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Cem Posts, Sem Segredos!!!

Este é um momento histórico para este blog. Você está lendo o centésimo post (ou artigo para os puristas) publicado desde setembro de 2009.

100º post

Passei por diversos assuntos, de gestão de pessoas a gerenciamento de projetos, de gastronomia a cinema, de psicologia e filosofia a viagens, de futebol, em especial meu Inter, a literatura, em especial o grande William Shakespeare. Escrevi sobre vários assuntos sérios e procurei descontrair, por exemplo, quando falei da minha última morada.

Até ontem as estatísticas já computavam aproximadamente 45 mil acessos. Agradeço os amigos e a família, principalmente minha irmã, pelas visitas frequentes…

Quando decidi criar um blog, tinha uma série de objetivos, o principal era escrever sobre qualquer assunto que me atraísse. Acredito que tive sucesso em criar um blog com conteúdo diversificado. Por outro lado, minha produção ficou muito aquém da meta numérica inicial, porque queria publicar dois post por semana, incluindo uma receita gastronômica nas sextas-feiras. Eu poderia me enganar e escrever agora que privilegiei a qualidade em detrimento da quantidade, mas estaria mentindo. Se eu tivesse aquele caderninho para registrar as ideias que chegaram e fugiram pouco tempo depois ou aquele gravador de voz para armazenar meus pensamentos durante os engarrafamentos na Marginal Pinheiros em São Paulo, poderia ter vários artigos interessantes inéditos. Quem sabe não estaria de fardão nas quintas-feiras, sorvendo o chá preto, na companhia de outros imortais? Acho que exagerei desta vez… Afinal dificilmente seria eleito, não sou político, nem tenho ligações dentro da ABL…

Fardão da ABLDesde o início, procurei colocar fotos ou figuras para quebrar um pouco a sequência do texto, tornando sua leitura mais agradável. Descobri que, da mesma forma que eu navegava na Internet em busca de imagens, outras pessoas faziam o mesmo e contribuíam para aumentar o tráfego no blog. Valeu Google!

Outro procedimento que ajuda a divulgação do blog é anunciar as novidades no Twitter e Facebook. Também existe a possibilidade do leitor assinar o blog (o botão está na coluna ao lado) e receber um E-mail, sempre que houver um novo post.

Para finalizar, gostaria que os leitores novos e os assíduos deste blog deixassem um pequeno comentário com críticas e sugestões. Escreva o que gostaria de ler com mais frequência. Pode simplesmente dizer quais são posts preferidos e aqueles que não gostaram. Prometo que considerarei todas as observações nos próximos cem artigos. Por gentileza, só não façam como Oswald de Andrade, se alguém lhe perguntar sobre meu blog:

– “Não li e não gostei!”

Oswald de Andrade

 

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Ninguém Consegue Pensar Bem com Raiva

É muito difícil ter discernimento do que falar ou fazer, quando estamos dominados pelo ressentimento ou pela raiva. Normalmente as decisões, nestes momentos, não são as corretas e causam problemas futuros.

O esporte de lutas em mais evidência hoje é o chamado MMA (Mixed Martial Arts). Um dos maiores nomes da história deste esporte é Antônio Rodrigo Nogueira, o Minotauro. No ano passado, ele perdeu uma luta impressionante para o americano Frank Mir. Em dezembro de 2008, ele já havia perdido a luta para este lutador por nocaute técnico, a única derrota desta forma na sua carreira. No último combate de 2011, Minotauro acertou uma sequência de golpes que derrubou Mir. Se ele desse mais dois ou três golpes na cabeça do adversário, o juiz certamente encerraria a luta, mas Minotauro decidiu vencer a luta por submissão. Parecia que sua vingança só seria saciada se ele imobilizasse seu adversário no chão, a melhor técnica dominada por seu rival. Incrivelmente Mir conseguiu uma chave de braço. Nogueira tentou reverter a situação, mas não era mais possível, ele não quis desistir e acabou com o braço fraturado.

Antô Nogueira, o Minotauro vs Frank Mir

Minotauro domina a luta (esquerda). Finalização de Mir (direita).

No final de semana passado, o brasileiro Junior Cigano defendeu seu título de campeão dos pesos pesados do UFC justamente contra Frank Mir. Cigano ficou toda a luta em pé, porque seu ponto forte é o boxe. Após uma sequência de golpes, Mir caiu e o brasileiro percebeu que o adversário ainda estava ativo, se distanciou e deixou que Mir se reerguesse. Logo depois, Cigano conseguiu uma nova série de golpes, Mir sentiu e caiu, o brasileiro novamente recuou, mas desta vez o americano não conseguiu se levantar e ele aproveitou a oportunidade e acertou mais um golpe na cabeça do adversário. O juiz imediatamente encerrou o combate para evitar lesões mais graves.

Junior Cigano vs. Frank Mir

Junior Cigano dominou a luta do início ao fim.

Qual foi a diferença entre as lutas de Cigano e Minotauro? Cigano lutou focado, sem emoção e sua tática foi seguida à risca até a vitória, enquanto Minotauro teve uma atuação irrepreensível até o ponto em que conquistou uma enorme vantagem, neste momento, a vingança pareceu ser o mais importante… O resultado foi a mais dolorosa derrota da sua carreira e um braço quebrado!

Na nossa vida pessoal ou profissional, em determinados momentos, deixamo-nos levar por sentimentos inferiores como o ódio ou a raiva. Quando tomamos decisões neste estado mental, podemos machucar as outras pessoas e a nós mesmos. Só que diferentemente do Minotauro, ao invés de um braço quebrado, você pode causar sequelas mais graves. A sua própria carreira poderá sofrer sérios prejuízos. Relacionamentos importantes podem ser envenenados ou, até mesmo, inviabilizados.

Incrível Hulk

Quando não controlamos a raiva, podemos virar “Hulks”.

 

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A Tecnolatria ou Como a Vida Parece Inviável sem a Tecnologia

Hoje visitamos uma fábrica na minúscula cidade de Arborfield no Canadá. No trajeto de quase duas horas e meia, percorrido de automóvel, apenas os primeiros 30 minutos tiveram uma cobertura precária de sinal do meu celular. Como ficamos aproximadamente 3 horas na cidadezinha, incluindo a visita e o almoço, fiquei desconectado do mundo por 7 horas.

É realmente incrível como passamos a depender da tecnologia! Quando comecei a trabalhar há 25 anos, a telefonia fixa era precária, os computadores pessoais eram lentos, caros e escassos, não existia Internet ou E-mail. As mensagens internas eram papeis transportados por office-boys, enquanto que as externas eram transmitidas por Telex. O quase falecido FAX veio anos depois e revolucionou as comunicações. Afinal podíamos enviar, além dos textos, figuras e cópias de documentos instantaneamente para alguém distante de nós. O problema é que existiam apenas duas cores, preto e branco, e depois se descobriu que aquele papel termossensível desbotava com o tempo e perdíamos conteúdos preciosos…

Máquinas de Telex (esquerda) e de FAX (direita)

Finalmente chegou o correio eletrônico, um grande passo para facilitar e democratizar a troca de informações entre as pessoas e entre as empresas. Agora além de textos e figuras, podemos enviar fotos, planilhas, apresentações…

Com o passar do tempo, apareceram os notebooks (ou laptops, como você preferir) que foram se tornando cada vez mais leves e potentes. Logo se transformaram em sonho de consumo, depois viraram o padrão do mercado. As informações passaram a ser carregadas para toda a parte. Vieram os celulares analógicos, depois os digitais ganharam novas funções e foram criados os multifuncionais, onde se pode navegar na Internet, receber e responder E-mails, tirar fotos, fazer vídeos, ouvir músicas…

Antigo Motorola (esquerda) moderníssimo iPhone 5 (direita)

Parece incrível, mas antes eu ocupava todo meu dia de trabalho sem estas ferramentas: notebook, celular, Internet e E-mail. Atualmente qualquer pane em uma destas ferramentas já causa um golpe na produtividade do trabalho. Tudo o que precisamos migrou para a forma eletrônica, cada vez guardamos menos papeis em arquivos metálicos e gavetas. Tudo estará logo na famosa “cloud” (ou iCloud para a turma da Apple). Só que tudo desaparece quando o plano de telefonia celular do nosso multifuncional não tem cobertura no interior da província de Saskatchewan no Canadá. Nestas horas, só me resta escrever um post da forma antiga, com papel e caneta. Depois se passa a limpo no blog…

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Minha Última Morada

Já pensei algumas vezes sobre o que seria feito com meu corpo após a vida abandoná-lo. Sinceramente não gostaria que fosse colocado em um caixão para ser consumido por bactérias vorazes e, num dia, ter os ossos transferidos para uma pequena urna guardada em um jazigo por toda a eternidade.

Prefiro a cremação, após a retirada de todos os órgãos ainda úteis para outras pessoas. O problema, neste caso, seria o que fazer com as cinzas. Meu coloradismo exacerbado sugere o gramado do Beira-Rio como o depositário dos minerais que compunham minha carcaça. Duvido que a direção do clube permitisse este procedimento. Afinal quantos torcedores desejariam ter o mesmo destino? Outro ponto contrário são as superstições futebolísticas bobas. Se o time passasse a perder, seria rotulado como um morto pé-frio causador do sofrimento de toda a “Nação Vermelha”. Por outro lado, se ganhasse um campeonato importante logo no primeiro ano, teria o status de santo. Logo eu…Se construirmos alguma casa especial ou, pelo menos, encontrarmos uma, poderia ser incorporado à terra de algum canteiro. Imagina ser reciclado e virar legume, fruta ou verdura? Não acho uma boa ideia! Sempre haveria comentários do tipo:

– Esta laranja está ácida!
– Mas também, a laranjeira foi fertilizada por quem? Como poderia ser diferente?

Só não reclamem que o chuchu está sem gosto, porque aí a culpa não será minha! Resta a alternativa de virar flor, mas gerará comentários maldosos. Que eu vire então uma ávore não-frutífera ou um arbusto…

Às vezes penso que o melhor seria voltar direto para a terra e não dar trabalho para os outros fazerem a “disposição final” dos meus restos. Se algum dia este post tiver alguma importância no mundo, talvez alguém diga:

– Putz! O cara se deu mal…

For English version, click here.

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Mudança – O Final de um Ciclo

Este é o último post que escrevo no meu apartamento da Rua Guia Lopes em Novo Hamburgo. Meus queridos fãs, leitores e seguidores não se desesperem, não estou encerrando as atividades do meu blog, apenas estou mudando de endereço.

Estou trocando a cidade de Novo Hamburgo, com seus quase 250 mil habitantes, onde vivo há dezoito anos, por nada mais nada menos do que São Paulo com uma população de mais de 11 milhões. Claro que não foi uma decisão fácil, porque, como em praticamente todas mudanças radicais que fazemos na vida, existem aspectos positivos e negativos. Ficam no Rio Grande do Sul, uma parte muito importante da minha família: meu filho, minha mãe, minha tia e meus irmãos. Vários amigos também continuarão morando por aqui. Meu Internacional também deixará de ter meu apoio frequente no Beira-Rio. Em compensação reencontrarei amigos que já mudaram antes para terras paulistanas e ficarei muito próximo das pessoas com quem mais interajo profissionalmente. Tenho certeza de que este fator será muito importante e agilizará o desenvolvimento dos projetos nos quais atuo. O apoio e carinho da minha amada Claudia e minha molequinha Júlia serão essenciais na adaptação à nova vida.

De certo modo, me sinto um pouco como o conquistador espanhol Cortez que mandou queimar os navios da frota espanhola. Assim ele deixou claro que a vida dos soldados não era mais na Espanha e sim no México. Evidentemente não ateei fogo no meu apartamento em Novo Hamburgo, vendi e tenho que entregá-lo na próxima segunda-feira. Não há possibilidade de retroceder.

Me lembro quando saí do emprego em que estava há vinte anos, senti que um vínculo importante havia se rompido. Me sentia livre para tentar experiências totalmente inéditas. As coisas não saíram como o esperado, mas cresci muito na adversidade. Hoje tenho certeza que a decisão de sair, mesmo abrindo mão da segurança que eu usufruía naquela empresa, foi correta.

Tive a mesma sensação de ruptura ao ver meu apartamento vazio. Fui muito feliz ali e também serei nesta nova fase da vida. Lembro de uma fala de Júlio César na peça homônima de Shakespeare:

Muito antes de morrer, morre o covarde; só uma vez o homem forte prova a morte.

Meu espírito hoje não tem medo de perseguir meus sonhos. Só quero morrer quando for a hora, como concluiu na sequência o próprio César:

Das coisas raras que tenho ciência, sempre me pareceu a mais estranha terem os homens medo, embora saibam que a morte, um fim a todos necessário, vem quando vem.

Julio Cesar Imperador romano

Júlio César - imperador romano

Para finalizar tenho que confessar que este foi um parto complicadíssimo, talvez pior do que Schwarzenegger no filme Junior.  A proprietária do apartamento, que nós alugamos em São Paulo, exigiu novas garantias de última hora, mas tudo vai dar certo e nós cresceremos muito mais em nosso novo lar.

Junior Arnold Schwarzenegger

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Bruna Surfistinha – Um Filme Desinspirador

Ontem eu e a Cláudia assistimos no Telecine ao filme baseado na vida da ex-prostituta brasileira Raquel Pacheco, a Bruna Surfistinha, estrelado pela bela Deborah Secco.

No início do filme, ela é uma adolescente que vive com os pais e estuda em um bom colégio, mas comete delitos em casa como roubo de dinheiro e das joias da mãe. Foge de casa e resolve ganhar a vida na prostituição. Começa a gostar dessa vida e, aparentemente, não se importa em se relacionar sexualmente com homens jovens ou velhos, gordos ou magros. Começa a se envolver com drogas e é expulsa do local onde trabalha. Aluga um apartamento de alto nível, monta um blog, que a torna famosa, vê o número de clientes e os lucros aumentarem. Ao mesmo tempo, aumenta o envolvimento com drogas, o que a leva à decadência. Chega ao fundo do poço quando passa a trabalhar na rua e depois num prostíbulo que cobra R$ 20,00 por programa. Quase morre de overdose e é ajudada por um cliente apaixonado por ela. Ele propõe uma nova vida melhor, mas ela rejeita. Volta ao apartamento e cria uma meta de fazer 800 programas e, depois disto, iniciar uma nova vida.

Não serei moralista e condenar a temática do filme, mas achei o filme em si chato e fraco. O número de cenas onde a Deborah Secco aparece em programas com clientes é excessiva. Se o objetivo foi mostrar que ela não recusava ninguém, então foi atingido, mas quase não sobrou tempo para discutir outros aspectos da vida como garota de programa, como violência e exploração.

Fiquei impressionado com a mensagem final que o filme passa. Se você é jovem e bonita, estiver precisando de dinheiro, ganhar a vida como garota de programa é uma opção. Como a personagem fala num certo momento, ela ganhava mais do muitas médicas e advogadas. Em outro momento, ela diz uma frase boba sobre acreditar e perseguir os sonhos. No caso, quais seriam estes sonhos? No filme nada é mencionado. E, no final, ela larga as drogas e decide fazer mais 800 programas antes de mudar de vida. Ou seja, você pode se prostituir, mas não se envolva com drogas.

Não li, nem tenho planos para ler, o livro autobiográfico da Raquel Pacheco, “O Doce Veneno do Escorpião”, talvez estas questões sejam apresentadas no livro, mas no filme nada foi visto. Apenas uma vida sem propósitos é mostrada até com certo glamour…

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Os números de 2011 by WordPress

Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2011 deste blog.

Aqui está um resumo:

A sala de concertos da Ópera de Sydney tem uma capacidade de 2.700 pessoas. Este blog foi visitado mais de 19.000 vezes em 2011. Se fosse a sala de concertos, seriam precisos 7 concertos esgotados para sentar essas pessoas todas.

Clique aqui para ver o relatório completo

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O Meu Pequeno Acidente ou o Meu Quase-Grave-Acidente

Depois de assistir a um seminário na cidade mineira de Sete Lagoas, estava dirigindo um automóvel alugado em direção do Aeroporto de Confins. Já havia passado por trechos que cruzam áreas urbanas de pequenas cidades. A pista da MG-424 é estreita, não tem acostamento, tem inúmeras lombadas nas áreas urbanas. Felizmente existem melhorias em curso no asfalto e na sinalização.

Trecho da Rodovia MG-424

Dirigi em longas filas até passar pela cidade de Pedro Leopoldo, onde a pista, apesar de ondulada e mal sinalizada, é duplicada. O GPS mandou eu dobrar para a esquerda, mas, além de não ser possível naquele ponto, eu me lembrava que deveria acessar a alça de um viaduto no lado direito. Segui mais um pouco em frente, o GPS recalculava a rota e eu procurava alguma placa que indicasse a estrada para Confins. A pista estava vazia e eu me aproximava de um viaduto, procurei alguma placa que indicasse o destino daquele acesso. Finalmente vi que ainda não era o desejado, quando olhei novamente para frente, vi que iria bater no meio-fio de um canteiro, que por sinal já estava bem avariado, não tinha mais tempo para evitar o choque. A roda dianteira direita bateu forte e o automóvel ficou apoiado apenas nas rodas do lado esquerdo. Felizmente voltou a ficar com as quatro rodas na pista, corrigi o traçado e segui em frente.

Meu automóvel ficou em duas rodas como este da foto

Primeiro pensei que se estivesse em velocidade mais alta provavelmente a capotagem seria inevitável. A partir desse momento as consequências seriam imprevisíveis. O pneu também não estourou… Parecia que meu anjo da guarda tinha ajudado!

Quando parei para abastecer alguns quilômetros à frente, desci do carro e vi os estragos. A roda dianteira direita estava profundamente marcada, o pneu estava com um rasgo na lateral; e a calota, completamente destruída.

O acidente, apesar das consequências quase desprezíveis, tinha potencial para ser muito grave, Se houvesse outro automóvel ou caminhão o choque seria provável com risco elevado de ter alguém ferido, incluindo este blogger.

Acidente ocorrido na MG-424 em maio de 2011

Como sempre acontece nestas ocasiões, tirei algumas lições do quase-grave-acidente:

  • Primeira – nunca devemos reduzir a atenção enquanto dirigimos, especialmente em um estrada ou rua em que não estamos familiarizados.
  • Segunda – a vida é imprevisível, assim por melhor que nós planejemos ou tentemos controlá-la, sempre poderão ocorrer fatos que trazem rumos jamais imaginados.
  • Terceira – a vida é frágil e pode terminar a qualquer momento, assim devemos vivê-la com intensidade. Não estou falando em pular de paraquedas ou nadar com tubarões. Se pudermos fazer algo importante hoje, não devemos deixar para o incerto amanhã.

Termino este post da mesma forma que encerrei outro, Em Busca da Felicidade, lembrando as palavras de sábio Hilel, líder religioso judeu. “Se eu não faço por mim, quem fará? E quando eu faço por mim, o que eu sou? Se não for agora, quando será?”

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Ontem os Negros, Hoje os Animais, Amanhã os Robôs!

Estamos no ano de 2067, a Assembleia Geral da ONU debate um tema polêmico, a alteração da ordem da segunda e da terceira Lei da Robótica. Estas leis famosas foram formuladas quase um século antes por Issac Asimov.

Isaac Asimov

O secretário-geral solenemente abre a sessão plenária:

– Prezados representantes de todas as nações da Terra, estamos aqui reunidos para mais uma sessão histórica. Desde a criação de unidades autônomas artificiais providas de inteligência e livre arbítrio, os robôs, assistimos a uma enorme evolução no relacionamento com os seres humanos. Respeito, lealdade, afinidade, amizade e até amor são palavras que definem inúmeras relações entre humanos e robôs. Hoje discutiremos se as três leis da robótica estão adequadas à realidade de nosso tempo. Os seguintes princípios guiam atualmente a programação dos robôs:

    • 1ª Lei – Um robô não pode ferir um ser humano ou, por omissão, permitir que um ser humano sofra algum mal.
    • 2ª Lei – Um robô deve obedecer as ordens que lhe sejam dadas por seres humanos, exceto nos casos em que tais ordens contrariem a Primeira Lei.
    • 3ª Lei – Um robô deve proteger sua própria existência desde que tal proteção não entre em conflito com a Primeira ou a Segunda Lei.

Na prática, se um humano ordenasse que dois robôs lutem até a destruição de um deles, não existiria problema legal. Isto poderia ter razões fúteis, como apostas, ou por puro sadismo.

No século XIX, se discutia se os negros tinham alma e se poderiam ser livres. Parece uma conversa absurda nos dias atuais; e em 2067, nem se fala…

Escravo sendo castigado (Debret)

Hoje temos o mesmo debate em relação aos direitos dos animais. Cada vez mais pessoas defendem o bem estar animal. Afinal respeito, lealdade, afinidade, amizade e até amor são palavras que definem inúmeras relações entre humanos e animais. Maus tratos contra animais atualmente são crimes e práticas como touradas ou rodeios são cada vez mais limitadas. Talvez nas próximas décadas assistamos o declínio no consumo de carne por conta desta consciência em relação aos direitos dos animais. Se nós humanos temos alma, porque os animais não as possuem?

Teste dermatológico em coelhos

Hoje parece ridículo discutir os direitos dos robôs. Há um século, discutir os direitos dos animais deveria ser uma excentricidade. No século XVI, defender o fim da escravidão dos negros era uma afronta contra os interesses das metrópoles europeias.

Apesar de muitos discordarem, a humanidade evolui e a nossa consciência continua crescendo. O que hoje é um ato aceitável, amanhã será um crime grave.

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Nenhuma Conquista Importante vem sem Persistência – o Exemplo de Rodin

Nesta semana, eu e a Cláudia voltamos de duas semanas de férias em Paris. Poderia escrever sobre várias observações que fizemos ao longo da viagem, mas escolhi, para começar, o exemplo de persistência do grande escultor francês Auguste Rodin. Visitamos o excelente Museu Rodin em Paris na semana passada e todas as fotos apresentadas neste post foram tiradas pela Cláudia.

Musée Rodin – Hotel Biron – Paris

Todos conhecem pelo menos duas obras deste artista: “O Pensador” e “O Beijo”, mas sua produção artística foi muito maior e as dificuldades enfrentadas na sua vida são um exemplo. Quem observa as duas obras apresentadas abaixo, pode pensar que Rodin teve uma vida maravilhosa rodeado de sucesso e glamour, entretanto ele só atingiu o sucesso após os 40 anos e, mesmo assim, nunca ficou imune às críticas.

O Pensador

O Beijo

Rodin nasceu em uma família pobre. Tentou entrar três vezes na principal Escola de Belas Artes da França e foi recusado. Após a morte da irmã, resolveu entrar para a vida religiosa. Felizmente o padre Eymard, reconhecendo seu talento, orientou-o a seguir a carreira artística. Por sinal Eymard foi canonizado pelo para João XXIII, como São Pedro Julião Eymard.

Padre Eymard

Para obter o sustento da família, trabalhou até os 35 anos em ateliês de arte decorativa na França e na Bélgica. Mais tarde considerou fundamental o conhecimento técnico adquirido nestes empregos. Conseguiu juntar algum dinheiro e investiu em uma viagem à Itália, onde interessou pelas esculturas de Donatello e Michelângelo. Esta viagem influenciou decisivamente seu estilo e toda sua obra.

No ano seguinte, expôs sua primeira escultura de destaque, o nu “A Idade do Bronze” apresentada abaixo. Apesar de todos admirarem seu trabalho, foi acusado de fraude, porque teria feito o molde diretamente sobre o corpo do modelo.

A Idade do Bronze

Levou anos para provar o contrário e quase desistiu por causa das críticas injustas e das dificuldades financeiras. Foi em frente e recebeu convite para fazer a obra “Porta do Inferno” baseada na Divina Comédia de Dante. Nunca concluiu a obra (foto abaixo), mas vários elementos, como “O Pensador” e “O Beijo”, ganharam vida própria.

Porta do Inferno

No mesmo período fez a obra “Os Burgueses de Calais”, apresentada na sequência, em que cada um dos seis personagens ganharam vida separadamente em outras esculturas.

Os Burgueses de Calais

Mesmo com todo o sucesso, foi duramente criticado pela escultura em homenagem ao escritor Honoré de Balzac. Pediu desculpas e recolheu a estátua para seu acervo próprio. O belíssimo bronze fotografado abaixo só foi fundido décadas após sua morte.

Honoré de Balzac

O resumo deste post poderia ser o seguinte: mesmo para um gênio como Rodin, o sucesso não chega, se não houver muito estudo e determinação. Ele aproveitou os dez anos de trabalho para aprender as mais diversas técnicas artísticas. Não hesitou em investir o dinheiro duramente amelhado naqueles anos em uma viagem à Itália que lhe traria conhecimento e inspiração. Resistiu a toda a espécie de críticas e prosseguiu com firmeza, realizando uma produção artística inovadora de alta qualidade. Quando percebeu que o público e a crítica não estavam preparados para certas obras, apenas as afastou dos olhos da maioria e as conservou para as futuras gerações.

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Audiência Pública de Esclarecimentos Sobre a Rede de Alta Tensão em Novo Hamburgo

A comunidade, com o apoio do vereador Raul Cassel, receberá um técnico da AES Sul que dará explicações sobre a instalação de redes de alta tensão em áreas populosas de Novo Hamburgo, trechos das avenidas Sete de Setembro, Pedro Adams Filho e Guia Lopes.

Compareça e participe! A comunidade precisa ser informada. Sua saúde e seu patrimônio estão em risco.

Local: Câmara de Vereadores de Novo Hamburgo
Endereço: Rua Almirante Barroso, 261
Fone: 3594-0500
Data: 4 de agosto de 2011
Horário: 15 horas

Questionamentos para AES Sul sobre Redes de Alta Tensão

Foi considerado no projeto o relatório “Estabelecendo Um Diálogo Sobre Riscos De Campos Eletromagnéticos” da Organização Mundial da Saúde – OMS?

Linhas de transmissão de energia elétrica geram campos eletro-magnéticos de baixas frequências. Campos elétricos de baixas frequências influenciam a distribuição de cargas elétricas na superfície dos tecidos condutores e causam um fluxo de corrente elétrica no corpo. Campos magnéticos de baixas freqüências induzem correntes circulantes dentro do corpo humano. [páginas 3 e 4 do relatório]

Em 2001, um grupo de trabalho integrado por peritos, constituído pela IARC (International Agency for Research on Cancer) da OMS reviu estudos relacionados com a carcinogenicidade de campos elétricos e magnéticos estáticos e de frequências extremamente baixas (ELF). Usando a classificação padrão da IARC que pondera as evidências humanas, animais e de laboratório, campos magnéticos ELF foram classificados como possivelmente carcinogênicos para humanos com base em estudos epidemiológicos de leucemia infantil. [página 5 do relatório]

Importante lembrar que a rede passará na frente do Colégio Sinodal da Paz, localizado na Avenida Pedro Adams Filho, nº 1974.

Estes fatos foram levados em consideração no projeto desta linha de transmissão? Existe alguma evidência ou fato que rejeite as afirmações acima?

Foi realizada análise de risco no projeto e instalação desta rede?

Por que nenhum programa de comunicação foi adotado? Por que não foi realizada uma audiência pública para discutir o projeto?

Os moradores, comerciantes e o colégio foram comunicados sobre a instalação desta nova linha de transmissão?

Foram consideradas outras opções técnicas (trajeto diferente ou linhas enterradas)?

Foram consideradas medidas mitigatórias (blindagem da linha)?

Foram consideradas medidas compensatórias para moradores e comércio?

Como serão compensados os proprietários de casas, apartamentos, terrenos e pontos comerciais pela imprevista queda no valor de suas propriedades? Existe jurisprudência para indenização de proprietários devido à desvalorização econômica do terreno causada pela passagem rede de transmissão de energia elétrica.

A Avenida Sete de Setembro será alargada? Os comerciantes foram avisados sobre a redução das calçadas que atualmente são utilizadas como estacionamento de seus negócios?

Qual será o impacto paisagístico? Na revitalização da Avenida Comendador Franco em Curitiba, por exemplo, está incluída a retirada das torres de alta tensão.

Existe garantias de resistência dos postes contra o impacto de caminhões? Serão instaladas defensas metálicas para proteção em caso de choques de veículos?

Qual o motivo que levou a transferência da linha do Bairro Santo Afonso para a deste projeto? A rede atual apresenta risco elevado? Qual a vantagem deste projeto sobre a situação atual?

Outras perguntas podem ser entregues por escrito no plenário para um vereador de Novo Hamburgo que questionará o representante da AES Sul.

Para mais informações clique aqui: https://vicentemanera.wordpress.com/2011/06/23/redes-de-alta-tensao-sobre-nossas-cabecas

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Cambará do Sul – Poucos Visitantes para Tanta Beleza Natural

 

Com a chegada do inverno, turistas de vários pontos do Brasil procuram algo pouco comum em suas regiões – o frio. Cambará do Sul, no Rio Grande do Sul, é um dos lugares mais frios do Brasil e conta com belíssimas paisagens.

Entre o Natal e a virada de 2011, passei cinco dias em Cambará do Sul. Viajei com meu filho e ele poderia escolher qualquer lugar atingível através de automóvel. Até Montevidéu estava entre as alternativas, mas a sua escolha foi Cambará.

Reservei de 25 a 30 de dezembro um quarto na Pousada Pindorama. As acomodações são simples, mas tem o necessário. O destaque ficou para o café da manhã bem servido e para a simpatia e cortesia do pessoal da Pousada.

No primeiro dia, fomos ao Parque Nacional dos Aparados da Serra, onde está localizado o cânion do Itaimbezinho. Aproximadamente 50 mil turistas visitam anualmente a principal atração da região. Na minha opinião, este número é baixo para as paisagens que surgem ao percorrermos suas trilhas.

Cânion Itaimbezinho - final de uma das trilhas do Parque Nacional dos Aparados da Serra

No segundo dia, exploramos o interior deste cânion, fizemos uma trilha no Rio do Boi com paisagens incríveis. O nível de dificuldade nesta trilha é relativamente alto, o que exige algum preparo físico. O acompanhamento de um guia credenciado é obrigatório, o que ajuda a evitar perdas de rumo e acidentes com escorregões e cobras.

Cachoeira no Cânion Itaimbezinho

Uma das cachoeiras no interior do Cânion Itaimbezinho

 

Canion Itaimbezinho - Rio do Boi

Leito do Rio do Boi no interior do Cânion Itaimbezinho

No terceiro dia, foi a vez de visitarmos o Parque Nacional da Serra Geral, onde está localizado o cânion Fortaleza. As paisagens são incríveis, mas neste dia a neblina não colaborou e escondeu-a na maior parte do tempo. Quem viu a mini-série da Globo, “A Casa das Sete Mulheres”, lembra das cenas filmadas na beira do cânion Fortaleza. As imagens eram lindas, mas, na verdade, nenhuma batalha da Revolução Farroupilha foi travada naquela região. De toda forma, as sequências foram muito bem feitas e ajudou a divulgar a região.

Cânion Fortaleza em dia de "viração"

Para finalizar, no quarto dia, pegamos uma trilha de 24 quilômetros, passando pelos cânions Leão, Corujão, Churriado e Malacara. Neste dia, o clima parecia de outono ou inverno com temperatura baixa, apesar estarmos em dezembro, e períodos com chuva e neblina forte.

Cânion Malacara em dia de chuva e neblina

Recomendo a todos que visitem esta região do Rio Grande do Sul. Aqueles que visitam a Gramado e Canela, estão a pouco mais de 100 quilômetros de Cambará do Sul. As paisagens são únicas e estão muito bem preservadas. A única crítica que faço neste post é para a estrutura dos parques. O Parque Nacional dos Aparados da Serra tem banheiros apenas na sede e não tem restaurante ou lancheria. Deste modo, para almoçar, você é obrigado a voltar para Cambará. O caso é pior no Parque Nacional da Serra Geral, totalmente selvagem, no qual não existe estrutura de apoio para o visitante.

 

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Redes de Alta Tensão sobre Nossas Cabeças

Você gostaria que uma rede de alta tensão aérea passasse na frente de sua casa ou estabelecimento comercial? Se isto acontecesse, você acha que sua rua ficaria mais bonita e valorizada? Você tem certeza que linhas de alta tensão não causam problemas de saúde, como o câncer? Tenho uma última pergunta, você aceitaria passivamente que esta rede passasse na porta de sua casa?

Se sua reposta para todas essas perguntas for um sonoro NÃO, saiba que em Novo Hamburgo no Rio Grande do Sul, a concessionária de distribuição de energia elétrica, AES Sul, está instalando uma rede aérea de alta tensão em um dos principais acessos da cidade, a Avenida Sete de Setembro.

Colocação de postes na Av. Sete de Setembro (Foto: Diego da Rosa / GES)

A população local praticamente não foi informada. A única referência é esta reportagem do Jornal NH no dia 19 de maio, quando a instalação dos postes já havia começado.

Reportagem Jornal NH

Em resumo, a Prefeitura fez um acordo com a AES Sul, onde permitiu que a linha de alta tensão passe pela Avenida Sete de Setembro em troca de asfaltamento e outras benfeitorias. É ótimo que a linha atual seja removida de uma área onde vivem 900 famílias na Bairro Santo Afonso, mas como ficam as famílias que vivem num raio de 100 metros da nova linha?

A OMS, Organização Mundial da Saúde, órgão ligado a Nações Unidas, fez uma série de advertências e recomendações referentes a instalação de redes de alta tensão. Apresenta que possivelmente existe conexão entre linhas de alta tensão e leucemia infantil. Ou seja, as pessoas que habitam no entorno desta rede poderão ter problemas de saúde no futuro. Nos países desenvolvidos, existe a preferência por redes subterrâneas para reduzir estes riscos.

Decisões como esta não poderiam ser tomadas sem uma discussão na Câmara dos Vereadores e sem uma Audiência Pública. Parece que como não haverá gastos para a Prefeitura e a AES Sul dará uma contrapartida, o Executivo de Novo Hamburgo não precisa dar satisfação deste ato. Isto é um absurdo!

Após a Av. Sete de Setembro, qual será o trajeto deste rede? Seguirá pela Av. Cel. Travassos? Pela Pedro Adams Filho? Cruzará o Parque Floresta Imperial e a área da Comusa? Será que conseguiremos salvar, pelo menos, os atingidos na continuação desta obra?

Chegou a hora da população de Novo Hamburgo se mobilizar e cobrar explicações e medidas mitigadoras da Prefeitura e da AES Sul, porque se nada for feito agora, dificilmente haverá a retirada desta rede nas próximas décadas!

Não podemos assistir a tudo isto em silêncio!

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Em Busca da Felicidade

 

Este post é o primeiro que escrevo sobre a busca da felicidade. Provavelmente escreverei outros no futuro na medida que minha visão sobre o assunto fique mais clara. Tenho passado algum tempo pensando sobre o que nos ajuda a sermos pessoas felizes. Entre momentos de alegria e outros de depressão, cheguei à conclusão que precisamos de um propósito nas nossas vidas. Algo que realmente seja importante e nos motive para levantarmos da cama e enfrentarmos algumas coisas desagradáveis do dia a dia como clima desfavorável, trânsito caótico, chefes mal-humorados, condições ruins de trabalho e faturas de cartões de crédito. Assim preenchemos aquela sensação de vazio que por vezes se apossa dos nossos corpos e traz um incômodo desânimo.

Se a meta é ser feliz, ela é tão inatingível quanto ser rico ou bem sucedido. Felicidade, riqueza e sucesso são consequências de uma série de atitudes em nossas vidas.

Na noite de ontem, no Youtube, “esbarrei” no Dr. Viktor Frankl, médico e psicólogo austríaco falecido há pouco mais de dez anos.

Viktor Emil Frankl

 

Por ser judeu, foi enviado aos campos de concentração nazistas Auschwitz e Dachau durante a Segunda Guerra Mundial. Foi libertado no final da guerra, mas perdeu a esposa, seus pais e seu irmão. Frankl percebeu que os prisioneiros que tinham algum sentido para as suas vidas tinham chance maior de sobreviver nas terríveis condições dos campos de concentração. Com base nesta experiência identificou três caminhos para encontrar o sentido para a vida:

  • realização ou conclusão de um trabalho;
  • o amor ou a responsabilidade por alguém;
  • mesmo diante de um sofrimento inevitável, o desenvolvimento da consciência de que a vida ainda espera importantes contribuições pessoais para os demais.

 

Se você quiser conhecer um pouco sobre Viktor Frankl, pode assistir à esta entrevista concedida na África do Sul em 1985.

Primeira parte:

Segunda Parte:

Terceira Parte:

Como engenheiro, gostei da equação apresentada abaixo.

Desespero  =  Sofrimento  –  Sentido

Ou seja, em uma vida sem propósito, qualquer sofrimento pode levar ao desespero. Por outro lado, se dermos sentido a nossas vidas, suportaremos melhor os sofrimentos que a vida inevitavelmente nos impõe.

A palavra entrega pode ser uma boa síntese para este post. Se nos entregarmos verdadeiramente a um amor, a uma causa ou a um trabalho, poderemos encontrar logo adiante a tão almejada felicidade. Por outro lado, se ficarmos simplesmente a procura da felicidade, ela ficará cada vez mais distante.

E não esqueçam das palavras de sábio Hilel, famoso líder religioso judeu. “Se eu não faço por mim, quem fará? E quando eu faço por mim, o que eu sou? Se não for agora, quando será?”

Hilel, o Ancião

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Vale Tudo para Conseguir o Emprego dos Sonhos? Veja o Filme “O Corte”!

O cineasta grego Costa-Gavras é famoso pelos filmes políticos. Por exemplo, ele dirigiu filmes como “Z” que trata da ditadura militar grega nos anos 60 e “Desaparecidos, Um Grande Mistério” (Missing) que aborda a ditadura de Pinochet no Chile. Seu último filme, rodado em 2005 na França, é “O Corte”.

Cineasta Costa-Gavras

Um processo aparentemente irreversível é a globalização da economia. As terceirizações, fusões e incorporações são consequências deste processo. Quando duas empresas se transformam em apenas uma, ajustes nos quadros dos níveis administrativos e na diretoria são inevitáveis. Ou seja, demissões ocorrem e, normalmente, apenas as funções operacionais não são afetadas em um primeiro momento.

“O Corte” conta a história de Bruno Davert de 41 anos, interpretado pelo ator francês José Garcia, quinze dos quais prestando bons serviços a uma fábrica francesa de papel. Dois anos depois de perder seu emprego, ele toma uma decisão totalmente heterodoxa, resolve identificar, perseguir e eliminar os candidatos ao cargo que cobiça. Bruno parte para um jogo sem regras onde a concorrência é eliminada e o objetivo final justifica os meios adotados. Como podemos perceber, Costa-Gavras, através de sua ideologia de esquerda, criou uma paródia do capitalismo selvagem, onde livre competição pode significar a eliminação implacável da concorrência. O resultado final do filme é muito interessante e o humor negro vem na dose correta. Além de divertir, nos leva a boas reflexões sobre limites éticos e morais. Será que vale tudo para atingir os objetivos?

Como já escrevi em outro post, concorrência forte é fundamental para evitar acomodação e estimular o crescimento. Por outro lado, agir de modo ético é essencial para a construção de uma vida pessoal e profissional de sucesso. Nada melhor do que viver sem medo de ser descoberto e sem paranoias ou manias de perseguição, porque esperamos dos outros as mesmas atitudes que praticamos.

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Os números de 2010 by WordPress

Os duendes das estatísticas do WordPress.com analisaram o desempenho deste blog em 2010 e apresentam-lhe aqui um resumo de alto nível da saúde do seu blog:

Healthy blog!

O Blog-Health-o-Meter™ indica: Este blog está em brasa!.

Números apetitosos

Imagem de destaque

Um Boeing 747-400 transporta 416 passageiros. Este blog foi visitado cerca de 10,000 vezes em 2010. Ou seja, cerca de 24 747’s cheios.

Em 2010, escreveu 17 novos artigos, aumentando o arquivo total do seu blog para 61 artigos. Fez upload de 43 imagens, ocupando um total de 5mb. Isso equivale a cerca de 4 imagens por mês.

The busiest day of the year foi 23 de novembro com 128 views. O post mais popular daquele dia foi Salada Caprese.

De onde vieram?

Os sites que mais tráfego lhe enviaram em 2010 foram linkedin.com, google.com.br, twitter.com, mail.live.com e pt-br.wordpress.com

Alguns visitantes vieram dos motores de busca, sobretudo por biodigestor, salada caprese, pink floyd, mousse de maracuja e perfume de mulher

Atrações em 2010

Estes são os artigos e páginas mais visitados em 2010.

1

Salada Caprese novembro, 2009

2

O Angustiante Retrato Pintado pelo Pink Floyd não Pode Representar Nossas Vidas outubro, 2009
2 comentários

3

Aquecimento Global é um Dogma e Dogmas não Podem ser Discutidos novembro, 2009
6 comentários

4

Mousse de Maracujá novembro, 2009
2 comentários

5

Risoto de Funghi Secchi e Cogumelos Frescos setembro, 2009
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A Decepção Colorada

Esperei uns dias para escrever sobre a surpreendente derrota do Inter para o Mazembe do Congo na semifinal do Mundial de Clubes em Abu Dhabi. Óbvio que o resultado me deixou muito chateado, afinal a expectativa pela conquista do Bi era muito grande.

Kidiaba do Mazembe foi destaque no jogo (Foto do site do Internacional)

Muitos dizem que esta é a maior derrota do Colorado em todos os tempos, mas eu particularmente não concordo. O pior momento da história centenária do Inter foi a derrota para o Olímpia na semifinal da Libertadores de 1989. Naquela ocasião, o Inter buscava um título que o igualaria ao seu maior rival, o Grêmio. Tivemos muitos momentos difíceis na década seguinte, quando conquistamos apenas uma Copa do Brasil.

No basquete ou no vôlei, se um time é muito melhor do que o outro, certamente ganhará. Quando um time joga melhor, tem mais volume de jogo, será o vencedor. Já no futebol, um time pode ser dominado durante os noventa minutos, sofrer uma pressão incrível e, em apenas um lance, pode ganhar a partida. Este é um dos atrativos deste esporte, onde Davi pode derrotar Golias.

Dois jogos coincidentemente com o mesmo placar, 3 x 2, e com circunstâncias semelhantes me mostraram isto. Inter e Olímpia do Paraguai, já citado acima, e a derrota da seleção brasileira para a italiana na Copa de 82 na Espanha foram muito injustas. Ensinaram-me que não existem deuses no futebol, premiando o time que joga melhor e busca a vitória todo o tempo, mesmo quando um simples empate já é suficiente para garantir a classificação. Estes jogos foram responsáveis pela redução da minha sensibilidade em relação às derrotas futebolísticas. Assim consigo encarar derrotas com mais serenidade.

Desde 2006, o Inter ganhou todos os títulos internacionais disponíveis e estas conquistas não serão diminuídas por este fracasso. A direção do clube deve extrair os ensinamentos, levantar a cabeça e pensar no futuro.

O primeiro ponto é não se poupar para um grande momento, quando existem outros momentos importantes para viver até este dia. Talvez, se houvesse mais empenho para vencer o Campeonato Brasileiro, estivéssemos festejando uma conquista que a torcida espera há mais de trinta anos. O Mundial seria a cereja do bolo de uma temporada maravilhosa! Mas, após o gol do Mazembe, os jogadores sentiram o peso de mostrar que os quatro meses de preparação foram justificados, incluindo o abandono da maior competição nacional. Em 2011, o Inter tem que entrar para ganhar a Libertadores, o Brasileirão e, se tivermos chance, o Mundial sem reduzir a atenção dada à competição nacional.

O Inter deve trocar peças para qualificar o elenco em termos técnicos e motivacionais. Devem ser criadas oportunidades para as jovens promessas. Jogadores, que apresentam desempenho abaixo do esperado ou que estejam desmotivados, devem ser negociados ou dispensados. Acredito que o atual treinador, Celso Roth, não terá condições de motivar e liderar o elenco na Libertadores que já se iniciará em fevereiro. A direção deve buscar alguém que saiba e goste de trabalhar com jovens para renovar o elenco. Se não conseguirmos ganhar a Libertadores, pelo menos chegaremos ao Brasileirão com o time montado.

O Inter cresceu muito nos últimos cinco anos e este fracasso não deve ser motivo para deter este processo. Ou já esqueceram que o Inter foi eliminado na primeira fase da Libertadores de 2007 após vencer a edição anterior? Continuo acreditando que o Inter vive, como já escrevi um post, um ciclo virtuoso.

Para finalizar este post, gostaria de fazer um paralelo com o Mundial que o Grêmio perdeu para o Ajax em 1995, Claro que sequei o Grêmio e me senti aliviado com a sua derrota. Naquela época o Inter estava enterrado em um lamaçal. Não ganhava títulos importantes e assistia ao Grêmio, levantando taças ou, pelo menos, disputando campeonatos importantes com chances reais de conquistá-los. Ou seja, nós colorados não queríamos que a distância para o Grêmio crescesse ainda mais.

Ajax x Grêmio - Mundial Interclubes de 1995

Parece que o sentimento que move os tricolores, depois de quinze anos da conquista da sua última Libertadores é este… O que é aceitável e compreensível por parte dos torcedores. Lamentável foi a postura da nova direção gremista. Dirigentes devem ter um comportamento diferente da torcida. As manifestações públicas devem ser centradas nos interesses diretos do clube. Estas cornetas do presidente Paulo Odone e do vice-presidente do clube Eduardo Antonini servem apenas para criar ressentimentos e ações violentas de torcedores. Não ajudam nem o próprio Grêmio.

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Quando as Lágrimas do Filho do Mineiro Chileno se Misturaram às Minhas

Não foi em nenhuma novela da Globo ou da Record, nem em filmes lançados no cinema, que veio a cena mais comovente de 2010. O choro incontido do menino de sete anos, ao ver seu pai ser retirado do interior da mina no deserto de Atacama, me levou às lágrimas.

Quantas vezes, durante aqueles dezessete dias de total isolamento dos mineiros soterrados, falaram para o garoto que ele não veria mais o pai. Ou disseram para ele se conformar ou que deveria rezar, porque o seu papai estava no Ceu? Naquele momento inesquecível, seu pai “morto” foi devolvido para ele vivo e com saúde. Já pensaram na sensação deste momento?

E o pai, junto com os demais trinta e dois companheiros, estava preso e condenado à morte, sem perspectivas naqueles dezessete dias iniciais. Como reagiu a esta dramática situação? Será que, como na Caverna de Platão, se conformou com seu novo mundo ou deixou de acreditar em Deus? Ou fez um balanço da sua vida? Imagina se ele pensou que deveria ter abraçado mais as pessoas que amava e dito isto para elas…

Eu tenho acesso a quase todas as pessoas que amo. Será que eu digo o suficiente que as amo? Eu não creio! Escrevo este texto “preso” dentro de um avião e em quinze minutos estarei “livre” em Porto Alegre. Poderia dizer com maior frequência:

– Júlia e Léo amo vocês meus filhos!

– Cláudia, minha esposa, te amo!

– Mãe, eu te amo!

– Dinda e Dindo, amo vocês!

– Flávia e Fábio, meus manos, eu também amo vocês!

Pai, não tenho mais oportunidade de dizer o mesmo para ti. Acho que disse menos vezes do que deveria…

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O Segundo Turno e a Religião

Eu estava sentado com um colega americano de empresa no bar de um hotel na Bélgica em 2004. Tivemos um dia pesado com reuniões sobre aumento de produtividade, melhorias de processos e redução de custos. Chegou a hora de relaxar. Enquanto eu degustava uma excelente cerveja belga, ele sorvia aos poucos um cálice de vinho. Aproveitei para fazer algumas perguntas sobre a política americana, afinal sempre quis entender melhor este aspecto da nação mais poderosa do planeta. Ele comentou que uma questão central no debate da eleição presidencial daquele ano entre George W. Bush. e John Kerry era o aborto. Fiquei surpreso, achava que o terrorismo, o desemprego, a saúde e outras questões referentes à economia eram mais importantes. Ele me disse que nos debates estes pontos seriam muito explorados, mas o americano médio, na hora de votar, se preocuparia muito mais com a liberação ou não do aborto. Sabe-se que o conservadorismo religioso é muito forte no meio-oeste americano e os Republicanos se alinham melhor a esta forma de pensar.

Republicanos e Democratas Americanos

Republicanos e Democratas Americanos

Como eu percebi que meu colega sentia-se muito a vontade ao falar destes temas, fiz a pergunta definitiva:

– Quer dizer que para o americano médio foi mais grave o Bill Clinton mentir sobre o caso com a Monica Lewinsky do que o Bush mentir sobre a presença de armas químicas e biológicas no Iraque?

E ele respondeu de modo categórico:

– Claro! Não há a menor dúvida!

Aquilo me soou uma coisa tão absurda e distante que era até difícil de entender. Como uma mentira que causou a morte de milhares de pessoas podia ser muito menos importante do que uma mentira sobre uma “pulada de cerca” do presidente.

Os anos passaram e estamos no segundo turno da eleição presidencial. Nunca na história deste país (como diria uma ilustre figura pública brasileira), tivemos duas opções tão parecidas para escolhermos. Não temos mais dicotomias como Collor e Lula ou FHC e Lula. Nas duas alternativas, temos candidatos a presidência de centro-esquerda com vices oriundos de partidos fisiológicos ávidos por cargos públicos.

Dilma Serra

Dilma Serra

José Rousseff

José Rousseff

Parece quase impossível deter o desenvolvimento do Brasil nos próximos anos. Por outro lado, temos grandes desafios nas áreas da educação, saúde, segurança pública e infraestrutura, mas os dois candidatos estão conscientes destes pontos e, sem dúvida, devem dedicar-se a estas questões. Por incrível que pareça, vejo um maniqueísmo religioso no centro do debate eleitoral. Não estamos discutindo as propostas para solução destas quatro áreas que citei anteriormente, mas a satanização de questões como aborto e direitos das minorias.

Recebi E-mail com links para vídeos dos pastores Paschoal Piragine Jr. e Silas Malafaia. Para assistir, basta clicar sobre o nome do respectivo pastor.

Eu acho que a crítica em relação ao aborto é mais consistente, porque estamos discutindo se uma nova vida pode ser interrompida ou não. As imagens apresentadas no vídeo do pastor Paschoal devem chocar até os defensores desta prática. Os dois pastores também são contra o PNDH-3 (Programa Nacional de Direitos Humanos 3) e o projeto de lei da Câmara Federal PLC 122 / 2006. O cerne das críticas é referente aos direitos dos homossexuais. O mais curioso é que Artigo 2o do projeto de lei apresenta o seguinte:

Define os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião, procedência nacional, gênero, sexo, orientação sexual e identidade de gênero.

Sim, a lei protege os batistas e evangélicos, seguidores das religiões destes dois pastores, de sofrerem alguma discriminação no trabalho, por exemplo.

O vídeo do pastor Paschoal Piragine Jr. perde parte da credibilidade ao misturar com o aborto e homossexualidade, a pedofilia, a violência familiar e o infanticídio. A mensagem transmitida é que, ao votar no PT, estaremos colaborando para aprovar leis que permitem estas práticas.

Como já falei neste post, acho a Dilma e o Serra muito parecidos. A novidade desta eleição indiscutivelmente foi a Marina com sua mensagem de sustentabilidade. Agora devemos encontrar as diferenças entre os dois candidatos para definirmos o voto. A busca de informações de qualidade, sem radicalismo, sem preconceitos será nosso maior desafio.

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Círculo Virtuoso Colorado

O Inter ganhou no final da noite de quarta-feira a sua segunda Taça Libertadores da América. Confesso que em 2006 na decisão contra o São Paulo, eu estava muito mais nervoso do que nesta vez. Agora que já passaram quase de 48 horas da conquista, começo a entender melhor as diferenças entre os meus sentimentos de 2006 e de 2010.

Até o mágico ano de 2006, o Inter não tinha nenhum título internacional de expressão, enquanto seu maior rival já tinha duas Libertadores, uma Copa Intercontinental e uma Recopa Sul-americana. A conquista da Libertadores em 2006 foi um grande alívio, porque finalmente o Inter obteve a projeção internacional que seu nome sempre sugeriu. Na noite de 16 de agosto de 2006, eu temia que uma derrota aniquilasse todo o projeto de crescimento do clube. Naquela vez, a derrota teria uma consequência pior do que as perdas da final para o Nacional do Uruguai em 1980 e, por incrível que pareça, para o Olímpia do Paraguai na semifinal de 1989. Afinal os resultados positivos são essenciais para trazer reconhecimento para os bons trabalhos realizados. Assim é no futebol, e na vida pessoal ou na carreira profissional vale a mesma regra. Ninguém quer um rótulo de perdedor competente afixado no peito!

Nestes últimos quatro anos, além da Libertadores, o Inter ganhou um Mundial Interclubes, uma Recopa Sul-americana e uma Copa Sul-americana e passou a exibir a marca de Campeão de Tudo. Talvez por este motivo, não estava tão nervoso como em 2006. Uma derrota, desta vez, não seria uma tragédia irremediável. A merecida vitória veio e meu sentimento foi de orgulho.

Sinto que agora subimos mais um estágio. Todos lembram de frases como estas:

  • “Mais difícil do que chegar ao topo é se manter lá!”
  • “Tudo o que acontece uma vez pode nunca mais acontecer, mas tudo o que acontece duas vezes, acontecerá certamente uma terceira”.

A segunda frase é um provérbio árabe, podemos interpretar que ganhar uma vez pode ser um mero acidente, a repetição da vitória demonstra que a primeira vez não foi um acaso. Este era o motivo do meu orgulho colorado. O Inter agora é visto por todos como um clube realmente vitorioso e novas conquistas são esperadas. Entramos no círculo virtuoso almejado por todos.

Para os gremistas que conseguiram chegar até este ponto e que gostaram do provérbio árabe, porque ganharam duas Libertadores e dois Campeonatos Brasileiros e uma terceira conquista certamente acontecerá, lembro que vocês foram rebaixados duas vezes…

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