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Introduzindo “A Revolta de Atlas” de Ayn Rand e Por Que os Conservadores Brasileiros Não Exaltam Sua Autora?

Enfim terminei a leitura das mais de 1.200 páginas do livro “A Revolta de Atlas” (Atlas Shrugged) de Ayn Rand. Este livro foi a última obra de ficção desta autora que após sua publicação passou a escrever livros apenas para divulgar sua própria filosofia, o Objetivismo. Ela iniciou a redação em 1946 e concluiu dez anos depois. Conta-se que ela demorou dois anos somente para finalizar o discurso de John Galt que apresenta as bases do Objetivismo. A primeira edição foi publicada nos Estados Unidos em outubro de 1957.

Este é o primeiro artigo de uma nova série que publicarei no blog. Diferentemente da série sobre o livro “As Seis Lições” de Ludwig Von Mises, iniciarei com algumas considerações sobre Ayn Rand e as razões que a impedem de ser popular entre os conservadores brasileiros.

Ayn Rand nasceu na Rússia em 1905, antes da Revolução Bolchevique, cresceu sob o regime comunista soviético, viajou ainda jovem para visitar parentes nos Estados Unidos e nunca mais voltou para seu país de origem. Sua filosofia privilegia o individualismo, o egoísmo e a razão em detrimento dos sentimentos. Ela considera o altruísmo definitivamente um mal.

Ayn Rand

Deste modo, ela tornou-se um ícone do Liberalismo clássico, defendendo o Estado mínimo que teria como função somente e tão somente a segurança (interna e externa do país) e a Justiça. E tudo mais seria realizado pela iniciativa privada. Ou seja, não é função do Estado cuidar, por exemplo, de educação, saúde, assistência social, saneamento básico e infraestrutura básica. O sucesso dos indivíduos, obtido através de um competente esforço egoísta, traria prosperidade para toda sociedade. Os Estados Unidos seriam o melhor exemplo deste modelo. Como podemos perceber suas ideias estão muito bem alinhadas aos pensamentos do economista liberal austríaco Ludwig Von Mises.

Rand escreveu seu livro para defender seus pontos de vista e o Objetivismo. Na reta final do livro, há o longo discurso de 70 páginas do personagem principal, John Galt, sobre o racionalismo, egoísmo e toda a filosofia. Além deste extenso texto, em outras passagens personagens abordam inúmeras questões sensíveis: Francisco d’Anconia fala sobre o dinheiro; o “pirata” Ragnar Danneskjöld define-se como um anti-Robin Hood e defende a meritocracia; Ellis Wyatt defende a riqueza. Analisarei estes discursos nos próximos artigos.

O livro trata da reação de empresários, cientistas e artistas que desaparecem em um ambiente de intervenção estatal crescente nos Estados Unidos do futuro. Está divido em três partes com dez capítulos cada. Em alguns capítulos a história prende e a leitura é fluida; em outras, a leitura é maçante. Existem repetições exaustivas de algumas situações, como se a autora quisesse gravar em nossas mentes sua concepção de mundo. Seguramente poderia haver um bom enxugamento no conteúdo do livro.

Pode-se afirmar que o livro possui quatro personagens principais: três masculinas – John Galt, Francisco d’Anconia e Hank Rearden) – e uma feminina, Dagny Taggart. Dagny era a vice-presidente de operações (hoje chamaríamos COO) da ferrovia Taggart Transcontinental. Ela era uma mulher independente, competente, ética e determinada. Incrivelmente Dagny teve relacionamentos amorosos com os três personagens principais masculinos. Desconfio que Dagny seja alter ego de Ayn Rand…

Em meados da década de 1950, Rand teve um caso amoroso com o psicanalista Nathaniel Branden, vinte e cinco anos mais jovem do que ela. Segundo algumas informações, seus cônjuges tinham conhecimento do fato. Ou seja, Ayn Rand não se encaixa no padrão princesa que se casa com o príncipe encantado para formar uma “família tradicional”.

Ayn Rand e seu marido no casamento de Nathaniel Branden (Fonte: The New York Times)

Além disso, ela era ateia, considerava que havia apenas uma vida. Deste modo, considerava que havia apenas esta vida para o homem buscar seu “maior propósito moral”: alcançar sua própria felicidade.

Também era contra a proibição do aborto por restringir a opção das mulheres e a busca pela felicidade. O embrião não teria direitos inicialmente, o direito à vida só iniciaria a partir do nascimento. E era favorável a descriminalização das drogas por defender o direito de escolha dos indivíduos.

Sua visão sobre as religiões era extremamente negativa. Dizia que os “místicos do espírito” (religiosos) pedem que o sofrimento presente seja suportado para receber a compensação em outra dimensão. Defendia a completa separação entre Estado e religião. Para exemplificar a coerência de suas posições, Rand se recusou a votar no liberal Ronald Reagan para presidente dos Estados Unidos, na década de 1980, devido a sua posição antiaborto e a favor da religião.

Ex-Presidente dos Estados Unidos Ronald Reagan

No livro, durante o longo discurso de John Galt, há uma passagem sobre a não-violência que transcrevo abaixo.

“Tudo está aberto à discordância, menos um ato mau, o ato que homem nenhum pode cometer contra os outros, aprovar nem perdoar. Enquanto os homens quiserem viver em comunidade, nenhum homem pode tomar a iniciativa – estão me ouvindo? –, nenhum homem pode tomar a iniciativa de usar a força física contra os outros.

Interpor a ameaça da destruição física entre o homem e sua percepção da realidade é negar e paralisar seu meio de sobrevivência. Forçá-lo a agir contra seu discernimento é como forçá-lo a agir contra sua própria visão. Todo aquele que, com qualquer objetivo e em qualquer grau, tome a iniciativa de lançar mão da força, é um assassino que parte da premissa da morte, mais ainda do que o assassino propriamente dito: a premissa de destruir a capacidade de viver do homem.

Não venham me dizer que sua mente os convenceu de que vocês têm o direito de forçar minha mente A força e a mente são coisas opostas. A moralidade termina onde começa a força da arma”.

Sem dúvida, além da violência física, todas as formas de coação, chantagem e assédios são condenadas.

Assim fica difícil para os conservadores brasileiros exaltarem Ayn Rand, porque ela era uma mulher defensora da liberação sexual, a favor do aborto, antirreligiosa, a favor da descriminalização das drogas e defensora ampla da não-violência.

Outro ponto é a separação entre o público e o privado. Nas páginas da “Revolta de Atlas”, existem inúmeros casos de empresários que buscam privilégios através de suas relações com o Governo. Este tipo de conluio é execrado por Rand. Em um Estado mínimo, as empresas deveriam vencer a competição no mercado exclusivamente através de seus próprios méritos, sem ajudas ou reservas de mercado. Nós sabemos como muitos empresários brasileiros atuam com lobbies no Executivo e no Legislativo para favorecer seus negócios, restringindo a livre concorrência, são os falsos liberais.

Nos próximos artigos, abordarei outros pontos como as mensagens subliminares do livro, o Objetivismo, o egoísmo ético e o Liberalismo Laissez-faire de Rand.

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Sun Tzu e a Intervenção Federal no Rio de Janeiro

O general chinês Sun Tzu escreveu há 2.500 anos o clássico “A Arte da Guerra”. Apesar de seu nome, este livro não é apenas sobre táticas de guerra, ele trata sobre conflitos e como superá-los, tanto que uma mensagem marcante é:

“A suprema arte da guerra é submeter o inimigo sem lutar.”

A intervenção federal na área da segurança pública no Rio de Janeiro completou um mês e a população prossegue na expectativa nos seus resultados.

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O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, e o comandante Militar do Leste, General Braga Netto, em entrevista coletiva sobre o decreto de intervenção no Estado do Rio de Janeiro (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Sun Tzu foi enfático em um dos aspectos centrais das discussões sobre a intervenção – o respeito pelas leis e o comporta ético. Leia o trecho a seguir.

“Os que usam bem as armas cultivam o caminho e obedecem às leis. Assim podem governar, prevalecendo sobre os corruptos; usar a harmonia para desvanecer a oposição, não atacar um exército inocente, não fazer prisioneiros ou saquear por onde a tropa passar, não cortar as árvores, nem contaminar os poços; limpar e purificar os templos das cidades e montanhas por onde você passar, não repetir os erros de uma civilização decadente. Tudo isso está inserido na lei moral.”

Sun Tzu

Sun Tzu

Ou seja, violência contra a população das comunidades, onde houver conflitos entre grupos de criminosos com a polícia ou exército, deve ser evitada a qualquer custo. Desde modo, os mandados coletivos de busca e apreensão são inadmissíveis, por permitir que lares de moradores inocentes sejam invadidos sem indícios concretos.

Os líderes da intervenção militar explicam a aparente inatividade das forças policiais-militares por estarem em um período de planejamento e levantamento dos recursos humanos e materiais necessários para as operações. O planejamento é essencial para atingir o sucesso em qualquer atividade. Sun Tzu cita a importância desta etapa em várias passagens do seu livro.

“Informação é crucial. Nunca vá para a batalha sem saber o que pode estar contra você.”

“Compare, prudentemente, o exército inimigo com o seu próprio, de modo que você possa saber onde a força é superabundante e onde é deficiente.”

“Não ataque alguém só por estar magoado. Um general não deve colocar suas tropas em campo apenas para satisfazer seu próprio esplendor.”

“Um general não deve empreender uma guerra num ataque de ira, nem deve enviar suas tropas num momento de indignação. Entenda que um homem que está enfurecido voltará a ser feliz, e aquele que está indignado voltará a ser honrado, mas um Estado que pereceu nunca poderá ser reavivado, nem um homem que morreu poderá ser ressuscitado.”

“Nunca se deve atacar com cólera ou pressa, é aconselhável reservar um tempo para o planejamento e organização do plano. Um verdadeiro mestre das artes marciais vence um inimigo sem batalha, conquista outras cidades sem assaltá-las e destrói outros exércitos sem gastar muito tempo. Desfaz os planos dos inimigos, destrói suas relações e alianças, corta suas provisões ou bloqueia seu caminho.”

“Se não é vantajoso, nunca envie suas tropas; se não lhe rende ganhos, nunca utilize seus homens; se não é uma situação perigosa, nunca lute uma batalha precipitada.”

“A estratégia sem tática é o caminho mais lento para a vitória. Tática sem estratégia é o ruído antes da derrota.”

Em algum momento, o planejamento e a preparação para o conflito deverão ser colocados em prática, porque existe uma premência por resultados positivos neste ano em que temos eleições para os governos federal e estaduais. Em minha opinião, o maior obstáculo para a vitória reside na frase abaixo.

“Aquele que conhece o inimigo e a si mesmo lutará cem batalhas sem perder; para aquele que não conhece o inimigo, mas conhece a si mesmo, as chances para a vitória ou derrota serão iguais; aquele que não conhece nem o inimigo e nem a si próprio será derrotado em todas as batalhas.”

O problema é a relação entre o crime e a polícia. Se a polícia tem criminosos em seus quadros, qual seria a chance de “conhecer a si próprio”? Neste caso, o fracasso está garantido.

Outro ponto é a duração das operações, Sun Tzu recomenda que as operações sejam rápidas. Operações longas ou com várias campanhas também exaurem a energia das tropas e da população em geral, como pode ser confirmado nas seguintes frases.

“Ainda que você esteja vencendo, se a batalha continuar por muito tempo, deixará suas tropas desanimadas e cegará sua espada. Se estiver sitiando uma cidade, esgotarão suas forças.”

“Não há exemplos de uma nação beneficiando-se da guerra prolongada.”

“Deixar que uma operação militar se prolongue por muito tempo, nunca será benéfico para o país. Não se deve mobilizar o povo mais de uma vez por campanha.”

“Uma operação militar significa um grande esforço para o povo e uma guerra pode durar muitos anos até a obtenção da vitória.”

Se pensarmos nos moradores das comunidades atingidas pelos conflitos, o desgaste é desumano, especialmente quando admitimos que as chances de uma vitória militar são reduzidas, por causa das milícias que usam a própria estrutura da polícia para agirem nessas mesmas comunidades e dos espiões do crime organizado infiltrados na polícia e no Judiciário.

A primeira citação de Sun Tzu neste artigo foi a seguinte:

“A suprema arte da guerra é submeter o inimigo sem lutar.”

Como vencer criminosos bem armados sem luta? A principal fonte de receitas destes grupos é o tráfico de drogas ilícitas. Já escrevi um artigo sobre este assunto (Drogas – O Fim da Guerra), onde reproduzo dados apresentados em 2014 por Ethan Nadelmann, diretor e fundador da ONG Drug Policy Alliance. Em 40 anos de guerra, apenas os Estados Unidos gastaram US$ 1 trilhão para obtenção de um grande fracasso. A quem interessa prosseguir com esta longa guerra sem chance de sucesso? Sem dúvida, interessa aos corruptos que recebem propinas para manter o tráfico em atividade.

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Ethan Nadelmann, durante o TEDGlobal 2014 no Rio de Janeiro.

Acredito que a liberação das drogas com menores potenciais de dano físico e dependência como, por exemplo, a maconha, seria um bom início. Outro ponto é o aumento da efetividade do combate à lavagem de dinheiro oriundo de atividades criminosas. Estas medidas reduziriam o poder de fogo dos grupos criminosos sem disparar um único tiro.

 

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Drogas – O Fim da Guerra

Recentemente pessoas de diversos lugares do mundo ficaram chocadas com o desaparecimento e provável assassinato de 43 estudantes no México. Segundo membros do cartel de narcotraficantes, “Guerreros Unidos”, um ônibus com os estudantes foi interceptado pela polícia, quando estava a caminho da cidade de Iguala. Após a prisão, os estudantes foram entregues ao grupo de criminosos que os executou e seus corpos foram queimados. José Luis Abarca Velázquez, o prefeito de Iguala, e sua esposa, María de los Ángeles Pineda Villa, foram apontados como os prováveis autores intelectuais deste crime bárbaro.

Painel com as fotos dos 43 estudantes mexicanos desaparecidos.

Painel com as fotos dos 43 estudantes mexicanos desaparecidos.

O envolvimento de autoridades políticas, policiais e traficantes de drogas infelizmente não é novidade. A corrupção do sistema pode ser explicada pelo tamanho do negócio das drogas ilícitas, um mercado de US$ 300 bilhões por ano.

Por que algumas drogas são lícitas e outras são ilícitas? Álcool, cigarro e açúcar têm consumo permitido; e maconha, cocaína e heroína, não! Você pode ficar surpreso com a inclusão do açúcar no rol das drogas lícitas, mas foi assim que começou minha conversa com Ethan Nadelmann, diretor e fundador da ONG Drug Policy Alliance, durante o TEDGlobal 2014 no Rio de Janeiro. Você pode assistir sua impactante apresentação durante o TED abaixo.

 

Eu estava na mesa do buffet de sobremesas, quando ele chegou. Escolhi alguns doces e disse para ele:

– Dizem que o açúcar vicia mais do que cocaína…

Ele sorriu e concordou. Contou a história de um donut cheio de açúcar e creme que, segundo um comediante americano, dava a sensação que o cérebro iria explodir – efeito semelhante da cocaína. Elogiei a apresentação dele, falamos sobre amenidades e ele disse que estaria em São Paulo na semana seguinte. Comentei sobre o programa da prefeitura paulistana para reintegrar ao convívio social os viciados em crack. Lembrei também da reação da polícia do estado que agiu de forma agressiva, batendo e prendendo usuários de drogas da região da cracolândia de São Paulo. Nadelmann elogiou a iniciativa da prefeitura e disse que, em todo o mundo, a polícia é a maior inimiga da legalização das drogas.

Na sequência, para exemplificar, ele contou a história de um rapaz que criou uma ONG na Colômbia que procurava ajudar dependentes de drogas injetáveis, auxiliando-os a se libertar do vício e, se isto não fosse possível, dando agulhas esterilizadas para evitar a proliferação de doenças, como a AIDS. A atuação desta ONG começou a incomodar os traficantes e os policiais corruptos que faziam parte do esquema. A Justiça Colombiana decidiu proteger a vida do rapaz com policiais honestos e a intimidade entre o protegido e seus protetores começou a crescer. Numa noite, enquanto bebiam cerveja juntos, um dos policiais falou:

– Você é um cara legal! Está fazendo o acredita, é honesto, bem-intencionado, mas eu agiria diferente. Se pudesse, daria um tiro na cabeça de cada um destes viciados e acabava com o problema…

Esta postura lembra o ódio do Capitão Nascimento nutria contra os viciados no primeiro filme da “Tropa de Elite”.

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Capitão Nascimento agride um viciado e diz que ele é o responsável por aquela situação.

 

Os Estados Unidos gastaram US$ 1 trilhão no combate às drogas nos últimos 40 anos. O fracasso é evidente, o consumo de drogas ilícitas só cresce e a violência ligada à atividade atinge níveis impressionantes em várias regiões do mundo como no México.

Nadelmann brincou na sua apresentação que muda de opinião muitas vezes em relação à legalização das drogas:

– Estou dividido: três dias por semana eu acho que sim, três dias por semana eu acho que não, e aos domingos, eu sou agnóstico.

Eu também me sinto dividido, mas vejo que alguns argumentos contra a descriminalização são fracos. Se a proteção à saúde fosse realmente o motivo principal, deveríamos proibir o consumo de álcool, cigarro, açúcar, gorduras saturadas…

Se o argumento é a proteção de nossos filhos em relação à violência, também podemos demonstrar que uma boa dose da violência urbana advém desta guerra antidrogas que vitima muitos inocentes. Além disto, proibir alguma coisa para nossos filhos não é, com certeza, tão efetivo quanto amá-los, educá-los, orientá-los e sermos pais presentes.

Hoje não é permitida a venda de álcool e cigarros para menores de 18 anos. O mesmo critério poderia ser adotado em relação a outras drogas. Em minha opinião, a maconha poderia ser a primeira droga atualmente ilícita a ser liberada e vendida com estas restrições de idade, com cobrança de impostos similar às bebidas alcoólicas destiladas ou cigarros. A maioria das demais drogas poderia ser liberada na sequência de acordo com as peculiaridades de cada uma.

Se a proibição das drogas resolvesse a questão, ninguém nos Estados Unidos beberia álcool. A Lei Seca só serviu para capitalizar a Máfia americana e enriquecer seu líder, Al Capone.

Termino este post, reproduzindo o encerramento da apresentação de Ethan Nadelmann no TEDGlobal que foi aplaudido de pé pela plateia presente.

– Então é a isso que eu tenho dedicado a minha vida para a construção de uma organização e um movimento de pessoas que acreditam que precisamos virar as costas a proibições fracassadas do passado e abraçar novas políticas de drogas baseadas em ciência, compaixão, saúde e direitos humanos, onde as pessoas que vêm de todo o espectro político e todos os outros espectros, onde pessoas que amam as nossas drogas, pessoas que odeiam drogas e pessoas que não dão a mínima para as drogas, mas onde cada um de nós acredite que essa guerra às drogas, este atraso, sem coração, esta guerra desastrosa tem que acabar.

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