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Torta de Sorvete sem Lactose, sem Glúten e com Muito Sabor

Esta é mais uma receita desenvolvida pela Cláudia dentro dos princípios básicos: vegetariana, sem lactose e sem glúten. Como vocês notarão, ela dividiu a receita em três partes:

– sorvete de baunilha;
– torta de sorvete;
– calda de chocolate.

A bola agora está com a Cláudia que vai apresentar a receita que arrasou na sobremesa do almoço natalino.

Esta é a receita básica para um pote de sorvete e pode ser usada para fazer outros sabores ou um creme de papaia com cassis  (já apresentado no blog) que fica uma delícia…

Torta de sorvete, após o "desaparecimento" de metade...

Torta de sorvete, após o “desaparecimento” de metade…

Ingredientes:

2 latas de leite condensado de soja;
3 caixas de creme de leite de soja;
umas gotas de essência de baunilha.

Modo de preparo do sorvete base:

Bater todos ingredientes no liquidificador.

Colocar em uma forma e por no freezer (se for preparar a torta, não faça esta etapa).

Modo de preparo da torta de sorvete:

A torta tem duas camadas: chocolate e passas com Amarula ou rum.

Na primeira camada da torta, utilizei metade da receita acima com cacau em pó (a gosto) e não precisa a baunilha. Deixei mais ou menos 2h no freezer antes de colocar o segundo sabor, senão mistura.

Para o segundo sabor, coloquei passas previamente de molho na Amarula (pode ser usado rum). O que as passas não absorveram da Amarula, eu coloquei na massa, foram umas duas colheres. Também não usei a baunilha neste caso.

Coloquei frutas cristalizadas em cima da camada de chocolate, para criar uma divisão, mas não é necessário. Então coloquei o sorvete com Amarula e deixei no freezer por 1h, antes de colocar as passas, como fica muito líquido, as passas iriam todas para o fundo. Assim ficou mais fácil misturar as passas na camada superior da torta.

Usei uma forma que ficou fácil desenformar, mas pode ser qualquer pote e servir com colher mesmo. Na torta pronta, o sabor de passas à Amarula ficou por baixo e o de chocolate por cima, como pode ser observado na foto.

Impossível resistir a esta delícia com a calda de chocolate...

Impossível resistir a esta delícia com a calda de chocolate…

Para acompanhar, pode ser feito uma calda quente de chocolate que fica uma delícia! Você pode fazer esta mesma calda para comer com frutas picadas, não tem quem não goste…

Ingredientes:

1/2 xícara de cacau em pó;
1 xícara de açúcar;
1 colher de chá cheia de pimenta da jamaica em pó (não é obrigatório, mas dá um gostinho muito especial. E para quem não conhece, não é “apimentado”, fica muito bem em bolos também);
1 colher de sopa de margarina Becel (sem leite);
1 caixa de creme de leite de soja.

Modo de preparo da calda de chocolate quente:

Misturar tudo (menos o creme de leite), pode aquecer uns 10 segundos no micro-ondas para facilitar a mistura da margarina.

Acrescentar uma caixa de creme de leite de soja, misturar bem e aquecer. Pode servir frio, mas experimente o sorvete com calda quente…

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Che Guevara: Anjo ou Demônio?

Esta é minha terceira viagem ao Canadá em 2012. Desta vez escolhi o filme “Diários de Motocicleta” para meu entretenimento durante o jantar. O filme trata de uma viagem que Ernesto Che Guevara e seu amigo Alberto Granado fizeram pela América Latina em 1952.

Che Guevara é daquelas figuras que a maioria das pessoas ama ou odeia. Todos os grandes líderes revolucionários de esquerda fazem parte deste clube como Lenin, Mao Tse Tung e Fidel Castro. Na política brasileira, o grande nome, sem dúvida, é Getúlio Vargas: endeusado pela maioria dos gaúchos e odiado pela maioria dos paulistas.

Ernesto Che Guevara

Ernesto Che Guevara

Voltando ao filme, Guevara tinha uma vida tranquila em Buenos Aires. Ele estava praticamente se formando em medicina aos 23 anos de idade e seu hobby preferido era jogar rúgbi. Na sua viagem de moto, ele se confronta com uma realidade totalmente diferente da sua vida “pasteurizada”. Ele vê, convive e sofre com a miséria extrema que colonos, índios e mestiços sem posses são submetidos no interior da América Latina. Na parte final do filme, ele e Alberto trabalham como voluntários em uma colônia de leprosos na Amazônia peruana. Fica chocado com a separação dos doentes das outras pessoas – médicos, religiosas, enfermeiras – feita através de um grande rio.

A questão básica é se as motivações de Ernesto Guevara eram justas. Minha resposta é sim! Não devemos ser insensíveis à miséria e às injustiças. Neste momento, chegamos à pergunta cuja resposta torna Che Guevara e outras figuras históricas tão polêmicas:

– Se a causa é justa, vale qualquer método para torná-la realidade?

Ernesto Che Guevara acreditava que apenas a luta armada mudaria aquela situação que ele vivenciou em sua viagem pela América Latina. Por outro lado, em todas as guerras, inocentes são mortos, crimes são cometidos e injustiças imperdoáveis são justificadas. Para ele estas perdas seriam aceitáveis, o que eu não concordo. Certa vez li, não me recordo onde, a seguinte frase:

– Até os mais nobres fins são conspurcados pelos meios empregados para obtê-los.

Isto explica a polêmica em torno da maioria dos grandes líderes da história da humanidade. Todos tinham defeitos e virtudes como cada um de nós, mas suas qualidades foram decisivas dentro de determinado contexto histórico. Muitos lutaram contra o Apartheid na África do Sul, mas Gandhi e Mandela optaram por não usar violência. Isto os coloca acima dos demais! Muitos lutaram contra a discriminação racial nos Estados Unidos, Martin Luther King escolheu a não violência como forma de ação e ajudou a melhorar situação dos negros sem derramamento de sangue, com exceção do seu próprio.

Martin Luther King - Nelson Mandela - Mahatma Gandhi

Martin Luther King (esquerda), Nelson Mandela (direita acima) e Mahatma Gandhi (direita abaixo)

Che Guevara decidiu agir com 24 anos para melhorar a vidas dos oprimidos da América Latina. Sua opção pela luta armada, em minha opinião, deve ser criticada, mas, por outro lado, devemos entender que foi tomada por um jovem idealista num contexto muito diferente do atual. Não devemos ser maniqueístas em relação a pessoas, países, religiões, culturas… Devemos analisar sempre nossos atos e nunca seguir líderes cegamente (como apresentei na série de posts sobre o Efeito Lúcifer), porque, como todos os seres humanos, eles acertam e erram.

Assista ao filme! Vale pela história, pelas atuações de Gael Garcia Bernal como Che Guevara e de Rodrigo de La Serna como Alberto Granado, pela música em especial “Al outro lado do rio” do uruguaio Jorge Drexler. Escute esta bela música com imagens de diversas cenas do filme. Como assisti ao filme em espanhol com legendas em inglês, o lado cômico foi a tradução dos palavrões que Alberto Granado volta e meia lançava sobre Ernesto Guevara, até aprendi uns novos de baixíssimo nível.

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A Reinvenção – Veja “O Artista”

Ocupar as dez horas que separam New York de São Paulo pode ser um tremendo desafio para alguns ou uma tortura terrível para outros. Sinceramente, não tenho muita dificuldade para preencher o tempo. Gosto de ver filmes, ler e, se tiver alguma inspiração, escrever.

O primeiro filme que assisti nesta última viagem foi surpreendente. Afinal qual é o louco que faz um filme mudo com fotografia em preto & branco no século XXI? O diretor Michael Hazanavicius foi realmente muito ousado! Onde estão os efeitos especiais e o 3D tão propícios para as modernas salas IMAX?

O Artista

O filme apresenta a única verdade absoluta que eu conheço – o mundo não para e temos que nos reinventar a cada dia. Se hoje somos os melhores, amanhã poderemos estar no ostracismo, porque a área que dominamos pode não ter mais a mesma importância ou destaque. Foi o que aconteceu com George Valentin, interpretado magistralmente por Jean Dujardin, ao acreditar que sua posição de ídolo do cinema mudo não se alteraria jamais. Não percebeu que o cinema falado sucederia o cinema mudo e insistiu em oferecer um produto que o público não desejava mais.

O filme se chama “O Artista”, mas poderia ser “O Engenheiro”, “O Médico”, “O Empresário”, “O CEO”, “O Político”, “O Cidadão”, “O Pai”, “O Filho” ou “O Marido”. Todos temos que nos reinventar nos diversos papeis que exercemos.

No final, como no grande cinema de Hollywood e em nossas vidas, apesar de frequentemente duvidarmos, o protagonista consegue dar a volta e se reinventa, fazendo um musical com muita dança e sapateado. Acredito que não foi à toa que as duas únicas palavras audíveis de George Valentin no filme foram “with pleasure”.

O Artista cena final

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Bolo de Milho sem Glúten e sem Lactose

Há alguns meses a Cláudia descobriu que tinha intolerância a lactose, o açúcar do leite, e a glúten, um tipo de proteína presente em cereais como trigo, aveia e cevada. Seu problema com glúten não chega a ser tão grave quanto o dos celíacos, mas, mesmo assim, lhe causa uma série de transtornos.

Um dos celíacos mais famosos é Novak Djokovic. O sérvio sempre foi considerado um dos tenistas mais talentosos do circuito profissional, mas falhava nas horas decisivas dos jogos mais longos. Por ser jovem e magro, todos creditavam suas derrotas a alguma fraqueza psicológica. Mas ele descobriu que era celíaco, alterou sua dieta e chegou, no ano seguinte, ao topo do ranking da Associação dos Tenistas Profissionais.

Norman Djokovic

Casos como os da Cláudia e do Djokovic são mais comuns do que imaginamos.  Assim a busca por alternativas que substituam a farinha de trigo, rica em glúten, por outros ingredientes nos alimentos tornar-se cada vez mais frequente.

Antes de repassar a receita deste bolo, eu tenho um último aviso. A Cláudia já contribuiu como fotógrafa em outros posts gastronômicos e nos artigos sobre Rodin e Monet inspirados nas nossas férias na França. Desta vez, além da foto do bolo, ela também assina a receita. Hoje a minha parte é apenas o “enrolation”… Então vamos ao que realmente interessa, tudo com a Cláudia…

Vida de quem tem intolerância a glúten não é fácil… e bolo sem farinha de trigo é difícil achar um bom. Sempre os acho meio “secos”… mas esta receita salvou minha vida!! Adorei… seria perfeita se não precisasse de ovos… o que ainda irei testar. Mas por enquanto, para ajudar os que também têm intolerância, vai aí a receita. É superfácil:

Ingredientes:

8 colheres de sopa de Milharina (Quaker)
1 xícara de açúcar
3 ovos
1 vidro de leite de coco
1 lata de milho verde (colocar tudo, com a água)
1 colher média cheia de fermento em pó (Royal)

Modo de preparo:

Bater tudo no liquidificador.

Pode provar a massa e colocar mais açúcar à gosto.

Colocar numa forma pequena, de 20x30cm.

Assar até dourar (de 30 a 40min). Não cresce muito e fica úmido.

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Risoto de Abóbora com Funghi Secchi

Hoje é segunda-feira de carnaval. O que fazer para o almoço? Há um tempo vi uma receita de risoto de abóbora com carne seca. Conversei com a Cláudia sobre o substituto para a carne seca. Talvez seria funghi secchi… Lembrei da nossa conversa e vi que tínhamos todos os ingredientes em casa para fazer uma versão vegana da receita.

Risoto de Abóbora com Funghi Secchi

Rendimento: 4 porções

Ingredientes:

40 g funghi (cogumelos) secos
500 g de abóbora cortada em cubinhos
2 cebolas grandes picadas
2 xícaras de arroz do tipo arbório
1 xícara de vinho branco
1,5 litros de caldo de legumes
2 colheres de margarina Becel
azeite de oliva
sal e pimenta-do-reino a gosto

Modo de preparo:

Em uma xícara, deixe os funghi de molho na água morna por uma hora. Pique os cogumelos hidratados em pedaços pequenos e reserve a água para utilizar posteriormente.

Numa panela, leve o azeite em fogo alto. Quando estiver quente, acrescente a cebola picada e misture bem, com uma colher de pau, por 4 minutos, ou até que fique transparente.

Adicione os funghi e a abóbora refogue por um minuto.

Acrescente o arroz. Refogue por um minuto, mexendo sempre.

Adicione o vinho e misture bem, até evaporar.

Quando o vinho secar, acrescente a água de hidratação do funghi e mexa sem parar.

Quando secar, junte uma concha do caldo de legumes na sequência e repita a operação por 15 minutos.

Verifique o ponto: o risoto deve ser cremoso, mas os grãos de arroz devem estar “al dente”. Porém, se ainda estiver muito cru, continue cozinhando por mais um minuto. Se for necessário, junte um pouco mais de caldo e mexa bem. Na última adição de caldo, não deixe secar completamente.

Adicione a margarina, mexa e desligue o fogo.

Tampe a panela e deixe “descansar” por 5 minutos.

Prove o tempero e corrija se precisar, sirva quente.

Quem disse que a comida para ser saborosa deve ter carne?

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Salada de Endívias com Pesto de Manjericão

Em um dos restaurantes em que costumo almoçar, experimentei uma salada deliciosa. Assim nasceu a vontade de mostrar esta novidade para a Cláudia.

Salada de endívias com pesto de manjericão

Rendimento: 4 porções

Ingredientes:

2 endívias
30 g de folhas frescas de manjericão
6 nozes pecan ou castanhas do Pará
1 dente de alho
azeite de oliva extravirgem
sal a gosto

Modo de preparo:

Separe, lave as folhas das endívias e distribua em um prato.
Com a ajuda de um multi-processador, moa as folhas de manjericão.
Adicione o azeite até atingir a consistência desejada.
Acrescente e moa o dente de alho e as nozes.
Acerte o sal.

Coloque um filete do pesto sobre cada folha de endívia como apresentado acima.

Você pode encontrar os ingrediente nos bons supermercados e as endívias têm a aparência apresentada na foto abaixo.

Mas quem gostou mesmo foi a sogra. Todos sabem como é importante deixar a sua sogra feliz…

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Bruna Surfistinha – Um Filme Desinspirador

Ontem eu e a Cláudia assistimos no Telecine ao filme baseado na vida da ex-prostituta brasileira Raquel Pacheco, a Bruna Surfistinha, estrelado pela bela Deborah Secco.

No início do filme, ela é uma adolescente que vive com os pais e estuda em um bom colégio, mas comete delitos em casa como roubo de dinheiro e das joias da mãe. Foge de casa e resolve ganhar a vida na prostituição. Começa a gostar dessa vida e, aparentemente, não se importa em se relacionar sexualmente com homens jovens ou velhos, gordos ou magros. Começa a se envolver com drogas e é expulsa do local onde trabalha. Aluga um apartamento de alto nível, monta um blog, que a torna famosa, vê o número de clientes e os lucros aumentarem. Ao mesmo tempo, aumenta o envolvimento com drogas, o que a leva à decadência. Chega ao fundo do poço quando passa a trabalhar na rua e depois num prostíbulo que cobra R$ 20,00 por programa. Quase morre de overdose e é ajudada por um cliente apaixonado por ela. Ele propõe uma nova vida melhor, mas ela rejeita. Volta ao apartamento e cria uma meta de fazer 800 programas e, depois disto, iniciar uma nova vida.

Não serei moralista e condenar a temática do filme, mas achei o filme em si chato e fraco. O número de cenas onde a Deborah Secco aparece em programas com clientes é excessiva. Se o objetivo foi mostrar que ela não recusava ninguém, então foi atingido, mas quase não sobrou tempo para discutir outros aspectos da vida como garota de programa, como violência e exploração.

Fiquei impressionado com a mensagem final que o filme passa. Se você é jovem e bonita, estiver precisando de dinheiro, ganhar a vida como garota de programa é uma opção. Como a personagem fala num certo momento, ela ganhava mais do muitas médicas e advogadas. Em outro momento, ela diz uma frase boba sobre acreditar e perseguir os sonhos. No caso, quais seriam estes sonhos? No filme nada é mencionado. E, no final, ela larga as drogas e decide fazer mais 800 programas antes de mudar de vida. Ou seja, você pode se prostituir, mas não se envolva com drogas.

Não li, nem tenho planos para ler, o livro autobiográfico da Raquel Pacheco, “O Doce Veneno do Escorpião”, talvez estas questões sejam apresentadas no livro, mas no filme nada foi visto. Apenas uma vida sem propósitos é mostrada até com certo glamour…

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Rei Lear – A Velhice e a Sabedoria

Desde comprei e li Hamlet de William Shakespeare, fui arrebatado pelas obras do grande escritor inglês. Parece que não consigo ou quero me afastar de seus livros. Nas últimas semanas, devorei Otelo e Rei Lear e agora começarei Júlio César.

Como já falei nos dois últimos posts sobre Hamlet e Otelo, darei breves pinceladas na tragédia Rei Lear.

Rei Lear

"Rei Lear e o Bobo na Tempestade" de William Dyce (1806-1864)

O Rei Lear resolve repartir seu reino pelas suas três filhas no início da história. As duas mais velhas, Goneril e Regana, fazem juras de amor e recebem seus quinhões, enquanto que a filha mais nova, Cordélia, mais sincera e honesta, não se derrama em elogios ao pai, só afirma seu desejo de cuidá-lo, e mesmo assim é deserdada. Após a renúncia, Goneril e Regana desprezam o pai que passa por uma série de sofrimentos e privações. Ele praticamente enlouquece ao se dar conta de suas escolhas erradas.

Um dos grandes personagens do livro é o Bobo da Corte que segue junto com Lear. De fato, de bobo ele não tinha nada e, dos mais variados modos, diz as verdades, com música ou rimas ou de forma crua, como nesta brilhante frase dita para Lear:

– Tu não devias ter ficado velho antes de ter ficado sábio.

Esta frase é uma verdadeira pedrada. Realmente parece que a sabedoria traz a compreensão ou aceitação do que é diferente. A pergunta definitiva que sempre volta à cabeça não poderia ser outra neste caso. O que é ser sábio? Encontrei esta joia no livro “Trabalhos de Amor Perdidos” de Jorge Furtado da coleção “Devorando Shakespeare” da Editora Objetiva:

“A cada dia eu sei de mais coisas sobre as quais nunca saberei, os livros que me fariam um ser humano melhor, os filmes que mudariam minha vida, a melhor de todas as músicas, que nunca ouvirei. Quanto mais estudo, mais descubro a vastidão da minha ignorância. Minha burrice é uma África, minha ingenuidade é uma Ásia, minha estupidez, três Américas. Já minha sabedoria, esta é uma ilha da Páscoa, um pingo de terra firme batido sem piedade pelas ondas da incerteza e fustigado pelos ventos da amnésia, a milhares de quilômetros de qualquer porto seguro. Nem mesmo sei ao certo se ‘a milhares de quilômetros’ se escreve assim, ou se este tem agá ou crase”.

Jorge Furtado

Jorge Furtado, cineasta, roteirista e escritor

Eu já estou caminhando pela segunda metade da minha vida. Preciso forjar um pensamento nesta linha do texto do Jorge Furtado. Não quero envelhecer preso a paradigmas. Não quero ser aquela pessoa que pensa que sabe tudo e vai construindo muros e fossos ao seu redor. Ninguém chega perto de pessoas assim, porque elas não aceitam nada diferente dos seus espelhos. O resultado final é a solidão! Quero, até o meu derradeiro suspiro, ter a consciência que minha ignorância é um universo, enquanto que minha sabedoria é uma poeira vagando pelo cosmos. Quero trocar experiências e conhecimentos com todos, do mais culto ao mais humildade, do mais experiente ao mais novo…

Continuarei nesta minha trilha shakespeariana. Espero que cada livro me traga novos conhecimentos e a certeza que existe muito mais para aprender.

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Ser ou Não Ser, Viver ou Morrer, Agir ou Parar – Hamlet Tinha Razão

A L&PM relançou uma coleção de livros no formato pocket. Olhando as opções disponíveis na livraria, resolvi comprar Hamlet de William Shakespeare, traduzido para o português por Millôr Fernandes. A tragédia mostra a tentativa Príncipe Hamlet de vingar a morte de seu pai, o Rei Hamlet da Dinamarca. Elementos como depressão, raiva, traição, incesto, vingança, corrupção fazem parte desta história.

“Hamlet e Horácio no Cemitério” de Delacroix

Os diálogos e monólogos do Hamlet são deliciosos. Ao reencontrar dois amigos, Rosencrantz e Guildenstern, o príncipe conversa e num determinado ponto afirma:

– Não há nada de bom ou mau sem o pensamento que o faz assim.

Quem não lembra do famoso “ser ou não ser”. Achava que Hamlet dizia esta frase segurando uma caveira, mas a cena em que ele segura e conversa com a caveira de Yorick , o bobo da corte, acontece bem depois, no Ato V.

Um dos filmes clássicos sobre Hamlet foi protagonizado por Laurence Olivier em 1948. Achei a cena do filme de 1996 dirigido e estrelado por Kenneth Branagh mais fiel ao livro. Clique e assista ao famoso monólogo.

Abaixo está a versão de Millôr Fernandes.

Ser ou não ser – eis a questão
Será mais nobre sofrer na alma
Pedradas e flechadas do destino feroz
Ou pegar em armas contra um mar de angústias –
E, combatendo-o, dar-lhe fim? Morrer; dormir;
Só isso. E com o sono – dizem – extinguir
Dores do coração e mil mazelas naturais
A que a carne é sujeita; eis uma consumação
Ardentemente desejável. Morrer – dormir –
Dormir! Talvez sonhar. Aí está o obstáculo!
Os sonhos que hão de vir no sonho da morte
Quando tivermos escapado ao tumulto vital
Não obrigam a hesitar: e é essa reflexão
Que dá à desventura uma vida tão longa.
Pois quem suportaria o açoite e os insultos do mundo,
A afronta do opressor, o desdém do orgulhoso,
As pontadas do amor humilhado, as delongas da lei,
A prepotência do mundo, e o achincalhe
Que o mérito paciente recebe dos inúteis.
Podendo ele próprio, encontrar seu repouso
Com um simples punhal? Quem aguentaria fardos,
Gemendo e suando numa vida servil,
Senão porque o terror de alguma coisa após a morte –
O pais não descoberto, de cujos confins
Jamais voltou nenhum viajante – nos confunde a vontade,
Nos faz preferir e suportar os males que já temos,
A fugirmos pra outro que desconhecemos?
E assim a reflexão faz todos nós covardes.
E assim o matiz natural da decisão
Se transforma no doentio pálido do pensamento,
E empreitadas de vigor e coragem,
Refletidas demais, saem de seu caminho,
Perdem o nome de ação.

Parece evidente que o “ser” se refere à vida e à ação, enquanto o “não ser” está relacionado à morte e à inação. Será melhor suportar uma situação desfavorável do que lutar para melhorá-la? Será melhor manter a situação atual conhecida do que arriscar algo novo mais de acordo com nossas aspirações? O medo de decidir por algo novo pode nos paralisar? O dormir para buscar o alívio para os problemas diários é uma simples fuga e deve ser conseguido de qualquer forma, até com o uso de remédios?

O melhor mesmo é enfrentar de frente os problemas, mesmo com todos os riscos inerentes desta ação. Ficar parado, não perseguir seus sonhos, se preocupar excessivamente com a opinião dos outros, ter medo de perdas só pode nos conduzir à paralisia e transformar a vida em uma morte cotidiana antecipada.

Nós devemos buscar sempre o que acreditamos ser o melhor. Como disse o personagem Polônio ao aconselhar o filho Laertes:

– E, sobretudo, isto: seja fiel a ti mesmo. Jamais serás falso pra ninguém.

Qual será meu próximo Shakespeare, Rei Lear ou Otelo? Eis a questão…

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Claude Monet e as Ninfeias

Nas nossas férias na França em agosto, visitamos belos museus, palácios e jardins. Se alguém me perguntar qual foi o lugar mais inspirador que eu e a Cláudia visitamos, eu responderei que não foram os Palácios de Versalhes, residência dos reis Luís XV e Luís XVI ou Fontainebleau, morada de Napoleão Bonaparte. O jardim da casa de Claude Monet em Giverny foi um destes lugares inspiradores que jamais esquecerei.

Viajamos de trem de Paris a Vernon e, como não conseguimos lugar no ônibus, pegamos uma van até a Fundação Monet. Ficamos a manhã na casa e nos jardins, almoçamos uns crepes deliciosos em um restaurante próximo. Voltamos a Paris e completamos nosso dia impressionista no Museu L’Orangerie situado na frente da praça Concorde, no interior do Jardin des Tuileries.

Casa de Monet em Giverny

O jardim da casa em Giverny, incluindo o lago das ninfeias (plantas aquáticas), a ponte japonesa sobre este lago e tudo que orna suas margens como árvores, flores e plantas, foi criado pelo próprio Monet e inspirou a maioria das obras impressionistas nos últimos trinta anos da sua vida.

As fotos foram tiradas pela Cláudia, com exceção de duas telas: ponte japonesa e ninfeias. Vocês podem ver a beleza do lugar onde Monet pintava, literalmente dentro do cenário, do amanhecer ao por do sol nas quatro estações do ano. Começo mostrando a famosa ponte japonesa.

Ponte Japonesa

  

Lagoa de Ninfeias com a Ponte Japonesa ao fundo

A seguir podemos ver as ninfeias na pintura de Monet e “ao vivo” em foto.

Ninfeias de Monet

  

Lagoa da Ninfeias

As duas próximas fotos nos fazem entender porque Monet se tornou o mestre dos reflexos.

Reflexos na Lagoa das Ninfeias

  

Mais reflexos na Lagoa das Ninfeias

Após o final da Primeira Grande Guerra Mundial em 1918, Monet decidiu doar para a França os enormes paineis que retratam as ninfeias de seu jardim. O governo francês reformou a L’Orangerie para recebê-los, criando duas grandes salas elípticas com um banco no centro de cada uma.

Um dos paineis das Ninfeias no Museu L'Orangerie

Este é um dos lugares que eu gostaria de passar um bom tempo sozinho, em silêncio, apenas admirando estas obra única na história da arte. Achei este pequeno vídeo no YouTube que dá uma boa ideia sobre o museu e os maravilhosos paineis pintados por Monet.

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Cambará do Sul – Poucos Visitantes para Tanta Beleza Natural

 

Com a chegada do inverno, turistas de vários pontos do Brasil procuram algo pouco comum em suas regiões – o frio. Cambará do Sul, no Rio Grande do Sul, é um dos lugares mais frios do Brasil e conta com belíssimas paisagens.

Entre o Natal e a virada de 2011, passei cinco dias em Cambará do Sul. Viajei com meu filho e ele poderia escolher qualquer lugar atingível através de automóvel. Até Montevidéu estava entre as alternativas, mas a sua escolha foi Cambará.

Reservei de 25 a 30 de dezembro um quarto na Pousada Pindorama. As acomodações são simples, mas tem o necessário. O destaque ficou para o café da manhã bem servido e para a simpatia e cortesia do pessoal da Pousada.

No primeiro dia, fomos ao Parque Nacional dos Aparados da Serra, onde está localizado o cânion do Itaimbezinho. Aproximadamente 50 mil turistas visitam anualmente a principal atração da região. Na minha opinião, este número é baixo para as paisagens que surgem ao percorrermos suas trilhas.

Cânion Itaimbezinho - final de uma das trilhas do Parque Nacional dos Aparados da Serra

No segundo dia, exploramos o interior deste cânion, fizemos uma trilha no Rio do Boi com paisagens incríveis. O nível de dificuldade nesta trilha é relativamente alto, o que exige algum preparo físico. O acompanhamento de um guia credenciado é obrigatório, o que ajuda a evitar perdas de rumo e acidentes com escorregões e cobras.

Cachoeira no Cânion Itaimbezinho

Uma das cachoeiras no interior do Cânion Itaimbezinho

 

Canion Itaimbezinho - Rio do Boi

Leito do Rio do Boi no interior do Cânion Itaimbezinho

No terceiro dia, foi a vez de visitarmos o Parque Nacional da Serra Geral, onde está localizado o cânion Fortaleza. As paisagens são incríveis, mas neste dia a neblina não colaborou e escondeu-a na maior parte do tempo. Quem viu a mini-série da Globo, “A Casa das Sete Mulheres”, lembra das cenas filmadas na beira do cânion Fortaleza. As imagens eram lindas, mas, na verdade, nenhuma batalha da Revolução Farroupilha foi travada naquela região. De toda forma, as sequências foram muito bem feitas e ajudou a divulgar a região.

Cânion Fortaleza em dia de "viração"

Para finalizar, no quarto dia, pegamos uma trilha de 24 quilômetros, passando pelos cânions Leão, Corujão, Churriado e Malacara. Neste dia, o clima parecia de outono ou inverno com temperatura baixa, apesar estarmos em dezembro, e períodos com chuva e neblina forte.

Cânion Malacara em dia de chuva e neblina

Recomendo a todos que visitem esta região do Rio Grande do Sul. Aqueles que visitam a Gramado e Canela, estão a pouco mais de 100 quilômetros de Cambará do Sul. As paisagens são únicas e estão muito bem preservadas. A única crítica que faço neste post é para a estrutura dos parques. O Parque Nacional dos Aparados da Serra tem banheiros apenas na sede e não tem restaurante ou lancheria. Deste modo, para almoçar, você é obrigado a voltar para Cambará. O caso é pior no Parque Nacional da Serra Geral, totalmente selvagem, no qual não existe estrutura de apoio para o visitante.

 

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O Cisne Negro entre a Loucura e a Genialidade

 

Na semana passada, assisti ao filme Cisne Negro no voo entre São Paulo e Munique. Este é daqueles filmes que mexem com a gente, é impossível ficar indiferente ao que se passa com a protagonista da trama, a bailarina Nina, interpretada de forma brilhante por Natalie Portman.

 

A arte não é simplesmente técnica. Se assim fosse, um supercomputador poderia criar obras de Michelângelo ou Van Gogh. O artista excepcional consegue transmitir emoção e, que eu saiba, não há ciência exata que ensine isto. Certa vez, no Metropolitan Museum, eu e a Cláudia sentamos na frente de uma enorme tela de Jackson Pollock. Alguns poderiam dizer que aquilo se resumia a borrões de tinta, mas eu juro que aquela tela era uma verdadeira explosão de emoções e insanidade.

Autumn Rhythm nr. 30 de Jackson Pollock

 

Sempre penso que alguém brilhante tecnicamente que consiga transmitir toda esta carga de sentimento em seus trabalhos possa ser um “borderline”. É alguém no limite entre a razão e a loucura. Como se existisse uma fronteira definida…

No filme, parece claro que a bailarina Nina ultrapassou com folga esta fronteira na sua busca de representar com perfeição a maldade do cisne negro e o sofrimento do cisne branco. Como ela mesmo afirma na sua derradeira fala… Para superar ou ter outro momento de igual brilho, somente ultrapassando novamente ou, quem sabe, tangenciando esta fronteira.

Quantas pessoas buscam a perfeição a qualquer custo? Parece que a perfeição de sua obra é mais importante do que a própria vida! Será possível atenuar o sofrimento causado por esta busca sem fim? Será possível manter-se psicologicamente sadio?

No filme. Nina, apesar de brilhante tecnicamente, somente se tornou genial quando rompeu a fronteira e passou a misturar a realidade com a loucura. Assista a este excelente filme e pense a respeito disto tudo…

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Existe Espaço para os Pequenos, desde que Tenham Qualidade

Na véspera do segundo turno das eleições, saí com a Cláudia, minha irmã Flávia e meu cunhado Adriano. Fomos ao Bier Markt em Porto Alegre, um bar especializado em cervejas especiais. Tudo estava ótimo, as cervejas, a casa, o atendimento cortês, os petiscos e a companhia. Uma noite memorável!

Degustamos uns quatro tipos de cerveja. Eu e a Cláudia gostamos muito de uma que vinha em uma garrafa de um litro cheia de estilo, a Abadessa Helles. Ela tem um aroma floral e de mel e o sabor é levemente adocicado, mas não é enjoativo. E onde esta cerveja é produzida? Não é em Munique, a terra natal deste tipo de cerveja, mas na pequena cidade de Pareci Novo no Rio Grande do Sul.

Cerveja Abadessa Helles

Fiquei surpreso com a procedência da cerveja, mas o Adriano citou outras microcervejarias como a Barley, localizada em Capela de Santana, e a Coruja de Teutônia,. De fora do Rio Grande do Sul, comentou sobre a Baden Baden de Campos do Jordão e a famosa Eisenbahn de Blumenau, recentemente adquiridas pelo Grupo Schincariol.

Na saída do bar, minha irmã e meu cunhado foram presenteados com duas garrafas de cerveja. Eles gentilmente nos repassaram o presente. Uma delas era a Eisenbahn São Sebá que venceu o concurso Mestre Cervejeiro de 2010. A outra era uma cerveja feita por um dos funcionários do bar com nome típico dos gaúchos da fronteira, La Missionera.

Rótulo da Cerveja La Missionera

Dias depois, aqui em Novo Hamburgo, degustamos algumas cervejas da Colorado de Ribeirão Preto. Meus conceitos sobre cerveja mudaram. Óbvio que não vou rejeitar uma Skol bem gelada, mas ficou claro que no Brasil também eram produzidas cervejas artesanais de ótima qualidade. Todas as microcervejarias que citei neste post tem menos de dez anos de idade. Ou seja, a concentração do mercado de cervejas nas mãos de poucos trouxe uma padronização da maioria das marcas. Surgiu, desta forma, um espaço para pequenos fabricantes de produtos premium. A Schincariol percebeu isto e adquiriu a Baden Baden, a Devassa e a Eisenbahn.

Cervejas Colorado

O mesmo está acontecendo em vários setores da economia. Se você não for um gigante que trabalha com grandes volumes e custos baixos, deve buscar nichos de mercado, onde exista demanda para produtos diferenciados de alta qualidade.

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Creme de Abóbora com Gengibre

No feriado de Tiradentes, a temperatura caiu aqui no Rio Grande do Sul. Resolvi fazer no jantar, pela primeira vez do ano, uma receita para o clima frio. Eu coloquei bastante gengibre, mas muito cuidado! O sabor do gengibre é muito picante. Se você não quiser arriscar, bote apenas um pouco…

Apesar da aparência, o gengibre que compramos na feira ou no supermercado não é uma raiz. Trata-se do caule da planta que é conhecido como rizoma. O gengibre também tem várias propriedades terapêuticas.

Rizoma do Gengibre

Após este “momento cultural”, vamos à receita…

Rendimento: 4 porções

Ingredientes:

1 cebola picada
500 g de abóbora cortada em cubos
750 mL de caldo de legumes
200 mL de leite de coco (uma garrafinha)
gengibre fresco a gosto
azeite de oliva
sal e pimenta branca

Modo de preparo:

Refogue a cebola no azeite de oliva.
Junte a abóbora e refogue um pouco.
Acrescente o caldo, o leite de coco e o gengibre ralado.
Acrescente uma pimenta dedo de moça picada sem sementes (opcional).
Deixe cozinhar até amolecer a abóbora.
Bata tudo no liquidificador.
Retorne tudo à panela, ajuste os temperos.
Sirva em prato fundo.

Na foto, o creme foi acompanhado por croutons e ciboulettes.

A receita original substituía  o azeite de oliva por manteiga e o leite de coco por leite de vaca.  No feriado, fizemos uma versão vegan, substituindo a manteiga por azeite de oliva e o leite de vaca por leite de soja, mas com leite de coco fica melhor. O acompanhamento foi pão francês aquecido no forno e vinho tinto.

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Viva o México – Guacamole para o Happy Hour

Ontem no final da tarde, conversei com a Cláudia sobre a janta. Decidimos que seria um jantar mexicano: guacamole de entrada e, na sequência, quesadilla de cogumelos frescos e queijo mussarela. Fiz metade da receita de guacamole apresentada abaixo e as quesadillas ficaram para outro dia…

Rendimento: 6 porções

Ingredientes:

2 abacates maduros
2 tomates sem pele e sem semente
1 cebola média
½ pimentão amarelo
suco de 1 limão
pimenta dedo de moça sem semente (opcional)
1 colher de sopa de coentro ou salsa ou cebolinha (opcional)
sal a gosto

Modo de preparo:

Picar finamente a cebola.
Retirar a pele e as sementes e picar os tomates.
Retirar as sementes e picar o pimentão.
Retirar as sementes e picar finamente a pimenta.
Retirar a polpa do abacate e esmagar com um garfo.
Acrescentar o suco de limão e o sal no abacate.
Misturar todos os ingredientes.
Colocar o guacamole sobre tortillas ou nas levíssimas “Magic Toasts” da Marilan (foto).
Adicionar opcionalmente duas ou três gotas de molho de pimenta verde (jalapeño). A Tabasco vende um molho de pimenta verde bem mais suave do que o molho original de pimenta vermelha.

O acompanhamento perfeito deste prato é a cerveja. Ontem bebi duas long necks da Bohemia. Um grande casamento é feito com duas cervejas mexicanas: a Corona ou a Sol (por favor, não confunda com a Sol brasileira). Experimente bebê-las com limão, fica muito refrescante.

Esta é uma grande alternativa para seu happy hour no verão.

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Perfume de Mulher – Atuação Inesquecível de Al Pacino

Na quinta-feira passada, estava cansado e decidi dormir mais cedo. Então dei a última repassada nos canais da televisão antes de desligá-la, quando encontrei o filme “Perfume de Mulher”. Já havia assistido ao filme algumas vezes, mas não resisti, porque faltava pouco para a célebre cena do tango.

Para os que não viram o filme, farei um rápido resumo. Frank Slade (Al Pacino) é um ex-tenente-coronel do exército americano cego que leva o jovem estudante Charlie Simms (Chris O Donnell) para um final de semana em New York.

Frank planeja um final de semana em que visitará sua família no dia de Ação de Graças e, na sequência, desfrutará dos prazeres da vida. Por fim planejou cometer suicídio. Charlie, por outro lado, está vivendo um dilema. Ele viu alguns colegas jogarem tinta no carro e no próprio diretor do conservador colégio Baird. Agora ele participará de um tribunal interno, onde ou entrega os colegas e ganha uma bolsa de estudos para Harvard ou corre o risco de ser expulso da escola.

O filme acompanha os dois durante o fim de semana, quando passam por uma série de situações emocionantes. Dentre estas situações, existe uma cena antológica, quando Frank Slade dança o tango “Por una Cabeza”, com uma mulher que ele encontra em um restaurante fino. Assista à cena.

Destaque para a magistral atuação de Al Pacino que lhe deu o Oscar de Melhor Ator em 1992.

Este é um daqueles DVD’s que devemos ter na nossa estante para vermos uma vez, duas vezes, três vezes…

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Mousse de Maracujá

De todas as sobremesas que eu conheço, esta deve ser a de preparo mais fácil. Além disso, é muito popular, porque quase todo mundo gosta desta combinação do doce com o azedo.

 

Rendimento: 6 porções

Ingredientes:

1 lata de leite condensado
1 lata de creme de leite
1 lata de suco de maracujá

Modo de preparo:

Coloque todos os ingredientes no liquidificador e misture bem.

Derrame em forminhas individuais ou em uma forma grande.

Leve para o refrigerador por, pelo menos, duas horas.

Se você usar suco natural, pode aproveitar as sementes para decorar o doce.

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Salada Caprese

Os italianos criaram uma maravilhosa combinação: tomate, manjericão e mussarela. A forma mais simples e fresca é a Salada Caprese.

Rendimento: 4 porções

Ingredientes:

2 tomates grandes
Mussarela de búfala
Sal e azeite de oliva a gosto
Folhas de manjericão fresco

Modo de preparo:

Lave o tomate, corte-o em rodelas e o distribua em um prato.

Corte a mussarela em rodelas e coloque-as sobre as rodelas de tomate.

Tempere com o azeite de oliva, sal e por último as folhas de manjericão.

Pode ser servido como entrada ou como último prato. Sem dúvida é uma comida leve, saudável e saborosa.

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Mousse de Coco com Calda de Goiaba

Esta sobremesa é uma homenagem aos amigos Israel e Rosele que comentaram que gostam deste doce no domingo passado.

mousse-coco

Rendimento: 8 porções

Ingredientes:

1 lata de leite condensado
1 lata de creme de leite
1 lata de leite
1 envelope de gelatina incolor
200 mL de leite de coco
50 g de coco ralado

Modo de preparo:

Dissolva a gelatina no leite morno.
Coloque todos os ingredientes no liquidificador e misture bem.
Derrame em forminhas individuais ou em uma forma grande.
Leve para o refrigerador por, pelo menos, duas horas,

A calda de goiaba pode ser preparada de uma forma muito fácil:

Misture um pedaço (100 a 150 gramas) de goiabada com meio copo de água morna em um liquidificador.
Coloque em um pote e leve para o refrigerador.
Ponha a calda sobre o mousse na hora de servir.

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Risoto Again!!! – Tomate Seco com Rúcula

Adoro risoto! Os leitores do meu blog  já viram as receitas do clássico risoto de funghi secchi e cogumelos frescos  e do exótico risoto de pera com queijo gorgonzola. Agora chegou a vez do charmoso risoto de tomate seco com rúcula.

risoto-de-rucula-com-tomate-seco

Rendimento: 4 porções

Ingredientes:

1 vidro de tomates secos (120 gramas drenado)
1 molho de rúculas (de preferência hidropônica)
1 xícara de vinho branco seco
1 cebola grande picada
2 xícaras de arroz arbóreo
1,5 litros de caldo de legumes
sal e pimenta-do-reino a gosto
queijo parmesão ralado a gosto

Modo de preparo:

Drene e pique grosseiramente os tomates secos. Reserve o óleo temperado.

Separe e lave as folhas de rúcula.

Numa panela, leve o óleo dos tomates secos e uma colher da manteiga ao fogo baixo. Quando estiver quente, acrescente a cebola picada e misture bem com uma colher de pau por 4 minutos ou até que fique transparente.

Acrescente o arroz e o tomate seco. Refogue por 1 minuto, mexendo sempre.

Adicione o vinho e misture bem, até evaporar.

Quando o vinho secar, acrescente uma concha do caldo e mexa sem parar.

Quando secar, junte outra concha e repita a operação por 15 minutos, sempre em fogo alto.

Verifique o ponto: o risoto deve ser cremoso, mas os grãos de arroz devem estar “al dente”. Porém, se ainda estiver muito cru, continue cozinhando por mais um minuto. Se for necessário, junte um pouco mais de caldo e mexa bem. Na última adição de caldo, não deixe secar completamente.

Adicione uma colher de sopa de manteiga e o queijo parmesão, mexa e desligue o fogo.

Coloque a rúcula sobre o risoto, tampe a panela e deixe “descansar” por 5 minutos.

Prove o tempero e corrija se precisar e sirva quente.

Para acompanhar este prato, a sugestão é um bom espumante brasileiro brut ou moscatel. Para os que preferirem um vinho tinto, sugiro o Pinot Noir da Vinícola Dal Pizzol.

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