A primeira vez que eu ouvi um profissional criticando este alarmismo generalizado foi o Eugenio Hackbart, fundador e atual diretor-geral da MetSul Meteorologia no Rio Grande do Sul. Ele comentou que havia muitas notícias sobre o degelo no Ártico, mas pouco se falava sobre o aumento recorde da camada de gelo na Antártida.
O urso polar, devido às alterações no Polo Norte, foi escolhido como o símbolo desta causa. Frequentemente vemos fotos comoventes como a apresentada abaixo.
The Great Global Warming Swindle (A Grande Farsa do Aquecimento Global, em português) é um documentário produzido em 2007 pelo britânico Martin Durkin. Ideias opostas àquelas sobre as quais se baseiam os estudos sobre o aquecimento global antropogênico são expostas e defendidas por cientistas, economistas, políticos e escritores. Assista ao vídeo abaixo da primeira parte do documentário com legendas em português. Na sequência, você pode ver a continuação no YouTube.
Alguns cientistas dizem que o Sol influencia o número de raios cósmicos que chegam à atmosfera e, assim, o número de nuvens. Quando o Sol está com grande atividade, aumenta o vento solar de partículas carregadas que ele sopra. Isso amplia o casulo de campos magnéticos em volta do sistema solar, desviando alguns raios cósmicos. Quando as manchas e os ventos solares se acalmam, o casulo magnético se contrai, mais raios cósmicos atingem a Terra, mais nuvens se formam, menos luz solar chega à superfície, e a temperatura cai.
Não tenho condições de afirmar se os dados apresentados neste documentário estão totalmente corretos. Existem críticas em relação a algumas informações, mas parece ser lógico que um dos maiores responsáveis pela temperatura no planeta seja o Sol. Outros cientistas estudam a grande influência dos oceanos e seus ciclos no aquecimento e resfriamento do planeta.
O meu maior receio nesta história toda é o prejuízo que os países pobres podem sofrer com as metas de redução de emissões. Como um país africano poderá se desenvolver com estas restrições?
Por outro lado, o governo brasileiro discute se vamos reduzir 20% ou 40% nossas emissões de gases geradores do efeito estufa. O ministro Carlos Minc obviamente defende com entusiasmo a meta de 40%.
Este é um assunto muito importante para o futuro do Brasil. Gostaria que a discussão envolvesse toda a sociedade. Assim seria possível entender como este objetivo, aparentemente ousado, poderia ser alcançado sem prejudicar o desenvolvimento do nosso país. As queimadas nas florestas poderiam ser muito reduzidas, contribuindo para atingir este objetivo.
Os resíduos oriundos das atividades agropecuárias geram grandes quantidades de metano durante sua degradação. Biodigestores podem processar estes dejetos, produzindo biogás, rico em metano, que pode substituir combustíveis fósseis para geração de calor ou eletricidade. Sabe-se que este gás é vinte e uma vezes mais potente do que o gás carbônico na geração do efeito estufa.
A economia deve crescer. As condições de vida das populações carentes devem ser melhoradas. O meio ambiente deve ser preservado. São grandes desafios, mas, para serem atingidos, não pode haver radicalização de todos os envolvidos. As discussões devem ser equilibradas e as “teorias da conspiração” não podem entrar nas salas de reuniões.








































