óbvias ou já conhecidas pela sua equipe;
– tem baixa tolerância aos erros;
– dá feedbacks vagos aos membros do seu time, por exemplo, “esperava mais de ti”, mas não diz concretamente qual seria o desempenho esperado;
– gosta de dar shows, quando alguma coisa sai errado.

Claro que não esgotei a lista. Cada um pode adicionar mais uma série de exemplos para enriquecer este artigo. Abaixo temos o exemplo do relacionamento do Dilbert com seu “microchefe”.

Não queremos chefes “bonzinhos” ou chefes indiferentes ao erro e ao acerto. Almejamos um líder que tenha atitudes como as apresentadas abaixo:

– estimula os membros do time;
– premia a ousadia e a criatividade;
– cria sinergia;
– olha a situação do alto e avalie o impacto das ações do setor no resultado da empresa;
– cria um ambiente onde existe abertura para diferentes posicionamentos;
– gosta de passar conhecimento para a equipe, especialmente os mais jovens;
– pratica o coaching e dá feedbacks consistentes.

Uma técnica simples de feedback é o modelo conhecido como Start / Stop / Continue.

O Start refere-se às atitudes que o colaborador deve começar a fazer.

O Stop é relativo aos comportamentos não desejados.

O Continue contém as fortalezas do funcionário que devem ser estimuladas.

Claro que exemplos concretos devem ser dados em cada item, fugindo da subjetividade típica de muitas reuniões de feedback que levam a uma postura reativa do subordinado.

Mas o grande problema ocorre quando o “microgerente” tem certeza que está fazendo tudo certo. Neste caso, ele acredita que deve agir daquele jeito para atingir as metas do setor. Ele se olha no espelho e vê um super-homem, mas na verdade a sua imagem frente aos subordinados é muito diferente…

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Sete Métodos de Tomada de Decisão – Democracia às Vezes Atrapalha…

Tomar decisões é uma das atribuições mais importantes dos gerentes de projeto. Muitos acreditam que a democracia sempre é o melhor sistema, mas, em muitos momentos, não há tempo ou condições de, pelo menos, ouvir a maioria antes de decidir. A seguir eu comento os sete principais métodos de tomada de decisão:

1.  Líder sem a participação dos membros da equipe

Este tipo é recomendado para a rotina ou quando não se tem tempo suficiente para envolver outras pessoas. Deste modo, o gerente decide baseado apenas na sua cabeça sem conhecer a opinião de outros membros da equipe. Não pode ser usado indistintamente, sob pena de transformar o gerente em ditador.

Cadeira do Gerente-Ditador

2.  Especialista da equipe

Neste método, o especialista recebe a autoridade para decidir sobre um assunto no qual ele é o maior conhecedor da equipe. O problema pode acontecer se este expert não foi bem escolhido.

Dr. Smith – Cuidado ao escolher o especialista!

3.  Opinião média dos membros da equipe

Neste caso, o líder consulta os demais membros da equipe isoladamente e escolhe a opinião mais popular. Mais uma vez perde-se a vantagem da interação entre diversas ideias que poderia criar uma nova alternativa melhor para solucionar um problema. Justifica-se quando não se tem  prazo hábil para reunir o time.

4.  Líder após consulta aos membros da equipe

O líder decide sozinho após ouvir as opiniões dos demais membros da equipe. Apesar de semelhante ao primeiro método, neste caso, o líder escuta a opinião de alguns conselheiros antes de decidir, reduzindo as chances de erro.

5.  Voto da maioria

A opinião da maioria prevalece. Pode ser adotada, quando não se tem tempo suficiente para chegar ao consenso. A minoria derrotada pode se sentir alijada, prejudicando o andamento do projeto. Assim só recomenda-se a votação em assuntos de menor importância.

6.  Pequeno grupo da equipe do projeto

Quando existe pressão muito forte de tempo, pode ser escolhida uma força-tarefa para tomar decisão sobre determinado assunto. Seria interessante envolver as pessoas que tenham conhecimento para contribuir efetivamente na decisão. Caso contrário, pode haver falta de comprometimento com a decisão adotada.

Força-Tarefa

7.  Consenso

Apesar de parecer o ideal, pode demandar muito tempo e energia do grupo. Não pode ser escolhida se houver premência de prazos. O consenso geralmente gera uma solução criativa de melhor qualidade. Deste modo, indica-se este método principalmente nas fases iniciais do projeto.

Qual é o melhor método? Não existe uma resposta absoluta. Um método é melhor do que outro em determinadas circunstâncias como prazo, competência e maturidade da equipe.

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Salada Caprese

Os italianos criaram uma maravilhosa combinação: tomate, manjericão e mussarela. A forma mais simples e fresca é a Salada Caprese.

Rendimento: 4 porções

Ingredientes:

2 tomates grandes
Mussarela de búfala
Sal e azeite de oliva a gosto
Folhas de manjericão fresco

Modo de preparo:

Lave o tomate, corte-o em rodelas e o distribua em um prato.

Corte a mussarela em rodelas e coloque-as sobre as rodelas de tomate.

Tempere com o azeite de oliva, sal e por último as folhas de manjericão.

Pode ser servido como entrada ou como último prato. Sem dúvida é uma comida leve, saudável e saborosa.

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Mousse de Coco com Calda de Goiaba

Esta sobremesa é uma homenagem aos amigos Israel e Rosele que comentaram que gostam deste doce no domingo passado.

mousse-coco

Rendimento: 8 porções

Ingredientes:

1 lata de leite condensado
1 lata de creme de leite
1 lata de leite
1 envelope de gelatina incolor
200 mL de leite de coco
50 g de coco ralado

Modo de preparo:

Dissolva a gelatina no leite morno.
Coloque todos os ingredientes no liquidificador e misture bem.
Derrame em forminhas individuais ou em uma forma grande.
Leve para o refrigerador por, pelo menos, duas horas,

A calda de goiaba pode ser preparada de uma forma muito fácil:

Misture um pedaço (100 a 150 gramas) de goiabada com meio copo de água morna em um liquidificador.
Coloque em um pote e leve para o refrigerador.
Ponha a calda sobre o mousse na hora de servir.

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Aquecimento Global é um Dogma e Dogmas não Podem ser Discutidos

Dogma é definido como um ponto fundamental e indiscutível de uma crença religiosa ou filosófica. Nos últimos anos, a teoria de que a atividade humana na Terra é responsável pelo aquecimento global se fortaleceu a tal ponto que raramente vemos versão contrária na grande imprensa. Desta forma, devemos reduzir a emissão de gases geradores do efeito estufa, como o gás carbônico, para evitar a aumento da temperatura média do planeta, o derretimento das calotas polares e a elevação do nível dos oceanos. Consequências catastróficas são mostradas em programas de televisão periodicamente. Isto sempre me incomodou, porque nestes milhões de anos de história do planeta quantos períodos de aquecimento e resfriamento aconteceram? O próprio ser humano já passou por períodos glaciais e de forte aquecimento nos últimos milênios. Certamente a atividade humana não foi responsável por estes ciclos.

A primeira vez que eu ouvi um profissional criticando este alarmismo generalizado foi o Eugenio Hackbart, fundador e atual diretor-geral da MetSul Meteorologia no Rio Grande do Sul. Ele comentou que havia muitas notícias sobre o degelo no Ártico, mas pouco se falava sobre o aumento recorde da camada de gelo na Antártida.

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Professor Eugenio

O urso polar, devido às alterações no Polo Norte, foi escolhido como o símbolo desta causa. Frequentemente vemos fotos comoventes como a apresentada abaixo.  

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Urso Polar no Ártico

 

The Great Global Warming Swindle (A Grande Farsa do Aquecimento Global, em português) é um documentário produzido em 2007 pelo britânico Martin Durkin. Ideias opostas àquelas sobre as quais se baseiam os estudos sobre o aquecimento global antropogênico são expostas e defendidas por cientistas, economistas, políticos e escritores. Assista ao vídeo abaixo da primeira parte do documentário com legendas em português. Na sequência, você pode ver a continuação no YouTube.

Alguns cientistas dizem que o Sol influencia o número de raios cósmicos que chegam à atmosfera e, assim, o número de nuvens. Quando o Sol está com grande atividade, aumenta o vento solar de partículas carregadas que ele sopra. Isso amplia o casulo de campos magnéticos em volta do sistema solar, desviando alguns raios cósmicos. Quando as manchas e os ventos solares se acalmam, o casulo magnético se contrai, mais raios cósmicos atingem a Terra, mais nuvens se formam, menos luz solar chega à superfície, e a temperatura cai.

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Manchas Solares

Não tenho condições de afirmar se os dados apresentados neste documentário estão totalmente corretos. Existem críticas em relação a algumas informações, mas parece ser lógico que um dos maiores responsáveis pela temperatura no planeta seja o Sol. Outros cientistas estudam a grande influência dos oceanos e seus ciclos no aquecimento e resfriamento do planeta.

O meu maior receio nesta história toda é o prejuízo que os países pobres podem sofrer com as metas de redução de emissões. Como um país africano poderá se desenvolver com estas restrições?

Por outro lado, o governo brasileiro discute se vamos reduzir 20% ou 40% nossas emissões de gases geradores do efeito estufa. O ministro Carlos Minc obviamente defende com entusiasmo a meta de 40%.

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Ministro Carlos Minc e as metas para redução de emissão de gás carbônico

Este é um assunto muito importante para o futuro do Brasil. Gostaria que a discussão envolvesse toda a sociedade. Assim seria possível entender como este objetivo, aparentemente ousado, poderia ser alcançado sem prejudicar o desenvolvimento do nosso país. As queimadas nas florestas poderiam ser muito reduzidas, contribuindo para atingir este objetivo.

Os resíduos oriundos das atividades agropecuárias geram grandes quantidades de metano durante sua degradação. Biodigestores podem processar estes dejetos, produzindo biogás, rico em metano, que pode substituir combustíveis fósseis para geração de calor ou eletricidade. Sabe-se que este gás é vinte e uma vezes mais potente do que o gás carbônico na geração do efeito estufa.

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Biodigestor rural

A economia deve crescer. As condições de vida das populações carentes devem ser melhoradas. O meio ambiente deve ser preservado. São grandes desafios, mas, para serem atingidos, não pode haver radicalização de todos os envolvidos. As discussões devem ser equilibradas e as “teorias da conspiração” não podem entrar nas salas de reuniões.

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Como Fugir da Maldição do Gráfico de Dente de Serra e Manter as Melhorias no Processo

Temos um problema de processo. Um grupo se reúne e encontra a solução. Na semana seguinte, o desempenho é medido e, para a alegria deste grupo, tem-se um resultado excelente. Mensagens com congratulações circulam pelo e-mail da empresa e a vida prossegue.  Passa um tempo e alguém se lembra de dar uma olhadinha para ver como está funcionando aquele processo e tem uma surpresa! O desempenho voltou para o nível anterior àquela intervenção. Neste momento, pode-se perguntar para um operador o que está acontecendo e a resposta será desconcertante:

– Sempre foi assim! Isto nunca funcionou muito bem mesmo…

Neste caso, pode-se simplesmente repetir o que foi feito anteriormente e voltar a colocar o processo nos trilhos.

O gráfico de dente de serra apresentado abaixo será uma rotina nesta empresa e os resultados não serão sustentáveis. 

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Gráfico de Dente de Serra

Mas como os resultados podem ser sustentados?

O primeiro ponto é o comprometimento genuíno da gerência da área. O gerente deve acreditar e adotar a solução como sendo sua. Ele deve liderar pelo exemplo. Todo o processo de mudança encontra obstáculos. A maior barreira é a reatividade das pessoas. Para conquistá-las, melhor seria a participação na solução do problema, mas, se isto não for possível, devem ser treinadas e conscientizadas sobre a importância da mudança.

A base para o treinamento é a criação e atualização de padrões e procedimentos. Taiicchi Ohno disse que onde não existem padrões não pode haver melhoria contínua. Claro que a maioria das pessoas não gosta de redigir procedimentos e para se justificar costumam dizer:

– Pessoas não são robôs! Elas têm que ter espaço para usar a criatividade.

Na verdade, um procedimento descreve a melhor forma conhecida e comprovada de fazer certa atividade. Se cada um usar seu livre arbítrio e executar uma tarefa de acordo com sua fórmula pessoal, o resultado final terá uma variabilidade desastrosa. A disciplina operacional é chave para que todos trabalhem de modo padronizado. Sempre existirá o momento para usar a criatividade, mas as melhorias serão efetuadas a partir dos standards estabelecidos.

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Taiicchi Ohno

Também é fundamental a definição de parâmetros mensuráveis para avaliar o desempenho do processo. Como todos costumam dizer “você não pode controlar o que não mede”. A divulgação dos indicadores do processo em quadros de gestão à vista ajuda a sustentá-los.

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Quadro de Gestão à Vista

O melhor mesmo é estimular a participação dos funcionários. O envolvimento do pessoal do chão de fábrica, incluindo operação e manutenção, durante a resolução de um problema, cria comprometimento para a manutenção dos resultados. A gerência deve criar as condições necessárias para maximizar esta participação.

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Risoto Again!!! – Tomate Seco com Rúcula

Adoro risoto! Os leitores do meu blog  já viram as receitas do clássico risoto de funghi secchi e cogumelos frescos  e do exótico risoto de pera com queijo gorgonzola. Agora chegou a vez do charmoso risoto de tomate seco com rúcula.

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Rendimento: 4 porções

Ingredientes:

1 vidro de tomates secos (120 gramas drenado)
1 molho de rúculas (de preferência hidropônica)
1 xícara de vinho branco seco
1 cebola grande picada
2 xícaras de arroz arbóreo
1,5 litros de caldo de legumes
sal e pimenta-do-reino a gosto
queijo parmesão ralado a gosto

Modo de preparo:

Drene e pique grosseiramente os tomates secos. Reserve o óleo temperado.

Separe e lave as folhas de rúcula.

Numa panela, leve o óleo dos tomates secos e uma colher da manteiga ao fogo baixo. Quando estiver quente, acrescente a cebola picada e misture bem com uma colher de pau por 4 minutos ou até que fique transparente.

Acrescente o arroz e o tomate seco. Refogue por 1 minuto, mexendo sempre.

Adicione o vinho e misture bem, até evaporar.

Quando o vinho secar, acrescente uma concha do caldo e mexa sem parar.

Quando secar, junte outra concha e repita a operação por 15 minutos, sempre em fogo alto.

Verifique o ponto: o risoto deve ser cremoso, mas os grãos de arroz devem estar “al dente”. Porém, se ainda estiver muito cru, continue cozinhando por mais um minuto. Se for necessário, junte um pouco mais de caldo e mexa bem. Na última adição de caldo, não deixe secar completamente.

Adicione uma colher de sopa de manteiga e o queijo parmesão, mexa e desligue o fogo.

Coloque a rúcula sobre o risoto, tampe a panela e deixe “descansar” por 5 minutos.

Prove o tempero e corrija se precisar e sirva quente.

Para acompanhar este prato, a sugestão é um bom espumante brasileiro brut ou moscatel. Para os que preferirem um vinho tinto, sugiro o Pinot Noir da Vinícola Dal Pizzol.

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Holanda – Exemplo de Tolerância para o Mundo

A Holanda é um país da Europa que eu tenho muita simpatia. Os holandeses respeitam as diferenças entre as pessoas e toleram hábitos e opiniões diferentes.

Em maio de 2002, eu estava na Holanda, visitando algumas empresas quando estourou uma verdadeira bomba no país. Pim Fortuyn, político e líder populista de direita, foi assassinado por um ativista ecológico de esquerda logo após dar uma entrevista em uma rádio. Esta morte gerou uma verdadeira comoção no país. Este era o primeiro crime político em mais de três séculos. Bastava ligar a televisão e já apareciam notícias sobre o crime ou a biografia do político.

PimFortuyn

Pim Fortuyn

Fortuyn foi foco de controvérsia devido às críticas contra os mulçumanos e suas posições anti-imigração. Ele opunha-se aos imigrantes islamitas, porque se recusavam, segundo sua opinião, a integrar-se na sociedade holandesa, constituindo uma ameaça à cultura tradicionalmente tolerante do país. Qualificava o Islã como uma cultura atrasada. Nas eleições nacionais, ele se opôs a toda imigração vinda de fora da Europa.

Por sinal, até mesmo a extrema direita é diferente na Holanda, Fortuyn era homossexual assumido e o vice-presidente do seu partido era um negro oriundo do Suriname.

Outro ponto interessante sobre a pátria de Rembrandt e Van Gogh é a sua constituição. Em 2005, mais de 60% dos holandeses rejeitaram a constituição da Comunidade Européia, pois temiam que o país não pudesse mais adotar a legalização das drogas, da prostituição, do aborto e da eutanásia.

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O primeiro artigo da carta magna do país, por exemplo, proíbe qualquer forma de discriminação. Este direito é absoluto e não pode ser limitado por lei. Todos concordam que isto é excelente, mas contarei um caso que aconteceu comigo que nos faz pensar sobre esta norma. Para se ter uma idéia da extensão deste preceito constitucional, em outra viagem à Holanda, eu estava em um restaurante com dois holandeses. Fizemos nosso pedido e iniciamos uma conversa, quando o pessoal da mesa do lado começou a fumar. Perguntei se não havia área para fumantes naquele restaurante. A resposta foi surpreendente. Se houvesse uma área para fumantes, seria uma forma de discriminação, o que é terminantemente vedado pelo primeiro artigo da constituição.  Desta vez achei um exagero…

fumo

Nem fumantes podem ser discriminados...

Este comportamento tolerante permitiu a construção de um país com boa parte do seu território abaixo do nível do mar. Aconteceram muito menos conflitos religiosos do que em outros países europeus. E, finalmente, são pessoas que procuram escutar e aceitar que os outros podem pensar e agir de forma diferente. Um genuíno exemplo para nós brasileiros…

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O Microvestido na Uniban: Quando o Grupo Ajuda a Expor as Fraquezas dos Indivíduos

O filósofo grego Aristóteles, há mais de 2300 anos, foi autor da tese que “o homem é um animal social”. Esta tese fundamenta-se na união natural entre os homens, porque o ser humano é naturalmente carente, necessitando de coisas e de outras pessoas para alcançar a sua plenitude.

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Aristóteles (384 a.C. – 322 a.C.)

Evidentemente estas necessidades não se restringem a aspectos materiais. Buscamos, por exemplo, apoios, estímulos e reconhecimentos pelos grupos. Deste modo, procuramos outras pessoas que têm opiniões semelhantes ou apresentam visão de mundo semelhante à nossa. Muitas vezes, dentro de um grupo, atitudes socialmente inaceitáveis são praticadas.

Em umas férias, eu viajei para New York. Havia uma grande excursão de japoneses no hotel em que eu estava hospedado. Aquele hotel oferecia o café da manhã incluído na diária e, num certo dia, parecia que todos acordaram na mesma hora e desceram para o breakfast. Para minha surpresa e indignação, muitos japoneses furaram a fila escandalosamente. Fariam isto se não estivessem fortalecidos pelo grupo? Provavelmente não! Lembro-me de uma francesa que incentivava a todos a reagirem. Por pouco não foi criado um conflito entre os japoneses e o “resto do mundo”. Aquela francesa sozinha não começaria uma guerra, mas participaria ativamente se o grupo lhe desse respaldo.

No caso da Uniban, não entrarei na discussão sobre a roupa da estudante. Eu acho que aquele vestido era inadequado para assistir a uma aula, mas nada justifica o que aconteceu. Hoje gostaria de discutir a atitude agressiva dos estudantes.

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Aluna da Uniban escoltada por seguranças

A esmagadora maioria das pessoas que agiram de modo ofensivo e preconceituoso só o fizeram porque estavam em grupo. Portanto podem ter exposto seus sentimentos, aproveitando a participação da turba injustificadamente enfurecida. Neste momento, preconceitos e repressões de origem sexual ou social devem ter aflorado. Além disto, existiam pessoas que queriam ser reconhecidas pelo grupo e aproveitaram a oportunidade para fazerem as mesmas grosserias que alguns ”líderes” perpetravam.

Devemos ter uma ética que não mude quando estamos sós ou dentro de um grupo. Se dentro de um grupo, abolirmos todos os nossos preceitos éticos, concluiremos que, para o bem do grupo, vale mentir, roubar ou matar. Aquele simples check list  que apresentei em outro post  pode ajudar em caso de dúvida.

Não cheguei ao ponto que um “cara” declarou há dois mil anos: “amai-vos uns aos outros como eu vos amei” (evangelho de João 15,12), mas seria maravilhoso se agíssemos desta forma. Jesus também protegeu Maria Madalena de ser apedrejada e disse para as pessoas: “quem nunca pecou, jogue a primeira pedra”.

Se aqueles estudantes da Uniban seguissem, pelo menos, aquele ensinamento que escutamos desde pequeno: “não faça algo que não gostaria que os outros fizessem a você”, este fato lamentável teria sido evitado. Isto também vale para todos os tipos de discriminações (sociais, raciais ou sexuais) e assédios (sexual ou moral).

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Flan de Espinafre

Este prato pode ser servido como entrada ou como acompanhamento do prato principal. Esta é mais uma das receitas ensinadas pelo mestre Cláudio Warken.

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Rendimento: 6 a 8 porções.

Ingredientes:

2 maços de espinafre
1 queijo tipo Minas
1 copo de leite
4 ovos
queijo tipo parmesão
sal e pimenta

Modo de Preparo:

Separe as folhas de espinafre.

Cozinhe as folhas por 2 minutos em água salgada, escorra e pique.

Numa tigela bata os ovos, junte o queijo Minas (ralado grosseiramente), o leite e o espinafre picado.

Junte pimenta e verifique o sal.

Despeje a mistura em forma refratária untada (ou em ramequins).

Polvilhe o queijo tipo parmesão e leve ao forno pré-aquecido (180ºC) até dourar (aprox. 30 minutos).

Sirva em fatias grossas.

Sem dúvida, é um modo infalível para fazer as crianças comerem espinafre.

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O Angustiante Retrato Pintado pelo Pink Floyd não Pode Representar Nossas Vidas

Em 1973, a banda inglesa Pink Floyd lançou seu disco de maior sucesso, “The Dark Side of the Moon”. Ao longo de suas faixas, as angústias do ser humano devido às pressões do dia-a-dia foram escancaradas.

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Capa do disco “the Dark Side of the Moon” do Pink Floyd

O ápice, em minha opinião, é a música “Time”. A letra é melancólica e nos faz refletir sobre o sentido de nossas vidas. Assista ao vídeo gravado em 1994.

Ticking away the moments that make up a dull day
You fritter and waste the hours in an offhand way.
Kicking around on a piece of ground in your home town
Waiting for soemone or something to show you the way.

Tired of lying in the sunshine staying home to watch the rain.
You are young and life is long and there is time to kill today.
And then one day you find ten years have got behind you.
No one told you when to run, you missed the starting gun.

So you run and you run to catch up with the sun but it’s sinking
Racing around to come up behind you again.
The sun is the same in a relative way but you’re older,
Shorter of breath and one day closer to death.

Every year is getting shorter never seem to find the time.
Plans that either come to nought or half a page of scribbledlines
Hanging on in quiet desparation is the English way
The time is gone, the song is over,
Thought I’d something more to say.

Quem não deseja, de vez em quando, que o tempo passe mais rápido? Quem não tem vontade de passar um dia ou uma semana sem fazer nada? Quem nunca teve a sensação de que perdeu um dia, um mês ou um ano da sua vida? Quem não passa por momentos em que se sente um mero passageiro na sua própria vida? Quem nunca se achou velho demais para fazer alguma coisa que sempre gostou ou sempre sonhou em fazer?

Se você, neste momento, sentir vontade de acabar com a sua vida. Por favor, não faça isto! Não consegui te convencer? Então, em primeiro lugar, saia deste blog. Apague o histórico da Internet e desligue o computador. Não quero ver o William Bonner no Jornal Nacional, dizendo que eu causei um suicídio.

Deixando de lado as brincadeiras, o que eu gostaria de dizer, mais uma vez, é que nós devemos pilotar nossas vidas. Sei que existem milhões de fatores externos que não controlamos, mas, por outro lado, existem centenas que estão em nossas mãos. Vamos manter nossa angústia sob controle em relação ao que não temos como influenciar. Planejaremos o que está dentro de nosso círculo de influência e vamos viver nossas vidas da melhor forma possível.

A definição dos seus valores e das coisas importantes na sua vida é um bom ponto de partida.

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Todos Conhecem as Sete Perdas, mas Quem se Importa com a Oitava?

Muda é definida no Sistema Toyota de Produção como qualquer atividade que não agrega valor ao processo. As sete categorias de perdas são bem conhecidas por todos.

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Defeitos geram sucatas e retrabalhos. O resultado final pode afetar diretamente o cliente devido ao atraso no recebimento do produto.

Superprodução é simplesmente produzir mais do que o cliente comprou. O resultado é o aumento desnecessário dos estoques.

Transporte de produto sempre é um desperdício de tempo. Além disto, aumenta o risco de perdas.

Espera custa dinheiro. Isto vale tanto para produtos quanto para pessoas.

Estoques de produtos, matérias primas e materiais de consumo oneram os custos financeiros da empresa.

Movimentação de pessoas e equipamentos para a realização de uma etapa do processo ou tarefa não agrega valor ao produto.

Excesso de processamento gera trabalho adicional que o cliente não pediu e não pagou.

Além destas sete categorias listadas acima, existe uma mais perversa. Esta oitava categoria pode ser a causa principal das anteriores: a subutilização das pessoas.

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Encontramos funcionários não engajados por vários motivos como, por exemplo, desmotivação, falta de treinamento, limitação de autoridade ou responsabilidade, controle excessivo da gerência e falta de disponibilidade de ferramentas gerenciais adequadas.

Neste estado, as pessoas passam a aceitar as perdas dos processos como sendo normais, não buscando melhores níveis de desempenho.

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Procrastinação: a Arte de Desperdiçar o Próprio Tempo

Muitas pessoas se acostumam a fazer apenas o que é urgente independente da importância da atividade. Stephen Covey apresenta, no seu conhecido livro “Os Sete Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes”, uma matriz de gerenciamento do tempo.

Matriz de Gerenciamento do Tempo

Matriz de Gerenciamento do Tempo

No primeiro quadrante, estão os “incêndios” que devem ser atacados imediatamente sob pena de causar grandes estragos.

O tempo livre é preenchido prioritariamente no terceiro quadrante com a participação em reuniões genéricas, telefonemas, conferência frequente dos e-mails e a reposta imediata dos novos.  Se sobrar algum tempo, ele é desperdiçado com as atividades do quarto quadrante.

Assim, de forma inconsciente, ocorre a procrastinação das importantes atividades do segundo quadrante. Como elas não são realizadas, um dia se tornarão urgentes. Virarão novos incêndios e finalmente serão atacados.

Como quebrar esta maldição?

Em primeiro lugar, devem ser definidas metas pessoais e profissionais claras. Deste modo, será possível avaliar a importância das atividades.

O próximo passo é mais difícil, deve-se aprender a dizer não para atividades que não são importantes. Por exemplo, não precisamos participar de todas as reuniões que somos convidados.

Para concluir, a autodisciplina é fundamental! Sem isto poderemos regredir para a situação anterior.

Se este modo de agir for adotado, pode-se passar a ter uma postura pró-ativa ao invés de reativa, passando a controlar o tempo com maior eficácia.

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Por que os animais de Fernando de Noronha não sentem medo dos humanos?

Há três anos eu e minha esposa Cláudia visitamos um lugar paradisíaco, Fernando de Noronha. Quando tiver oportunidade, gostaria de passar mais uns dez dias por lá. Abaixo podemos admirar alguns dos cartões postais, o Morro Dois Irmãos e a Baía dos Porcos.

Morro Dois Irmãos

Morro Dois Irmãos

Baía dos Porcos

Baía dos Porcos

Não vou falar neste post sobre como chegar, o que fazer, onde se hospedar ou comer. Escreverei sobre o que mais me chamou a atenção neste santuário da natureza: a convivência harmônica entre os animais e os seres humanos.

Diferente do que se vê em outros Parques Nacionais, é muito raro encontrar lixo nas trilhas. As placas que proíbem o acesso são respeitadas por todos os turistas. Os peixes, tartarugas, golfinhos e demais animais marinhos não são molestados pelos mergulhadores. As fotos abaixo mostram um peixe azul e uma arraia nadando em água rasas indiferentes à minha presença.

Peixe Azul

Peixe Azul

Arraia

Arraia

Deixei o mais incrível para o final. Assistam ao vídeo abaixo. Ele foi feito pela Cláudia durante um mergulho. A tartaruga demonstra curiosidade ou, sabendo que não havia risco, resolveu apenas se exibir para a câmera.

Saímos de lá com a certeza de que se pode conviver em total harmonia com a natureza sem depredá-la, respeitando todos os animais. Infelizmente parece que quando voltamos para a “civilização” gradativamente esquecemos estes valores.

Se você não conhece Fernando de Noronha, programe suas próximas férias. É um uso excelente daquelas milhas do Programa Smiles.

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Criatividade em Tempos Difíceis: Música “Construção” de Chico Buarque

Os momentos de dificuldade podem ser verdadeiros motores para que um profissional talentoso use todo seu potencial. Grandes desafios tecnológicos ou restrições de cronograma e orçamento podem ser o ponto de partida para a busca de novas formas para realizar projetos.

Nestes momentos, deve-se evitar a aceitação de ideias dominantes, obstáculos, experiências passadas obtidas em outras circunstâncias, decisões prematuras e pensamentos convencionais.

A livre associação de ideias deve ser estimulada. As barreiras devem ser questionadas e superadas. Novas conexões entre conceitos e tecnologias devem ser criadas.

MacGyver - O Rei da Criatividade sob Pressão

MacGyver - O Rei da Criatividade sob Pressão

Durante o período da ditadura militar no Brasil, as manifestações culturais e artísticas foram censuradas com rigor. Apesar destas limitações, Chico Buarque criou verdadeiras obras primas da música popular brasileira. Posso citar “Apesar de Você”, “Cálice”, “Meu Caro Amigo”, “Roda Viva” e “Construção”. As letras tinham duplo sentido e passavam mensagens contra o regime militar. Todo o talento do Chico foi desafiado pela barreira da censura, mas ele conseguiu superá-la.

Abaixo você pode assistir à apresentação da música “Construção” de Chico Buarque. Esta música acabou de ser considerada pela revista Rolling Stones Brasil como a melhor música brasileira de todos os tempos.

Atenção para a maravilhosa poesia. Bela, densa, crua, triste, sufocante, libertadora…

Amou daquela vez como se fosse a última
Beijou sua mulher como se fosse a última
E cada filho seu como se fosse o único
E atravessou a rua com seu passo tímido
Subiu a construção como se fosse máquina
Ergueu no patamar quatro paredes sólidas
Tijolo com tijolo num desenho mágico
Seus olhos embotados de cimento e lágrima
Sentou pra descansar como se fosse sábado
Comeu feijão com arroz como se fosse um príncipe
Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago
Dançou e gargalhou como se ouvisse música
E tropeçou no céu como se fosse um bêbado
E flutuou no ar como se fosse um pássaro
E se acabou no chão feito um pacote flácido
Agonizou no meio do passeio público
Morreu na contramão atrapalhando o tráfego

Amou daquela vez como se fosse o último
Beijou sua mulher como se fosse a única
E cada filho seu como se fosse o pródigo
E atravessou a rua com seu passo bêbado
Subiu a construção como se fosse sólido
Ergueu no patamar quatro paredes mágicas
Tijolo com tijolo num desenho lógico
Seus olhos embotados de cimento e tráfego
Sentou pra descansar como se fosse um príncipe
Comeu feijão com arroz como se fosse o máximo
Bebeu e soluçou como se fosse máquina
Dançou e gargalhou como se fosse o próximo
E tropeçou no céu como se ouvisse música
E flutuou no ar como se fosse sábado
E se acabou no chão feito um pacote tímido
Agonizou no meio do passeio náufrago
Morreu na contramão atrapalhando o público

Amou daquela vez como se fosse máquina
Beijou sua mulher como se fosse lógico
Ergueu no patamar quatro paredes flácidas
Sentou pra descansar como se fosse um pássaro
E flutuou no ar como se fosse um príncipe
E se acabou no chão feito um pacote bêbado
Morreu na contramão atrapalhando o sábado

Por esse pão pra comer, por esse chão prá dormir
A certidão pra nascer e a concessão pra sorrir
Por me deixar respirar, por me deixar existir,
Deus lhe pague
Pela cachaça de graça que a gente tem que engolir
Pela fumaça e a desgraça, que a gente tem que tossir
Pelos andaimes pingentes que a gente tem que cair,
Deus lhe pague
Pela mulher carpideira pra nos louvar e cuspir
E pelas moscas bicheiras a nos beijar e cobrir
E pela paz derradeira que enfim vai nos redimir,
Deus lhe pague

Chico é simplesmente genial…

Ele desafiou o status quo da época. Cabe a nós desafiarmos o status quo de nossas empresas. Vamos usar nossa criatividade!

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É Mais Fácil Dizer do que Ser Inovador

Hoje muitas empresas adotam slogans empregando a palavra inovação e seus derivados:

· Inovação para a sua empresa em…
· Produtos inovadores para…
· Soluções inovadoras para…

Mas será que a maioria destas empresas são genuinamente inovadoras?

Inovação é definida nos dicionários como sendo uma descoberta, uma criação, uma invenção ou a introdução de alguma novidade. Em termos empresariais, inovação é toda e qualquer nova solução que gere mais valor para o cliente, necessariamente traduzida em ganho econômico.

As inovações ou invenções podem ser divididas em três classes:

1. Invenção de ruptura, onde são criados produtos totalmente novos que ainda não apresentam demanda do mercado. Embora esta classe de invenções seja extremamente desejável, a estratégia dos negócios de uma empresa não pode basear-se apenas nesta forma de desenvolvimento por depender de muitos fatores imprevisíveis. A Sony, por exemplo, desenvolveu nos anos 70 uma invenção de ruptura, o videocassete Betamax, enquanto a JVC criou a tecnologia VHS. Apesar de muitos experts acharem o sistema da Sony melhor, o mercado adotou o formato VHS.

Anúncio de Lançamento do Sony Betamax

Anúncio de Lançamento do Sony Betamax

2. Invenção de aperfeiçoamento do conceito, onde são feitas melhorias e extensões de linhas de produtos existentes, tornando mais adequada sua introdução no mercado. Normalmente é o passo seguinte à invenção de ruptura. Neste caso, o mercado já existe, havendo um nível de previsibilidade muito maior do que na classe de invenção anterior.

3. Invenção de necessidade, onde se busca preencher uma necessidade não satisfeita. Neste caso, a invenção será responsável pela satisfação de uma demanda percebida dos clientes. Assim sendo, a habilidade da empresa de entender as reais necessidades dos clientes aumentará a sua probabilidade de sucesso.

Em muitas empresas, inovação é sinônimo apenas de invenção de ruptura. E aí começam os problemas, porque como vimos acima existem muitos fatores que a empresa não tem controle neste tipo de desenvolvimento.

Para apoiar esta estratégia, a base de tudo é a cultura empresarial, onde é criado um ambiente propício para inovação. A tolerância ao erro e a disposição de correr riscos são fatores indispensáveis. Mas a cultura não é tudo, também é fundamental a capacitação da equipe, em termos de formação acadêmica e treinamento em conhecimentos específicos. O terceiro ponto é o treinamento em técnicas e ferramentas para o gerenciamento de projetos.

Base para a Inovação

Base para a Inovação

Infelizmente muitas das empresas que se dizem, ou melhor, alardeiam para o mercado que são inovadoras não apresentam nenhum destes três itens da base comentados acima. Acreditam em soluções mágicas, não toleram erros, não investem em treinamento, cortam gastos de P&D e esperam resultados fabulosos em curto prazo. Neste caso, sugiro a contratação do funcionário apresentado abaixo.

Professor Pardal

Professor Pardal

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Creme de Papaia com Licor de Cassis

Hoje é sexta-feira e desta vez a receita é de uma sobremesa.

Esta sobremesa tem três características é gostosa, muito fácil de fazer e, diferentemente de outros doces, auxilia na digestão.

O mamão possui uma enzima chamada papaína que “quebra” as proteínas. Deste modo, é a sobremesa ideal para finalizar refeições ricas em carnes, como o tradicional churrasco ou os escalopes com molho cremoso (receita deste blog do dia 2-10-09).

Vamos à receita… 

Creme_Papaia 

Rendimento: 6 porções

Ingredientes:

2 mamões papaias
2 xícaras (chá) de sorvete de creme
6 colheres (sopa) de licor de cassis

Modo de Preparo:

Bata no liquidificador a polpa do mamão até formar um creme homogêneo.

Adicione o sorvete e bata no liquidificador por 2 minutos ou até obter um creme homogêneo.

Coloque o creme em 6 taças e regue com o licor de cassis.

Sirva imediatamente.

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A Chance de Resolver Todas as Mazelas Chama-se: Projeto Novo!

Como dizem os economistas, as necessidades humanas são ilimitadas, enquanto que os recursos são finitos. Esta regra tão fácil de ser entendida muitas vezes é desafiada durante a execução de projetos. Em muitas empresas, a aprovação de capital para investimento é vista como a oportunidade para resolver problemas que não estão ligados diretamente a esta autorização.

Um dos maiores expoentes desta filosofia é o Engenheiro francês “Jaquê”. “Já que” trocaremos o tanque, vamos aproveitar e arrumar todo o piso e recuperar as paredes.

Podemos dizer que o projeto que envolva aumento de produção nasce de uma necessidade definida através do Business Case. Partindo deste documento, a equipe do projeto define quais são os requisitos e restrições a serem seguidos. O escopo é progressivamente detalhado.

Tudo isto parece muito simples, mas, na vida real, existem muitas armadilhas a serem evitadas. Neste post, destacarei dois pontos que o gerente do projeto deve ter especial atenção.

o-q-fazer

Sempre devemos buscar opções para minimizar os investimentos sem agregação de valor. Deste modo, a efetividade dos investimentos será aumentada. O gerente deve verificar as oportunidades para redução dos investimentos. Podemos pensar, por exemplo, em alugar um armazém ou contratar uma empresa de logística ao invés de construir um novo depósito. Estoques geralmente oneram os custos das empresas, reduzindo a lucratividade dos negócios.

Outro ponto é a execução dos projetos sem mudanças. Engenheiro são seres que têm novas ideias frequentemente. Afinal sempre existe um jeito de fazer melhor! Na medida em que o projeto avança, os equipamentos são adquiridos e montados, as mudanças causam aumentos indesejáveis de custos e atrasos nos cronogramas de implantação. A figura abaixo nos mostra que a hora da criatividade é na etapa inicial do projeto. Os custos para corrigir erros na etapa final do projeto normalmente são altos.

Custo_Mudancas

Influência das Partes Interessadas e o Custo das Mudanças ao Longo do Tempo do Projeto (Fig. 2-2, PMBOK 2008)

Sempre digo que existem três motivos que podem levar a alterações de projeto:

  1. Existe um risco grave de segurança de processo que pode causar acidentes (com lesões nos funcionários ou perdas patrimoniais) ou contaminações (problemas de saúde ocupacional ou ambientais).
  2. O projeto não vai atender as premissas estipuladas pelo Business Case.
  3. Foi descoberta uma nova solução genial que vai melhorar significativamente o retorno do investimento.

Apenas o primeiro é mandatório! O segundo e o terceiro motivos devem ser analisados através do sistema de controle integrado de mudanças. Talvez o mais importante seja o prazo para iniciar a produção. Neste caso, estas alterações ficarão registradas para serem aproveitadas no futuro.

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O Alienista – Boa Porta de Entrada para o Mundo de Machado de Assis

Sempre tive certa discordância em relação aos livros que eram empurrados goela abaixo dos estudantes no segundo grau. Obrigar adolescentes a ler “O Ateneu” de Raul Pompéia ou “Inocência” do Visconde de Taunay poderia ser considerado um estupro intelectual ou, pelo menos, atentado violento ao pudor mental. Podemos perceber nestes livros o processamento paralelo nos cérebros dos jovens leitores. A página é lida, mas nada é capturado. Se perguntarmos sobre o conteúdo que acabou de ser lido, a resposta será um desconcertante “não lembro”. A leitura foi um processo mecânico desprovido de atenção e prazer.

Acredito que a leitura, como tudo na vida, deve ser treinada e estimulada. Comecei lendo crônicas de Fernando Sabino, Rubem Braga, Carlos Drummond de Andrade e Paulo Mendes Campos em uma coleção chamada “Para Gostar de Ler”. Nome justo por sinal… Li toda a coleção do Monteiro Lobato.  Parti para Jorge Amado (Capitães de Areia), Érico Veríssimo (Incidente em Antares), Moacyr Scliar (Exército de Um Homem Só), Josué Guimarães (Tambores Silenciosos), José Lins do Rego (Fogo Morto)…

Obviamente existem livros clássicos da nossa literatura que devem ser lidos por todos. Dentre estes livros, destaco a célebre tríade de Machado de Assis: Memórias Póstumas de Brás Cubas, Quincas Borba e Dom Casmurro. De novo, obrigar alguém que não tenha o hábito da leitura a lê-los seria transformar o prazer em tortura. Infelizmente muitos estudantes são submetidos a este processo e passam a odiar nosso maior escritor. 

Machado de Assis

Machado de Assis

Quem começou lendo livros do tão criticado Paulo Coelho, enveredou depois por nomes reconhecidos da literatura contemporânea brasileira e internacional, pode agora enfrentar os clássicos. Se quiser ler Machado de Assis, comece pelo conto O Alienista. São mais ou menos oitenta páginas trepidantes.

O_Alienista_Capa 

A história do eminente médico Dr. Simão Bacamarte na pacata cidade de Itaguaí transformada em um grande hospício é mais um dos grandes momentos da literatura nacional. Machado de Assis critica a aceitação da ciência como verdade inquestionável, usando como arma a sua fina ironia. Destaque para o bajulador Crispim Soares e para o ardiloso barbeiro Porfírio.

O final é ótimo. Afinal como dizem “olhando de perto, ninguém é normal”.

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Pera e Queijo Gorgonzola – Casamento Perfeito?!?

Hoje é sexta-feira, véspera de feriadão! Apresentarei um prato que tem uma combinação aparentemente exótica: pera e queijo gorgonzola.

A receita do dia é risoto de pera com queijo gorgonzola.

risoto pera

Rendimento: 4 porções

Ingredientes:

2 peras grandes (textura firme, não devem estar muito maduras)
½ limão
150 gramas de queijo gorgonzola
½ tablete de manteiga
1 colheres de sopa de azeite de oliva
1 xícara de vinho branco seco
1 cebola grande picada
2 xícaras de arroz arborio
1,5 litros de caldo de legumes
sal e pimenta-do-reino a gosto
queijo parmesão ralado a gosto

Modo de preparo:

Descasque as peras e corte em cubos de 1 centímetro.

Coloque os cubos numa tigela com água e suco de meio limão (isto evita que as peras oxidem e fiquem pretas). Reserve.

Numa panela, leve o azeite e metade da manteiga ao fogo baixo. Quando estiver quente, acrescente a cebola picada e misture bem, com uma colher de pau, por 4 minutos, ou até que fique transparente.

Acrescente o arroz. Refogue por 1 minuto, mexendo sempre.

Adicione o vinho e misture bem, até evaporar.

Quando o vinho secar, acrescente uma concha do caldo e mexa sem parar.

Quando secar, junte outra concha e repita a operação por 15 minutos, sempre em fogo alto.

Quando estiver quase pronto, acrescente o queijo gorgonzola e as peras escorridas na panela do risoto e misture bem, até o queijo derreter.

Verifique o ponto: o risoto deve ser cremoso, mas os grãos de arroz devem estar “al dente”. Porém, se ainda estiver muito cru, continue cozinhando por mais um minuto. Se for necessário, junte um pouco mais de caldo e mexa bem. Na última adição de caldo, não deixe secar completamente.

Adicione o restante da manteiga e o queijo parmesão, mexa e desligue o fogo.

Tampe a panela e deixe “descansar” por 5 minutos.

Prove o tempero e corrija se precisar, polvilhe com o parmesão ralado e sirva quente.

Para acompanhar este prato, a sugestão é um bom espumante brasileiro brut ou moscatel.

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